Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
30/08/2026
Os equívocos do Programa "Mais Habitação", ou como tentar administrar uma medicação sem saber qual é a doença (15)
29/08/2026
Pro memoria (150) - In war, truth is the first casualty. There is currently a war in West Bank
«Few, if any, security forces are as ruthlessly effective as Israel’s. Its military and intelligence services strike against enemies even at extreme distances. In the past couple of years alone Israel has assassinated dozens of opponents inside Iran, plus proxy militia leaders in Lebanon and Yemen. Israel’s martial capabilities earn respect even from its bitterest enemies.
Yet this superiority seems to count for little closer to home. Those same forces are responsible for a dire failure in the occupied West Bank, where violent Israeli settlers have been attacking Palestinian residents with increasing brutality. Settlers want to force Palestinians from their land and claim it for themselves.
Israel’s failure in the West Bank can hardly be put down to a lack of resources. The Israel Defence Forces (IDF) deploy 25 combat battalions there. Shin Bet, the powerful security agency, has networks of agents and informers throughout. But these are used mostly to protect the 500,000 or so Israeli settlers, and against the threat of terrorist attacks, not to assist the more than 3m Palestinians who live in the territory. This has largely been the case since Israel replaced Jordan as occupier of the West Bank in 1967.
What has changed is the behaviour of many “outlaw” settlers. Never before have they acted as violently as today. Crucially, never before have they enjoyed the impunity the current government gives them. Since the Hamas attack in October 2023, which triggered the war in Gaza, over 1,100 Palestinians have been killed in the West Bank. Only rarely does the IDF intervene against settlers. In Qusra, for example, an entire battalion was recently deployed against those who were invading Palestinian homes. But the soldiers found themselves fruitlessly chasing youngsters over the hills. Troops from another unit joined the settlers in prayers. No arrests were made.
The ineffectual response can be explained by the stance of Israel’s government. The IDF knows that Binyamin Netanyahu, the prime minister, sides squarely with the most extreme settlers. It appears that the IDF was dispatched to Qusra only after American diplomatic pressure which arose because an American citizen owns a home there.»
28/08/2026
Pro memoria (149) - In war, truth is the first casualty. There is currently no famine in Gaza
«Almost exactly a year ago to the day, my colleagues and I uncovered in The Free Press that a dozen of the most viral images presented as evidence of famine in Gaza in fact showed children with unrelated medical issues, including cystic fibrosis and autoimmune conditions.
The investigation earned me death threats, calls for me to be tried at The Hague, and jabs by a high-profile comedian on national TV—despite the fact that we’ve had to issue exactly zero corrections on our story. That wasn’t the case for three of the news organizations that had run the images, which either updated or corrected their work because of what we reported.
Our point was simply to tell readers that if there was a famine in Gaza, photographs of these children were not evidence of it.
What is indisputable today is that there is currently no famine in Gaza. That is the major finding from a UNICEF-led team that recently produced the most comprehensive and robust nutrition survey of Gaza since the war began. It found that, less than a year after a famine was declared in Gaza, the territory has one of the lowest malnutrition rates in the region. A recovery that swift is not just “miraculous,” in the words of a malnutrition researcher I spoke with—it raises questions in and of itself. Questions like: How can a war-torn territory go from famine to showing some of the lowest rates of child malnutrition in the region in less than a year?»
27/08/2026
NPD. Confirmed diagnosis (3) - Dear devotees of Mr. Trump, you have been warned (several times)
Moves that the enemies and adversaries of the US will enthusiastically applaud
Trump is at odds with his own administration—and with reality
Trump's current naval fixation
26/08/2026
Non habebis in sacculo diversa pondera maius et minus (Deuteronomium 25:13)
«Algo incrível aconteceu: o Irã tentou matar um dos meus filhos», disse o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu em entrevista ao Canal 14.
Certamente por modéstia, Netanyahu não mencionou o ataque que ordenou à força aérea israelita para eliminar o aiatolá Ali Khamenei, a sua mulher, uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.
Num registo mais banal, o Dr. Eduardo Cabrita, amigo do peito do Dr. Costa e seu ministro da Administração Interna durante quatro anos, acusou o Dr. Montenegro de «degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva».
