Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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10/01/2025

SERVIÇO PÚBLICO: O escândalo silenciado da violação em série de crianças ingleses. Não há inocentes

«O aliciamento e o estupro em série de milhares de meninas inglesas por homens de origem muçulmana paquistanesa ao longo de várias décadas é o maior crime em tempos de paz na história da Europa moderna. Isso durou muitos anos. Ainda está acontecendo. E não houve justiça para a grande maioria das vítimas.

Os governos britânicos, tanto conservadores quanto trabalhistas, esperavam ter enterrado a história depois de alguns processos simbólicos na década de 2010. E parecia que eles tinham conseguido - até que Elon Musk leu alguns dos documentos do tribunal e twittou seu desgosto e perplexidade com X durante o ano novo.

A Grã-Bretanha agora está envergonhada diante do mundo. A ira reprimida do público está borbulhando na superfície em petições, pedidos de inquérito público e demandas por responsabilidade.

O escândalo já está remodelando a política britânica. Não se trata apenas da natureza hedionda dos crimes. É que todos os níveis do sistema britânico estão implicados no encobrimento.

Os assistentes sociais foram intimidados ao silêncio. A polícia local ignorou, desculpou e até incentivou estupradores pedófilos em dezenas de cidades. Altos funcionários da polícia e do Ministério do Interior evitaram deliberadamente a ação em nome da manutenção do que chamaram de "relações com a comunidade". Vereadores locais e membros do Parlamento rejeitaram pedidos de ajuda dos pais de crianças estupradas. Instituições de caridade, ONGs e parlamentares trabalhistas acusaram aqueles que discutiram o escândalo de racismo e islamofobia. A mídia ignorou ou minimizou a maior história de suas vidas. Zelosa em sua falta de curiosidade, grande parte da elite da mídia britânica permaneceu presa à bolha da política de Westminster e suas prioridades egoístas.

03/11/2018

Dúvidas (238) - Será que falar sobre pedofilia na Igreja Católica (por exemplo) é uma contribuição para um debate sério?

Uma cidadã austríaca realizou em 2008 vários seminários com o tema «Informações básicas sobre o Islão» no Instituto de Educação do Partido da Liberdade (Freiheitliche Partei Österreichs) onde referiu que o profeta Maomé era apresentado pelo islamismo como um exemplo de ser humano perfeito a ser seguido pelos crentes, o que ela entendia ser negativo porque Maomé «era um senhor da guerra, teve muitas mulheres e gostava de fazê-lo com as crianças».

Chegados aqui é oportuno remeter para o que escrevi há 15 anos: segundo o lente Bukhari, os companheiros do Profeta relataram que, certa altura, o Arcanjo Gabriel apareceu a Maomé, que na época tinha 50 anos, e revelou-lhe desnudada uma menina de 6 (seis) anos, chamada Aisha. O Profeta já tinha várias esposas (à data da morte tinha 9, segundo as escrituras), e a sua libido, talvez por isso, estava exaurida.

Três anos depois, o Profeta desposou a pequena Aisha, então com 9 anos. Logo após as núpcias, a falecida libido do Profeta ressuscitou e retomou o ímpeto dos 40 anos, sempre segundo as fontes citadas pelo lente Bukhari. E desta maneira Aisha arrumou a concorrência e tornou-se a favorita do Profeta, que dizem as crónicas preferia "comer os frutos de árvores intocadas".

Voltando à actualidade, a cidadã austríaca foi condenada por difamação do profeta Maomé num tribunal regional austríaco e apelou para o Supremo Tribunal da Áustria que confirmou a decisão. Inconformada, apelou para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos que no passado dia 25 de Outubro confirmou a decisão dos tribunais austríacos porque, segundo o Tribunal, a alegação da preferência sexual de Maomé «não foi uma contribuição para um debate sério». Note-se en passant que o Tribunal Europeu entendeu relevante na decisão qualificar o Instituto de Educação do Partido da Liberdade como right-wing.

