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27/08/2015

SERVIÇO PÚBLICO: Da próxima vez também não vai ser diferente (5)

[Uma espécie de continuação de «Too big to fail» - another financial volcanic eruption in the making (1) e (2) e de «Da próxima vez também...» (1), (2), (3) e (4)]

Já aqui referi que nas bolsas americanas aditivadas pelo quantitative easing e as taxas de juro da Fed, os valores do P/E Ratio (price-to-earning ratio, isto é a relação entre a cotação das acções e os dividendos pagos) atingiram níveis insustentáveis e, de facto, não sustentados pelo fraco crescimento dos lucros em 2014.

Fonte: NYT

O diagrama anterior com a evolução dos PER baseados na média móvel de 10 anos de dividendos das cotadas do S&P 500 mostra que os valores actuais são dos mais altos nos últimos 60 anos com excepção do período da bolha tecnológica nos anos 1995-2000. Um PER de 25 significa que a rentabilidade da aplicação em acções é aproximadamente de 4%, o que parece muito face às taxas da Fed, mas é insuficiente para um activo de risco como as acções.

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