Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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02/05/2025

Dúvidas (352) – Irá o Brexit reverter-se? (I)

Dúvidas já resolvidas sobre se o Brexit iria consumar-se 

Em retrospectiva, a decisão do governo conservador britânico de David Cameron de submeter a um referendo a saída da UE tinha um propósito e uma premissa. O propósito era não perder as eleições para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída. A premissa era que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido, à custa de demagogia e distorção dos factos e dos números que não ficou atrás do UKIP e teve um resultado inesperado que foi a aprovação do Brexit.

As consequências ruinosas do Brexit para o Reino Unido (ver este post) são hoje visíveis para toda a gente que disponha de informação objectiva, com a possível excepção dos portadores de alucinação psicótica, e constituem um case study de subordinação dos interesses nacionais aos desígnios de uma clique.

Seja como for, não será o Brexit um fait accompli? Em boa verdade é tão accompli como era a adesão do Reino Unido à União Europeia, e no entanto o Brexit aconteceu. E aconteceu, segundo esta análise baseada nos dados do British Election Study muito à custa dos velhotes, dos quais cerca de dois terços morreram desde 2020. Como a aprovação do Brexit em 2016 foi por uma margem muito curta (51,9% a favor e 48,1% contra) um hipotético novo referendo aprovaria muito provavelmente a re-adesão à UE.

14/08/2024

The Brits who oppose immigration are not the rioters for whom immigration is as good an excuse as any to riot

«A poll last year by the British Election Study found that among members of social grade A (high-level managers and professionals) 23% wanted much less immigration, compared with 42% of those in grade e, who hold low-level jobs or live on benefits. Yet there is little sign of an elite with distinctively liberal views, if that term means people with elite jobs. All the middle-class groups,  A, B and C1, think similarly (see chart).

Working-class white people are more opposed, but there is a wrinkle. The C2 group, comprising skilled manual workers, is more opposed to immigration than people in group d (semi-skilled and unskilled manual workers). That matches a poll taken after the general election on July 4th by Ipsos, which found that people in the C2 group were the most likely group to have voted for Reform uk. Skilled manual workers might feel more threatened by immigrants because they have more to lose.

If social class shapes attitudes in complex ways, age does so powerfully and reliably. Every age group is more opposed to immigration than younger ones. The differences are huge: people over 65 are more than

The evolution of Britain’s extreme right

 three times more likely to want much less immigration than 18- to 25-year-olds. Age may explain some of the class pattern: social group e is older than the others. Nigel Farage, Reform uk’s leader, boasted before the election that youngsters were flocking to his party. In the end, they were less likely to vote Reform UK than any other age group. 

If the streets and the polls tell slightly different stories, it is not the first time. After Enoch Powell, a Conservative mp, railed against immigration in his “rivers of blood” speech in 1968, many working-class Britons marched to support him, with London dock workers and meat-cutters especially prominent. Then opinion polls appeared, showing a different pattern. One, by nop, found that 67% of people in the A, B and C1 social groups, 71% of people in the C2 group and 63% of people in the d and e groups agreed with his views. Powell had appealed to almost everyone.

Today Britons differ in their attitudes to migration but not in their attitudes to the riots. Polls by YouGov show that only 7% of people support the unrest, and just 4% think the rioters should receive unusually lenient sentences, with scarcely any social differences. Hardly anyone likes a thug,»

[Are Britain’s rioters representative of views on immigration?]

04/05/2024

Uma esperada e merecida derrota esmagadora do partido anteriormente conhecido como Conservador

Fonte

Para ajudar a perceber a génese da hecatombe vejam-se os posts da etiqueta Brexit. E não, o problema não está no Brexit, o problema está no processo e os processos são verdadeiramente o que mais importa numa democracia. Como escrevi em tempos, a decisão do governo conservador britânico de David Cameron de submeter a um referendo a saída da UE tinha como propósito não perder as eleições para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída e a premissa de que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido, à custa de demagogia e distorção dos factos e dos números que não ficou atrás do UKIP e teve um resultado inesperado que foi a aprovação do Brexit. O que se passou a seguir confirmou que o Brexit não resolveu nenhum problema e criou outros, o que já foi percebido pela maioria do eleitorado.

