| mais liberdade |
A globalização reduziu a pobreza dos países pobres, foi sentida como uma ameaça e exacerbou o nativismo e o populismo das classes médias dos países ricos, a quem trampolineiros prometem recolocar a pasta dentro da bisnaga.
| mais liberdade |
Possivelmente a existência de criaturas moralmente desviantes no Chega não será uma originalidade em relação às outras agremiações, principalmente os dois partidos do regime PS e PS-D. O que é original é a pesporrência e a pretensa superioridade moral com que esta agremiação se apresenta em público.
Moral
«A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude».
François de La Rochefoucauld, escritor e moralista
Há duas ou três semanas, primeiro a CNN e mais tarde outros mídia, citaram um working paper com um título ("Taxing extreme wealth: What countries around the world could gain from progressive wealth taxes") mais adequado a um panfleto do que a um paper, que foi publicitado com títulos vibrantes capazes de fazer atingir o orgasmo a qualquer esquerdista. Desde logo o título da peça da própria CNN: «Se Portugal taxasse os super-ricos encaixaria mais 3.589 milhões de euros. Dava para pagar três vezes o IRS Jovem».
Confesso que se me acendeu o desconfiómetro pelo tom igualmente vibrante e o pendor demagógico do paper e pelo perfil áctivista da instituição que o publicou - Tax Justice Network (TJN), um grupo de pressão britânico de pendor anticapitalista.
Felizmente, o economista Luís Aguiar-Conraria, que se quisesse arrumá-lo numa caixinha diria que se enquadra na esquerda, o que o faria ver com bons olhos um panfleto que promove uma das bandeiras da esquerda, porque é da facção bem-pensante, não embarcou na treta demagógica do working paper e "escavou-o". Fez umas contas e concluiu na peça "Populismo fiscal de esquerda" na sua coluna semanal do Expresso que o valor avançado pela CNN para o resultado da taxação dos super-ricos em Espanha, cujo "Imposto Solidário sobre Grandes Fortunas" que serviu da base ao paper do Tax Justice Network , é 15 vezes superior a uma estimativa realista. Estamos conversados.
«Um Governo, quando chega, herda dossiers. Este Governo vai herdar uma reforma quase pronta da administração pública para a fortalecer enquanto nós herdamos bancos por resolver.»
postulou na SIC Notícias a ministra da Presidência Dr.ª Mariana Vieira da Silva.
Submeti ao ChatGPT a declaração da Dr.ª Mariana, pedi para produzir um comentário em português corrente e na volta recebi o seguinte resposta:
É verdade que um governo quando chega, herda dossiers.
O governo do PSD-CDS herdou a bancarrota que o Eng. Sócrates lhe deixou, os bancos falidos, economia em recessão, as contas públicas arruinadas e 727.701 utentes da vaca marsupial pública.
O primeiro governo a que Dr.ª Mariana pertenceu herdou uma saída limpa do resgate, a economia a crescer, as contas públicas num estado que o chefe da Drª. Mariana veio mais tarde a baptizar de "contas certas" e apenas 659.138 utentes da vaca marsupial pública, ou seja menos quase setenta mil, aos quais os governos a que Dr.ª Mariana pertenceu acrescentaram quase 90 mil (745.582 em Junho de 2023 a que se juntaram mais uns milhares desde então).
Continuação de (1)
Como mostrou Sérgio Palma Brito, de quem citei no post anterior o seu artigo sobre o Relatório Preliminar da Comissão Técnica Independente do Novo Aeroporto, são completamente fantasiosas as projecções do número de passageiros até 2050 com as quais se pretende fundamentar as escolhas de localização.
Luís Janeiro, professor da Católica, fez neste artigo uma autópsia dessas projecções comparando-as com as dos hubs de Madrid-Barajas e de Paris e confirmando a sua megalomania.
Como se não fossem suficientes essas fantasias, o relatório ainda adopta a fantasia do hub de Lisboa muito popular entre os "especialistas". Jason McGuinness, CCO da Ryanair, considera essa fantasia «absolutamente ridícula» porque «há dois requisitos centrais para o desenvolvimento de um grande hub intercontinental: uma grande companhia área que alimente o hub e a localização geográfica correta para múltiplos fluxos de procura intercontinental. Lisboa simplesmente não tem estas características» e ainda porque «o mais provável é a TAP ir parar às mãos do grupo IAG. A IAG tem um grande hub internacional em Londres. Não vão aumentar a capacidade internacional em Lisboa. Vão enviar as pessoas de Lisboa para Heathrow.»