Talvez por esquecimento, o Dr. Cabrita não mencionou os "padrões" marido e mulher no mesmo governo, golas de proteção antifumo feitas com material inflamável, atropelamento a 200 km/h pelo carro onde viajava, homicídio pelo SEF de um imigrante ucraniano, entre muitos outros "padrões" ocorridos durante os governos do seu amigo Dr. Costa.
25/08/2026
Crónica da passagem de um governo (64b)
O relatório "Reformar as Pensões em Portugal" agora tornado público não contém nada que devesse surpreender alguém razoavelmente informado sobre o sistema português de segurança social. No que respeita ao diagnóstico, poderia dizer-se que é em grande parte do domínio do óbvio ululante, como teria dito Nelson Rodrigues, se por acaso ainda vivesse e se interessasse pelo tema. O óbvio mais ululante é sem dúvida a constatação de que a CGA, o subsistema dos funcionários públicos, é há vários anos deficitário e o montante do seu défice é suficiente para tornar deficitário o sistema no seu conjunto. Quanto às soluções propostas, que naturalmente são discutíveis, não têm nada de muito diferente do que são as soluções já existentes nos países da UE em que o pensamento mágico já foi abandonado.
Sem nenhuma surpresa, os partidos e o comentariado residente baseados no princípio «if it ain't broke, don't fix it» não veem qualquer necessidade de mexer na coisa. Se não estivéssemos no Portugal dos Pequeninos com elites que disputam o campeonato das elites mais merdosas do planeta, isso poderia parecer estranho, sabendo-se que o próprio governo socialista apresentou à CE dados publicados no 2024 Ageing Report que mostram a pensão média a cair de pouco mais de metade do salário médio em 2022 para pouco mais de um terço nos 50 anos seguintes.
A reacção dos líderes políticos ao relatório é o que se esperaria que fosse: o PSD chuta para canto, o PS, não vê qualquer necessidade, o PCP vê uma cabala para privatizar a coisa, o Dr. Ventura insiste em baixar a idade da reforma e o Dr. Seguro declara “sagradas” as pensões. É o que temos.
O chapéu do ministro esconde uma outra cabeça
O Dr. Miranda Sarmento é apenas mais um caso de um economista crítico do governo da ocasião, do qual não fazia parte, cheio de soluções e boas ideias, as quais distraidamente passou a escrito e publicou em 2023 num livro (“Crónicas de um País Estagnado”, com 250 páginas por 45,70€). Essas críticas, soluções alternativas e boas ideias, diz quem as leu, continuam actuais. Foi, pois, uma ideia infeliz porque, mais de dois anos depois do ministro se encontrar no governo, onde se esperaria que estivesse a resolver os problemas que identificou e a adoptar as soluções que preconizou, o livro continua actual.
O que está em causa na REN? A resposta à opacidade do governo tem sido o “liberalismo” dos iliberais
O governo decidiu comprar a participação de 13,7% na REN, o operador da rede eléctrica de alta tensão, detida pela Pontegadea Inversiones da família do Sr. Ortega, o dono da Zara, sem uma explicação para além da treta de esperar que isso possa reduzir o preço da electricidade. Podia ter explicado, mas não explicou, que a compra se justificaria para ter uma presença na gestão de uma rede estratégica por um operador que é controlado indirectamente por um governo de um império concorrente e adversário do bloco de que faz parte o Portugal dos Pequeninos, o que não seria uma razão estúpida.
Contra uma decisão muito discutível e, sobretudo, opaca, levantou-se um coro crítico quase unânime de vozes “liberais”, como a do Dr. Galamba, protestando pela intervenção do governo numa empresa privada.
Enquanto esperamos que o Portugal dos Pequeninos tenha «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA», por que não resolver «as pequenas coisas que, porventura, não correm tão bem»?
Por exemplo, publicar o relatório final do acidente do elevador da Glória, que fará um ano na próxima semana, ou dar instruções aos apparatchiks do Metro de Lisboa para mandarem reparar as escadas rolantes avariadas há anos.