25/11/2023

Questions (367) – Will Brexit happen? (XXIV) - Still a perfect example of Merton's laws

Other doubts about the consummation of Brexit (mostly in Portuguese).

Spectator

«During the Brexit campaign, much fuss was made of the news that immigration had hit 323,000 a year, making a mockery of David Cameron’s promise to reduce it to the ‘tens of thousands’. Brexiteers and Remainers alike assumed the whole point of leaving the EU and ending ‘free movement’ was to reduce arrivals. The consensus was that about 130,000 a year was right. We now take that amount of people roughly every ten weeks.» (Spectator)

Once again, the truth and the facts end up exposing the lies, unfortunately at a high cost. One after another, the various lies and distortions were revealed and the result of the "liberation" of the United Kingdom from the European yoke is so far: increasing immigration, massive deficits, a sharply increasing public debt and... the lowest forecasted growth in the next two years, from all OECD countries.

20/07/2023

Dúvidas (361) – Irá o Brexit consumar-se? (XXIII) - Vai ser muito difícil meter a pasta dentro da bisnaga

Outras dúvidas sobre a consumação do Brexit.

Em retrospectiva, a decisão do governo conservador britânico de David Cameron de submeter a um referendo a saída da UE tinha um propósito e uma premissa. O propósito era não perder as eleições para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída. A premissa era que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido, à custa de demagogia e distorção dos factos e dos números que não ficou atrás do UKIP e teve um resultado inesperado que foi a aprovação do Brexit.

As consequências ruinosas do Brexit para o Reino Unido (ver este post) são hoje visíveis para toda a gente que disponha de informação objectiva, com a possível excepção dos portadores de alucinação psicótica, e constituem um case study de subordinação dos interesses nacionais aos desígnios de uma clique.

Fonte

Se não há dúvidas que hoje a maioria dos britânicos está consciente das consequências negativas e essa maioria tem vindo a crescer (57% contra 32%) à medida em que as consequências previsíveis, mas imprevistas (ou talvez não), se tornam mais visíveis - ver diagrama da esquerda -, a verdade é que a maioria dos que votaram a saída continuam a pensar que o Brexit se tornou um desastre apenas por incompetência do governo - ver diagrama da direita. É interessante constatar que uma ligeira maioria de 51% votaria a reintegração do Reino Unido na UE.

28/05/2023

Questions (389) – Will Brexit happen? (XXIII) - A perfect example of Merton's laws

Other doubts about the consummation of Brexit (mostly in Portuguese).

[For those unfamiliar with Merton's laws or the laws of unintended consequences, see here.]

Try asking ChatGPT «What did the brexiters want to achieve by leaving the EU?» and you will probably get an answer «... some key factors that motivated Brexiters:
  1. Sovereignty: One of the central arguments put forward by Brexit supporters was the desire to reclaim national sovereignty. (...)
  2. Economic and Trade Independence: Some Brexit supporters emphasized the potential economic benefits of leaving the EU. (...)
  3. Immigration Control: Concerns over immigration played a significant role in the Brexit debate.  (...)
  4. Democratic Governance: Brexit supporters often raised concerns about the democratic deficit within the EU. (...)» 
With these goals in mind, let's take a look at some recent news about the Brexit outcome.

«German carmakers are lobbying the European Commission to delay post-Brexit rules that threaten to deliver a severe blow to Britain’s troubled car industry.

From next year, electric vehicles shipped between the UK and the EU will need to have 45 per cent of their parts sourced from within the two regions or face 10 per cent tariffs, under “rules of origin” terms set out in their post-Brexit trading agreement.

With many of the batteries still sourced from Asia, EVs are likely to fall foul of the new threshold and incur the tariff, which Vauxhall and Peugeot owner Stellantis warned on Tuesday might force it to shut its UK plant at Ellesmere Port.» (FT)

In a recently published article, ECB economists Katrin Forster-van Aerssen and Tajda Spital analyzed developments in the UK's trade and labor market two and a half years after Brexit and concluded that «the available data suggest that Brexit has been a drag on UK trade and contributed to a fall in labor supply, both of which are likely to affect the country's long-term growth potential».