Em conclusão, depois de 70 anos a empurrar o novo aeroporto com a barriga para a frente, corremos o risco de acrescentar mais um gigantesco elefante branco à manada que vimos alimentando há cinco décadas.
Sérgio Palma Brito, ex-Director Geral da Confederação de Turismo, escreve regularmente no seu blogue sobre temas da aviação e a TAP, sobre a qual publicou o ano passado o livro «TAP Que Futuro? Como chegámos aqui!» e tem em preparação um livro sobre o Relatório Preliminar da Comissão Técnica Independente do Novo Aeroporto, do qual antecipou algumas conclusões num artigo publicado no Jornal Nascer do Sol no dia 19-01 de que cito a seguir o essencial.
I. A projeção do número de passeiros a 2050 é o indicador
mais importante para justificar o aeroporto no Centro de Tiro da Força Aérea
(CTA). Eis dois dos erros da Relatório Preliminar da Comissão Técnica Independente
(CTI) que deitam abaixo este indicador.
Os relatórios da CTI publicados no Verão são de 52 e 67
milhões passageiros em 2050, hipótese alta e baixa. Em dezembro, os números já
são 66, 85 e 108 milhões, em baixa, média e alta. Entre os valores máximos do
verão e os do outono, 67 e 108 milhões, há um aumento de 61%. Nestes três meses
não houve alteração do mercado que justifique este salto. O que mudou? No
Portugal em que vivemos, apenas mudou a necessidade de números que garantam a
rentabilidade de rodas as Opções que a CTI inventou. Mais, o número de
Residentes em Portugal que viajará de avião em 2050 será de 9,5, 12,3 e 15,8
milhões. Azar, a previsão do INE para a População Residente de Portugal é de
7,5 milhões. A CTI põe toda a População do País a viajar de avião pelo CTA e
com muitos residentes a viajar mais de uma vez.
II. A CTI quer fazer do CTA um 'aeroporto hub', coisa que
não existe. Há hubs de companhias aéreas nos aeroportos que são a sua base. Na métrica
do Airports Council International, o hub da TAP vale cerca 6.500 unidades. Os 5
'majors' (Francoforte, Amesterdão, etc.) valem cerca de 50.000 unidades. Até
2050, o hub da TAP teria de multiplicar esta métrica por 8 para atingir 52.000,
objetivo impossível. A CTI prevê que os turistas em hub passem de 1,9 milhões
em 2019, a 5,3, 6,8 e 8,7 milhões em 2050, um exagero. Seriam necessárias centenas
de voos diretos da TAP para os aeroportos das Américas e Africa, já servidos
por grandes companhias europeias.
Um número de passageiros excessivo e um 'aeroporto hub' impossível
deitam abaixo o segundo grande argumento da CTI a favor do CTA, o de vir a ser
um 'aeroporto hub'.
III. No seu Podcast, Daniel Oliveira questiona a presidente:
«Portugal terá condições, pela sua localização, para ser a porta de entrada das
Américas para a Europa?». A presidente não se fica «Toda a análise económica que
fizemos está fortemente apoiada nesse pressuposto». Pum! Ambos ignoram a escala
do tráfego aéreo entre as Américas e a Europa via os hubs das grandes
companhias. Não há 'porta para a Europa', há um hub de nicho em Lisboa e meia
dúzia de grandes aeroportos de entrada/saída na e da Europa.
IV. A CTI prevê o CTA operacional em2031 com duas pistas. A
ligação ferroviária entre CTA e Gare do Oriente exige via-férrea dedicada que
não estará pronta. A CTI tem resposta: «Aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete
poderá avançar e vir a funcionar sem acessos ferroviários e, apenas, com acessos
rodoviários». A CTI já perguntou às companhias aéreas se aceitam voar para
'este' CTA?
V. A CTI ignora que o CTA implica deslocalizar cerca de 21.000 postos de trabalho, atualmente no AHD. Não prever o indispensável Planeamento Urbano «vai resultar numa pressão, urbanística brutal. E os municípios, que estão articulados, já sabem disso. Vemos já enormes pressões urbanísticas» segundo Gonçalo Byrne. É aberta a via livre para a especulação imobiliária.
Secção Entradas de leão e saídas de sendeiro / Secção Idiotas Inúteis
Recorde-se que Paddy Cosgrave é o promotor da Web Summit, um evento (tema de uma série de posts) a que as figuras de cera do Estado sucial comparecem para abraçar o Paddy com um bilhete que custa aos contribuintes portugueses 11 milhões por ano até 2028. Evento cujo maior retorno são umas 200 mil dormidas o que, sendo muito, é apenas uma ínfima percentagem das dormidas dos turistas que cá vêm sem pagarmos nada ao Paddy.