20/08/2017

Curtas e grossas (49) - Os novos marxistas trocaram o motor da história - a jihad em vez da luta de classes

«Agora que os amanhãs já não cantam a Internacional a caminho de uma sociedade sem classes, a fúria da rua árabe e toda aquela litania da colonização, as cruzadas e tudo o que mais lembrar, configuram-se como o anúncio do admirável mundo novo que mais uma vez se anuncia: uma sociedade em que as comunidades substituíram os cidadãos; as minorias impõem as suas particulares circunstâncias como regras e os revolucionários se tornaram reguladores dos ressentimentos.»

Do lado de dentro da janela, Helena Matos no Observador

20/07/2016

ACREDITE SE QUISER: Vai (à Síria) chamar pai a outro

«Tendo em conta que os testes de ADN são como que uma prova plena do ponto de vista científico da paternidade, ou seja, do ponto de vista da realidade factual, manifesto é que aquele que culposamente impede a realização desses exames está a preencher a previsão do n.º 2 do art.º 344.º do CC.

A atitude do Réu, investigado progenitor, não aceitando a solução de recolha do seu material biológico pelo INML, nem por qualquer outra instituição, salvo se efectivada na Síria e por ordem de um tribunal sírio, o que já sabia não ser viável nem ter o valor de prova, implica uma recusa implícita e ilegítima, logo, uma violação culposa do dever de cooperação.»

[Supremo Tribunal de Justiça, Acórdão de 17 Maio 2016]

O Réu aceita a jurisdição portuguesa para ejacular mas não para fazer exames sobre o resultado da ejaculação.

27/01/2016

ACREDITE SE QUISER: O governo italiano submete-se aos aiatolas e esconde séculos de história europeia

Rome spares Iranian president's blushes by covering nude statues 

Sculptures in Capitoline Museum obscured by large white panels for Hassan Rouhani’s meeting with Italian PM.

Italian officials keen to spare the Iranian president, Hassan Rouhani, any possible offence on his visit to Rome covered up nude statues at the city’s Capitoline Museum, where Rouhani met Matteo Renzi, the Italian prime minister.

(Guardian)

30/07/2014

12/04/2012

Qual é a diferença entre as sociedades democráticas tolerantes com Estados laicos e as outras?

Nas sociedades democráticas tolerantes com Estados laicos quase ninguém se importa com a religião ou a etnia da mãe dos candidatos. Nas outras quase todos se importam.

Nas sociedades democráticas tolerantes com Estados laicos nenhum político é acusado por causa da mãe – quanto muito pode ser acusado de ser um filho da mãe. Nas outras a pior acusação pode ser filho de uma judia. Há quem pense que devemos respeitar esses costumes e valores. Não é o meu caso.

21/02/2011

DIÁRIO DE BORDO: Uma ou duas coisas que unem os homens de Mubarak e os seus opositores.

Deve haver uma boa explicação para o facto de Lara Logan, a jornalista da CBS News, e a sua equipa terem primeiro sido detidos pelas forças leais a Mubarak, acusados de espiões ao serviço de Israel, e poucos dias depois terem sido atacados na praça Tahrir pelos manifestantes que se opõem ao regime, aos gritos de «espia», «Israel» e «judia». Os manifestantes, talvez levados pela força do hábito de tratarem com as suas mulheres, despiram, esmurraram, esbofetearam e chicotearam Lara Logan e agrediram-na sexualmente.

27/04/2009

Nobody would have the balls today

«Salman Rushdie publicou os “Versos Satânicos” há vinte anos. Os líderes religiosos do Irão consideraram que o livro ofendia o Islão e condenaram-no à morte.

Muçulmanos britânicos queimaram cópias da obra em fogueiras públicas. No entanto, as elites políticas, intelectuais e os meios de comunicação ocidentais defenderam o escritor, mostrando a sua perplexidade e indignação. Não passou pela cabeça de algum ocidental condenar Rushdie ou o livro.