24/08/2026
Crónica da passagem de um governo (64a)
Na missa do Pontal, onde os sumo pontífices em exercício do PS-D costumam todos os anos dirigir-se aos crentes para revigorar a sua fé, o Dr. Montenegro, queixou-se de que ninguém fala «das grandes coisas que estamos a fazer bem» e só falam «das pequenas coisas que, porventura, não corram tão bem», referindo-se implicitamente ao jornalismo e à comentadoria. Tem de se dar ao Dr. Montenegro alguma razão por muitos dos membros dessas agremiações praticarem o que o Dr. Ascenso Simões chamou com uma expressão colorida «chafurdar em coisas de merda». Por outro lado, tem de se conceder também ao jornalismo e à comentadoria razão de que as supostas «grandes coisas» devem-se tanto ao governo como à divina providência, ao passo que as pequenas coisas são as únicas em que o governo toma a seu cargo com escasso sucesso.
Por falar em coisas que se devem à divina providência
Até meio de Agosto a área de floresta ardida este ano é um quarto da área ardida em 2025. É tão verdade como os incêndios até meados de Junho de 2017, em pleno primeiro consolado do Dr. Costa, se terem portado muito bem antes da tragédia de Pedrógão Grande que fez 66 mortos, queimou 500 casas e 53 mil hectares de floresta.
Por falar em «pequenas coisas» que não correm bem
Já aqui anotámos o entupimento de 237 das 404 conservatórias do registo civil e anotamos agora que os Registos Comerciais têm mais de dois mil dias de atraso e o governo deixou de publicar os dados.
O Hospital Amadora-Sintra, que já teve uma gestão privada de sucesso (foi extinta a PPP pelo governo do Eng. Sócrates), apresentava na tarde da sexta-feira passada um tempo de espera dos doentes urgentes superior a 9 horas.
E por falar do colapso do SNS…
… como está o estudo aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros de 7 de março de 2025 para a criação das cinco PPP para gerir os hospitais de Braga, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Almada e os cerca de 170 centros de saúde nessas áreas?
Onde param os dados do ranking das escolas?
Os dados do ranking de 2024 das escolas secundárias o ano passado foram publicados em Abril e tornaram possível o (Im)pertinências publicar em Setembro três posts com os resultados do tratamento estatístico e as conclusões: «O que nos diz o ranking das escolas de ensino secundário» (1), (2) e (3). Os dados do ranking, cada ano publicados com maior atraso, como aqui sublinha João Marôco, este ano estão ainda mais atrasados do que o costume, fazendo suspeitar de um expediente para adiar más notícias em cima da má notícia do atraso da publicação do resultados dos exames.
Ao querer sacudir o aumento dos combustíveis o governo deu um tiro no próprio pé
O relatório da ERSE pedido pelo governo não encontrou evidências de manipulação dos preços pelos produtores. Os preços têm evoluído em linha com os da UE e, em relação à Espanha, a principal diferença resulta dos impostos que em Portugal são mais 41,8 cêntimos na gasolina e 25,1 cêntimos no gasóleo.
22/08/2026
O mundo não é perfeito e não vai ser possível recolocar a pasta dentro da bisnaga
| mais liberdade |
A globalização reduziu a pobreza dos países pobres, foi sentida como uma ameaça e exacerbou o nativismo e o populismo das classes médias dos países ricos, a quem trampolineiros prometem recolocar a pasta dentro da bisnaga.
21/08/2026
Pro memoria (148) - See my leaps, don’t read my lips. The trumping way to Make the Debt Great Again
| Trading Economics |
«Maybe we'll pay off our $35 trillion dollars, hand them a little crypto check, right? We'll hand them a little bitcoin and wipe out our $35 trillion.»
August 2024, in a Fox Business interview
20/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: Segundo o jornalismo de causas, os salários médios deveriam ser o que o governo quisesse
18/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: A "inclinação ideológica e política" das ciências actuariais, da estatística matemática, da econometria, da demografia, da macroeconomia e das finanças públicas
[Este post é uma espécie de continuação de Comparar a beira da estrada com a Estrada da Beira]
Cinco dias antes de ser conhecido o relatório sobre a sustentabilidade do sistema de pensões, o semanário de reverência, no seu papel de órgão oficial do militante socialista anónimo, citava o PS que já classificava o relatório como «enviesado» e se declarava preocupado por o estudo ter sido coordenado por «duas pessoas que têm uma inclinação ideológica e política muito clara».