No dia 13, cinco dias depois do ataque do Hamas a Israel, "o Paddy", como é conhecido pelas figuras de cera, publicou um post no X, o Twitter de Elon Musk, onde em seguida às primeiras reacções de Israel a um ataque que matou arbitrariamente centenas de civis, incluindo muitas crianças, e censurando o apoio que a maioria dos governos dos países democráticos declarou a Israel, escreveu «I’m shocked at the rhetoric and actions of so many Western leaders & governments».
Foi uma reacção enviesada e parcial a começar porque omitiu qualquer juízo sobre o ataque do Hamas e classificou as primeiras e limitadas acções do IDF como «war crimes». No entanto, sendo certo que um homem que acredita que o Hamas é uma força do bem e Israel uma força do mal, é um imbecil, não vivendo numa sociedade tutelada pelo Hamas tem direito à sua imbecilidade.
Só que, depois do seu post, choveram reacções de potenciais "clientes" da Web Summit, o evento que promove e é o centro do seu negócio. E foi aí que o Paddy passou de imbecil a oportunista e hipócrita num post no qual sete dias depois do ataque tenta emendar a mão e escreve «First, what Hamas did is outrageous and disgusting. It is by every measure an act of monstrous evil. Israel has a right to defend itself, but it does not, as I have already stated, have a right to break international law.»
Como a sua cambalhota não resultasse, reincide no dia seguinte com mais oportunismo e hipocrisia e escreve «We are devastated to see the terrible killings and the level of innocent civilian casualties in Israel and Gaza. We condemn the attacks by Hamas and extend our deepest sympathies to everyone who has lost loved ones. We hope for peaceful reconciliation.» Confirma assim que vive menos de convicções do que do seu negócio, o que não estando sujeito à tutela do Hamas ou à de qualquer governo seu apoiante só tem como eventual consequência o desprezo das pessoas de bem pelo seu carácter oportunista e manhoso e isso não lhe devemos negar.
Pela sua imbecilidade, oportunismo e hipocrisia atribuímos ao Paddy cinco ignóbeis.
Em uníssono, como é costume, os jornais destacaram as palavras do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que lembrou ao povo ignaro que já tinha reembolsado 2,5 mil milhões de euros do IRS a 2,5 milhões de famílias.
Teria o Dr. Félix anunciado a redução retroactiva do IRS? Perguntei ao ChatGPT o significado das estranhíssimas palavras e o Chat esclareceu ter o Dr. Santos Félix querido dizer que a engenharia fiscal socialista fixou as taxas das retenções de IRS do ano passado em montantes superiores aos resultariam de uma estimativa fiável do IRS final, permitindo assim ao governo extorquir uma média de mais de 200 milhões de euros por mês de impostos em excesso que foram como que um empréstimo forçado sem juros dos contribuintes ao Estado sucial.
Fiquei esclarecido e curvo-me perante a criatividade fiscal socialista que, em seguida, tirou mais um coelho da cartola informando o povo ignaro que a partir de 1 de Julho as taxas de retenção deste ano seriam corrigidas do excesso o que faria o salário líquido «crescer até 65 euros». Melhor não é possível.
No nosso Glossário das Impertinências define-se Carta Aberta assim:
É uma contradição nos termos. Uma carta é fechada. Uma carta que é aberta, não é fechada (ver La Palice). É, pois, uma carta que não é uma carta. É uma circular que tem como destinatários reais toda a gente menos o destinatário formal. É também uma grande falta de vergonha de quem a escreve, ao divulgar os seus termos por terceiros, muitas vezes antes do destinatário a conhecer, sem cuidar de saber se autorizaria. É, em suma, um insulto à inteligência de todos os seus destinatários.
Pois bem, foi mais uma Carta Aberta que um conjunto de personalidades - uma espécie de "famosos" sofrendo o complexo de não serem verdadeiramente famosos - escreveram, subscreveram e publicaram no Público (what else?), jornal a que alguém chamou com propriedade o Avante da Sonae. É um conjunto que vai do realizador e promotor da TAP pública António-Pedro Vasconcelos, até ao incontornável Capitão de Abril e pedreiro do Grande Oriente Lusitano Vasco Lourenço, passando por outros incontornáveis nomes da esquerdalhada.