Quase duas décadas depois, em 2005, muitas vozes nos mesmos países ocidentais condenaram os jornais dinamarqueses por publicarem as caricaturas de Maomé. O governo turco quis impedir o então Primeiro Ministro dinamarquês de ser escolhido para Secretário Geral da NATO, simplesmente por não ter criticado a liberdade de imprensa dos jornais do seu país. No ano passado, uma das maiores editoras norte americanas, a Random House, não publicou um manuscrito por, na opinião de um académico, ser "ofensivo" para a religião muçulmana. Em 2009, os autores ocidentais são menos livres e têm mais medo do que em 1989. Cito (sem traduzir) o que disse recentemente um outro escritor britânico muçulmano, Hanif Kureishi: "nobody would have the balls today to write The Satanic Verses, let alone publish it".
»

[João Marques de Almeida, Retrocesso na liberdade, DE]

12/12/2007

DIÁRIO DE BORDO: frases que me impressionaram nos últimos dias

«I was so bewitched that I didn't register any concrete points in the speech at all. Perhaps there weren't any. But it certainly sounded good
Mark Doyle, jornalista da BBC, a propósito da oratória grandiloquente do senhor primeiro-ministro engenheiro José Sócrates, produzida na cimeira que juntou muitas dezenas de ditadores e alguma dezenas de líderes vergados pelo peso do complexo pós-colonial.

«Podemos ter confiança absoluta em alguém que exige ser tratado como um chefe de Estado e que, antes da sua chegada a solo francês, afirma, (em Lisboa) que o terrorismo é legítimo para os mais fracos? O coronel Kadhafi deve compreender que o nosso país não é capacho sobre o qual um dirigente, terrorista ou não, pode vir limpar os pés ensanguentados dos seus crimes».
Rama Yade, secretária de estado dos Negócios Estrangeiros do governo francês, citada pelo Pública (via Blasfémias)

«We have a system in wich anything you do is either forbidden or compulsory»
Miguel, um académico e membro do partido comunista cubano, citado pelo Economist.

«Having expressed my readiness to run for president of Russia, I appeal to him with a request to give his agreement in principal to head the Russian government after the election of the new president of our country.»
Dmitry Medvedev, o herdeiro do czar Putin, citado pelo NY Times

[Sabe-se lá o que passou por esta cabeça impertinente para associar estas 3 frases]

30/11/2007

O IMPERTINÊNCIAS FEITO PELOS SEUS DETRACTORES: l'état, c'est Moi et après Moi, le Déluge, voilà

(Fotos enviadas por AB da alegada casa do Presidente Vitalício Doutor Robert Mugabe]

13/04/2007

SERVIÇO PÚBLICO: há qualquer coisa de repugnante na agenda do politicamente correcto

Quem diz na agenda do politicamente correcto, diz na do relativismo moral ou do multiculturalismo, faces do mesmo decadentismo que corrói as sociedades ocidentais.

Culminando todas as conhecidas atrocidades que os «resistentes» à ocupação ianque do Iraque vêm cometendo, tornou-se conhecida nos últimos dias a utilização de crianças deficientes, especialmente treinadas para levaram a cabo atentados suicidas, da maior parte dos quais resulta, por absurdo, a morte de dezenas de iraquianos por cada americano atingido. Os «combatentes», como também são chamados estes terroristas dementes, prometem a essas crianças deficientes a entrada directa no céu.

É puro terror levado ao extremo mais absurdo - já não são apenas os alvos inocentes que são instrumentais, são os próprios agentes involuntários e inconscientes que os executam.

Perante isto, ou as centenas de milhar de vidas ceifadas pelas milícias islâmicas em Darfur, ou a banalização da tortura e muitas outras atrocidades diariamente cometidas em dezenas de países dirigidos por ditadores de todas as cores, quais são as prioridades da Amnistia Internacional? Inclui nas campanhas globais o stop torture and ill-treatment in the 'war on terror' (leia-se Guantanamo) e silencia o terror e a privação de liberdades fundamentais a que se dedicam todos os regimes despóticos.

14/02/2006

SERVIÇO PÚBLICO: o multiculturalismo transporta-nos para o século IIX (*)

«If we give in to these 8th-century clerics, shortly we will be living in an 8th century ourselves, where we may say, hear, and do nothing that might offend a fundamentalist Muslim — and, to assuage our treachery to freedom and liberalism, we'll always be equipped with the new rationale of multiculturalism and cultural equivalence which so poorly cloaks our abject fear.»
(Victor Davis Hanson, via Causa liberal)
(*) Esclarecimento desnecessário (tornado necessário por um email dum detractor habitual)
O século IIX é diferente do século VIII. Chega-se ao século VIII avançando 3 séculos para a frente do século V. Fica-se ao século IIX recuando 2 séculos para trás do século X.