Fiquei confundido, sem perceber qual seria o papel da inclinação ideológica e política na avaliação da sustentabilidade financeira de um sistema público de pensões. Admiti que essa confusão se devesse a não estar iluminado pela ciência das jornalistas de causas que assinam o artigo (duas economistas portadoras de mestrados pelo ISEG e uma cientista da comunicação da equipa das Redes Sociais e Online). Vergado ao peso dessa ciência, resolvi pedir a um agente de IA para descrever um modelo teórico geral de repartição (Pay-As-You-Go ou PAYG), em que os trabalhadores activos financiam diretamente as pensões dos reformados do mesmo período.
Eis a descrição do modelo que, surpreendentemente, não contém a variável inclinação ideológica e política.
17/08/2026
Crónica da passagem de um governo (63)
Devia ser evidente para qualquer governo ou para qualquer pessoa com um neurónio que, num país com ¼ de velhos (65+ anos) e quase dois idosos por cada jovem (0-14 anos) teria de existir uma procura crescente de serviços médicos. Em vez de aumentar a oferta, o Dr. Costa reverteu o horário dos funcionários públicos de 40 para 35 horas, reversão apadrinhada pelo Dr. Marcelo. Iniciou-se então uma espiral de queda da capacidade de resposta do SNS e da administração pública em geral e o aumento da despesa pública que, no caso da Saúde, duplicou entre 2015 e 2025.
O que faz um tuga com um know-how refinado em 900 anos a fintar as várias modalidades de Estado, desde Dom Afonso Henriques? Ora, o que haveria de fazer? Recorre às cunhas e aos expedientes. As cunhas permitem às pessoas bem relacionadas fintarem as filas que separam os doentes dos médicos. Quem não dispõe de cunha, na falta de MF o que, em consequência, aumenta a procura de consultas nos hospitais, vai às urgências onde se amontoam dezenas ou centenas de “utentes”, todos devidamente apetrechados da pulseira multicor do protocolo de Manchester, onde esperam pacientemente várias horas e são objecto do tratamento jornalístico habitual (ver aqui e ali, por exemplo).
Chafurdar em coisas de merda, disse ele, e diria eu com ele
Não é frequente concordar com o Dr. Ascenso Simões, um conhecido apparatchik socialista que inclui no seu currículo a defesa de uma condecoração para o Eng. Sócrates, uma dúzia de anos depois da maior obra deste homem que foi ter falido o Estado sucial. A última vez (e talvez a primeira) que concordei com ele foi quando disse ao Observador que «a moderação de Pedro Nuno Santos era completamente falsa». Volto agora a concordar quando, a propósito das polémicas férias do Dr. Montenegro, postulou «temos de dar importância ao que tem importância e não chafurdar em coisas de merda».
À atenção do Dr. Matias com sua saga para Portugal ter «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA»
A legislação laboral inglesa, como a portuguesa, contém uma disposição chamada «interim relief» (providência cautelar) que permite a um juiz compelir uma empresa a reintegrar um empregado despedido, ainda que legalmente, ou a pagar-lhe uma indemnização. Até recentemente, o número de casos apresentados aos tribunais andava pelas poucas dezenas por ano, devido à complexidade da lei e aos elevados honorários dos advogados. Com a banalização da IA, muitos trabalhadores despedidos estão a usá-la com sucesso para preparar petições a contestar o despedimento, o que está a multiplicar por 100 o número de casos que inundam os tribunais e a levar estes (que não usam a IA) à paralisia e as preocupações ao governo inglês, que a respeito da IA está a fazer, como o Dr. Matias, muitos anúncios e pouca obra. Processos semelhantes estão a ser usados por um número crescente de cidadãos para contestar os licenciamentos emitidos pelas autoridades locais e as multas de estacionamento, ou para reclamar benefícios ou subsídios sociais.
Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes. Ou talvez não…
… ou talvez seja apenas uma manobra de diversão para iludir a falta de solução dos problemas que não têm solução real, como é o caso do aumento do preço dos combustíveis, cuja solução é meramente ilusória e cuja génese, mais uma vez, a ERSE não conseguiu comprovar que residisse em supostas manobras obscuras dos operadores do mercado português dos combustíveis rodoviários.