«During the Brexit campaign, much fuss was made of the news that immigration had hit 323,000 a year, making a mockery of David Cameron’s promise to reduce it to the ‘tens of thousands’. Brexiteers and Remainers alike assumed the whole point of leaving the EU and ending ‘free movement’ was to reduce arrivals. The consensus was that about 130,000 a year was right. We now take that amount of people roughly every ten weeks. The net migration figure released next week is expected to come in at above 700,000 a year: by far the largest in the history of our islands.» (Spectator)

Since the first poll on February 2012 in which Leave was worth 48% and Remain 30%, the values reversed around May 2017 when the percentages were equal. Two and a half years after Brexit, here's what the British think of it.

Source

Once again, the truth and the facts end up exposing the lies, unfortunately at a high cost. One after another, the various lies and distortions were revealed and the result of the "liberation" of the United Kingdom from the European yoke is so far: increasing immigration, massive deficits, a sharply increasing public debt and... the lowest forecasted growth in the next two years, from all OECD countries.

18/01/2023

Dúvidas (348) – Irá o Brexit consumar-se? (XXII) - O que começa por equívoco acaba mal

Outras dúvidas sobre a consumação do Brexit. Sequela deste post.

Em retrospectiva, a decisão do governo conservador britânico de David Cameron submeter a um referendo a saída da UE tinha um propósito e uma premissa. O propósito era não perder as eleições para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída. A premissa era que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido, à custa de demagogia e distorção dos factos e dos números que não ficou atrás do UKIP e teve um resultado inesperado que foi a aprovação do Brexit.

Decorridos seis anos quais foram os efeitos do Brexit no Reino Unido? Usando os diagramas da Economist (The impact of Brexit, in charts) para responder: 


O desempenho da economia piorou comparativamente relativamente a um Reino Unido imaginário construído a partir de uma amostra de 22 países escolhida por um algoritmo desenvolvido por John Springford do Centre for European Reform. Segundo as estimativas, o Brexit teve impactos negativos no 2.º trimestre de 2022 no PIB de 6% e no investimento de 11%, 


Talvez pior do que isso, a imigração de fora da UE, cuja redução drástica era um dos propósitos da demagogia do adeptos do Brexit, aumentou significativamente e, adding insult to injury, a aprovação do Brexit diminuiu e a rejeição aumentou. Pior era difícil.

23/11/2022

Dúvidas (346) – Irá o Brexit consumar-se? (XXI) - O que começa por equívoco acaba por equívoco (bis)

Outras dúvidas sobre a consumação do Brexit.

Em retrospectiva, a decisão do governo conservador britânico de David Cameron submeter a um referendo a saída da UE tinha um propósito e uma premissa. O propósito era não perder as eleições para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída. A premissa era que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido, à custa de demagogia e distorção dos factos e dos números que não ficou atrás do UKIP e teve um resultado inesperado que foi a aprovação do Brexit.

A verdade e os factos acabam por alcançar a mentira, mesmo quando esta tem perna comprida. Uma após outra, as várias mentiras e distorções foram-se revelando e o resultado da "libertação" do Reino Unido do jugo europeu é so far: défices mastodônticos, dívida pública em forte incremento e... o menor crescimento previsto nos próximos dois anos, de todos os países da OCDE.

24/02/2021

Títulos inspirados (91) - Roídos de inveja

«Queridos britânicos, invejamos-vos!» título de 1.ª página do Bild, o jornal alemão de maior tiragem, reagindo ao anúncio de BoJo do princípio do fim do lockdown

10/12/2020

Dúvidas (296) – Irá o Brexit consumar-se? (XX) - O que começa por equívoco acaba por equívoco



Era inescapável.  Uma decisão tomada por razões equívocas tem consequências equívocas. A decisão do governo conservador britânico de David Cameron submeter a um referendo a saída da UE tinha um propósito e uma premissa. 

O propósito era não perder as eleições por erosão do seu eleitorado para o UKIP de Nigel Farage que fazia uma campanha para a saída fundada na demagogia e na distorção dos factos e dos números. A premissa era que o eleitorado britânico acabaria por recusar a saída. O propósito foi conseguido mas a premissa não se verificou.