08/11/2005

DIÁRIO DE BORDO: não vou escrever sobre essas coisas

Não vou escrever sobre a iniquidade do multiculturalismo.

Não vou escrever sobre o silêncio de 9 dias de M. Chirac, que os mídia domésticos acharam mais curtos do que os 2 de Mr. Bush.

Não vou escrever sobre a pátria por excelência do modelo social europeu consumida e aterrorizada pelos motins mais violentos nas últimas décadas na Europa social.

Não vou escrever sobre o povo que Sarah Afonso, falando com a nora que lhe escreveu as memórias, contrapunha ao nosso, dizendo (cito de memória a ideia geral) que nós somos encantadores como pessoas e execráveis como povo, e os franceses são execráveis como pessoas e encantadores como povo.

Não vou comentar o que Sarah Afonso disse à nora, apesar de ter muito que se lhe diga.

Nem mesmo vou escrever sobre o enviesamento irremediável dos mídia, infiltrados pelo esquerdismo até à medula.

Não. Nada disso.

Vou apenas concluir, a propósito dos motins em França, que a maior manifestação de racismo vista em muito anos é da responsabilidade das diversas esquerdas e das suas câmaras de eco nos mídia. Tudo o que é escrito ou dito pela esquerda tem uma premissa: os magrebinos são inimputáveis. São um povo inferior, os magrebinos.

19/11/2004

SERVIÇO PÚBLICO: Dilemas e trilemas.

«Repatriados da Costa do Marfim relatam violações de "mulheres brancas"»
«Uma mulher petrificada, alheada de tudo, tinha de ser sustida de pé por dois soldados, acabou por contar o seu calvário: violada por vinte e três homens, na presença do filho pequeno e do marido, que tinha uma pistola apontada à cabeça.»
Devemos levar isto à conta do multiculturalismo ou os criminosos têm que ser julgados e punidos?

«Agência de refugiados da ONU abandona Darfur»
«Nova resolução do Conselho de Segurança não prevê sanções contra o Sudão»
Devemos levar isto à conta do multilateralismo, ficamos a recitar o princípio da não ingerência enquanto o governo do Sudão acaba o trabalho ou pedimos à potência imperial para tomar conta do assunto?

18/05/2004

DIÁRIO DE BORDO: Porque somos atraídos pela autodestruição?

Recebi por email o vídeo da decapitação do civil americano Nick Berg por um grupo de terroristas paranóicos aos gritos de Allahu akbar (deus é grande) uivando de alegria durante a matança. Não creio que seja anormalmente sensível, mas não consegui jantar.

O vídeo parece ter sido geralmente bem acolhido pela «opinião pública islâmica» e aplaudido pelos elementos mais radicais. No mundo ocidental, fora dos EU, não se conhecem reacções de grande repúdio. Pelo contrário, e fico por aqui.

As fotos dos abusos da tropa americana sobre alguns presos chocaram talvez mais as opiniões públicas ocidentais do que o mundo islâmico, para quem estes abusos devem parecer benignidades do tirano de serviço num dia em que acordou excepcionalmente bem-disposto. Já nem comento o coro sem vergonha da esquerdalhada que silencia há séculos os maiores crimes em nome das suas «causas».

Certamente muitos responsáveis irão ser punidos. Donald Rumsfeld pode ter o apoio público de George Bush, mas dificilmente se manterá como secretário da Defesa, se Bush for reeleito. Bush poderá ter perdido aqui as eleições. A opinião pública americana não tolerará outros casos no futuro.

Já se sabe, desde sexta-feira, que são falsas as fotos publicadas pelo Daily Mirror sobre as alegadas torturas pelo exército britânico, fabricadas num exercício de puro masoquismo e publicadas a cavalo do sensacionalismo ou do jornalismo com «causas».

