«O Iraque provou que as intervenções ocidentais podem ser um desastre. A Síria provou que as não-intervenções podem ser um desastre ainda maior. Mais de cinco anos de guerra fizeram, até agora, meio milhão de mortos e milhões e milhões de deslocados, dentro e fora do país, com centenas de milhares de refugiados a entrar clandestinamente na Europa. E não foi preciso George Bush, nem “Neo-Cons”.
(...)
No caso do Iraque, a decisão de remover Saddam e os desacertos da ocupação militar causaram enorme controvérsia, justificaram marchas, deixaram um rasto infindável de artigos, livros e filmes. Sobre a Síria, não há nada. Bush pagará sempre pela “invasão do Iraque”; Obama nunca responderá pelos massacres que deixou acontecer na Síria. Para um presidente Americano, a lição é clara: é sempre preferível lavar as mãos.»
«A maior vergonha do nosso tempo», Rui Ramos no Observador
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
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08/10/2016
18/04/2007
ESTÓRIA E MORAL: le vieux con
Estória
Depois de ter desempenhado, como secretário de estado da Defesa de Bush, o papel de falcão, estar a desempenhar, como presidente do Banco Mundial, o papel de paladino anti-corrupção, como pôde o neocon Paul Wolfowitz ter-se atribuído o papel de con, tout court? Porquê envolver-se num escândalo de favorecimento da sua namorada, a quem conseguiu um belo salário de USD 200.000 no departamento de Estado, que é superior ao da patroa Condy?
É fácil criticar. Como pode um homem destes, com uma cara destas, com uns pés destes, ter uma namorada (Shaha al Riza) destas?



Moral
No pior pano cai a pior nódoa ou a necessidade aguça o engenho.
Depois de ter desempenhado, como secretário de estado da Defesa de Bush, o papel de falcão, estar a desempenhar, como presidente do Banco Mundial, o papel de paladino anti-corrupção, como pôde o neocon Paul Wolfowitz ter-se atribuído o papel de con, tout court? Porquê envolver-se num escândalo de favorecimento da sua namorada, a quem conseguiu um belo salário de USD 200.000 no departamento de Estado, que é superior ao da patroa Condy?
É fácil criticar. Como pode um homem destes, com uma cara destas, com uns pés destes, ter uma namorada (Shaha al Riza) destas?



Moral
No pior pano cai a pior nódoa ou a necessidade aguça o engenho.
01/02/2007
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