16/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: Comparar a beira da estrada com a Estrada da Beira
| Semanário de reverência |
- Custo estimado da construção (em 2024) 7,9 a 8,9 mil milhões
- Custo estimado das grandes obras de acessibilidade 5,5 mil milhões
- Custo total estimado 13,4 a 14,4 mil milhões
- Coeficiente médio de derrapagem das grandes obras públicas em Portugal 1,3 a 1,35
- Custo total provável 17,4 a 19,4 mil milhões
- Dois exemplos de derrapagem:
- Centro Cultural de Belém, o custo final triplicou o orçamentado;
- Aeroporto de Berlim: os 5 anos planeados escorregaram para 14 anos; o custo triplicou.
- O meu palpite do custo total final do Aeroporto Luís de Camões: 20 a 30 mil milhões
14/08/2026
SERVIÇO PÚBLICO: Startups no Portugal dos Pequeninos
| Número de startups |
| Número de unicórnios |
Com uma população de 11,4 milhões de habitantes, cerca de 1,54% dos 743 milhões da população total da Europa, Portugal tem 995 startups, uma percentagem de cerca de 2% das startups da Europa, e quatro unicórnios (startups com valor superior a USD mil milhões).
O valor do ecosistema português (o valor total económico criado pelo ecosistema nos últimos 20 anos), cresceu 7,2% nos 12 meses terminados em Abril e é estimado em USD 32,5 mil milhões e no ranking global situa-se no 15.º lugar na Europa (entre a Áustria e Chipre) e no 31.º mundial.
| Ranking mundial de Portugal por sector de actividade |
A posição no ranking mundial por sector de actividade mostra que, sem surpresa, as startups portuguesas estão melhor colocadas nos sectores menos sofisticados tecnologicamente, com destaque para o comércio electrónico e o retalho que representam 10% do total de startups e tem um unicórnio.
Em conclusão, o Portugal dos Pequeninos, estando longe dos delírios de grandeza do governo e dos sonhadores como o Eng. Moedas, não está mal posicionado neste domínio, talvez um pouco melhor do que no resto.
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Fonte: Startup Blink
13/08/2026
"You can't fool all of the people all the time" (17) - Oklahoma is gone, Idaho and West Virginia are next
11/08/2026
Crónica da passagem de um governo (62b)
Se a isto acrescentarmos o crescimento de 10,6% do emprego no turismo, que passou a representar mais de um décimo do emprego total, percebe-se que o turismo é uma actividade essencial para a economia do Portugal dos Pequeninos não se afundar ainda mais. Sem o turismo e sem os 17 mil milhões que recebemos do PRR nos últimos quatro anos, já teríamos fechado a loja, o que nos leva a concluir que, não se sabendo o que vai ser o futuro, ainda assim podemos concluir que, com o turismo a desacelerar e o impacto do fim do PRR nas finanças públicas, o futuro não será igual ao passado.
Hoje há cadelinhas, amanhã não sabemos
| mais liberdade |
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Durante a espera para o Dr. Matias nos tornar «um líder mundial na IA», por que não resolvermos problemas infinitamente mais simples? Como seja o entupimento de 237 das 404 conservatórias do registo civil que viram os dias totais de atraso aumentarem de 40.947 para 46.289. Já agora, o Dr. Matias poderia pôr a acção onde põe a boca e ajudar com as ferramentas de IA o seu colega ministro da Justiça a desentupir o seu ministério. E, se não for pedir muito, bem poderia o Tribunal Constitucional usar essas ferramentas para suprir a alegada insuficiência dos seus mais de 100 funcionários administrativos incapazes de notificar os titulares de cargos públicos faltosos, como o Dr. Luís Neves que nunca chegou a apresentar a declaração de rendimentos. Caos é o que a comentadoria e o jornalismo de causas quiserem Não faz sentido negar as falhas do ministério da Educação no processo dos Exames Nacionais do Ensino Secundário e, já agora, do ministro que revelou as insuficiências de que, quase sem excepção, os políticos domésticos padecem, resultantes do défice que infecta a maioria dos portugueses que têm como missão gerir seja lá o que for. Não é inútil perceber a manipulação dos números e o empolamento das falhas que rodeou o tratamento noticioso e opinativo, como, por exemplo, a comparação do número de candidaturas na 1.ª fase do ensino superior deste ano com as dos anos de 2024 e 2025 que, segundo a versão corrente, estaria a diminuir. Remeto para o que escreveram Henrique Pereira dos Santos e Aguiar-Conraria desmontando as falácias e chamo a atenção para os últimos resultados, que apontam para mais de 60 mil candidaturas e um aumento de quase 11 mil em relação ao ano anterior. |
10/08/2026
Crónica da passagem de um governo (62a)
No futebol o método defensivo mais usado é a marcação homem a homem. Para o PS na oposição, o método ofensivo é a marcação de dois homens a um homem, sendo este último o actual ministro das Finanças, Dr. Miranda Sarmento, e os dois primeiros os seus antecessores nas Finanças, o Dr. Medina e o Dr. Centeno. Como quase não vejo televisão, se não fosse Luís Marques, não teria reparado que os dois antecessores dispõem de púlpitos nas televisões (o Dr. Medina às segundas na CNN e o Dr. Centeno às sextas-feiras no Now) onde, saberão eles com que propósito, praticam regularmente tiro ao Professor Pardal, alcunha que o Dr. Centeno botou ao que viria a ser seu sucessor no ministério.