Propõem aquelas personalidades que o governo que nacionalizou a TAP, confiscou mais de três mil milhões de euros para nela torrar, criou a maior trapalhada e sem-vergonhice que este país viu desde Dona Maria II e agora a pretende privatizar, mantenha o “controlo estratégico" do elefante branco para o que teria de encontrar um grupo de benfeitores patetas que se dispusesse a esturricar dinheiro no dito forno crematório.
Numa única coisa estou de acordo com os famosos, a TAP não é um activo tóxico". E não é "activo tóxico" pela razão simples que não é um activo. É mais um passivo, tóxico.
«TAP - a bem da verdade sobre Neeleman e a privatização de 2015
Governo, PS e alguma comunicação social têm acusado a privatização da TAP em 2015 de negócio duvidoso e Neeleman de pouco sério. A verdade é outra. Sobre a privatização, que foi limpa, redijo um livrei. David Neeleman é o 'entrepreneur' que funda a Morris Air, vendida à Southwest, a canadiana WestJet, a americana Jet Blue e a brasileira Azul, as três cotadas em bolsa, e a americana Breeze lançada em plena Pandemia e a ter sucesso. Na Airbus, Neeleman foi duas vezes cliente e abriu o mercado das companhias low cost, pondo fim ao domínio da Boeing. Na Airbus, a TAP é o cliente que vai falhar pagamentos dos Airbus A350 e, pior, um cliente perdido por estar em rota para a insolvência.
Para a Airbus, Neeleman é pessoa credível com projeto de recuperação da TAP, cancelamento do contrato A350 e encomenda de frota nova de 53 aviões, hoje reconhecida como a mais adequada às rotas da empresa. O contrato A350 não é passível de cessão de posição contratual nem monetizável pela TAP, se o anular. Os novos preços geram mais-valia de $190 milhões para a Airbus, mas não é verdade que seja prejuízo para a TAP. Primeiro desmentido.
A Airbus decide atribuir 'upfront cash credits' no valor de $226,75 milhões, para apoiar a recuperação da TAP uma vez privada, com condição da encomenda ser confirmada e não cancelada. Os aviões são vendidos a 'fair price value, que não inclui este valor: Na TAP, os $226,75milhõesnão são remuneradas, não podem ser reembolsadas antes de 30 anos e sempre por voto de 76% na assembleia geral. Tudo isto é validado por parecer da Vieira de Almeida em 2015.11.12. Segundo desmentido.
Em 2016, a Reversão da Privatização transforma este componente do capital em divida da própria empresa para com acionista. A auditoria do Tribunal de Contas assinala, em caso de incumprimento insanável dos acordos, o Estado ter de reembolsar a Atlantic Gateway pelos créditos detidos, incluindo a capitalização 217,5 milhões (#152 da Auditoria, sintetizado). É esta decisão do Governo PS que, em julho de 2020, obriga Pedro Nuno Santos a pagar 50 milhões dos contribuintes a David Neeleman para que desista do reembolso. Para os adoradores da 'culpa', que eu não sou, esta não é de Pedro Passos Coelho, mas sim de António Costa. Terceiro e mais importante desmentido.
Em 2022.08.11l e a pedido da TAP, uma sociedade de advogados dá parecer sobre a privatização de 2015 ... com base nas contas posteriores a 2016. É este parecer errado que alimenta a campanha contra a privatização de 2015 e Neeleman, por membros do Governo e muita comunicação social, o que diz muito sobre o Portugal de hoje. Quarto desmentido.
Outra fonte destas notícias resulta da avaliação, a pedido da TAP, do preço dos aviões do Airbus, estimado em $224 milhões acima do fair market value. Não há contraditório junto de Airbus, da Parpública (que tem três avaliações independentes a confirmar o fair value price) e de Neeleman que recorda o intenso escrutínio em 2015 e a due diligence da Lufthansa em 2020 na falhada compra da sua quota. Pedro Nuno Santos batiza esta avaliação de 'auditoria' que não é. Falho de argumentos de negócio, judicializa a questão, enviando o processo para o Ministério Público, onde jaz em Segredo de Justiça, o que permite a qualquer um lançar suspeitas sobre Neeleman e a privatização. Quando pudermos comentar o documento, haverá o quinto desmentido.
Para que conste, apoio a privatização da TAP a 100%, desde há muitos anos, com a integração num dos grupos da consolidação das companhias full service na Europa.»