Depois de quatro anos, quase esgotado o prazo para negociar os termos acordo de saída, Boris Johnson, que entretanto parece já ter deixado cair as cláusulas ilegais face ao direito internacional, foi a Bruxelas jantar com Ursula von Der Leyen. Ainda não sei o resultado do repasto mas tenho dúvidas que tenha sido fechado o acordo, o que é irrelevante para confirmar as consequências equívocas do Brexit.  

Recorde-se, que a saída foi aprovada em Junho de 2016 por 52% dos eleitores e rejeitada por 48% e veja-se no gráfico seguinte da NatCen (Non-partisan information on UK attitudes to the EU before and since the EU Referendum) a evolução da opinião dos eleitores acerca do Brexit entre 21-02-2012 e 18-11-2020.

Desde a primeira sondagem em 21-02-2012 em que o Leave valia 48% e o Remain 30% , os valores inverteram-se por voltas de Maio de 2017 em que as percentagens eram iguais, e desde então e Leave veio decrescendo 38% atingindo em 18-11-2020 contra 47% do Remain, e 15% dos eleitores não sabem responder ou não declararam não votar. Em conclusão, se o referendo fosse agora, não haveria Brexit. Quereis um resultado mais equívoco?

27/09/2020

Dúvidas (287) – Irá o Brexit consumar-se? (XIX) - Done? Undone yet!

O último post desta série tinha no título «Done» e o título deste oito meses depois é um exemplo de que o futuro é geralmente difícil de prever, salvo no caso da Rússia em que o passado é ainda mais imprevisível do que o futuro.

Porque está o Brexit a falhar em toda a linha, ao ponto do governo de BoJo propor ao parlamento uma violação do tratado que assinou em Janeiro com a UE?  Certamente porque uma reforma desta magnitude está a ser conduzida como uma questão eleitoral. Em primeiro lugar, porque o referendo convocado por Cameron foi um expediente para evitar perder as eleições para o UK Independence Party de Nigel Farage. Em segundo lugar, porque a campanha pelo Brexit foi promovida por todos os partidos com mentiras e meias verdades e os eleitores, nomeadamente os restos da classe operária que rejeitaram o esquerdismo de Corbyn, votaram no Brexit proposto pelos conservadores com base em premissas falaciosas. Em terceiro lugar, porque um referendo sobre uma questão complexa como esta é de legitimidade duvidosa porque a maioria dos eleitores não tem a informação fiável indispensável nem condições para avaliar as alternativas - é por isso que a democracia liberal assenta na representação e existem os parlamentos.

No passado, as grandes reformas no Reino Unido foram longamente discutidas e preparadas. As reformas mais importantes envolveram trabalhistas e conservadores durante décadas que recorreram intensamente uma instituição tipicamente britânica - o think-tank. A criação do Estado Social pelos trabalhistas no pós-guerra conduzida pelo governo trabalhista de Clement Attlee foi uma ideia e um projecto amadurecido entre as duas guerras. O beco sem saída do Estado Social trabalhista abriu a oportunidade à reforma conduzida pelo governo de Margaret Thatcher que adoptou as políticas liberais inspiradas por Friedrich Hayek e propostas pelo Centre for Policy Studies. Nada disto se passou, está a passar ou improvavelmente se passará no caso do Brexit onde o debate está sufocado pela demagogia. Não vai acabar bem e o Partido Conservador vai ser o primeiro a pagar a factura. Talvez então Boris Johnson perceba que está tão longe de ser Winston Churchill como Theresa May de ter sido Margaret Thatcher.

31/01/2020

Dúvidas (287) – Irá o Brexit consumar-se? (XVIII) - Done

Spectator

Não sei se o Brexit tem benefícios líquidos para a Reino Unido, sobretudo resultados económicos líquidos positivos, mas não vale a pena discutir porque o povo britânico já falou nas urnas. Se tenho dúvidas quanto ao Reino Unido, não as tenho no caso da União Europeia que perde uma voz liberal nos campos económico, político e social que foi o contraponto ao intervencionismo dirigista continental.