«Pagar a dívida é ideia de criança»?
Como se pode ver no gráfico do BdP, na vigência do governo do Dr. Montenegro, a dívida pública bruta não se reduziu e até aumentou 6,5%, aumento que o governo justificou com as amortizações da dívida a vencer-se, o que seria compensado com o aumento dos depósitos em bancos, mas não foi compensado porque a dívida líquida aumentou mais de 2 mil milhões de euros desde a tomada de posse.
| BdP |
Canários na mina de carvão Apesar do retrato optimista do governo, desvalorizando a evolução das finanças públicas que viram o excedente de 2 mil milhões no primeiro semestre do ano passado transformar-se num défice de 212,6 milhões no mesmo período deste ano, o certo é que o défice da balança comercial se agravou em Junho em 1,1 mil milhões, sem esquecer que as variáveis fundamentais como da produtividade não só não melhoraram, como pioraram com a revisão da população activa com os números da imigração.
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09/08/2026
It just have to avoid being defeated itself
| Read on Quora |
No, the ayatollahs would only be confident they could defeat the US if they were stupid. They are confident they only need to avoid defeat. As simple as that, but beyond the level of understanding of a guy who suffers from hubris syndrome and paranoid narcissism.
ARTIGO DEFUNTO: O título também poderia ser "Dois em cada três membros são funcionários públicos ou pessoas pouco dotados de iniciativa"
| Expresso |
07/08/2026
Um Rio cada vez mais parecido com um socialista (2) - Era parecido, agora é indistinguível
Em 2018, por alturas deste post, o Dr. Rui Rio era líder do PS-D e já então dificilmente distinguível de um socialista encartado.
Há dias, com a sua confissão no X do Dr. Musk, o Dr. Rio declarou-se um anticapitalista puro e duro.
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A este propósito é indispensável não fazer confusões.
Por um lado, temos os anticapitalistas, como o Dr. Rio, que, por natureza, é um pró-socialista, entre outras coisas possíveis, mas improváveis dado o seu passado.
Por outro lado, temos os adeptos cépticos do capitalismo, como este vosso escriba, que veem o capitalismo como o pior dos sistemas económicos e sociais, com excepção de todos os outros, principalmente se esses outros forem sistemas sem propriedade privada e sem um mercado livre e se não tiverem por companhia um Estado Democrático e de Direito.
06/08/2026
BELIEVE IT OR NOT! The Trump Administration admitted that it had withheld federal money in retaliation against its political rivals
«In a court filing earlier this month, a government lawyer did something radical: He laid out the truth in plain English.
The surprise was not just the honesty from a chronically dishonest administration but also the substance: The Trump administration admitted that it had withheld federal money in retaliation against its political rivals. The disclosure, first reported by The New York Times on Friday, is part of a lawsuit from a group of researchers in California whose grants were canceled. In lieu of turning over documents to the plaintiffs in discovery, an Energy Department attorney acknowledged in a filing that decisions about which grants might be terminated had been “based solely” on a goal of political retribution. “With one exception, the 284 terminated grants had a recipient location and/or at least one place of performance in a state that awarded its electoral votes to Kamala Harris in the 2024 election and has two Democratic-caucusing Senators (‘Blue State’ grants),” the filing stated, contradicting previous public statements by officials.