SÉRGIO PALMA BRITO
Militante do Partido Socialista
Autor do livro A TAP depois de €3.200 milhões (em publicação)
[Publicado no Jornal Nascer do Sol no dia 22-04]
Jeffrey D. Sachs, um «professor de economia reconhecido mundialmente, autor de "best-sellers", inovador educador e líder global em desenvolvimento sustentável», com um enviesamento acentuadamente esquerdista, acrescento eu, escreveu no seu site sobre a guerra na Ucrânia um panfleto «The Ninth Anniversary of the Ukraine War» do qual, com o atraso de um mês, o Jornal de Negócios publicou uma versão em português.
A tese do prof Sachs, segundo o Jornal de Negócios, pode resumir-se assim:
«Esta é uma guerra que começou devido à pressão impulsiva dos neoconservadores norte-americanos em prol do alargamento da NATO, seguida da participação – por parte desses mesmos neoconservadores – na operação de mudança de regime de 2014.»
Por coincidência, escrevi o ano passado um post sobre os maluquinhos que defendem teses semelhantes fundadas não nos factos históricos, que agora recordo, mas em inserções ideológicas na amígdala e no córtex parietal. Aqui vai a lista cronológica:
Uma das promessas do Dr. Costa aos eleitores e aos seus parceiros da geringonça foi reverter o horário dos funcionários públicos para as 35 horas. Façamos uma retrospectiva aos pressupostos dessa medida, anunciados em 2016 pelo governo e garantidos pelo Dr. Marcelo:
No que respeita em especial ao Serviço Nacional de Saúde, a par da educação objecto da paixão socialista, o relatório da Nova SBE sobre os Recursos Humanos em Saúde, publicado há dias, veio mostrar o que aconteceu como resultado da reversão para as 35 horas.
«A figura 9 representa estes efeitos e o seu impacto entre 2015 (antes da reversão do horário de trabalho) e 2018 (após a reversão do horário de trabalho). Em 2015, verificou-se um total de 74 milhões de horas trabalhadas. A alteração do horário de trabalho implicou uma redução de nove milhões de horas trabalhadas entre 2015 e 2018.
Em sentido contrário, verificou-se neste período um aumento de um milhão de horas de trabalho suplementar, bem como sete milhões de horas associadas às novas contratações realizadas. A conjugação destes três efeitos implica que o volume de horas de trabalho entre 2015 e 2018 teve uma ligeira redução, apesar das novas contratações. Ou seja, as novas contratações e o aumento do trabalho suplementar – principalmente de enfermeiros – permitiram compensar quase na totalidade o efeito das 35 horas. Contudo, as novas contratações realizadas neste período não se traduziram num aumento global do volume de trabalho do SNS, não contribuindo assim para o aumento da prestação de cuidados de saúde.»
E qual foi o efeito sobre a prestação de serviços do SNS? Em quatro anos, desde 2018, duplicou o número de pessoas sem médico de família, apesar do aumento do aumento de 22% da despesa e de 20 mil funcionários em relação a 2017.
| DN |
«A manterem-se as taxas de crescimento actuais, entre 2003 e 2007 esgota-se a capacidade do actual aeroporto. É evidente que é possível, com alguns investimentos complementares, aumentar a vida útil deste aeroporto por mais dois ou três anos. Eu diria que, em 2007 ou 2008, a capacidade do actual aeroporto estará esgotada.»
Reagindo ao anúncio do financiamento pela UE de um pacote de medidas para ajudar os países mais dependentes do gás russo a fazerem transição, o Dr. Costa, depois de explicar que em Portugal se torraram 17 mil milhões de euros nas energias renováveis (esqueceu-se de dizer que durante 20 anos os portugueses pagaram a energia a preços mais elevados do que na maioria dos outros países) reagiu assim:
«A solidariedade significa também que não vamos fazer pagar aos portugueses, depois de investirem 17 mil milhões de euros em renováveis, custos suplementares para compensar o atraso em que outros se colocaram quando podiam e deviam ter feito investimentos como nós fizemos nas energias renováveis.»
| Pordata |
O módulo de Young, ou módulo de elasticidade, mede a relação entre as tensões aplicadas e as deformações do material. Como se pode ver na evolução retratada nas citações seguintes, as deformações da política de alianças do Dr. Costa face às tensões das sondagens mostram sem sombra de dúvida que é feito de um material muito deformável. Mais de que um marxista, o Dr. Costa é um groucho-marxista: se com dificuldade podemos encontrar nele alguns princípios, com facilidade ele arranjará outros se não gostarmos dos originais.
17-08-2015 «um resultado que permita dar uma maioria absoluta»
26-09-2015 «Uma maioria absoluta é o que o PS precisa, é o que o país precisa»