Que monstros gerou a nossa civilização no seu ventre por masoquismo e auto-flagelação? Porquê as nossas sociedades dão guarida e alimentam o vírus da sua destruição? Que elites farisaicas mordem as mãos que as alimentam e lambem as mãos dos que as exterminariam na primeira oportunidade? O que pode levar pessoas instruídas a praticarem o relativismo moral e a adoptarem o multiculturalismo de pacotilha para justificar a insanidade de práticas religiosas e sociais que são a negação dos valores que dizem defender?

E no Islão? Quem condena a decapitação, a chacina, o terrorismo, o genocídio? Quem combate o fanatismo e a intolerância? Não se ouvem as vozes da discordância ou da censura.

Talvez as nossas almas mais sensíveis devessem dedicar um módico do seu tempo a este pequeno mistério.

02/01/2004

DIÁRIO DE BORDO: Multiculturalismo = queima o sutiã e põe o véu?

Dizem-me que conhecidas marafonas esquerdalhas – as mais velhas, agora já com idade para terem juízo, queimaram in illo tempore o sutiã, pelo menos o sutiã simbólico - lhes deu para defenderem o uso do véu pelas mulheres muçulmanas. Usar o véu, não como poderiam usar uma peça Calvin Klein, como algumas tias do radical chic, mas como um símbolo da luta antiglobalizante (leia-se: a pain in the american ass). Ou como um símbolo do multiculturalismo (leia-se: a gente tanto defende o aborto na cristandade, como tolera o apedrejamento da mulher no Islão).
Será assim?
Senhor, se assim for, restituí-lhes o siso antes que a idade lho leve irremediavelmente.

29/10/2003

Diário de Bordo: as banlieues françaises mudaram-se para Kabul?

Onde está mais enraizado o fundamentalismo islâmico? Em Kabul ou nas banlieues françaises?

Perguntas estúpidas? Nem por isso. Veja-se aqui o venerável blogue Merde en France (que tem uma bela epígrafe: more than twenty years behind enemy lines).

Ou veja-se o ainda mais venerável The Economist que trata esta semana o mesmo tema em All over an inch of flesh.

Não tarda temos as aulas de sociologia da Sorbonne atestadas de meninas com tchador.

Ao mesmo tempo que nos inquietamos com estes temas inquietantes, podemos disfrutar duma bela imagem da Miss Afeganistão oferecida pelo Merde en France. Oremos para que os taliban tenha poupado o hímen da mocinha, para felicidade da própria, ainda que isso seja indiferente aos emplastros do multiculturalismo, que aceitam todos os costumes - mesmo o costume de os empalar?

28/09/2003

Estórias e morais – O Profeta, Aisha e o multiculturalismo

Em várias cidades portuguesas, belgas e suiças realizaram-se ontem marchas brancas pelos direitos das crianças e contra a pedofilia. Não foram vistos adeptos das várias correntes do multiculturalismo e do relativismo moral, que são conhecidos pela sua pulsão manifestante. Esta estória é-lhes dedicada.
A estória ...
Segundo o lente Bukhari, os companheiros do Profeta relataram que, certa altura, o Arcanjo Gabriel apareceu a Maomé, que na época tinha 50 anos, e revelou-lhe desnudada uma menina de 6 (seis) anos, chamada Aisha. O Profeta já tinha várias esposas (à data da morte tinha 9, segundo as escrituras), e a sua libido, talvez por isso, estava exaurida. Talvez por isso, ou apesar disso, ninguém chegará a saber, nem mesmo o lente Bukhari.
Três anos depois, o Profeta desposou a pequena Aisha, então com 9 anos. Logo após as núpcias, a falecida libido do Profeta ressuscitou e retomou o ímpeto dos 40 anos, sempre segundo as fontes citadas pelo lente Bukhari. E desta maneira Aisha arrumou a concorrência e tornou-se a favorita do Profeta, que dizem as crónicas preferia "comer os frutos de árvores intocadas".
... e a moral ...
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
Esclarecimento:
Para que O Impertinente não tenha que se esbofetear a si próprio, como disse que faria a Dr.ª. Clara Pinto Correia, depois de reconhecer que plagiou o New Yorker, esclareço que esta estória já foi contada recentemente pelo Economist e já tinha sido contada séculos antes por Bukhari, um lente do islamismo "considerado o mais autêntico dos primeiros compiladores dos pensamentos do Profeta".