04/08/2026
Crónica da passagem de um governo (61b)
No segundo trimestre, a utilização da garantia do Crédito Jovem voltou a acelerar e atingiu 56% da verba prevista, tendo financiado a compra de 40 mil casas desde o lançamento do programa em 2025, e representando cerca de um terço do crédito à habitação (fonte). Entretanto, o crédito para construção continuou a desacelerar nos últimos meses.
Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes (2) - Os prejuízos são normais o que é extraordinário são os lucros
A tributação dos “lucros extraordinários das petrolíferas”, que rendeu 8 milhões de euros em 2023 ao Dr. Costa, ou seja, menos de um quinto da receita prevista, tributação que o Dr. Montenegro classificou em 2022 como demagógica quando estava na oposição, foi aprovada pelo governo na passada quinta-feira sob a forma de uma taxa extraordinária de 33% sobre o excedente superior a 20% da média dos lucros de 2024 e 2025.
O governo devia entregar ao Dr. Neves a construção do novo hospital de Lisboa…
O novo hospital de Lisboa anda por aí há 23 anos e o Dr. Neves mostrou uma notável iniciativa ao despachar os 200 bidons de solventes encalhados no parque da PJ mandados destruir pelo MP, poupando assim os custos dessa operação e dando ao Sr. Carvalho, o empreiteiro amigo, a possibilidade de realizar uns dinheiros com o material, retribuindo a construção do tanque-piscina e de outras benfeitorias no seu monte alentejano.
É claro que tudo isto é censurável e inadmissível no passado de um ministro de um Estado decente. Acontece, porém, que talvez o Estado sucial do Portugal dos Pequeninos não seja um Estado decente e, se for assim, tudo isto é ridículo. É sobretudo ridículo num país em que a chico-esperteza é uma qualidade muito apreciada («fiz no interior desta propriedade o que milhões de portugueses fazem legalmente todos os dias nas suas casas», desculpa-se o ministro), tanto quanto é cultivada a hipocrisia da indignação postiça a clamar a cabeça do homem.
… e usar o exemplo do Dr. Neves para calar o Tribunal de Contas
O Dr. Matias, ministro da Reforma, nos intervalos da promoção do país como um potencial «líder mundial na IA», que tem feito campanha para retirar ao Tribunal de Contas o seu papel de empata nas decisões públicas, com grande protesto e indignação deste, tem agora à sua disposição o argumento definitivo. O TdC considerou conforme um contrato da PJ com a empresa do amigo empreiteiro do Dr. Neves (fonte).
“AI Fast Track”. «O homem sonha, a obra nasce»
O mesmo Dr. Matias, agora que a liderança mundial na IA já está a caminho, prepara mais uma iniciativa grávida de trendy buzzwords com «um protocolo com entidades de referência do ecossistema, com vista a permitir uma operacionalização célere e eficaz … para atrair investigadores e profissionais altamente qualificados em áreas de IA críticas».
A ficção do Investimento Directo Estrangeiro (IDE)
Na retórica oficial, o IDE é a chave para o crescimento rápido de uma economia descapitalizada como a portuguesa. No mundo real, quase metade (46%) do IDE em 2025 é constituído por imobiliário vendido pelos seus proprietários portugueses que trocam activos imobiliários por liquidez ou por activos financeiros dos quais uma parte significativa irá desaguar no consumo.
O que ele não garante é fazer mais com o mesmo ou fazer o mesmo com menos
O INEM, pela boca do seu presidente, desmente que serão suprimidas 100 ambulâncias e garante que «não haverá redução de meios ou da capacidade de resposta». Só não garante a redução do «número de passos intermédios existentes em toda a cadeia. A chamada passa pelo 112, segue para o CODU, depois para as centrais dos bombeiros e destas para as equipas, até que possam iniciar a marcha para o local», redução que provavelmente permitiria fazer mais com o mesmo ou fazer o mesmo com menos.
03/08/2026
Crónica da passagem de um governo (61a)
Mais um prego para o caixão do Dr. Fernando Alexandre
A partir do próximo ano lectivo, a proibição do uso de ‘smartphones’ nas escolas será alargada até ao 9.º ano, medida que, entre outros efeitos, se espera que melhore o aproveitamento escolar e a socialização nas escolas. Se da maior socialização resultar um aumento do bullying, lá teremos o Dr. Alexandre a ser acusado de promover o caos nas escolas, depois de ter sido acusado de censurar a promoção da identidade de género no programa de Cidadania e Desenvolvimento.