13/12/2019

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (91) – Is he hopeless? Definitely

Backward, comrades!
Mais do que uma claríssima vitória de BoJo e dos Tories (o melhor resultado desde Thatcher), estas eleições foram uma estrondosa derrota de Jeremy Corbyn (o pior resultado dos Trabalhistas desde 1935). Um Corbyn sobre o qual já aqui escrevemos que, visando enterrar o New Labour de Blair, iria enterrar o Old Labour, que defendia as minas de carvão para todos e carruagens só para mulheres, que era ambíguo em relação ao terrorismonão era credível, era apoiado por grupúsculos esquerdistasinspirava-se no socialismo bolivariano, era "nacional socialista" (esta era uma piada) e um esquerdista senil.

Derrota estrondosa, apesar de Corbyn ter prometido no seu Manifesto que o governo Trabalhista proporcionaria aos britânicos o céu na terra: Revolução Industrial Verde, salário mínimo de 10 libras por hora, Serviço Nacional de Educação, aumento do financiamento do SNS incluindo dentista e medicamentos gratuitos, banda larga grátis, etc. Um longo etc. que incluía a nacionalização de uma boa parte da economia.

Economist

Podemos confirmar que era tudo isso que escrevemos e ainda acrescentar que Corbyn é um demagogo, felizmente mal sucedido porque o eleitorado britânico foi suficientemente maduro para não lhe dar crédito. Em particular, uma parte da "working-class", um bastião tradicional dos trabalhistas, abandonou Corbyn e votou nos conservadores, como se pode ver no diagrama acima. Foi provavelmente o preço da ambiguidade de Corbyn em relação ao Brexit.

31/10/2019

Dúvidas (280) – Irá o Brexit consumar-se? (XVII) - Bojo tem mais vidas do que o gato de Cheshire

«Cat: Where are you going? Alice: Which way should I go? Cat: That depends on where you are going. Alice: I don’t know. Cat: Then it doesn’t matter which way you go.»

Spectator
Renascido das cinzas, com as eleições de 12 de Dezembro, Bojo ganha uma oportunidade para enviar para a reforma Corbyn, o esquerdista senil encalhado numa ruga do contínuo espaço-tempo, e Farage, o populista inventor do Brexit.

11/09/2019

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (22) - Costa inspira o Chancellor of the Exchequer

Outros portugueses no topo do mundo.


Aos 15s, Sajid Javid, Chancellor of the Exchequer, o Ronaldo das Finanças de BoJo, declara solenemente virada a página da austeridade, inspirado em Costa e elevando-o a estradista de referência na Europa, no Império Britânico and beyond.

10/09/2019

Dúvidas (281) – Irá o Brexit consumar-se? (XVI) Ninguém sabe. Entretanto, temos excelentes cartunes, capas... e frases do speaker

Quote of the day
‘To deploy a perhaps dangerous phrase, I have also sought to be the backbenchers' backstop.’
John Bercow during his resignation speech as Speaker of the House of Commons


(Spectator)

05/09/2019

Dúvidas (279) – Irá o Brexit consumar-se? (XV) - At least he has guts


«Boris Johnson has already decided on his election message: vote for me and get Brexit, vote for anyone else and get Jeremy Corbyn. He will ask voters: who can you imagine negotiating best with Brussels? Me, or Corbyn?

Clear as the message may be, the Prime Minister is risking everything in this contest. He could lose it all: Brexit, his premiership, the party, the works. He could go down in history as the shortest-lived occupant of No. 10. Or he could win, take this country out of the EU, then realign and reshape British politics. As one of those intimately involved in the decision to go for an election puts it: ‘It is a massive gamble. Nobody knows how it will pan out.’ One secretary of state admits that the outcome of the election is ‘totally unknowable. It doesn’t just depend on our performance but on what happens on the left. If they coalesce behind either Labour or the Liberals, we’re stuffed.’

This desire to roll the dice shows that Boris wants to be in power, not just in office. He went for an election after realising that there was no way to block the rebel bill to delay Brexit: if that were passed, he thinks, it would turn him into a puppet PM on 19 October. At cabinet on Monday, the new Leader of the House, Jacob Rees-Mogg, told ministers that he had looked at every route to stop the rebels, every trick in the parliamentary book, and hadn’t found anything that would work. He joked that the idea of impeaching the Speaker was a bit arcane even for him.»

James Forsight no Spectator