A «hecatombe social» do Dr. Dominguinhos
Perante a proximidade do fim do PRR e o atraso para aplicar os respectivos dinheiros da bazuca, o Dr. Dominguinhos, presidente da respectiva Comissão Nacional de Acompanhamento, alerta que «se a consequência for a devolução do dinheiro vamos ter uma hecatombe social», hecatombe que desde S. Bento até ao Edifício Berlaymont toda a gente teme tanto como os beneficiários, pelo que, com toda a probabilidade, serão feitos os “ajustes” indispensáveis para isso não acontecer, como por exemplo considerar como executados para efeitos de financiamento uma percentagem de conclusão abaixo dos actuais 90% (qual, logo se vê).
Apesar dos “ajustes”, à cautela, o ministro da Economia garante que «nenhum euro do PRR será devolvido a Bruxelas».
Afinal, a bazuca serviu para alguma coisa…
Pelo menos serviu para contratar um número de funcionários a acrescentar aos 767 mil, que ninguém sabe ao certo qual seja, e que poderá andar pelos 1.295 autorizados por um despacho em 2021, e que agora «o fim do PRR ameaça deixar desempregados trabalhadores que o Estado contratou», lamenta, compungido, o semanário de reverência.
Canários na mina de carvão
| mais liberdade |
Segundo as projeções da CE, Portugal será um dos países mais impactados pela mudança radical da política orçamental devido ao fim do PRR e à dependência da economia portuguesa dos fundos europeus. Em 2027, Portugal deverá passar para uma política orçamental restritiva, registando um dos maiores arrefecimentos orçamentais da Zona Euro, apenas superado pela Bulgária e Grécia.
Take Another Plan. Como transformar 3.340 milhões de euros em menos de 2.000 milhões
Segundo uma avaliação financeira encomendada pelo jornal ECO, a TAP poderá valer entre 1.948 e 2.073 milhões de euros, depois lá terem sido enterrados 3.340 milhões de euros de ajudas com o dinheiro dos contribuintes.
(Continua)
02/08/2026
CASE STUDY: Perceberam mal. O que falta não são diplomas, é know-how. Now, how?
A valorização do canudo é um caso particular da valorização dos títulos que domina há séculos a cultura, isto é, o conjunto de valores, de crenças, de normas, de costumes, de conhecimentos e de símbolos, do Portugal dos Pequeninos. Daí a atribuir-se ao canudo propriedades mágicas na atribuição de estatuto social vai um pequeno passo, e daqui a imaginar-se que o "atraso" resulta da escassez de canudos vai outro passo mais pequeno, que os governos socialistas (do PS e do PS-D), com destaque para o programa «Novas Oportunidades», criado pelo governo do Sr. Eng. José Sócrates, que foi uma espécie de fábrica de diplomas que dariam acesso a 143 cursos profissionais, de aprendizagem e de ensino artístico especializado que o governo ofereceu aos candidatos que terminassem a equivalência ao 9.º ano de escolaridade que o programa atribuiu.
O resultado foi, em matéria de diplomas, a redução do nosso desalinhamento em relação à UE: dos 25 aos 29 anos, apenas 13,5% possuem escolaridade inferior ao ensino secundário e 44,4% concluíram o ensino superior. Não obstante, a escolaridade entre os empregadores é verdadeiramente um desastre, com mais de 40% só com o ensino básico, e isso é uma parte da explicação da baixa produtividade do trabalho.
O problema real não é a falta de diplomas, é a falta de competências, o saber como fazer.
O gráfico acima, extraído do trabalho de Óscar Afonso «Portugal tem mais diplomas, mas falta capital humano», publicado há dias, coloca-nos em 34.º lugar na proficiência média (*) em numeracia e literacia dos 38 países da OCDE.
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(*) «A proficiência dos adultos em resolução adaptativa de problemas é avaliada através do PIAAC, um programa internacional da OCDE que mede a proficiência dos adultos em competências-chave de processamento de informação. A resolução adaptativa de problemas envolve a capacidade de atingir objetivos em situações dinâmicas, onde uma solução não está imediatamente disponível.»
