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12/10/2026

Is this intended to build the Golden Trump Resort of Gaza? (2)

Sequel to (1)

 

Jared Kushner’s proposed recovery and reconstruction plan for Gaza faces major obstacles and currently appears disconnected from realities on the ground. Kushner announced a $2.45 billion recovery programme and spoke of a broader $71 billion reconstruction effort over ten years, to be overseen by the so-called Board of Peace.

However, conditions in Gaza remain extremely unstable. Large areas are under Israeli military control, infrastructure is devastated, reconstruction equipment is heavily restricted, and violence continues despite an earlier ceasefire. Hamas remains the de facto authority in many areas, although its control is weakening under Israeli military pressure and growing internal disorder.

The reconstruction initiative has struggled to secure sufficient funding and its implementation has been hindered by political and security constraints. Officials involved in the effort reportedly view Israeli policies as a major obstacle, while planned international stabilization forces and Palestinian administrative bodies have not been allowed to deploy as intended.

Looking ahead, political uncertainty further complicates prospects for recovery. Israeli politics remain polarized, debates over the future of Gaza continue, and attempts to bring Hamas into a political process face significant resistance. In conclusion, despite ambitious promises and large headline figures, meaningful reconstruction remains difficult while the underlying conflict and governance issues remain unresolved.

Source: Jared Kushner has a $2.45bn recovery plan for Gaza

30/09/2026

Lost in translation (376) - O preço dos combustíveis e o "fosso" entre Portugal e Espanha

Jornal Económico

Abismado por a Espanha ter "agravado o fosso", cheguei a admitir que Don Sánchez, com as suas posições antissemitas, teria obtido um desconto dos xeiques árabes. Perante a angustiante dúvida, perguntei a um chatbot o que significaria o título da peça e recebi a seguinte resposta: 

«O governo do PSOE de Don Sánchez vai extrair dos contribuintes espanhóis mais 12 mil milhões de euros para subsidiar os preços dos combustíveis e o governo do PS-D do Dr. Montenegro só extrairá 1,3 mil milhões de euros dos contribuintes até ao final de 2026. 
No entanto, convirá ter em conta que, apesar dos preços a que ambos compram os combustíveis serem aproximadamente os mesmos, enquanto Don Sánchez arrecada 142 mil milhões de euros por ano com o Impuesto sobre la Renta de las Personas Físicas, o Dr. Montenegro só extrai 15 mil milhões de euros por ano do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares. 
Em qualquer caso, trata-se essencialmente do mesmo, convencer os contribuintes que a redução do preço dos combustíveis é o equivalente ao milagro de la multiplicación de los panes / milagre da multiplicação dos pães.  
Não esqueças que o milagre favorece quem come mais pão.» 

08/09/2026

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (82) - "Quem é capaz, faz, quem não é, ensina" (II)

Outros portugueses no topo do mundo. Outro "Quem é capaz, faz, quem não é, ensina"

O ano passado, seis escolas de gestão portuguesas atingiram boas posições no ranking mundial do Financial Times de formação de executivos. Este ano, cinco dessas seis escolas (menos a FEP) foram classificadas no ranking Masters in Management 2026 do FT. 

Financial Times

Tem de se concordar que, para um Portugal dos Pequeninos representando 0,13% da população e 0,28% do PIB nominal mundial, não é coisa pouca ter 5 mestrados em gestão entre os 100 melhores. 

Esse resultado é atingido por um país em que as empresas estão longe de ser um modelo de gestão (com aquelas notáveis excepções que se contam pelos dedos das mãos ou, vá lá, com benevolência, pelos dedos das mãos e dos pés) e a administração pública é o locus privilegiado da incompetência de gestão. Não encontro, por isso, outra explicação além da de George Bernard Shaw «Those who can, do; those who can’t, teach». Com esta ironia não pretende diminuir o mérito de umas dezenas de profs que, ao arrepio do conformismo endémico, não se rendem à cacistocracia dominante.

04/09/2026

ARTIGO DEFUNTO: Ranking Mais Idiota do Ano (2)

Pela segunda vez (a primeira foi o ano passado), o (Im)pertinências escolhe o Ranking mais Idiota do Ano e concede a Taça ao Jornal de Negócios.


30 dos 50 mais poderosos segundo o Jornal de Negócios

Alguns destaques:
  • A presença de Mr. Trump, Mme Lagarde, Frau von der Leyen, camarada Xi Jinping e Monsieur Macron, todos estes últimos menos poderosos do que o Dr. Montenegro, dá um cunho planetário ao ranking; 
  • A presença no 2.º lugar do Dr. Macedo mostra bem como a banca pública nacional tem um papel de relevo na galáxia das finanças;
  • Há pequenas coisas que muito reconfortam o ego patriótico e, entre elas, destaca-se a Dr.ª Azevedo, que, ao preceder o camarada Xi, evidencia o papel dos supermercados Continente no panorama internacional; 
  • É, por assim dizer, mais um exemplo de como os portugueses estão no topo do mundo.

27/08/2026

NPD. Confirmed diagnosis (3) - Dear devotees of Mr. Trump, you have been warned (several times)

Confirmed diagnosis (1), (2)

Moves that the enemies and adversaries of the US will enthusiastically applaud

Trump is at odds with his own administration—and with reality

«Trump on Friday (14) called on Americans to accept higher gasoline prices as the cost of preventing Iran from acquiring nuclear weapons. He posted this morning (18) that the “number one Goal is, and always will be, that Iran cannot have, in any way, shape, or form, a Nuclear Weapon”—even though his administration assessed before the war that Iran was not actively building weapons, even though the White House hasn’t offered any explanation for how the war will prevent the regime from restarting its weapons program, and even though the war may make Iran’s desire for a nuclear arsenal only more urgent. Meanwhile, Vice President Vance says that lowering fuel prices is actually now “goal No. 1” of the war. 
(...)
Meanwhile, Trump announced yesterday that he was curtailing joint military exercises with South Korea, “based on my very good relationship with Kim Jong Un, of North Korea.” »

Trump's current naval fixation

«Over the past nine years, Donald Trump has returned again and again to the concept of steam power. He loves the way that steam propels fighter jets off the decks of aircraft carriers, and he laments that the Navy has pivoted to electromagnetic launchers in its new ships. “That beautiful scene,” he rhapsodized at a rally in 2023: “That steam goes off, and that plane gets thrown the hell off; the power, beautiful. And it’s cheap!” 
(...)
Until last week, future ships were set to use electromagnetic propulsion too. But on Thursday, Trump ordered one of the Navy’s planned carriers, the USS Doris Miller, to be outfitted with steam catapults instead.

It’s a potential logistical nightmare.»


«The Trump administration has proposed a more than $100,000 fee for H-1B visa applications for skilled foreign workers, a policy that the president introduced last year but had been blocked by a federal judge.

President Donald Trump first proposed payments of $100,000 as a presidential proclamation in September 2025 in an effort to prioritize American workers, and overhaul the H-1B program that allows companies and organizations to hire foreign workers for specialized, high-skill roles.»

26/08/2026

Non habebis in sacculo diversa pondera maius et minus (Deuteronomium 25:13)

«Algo incrível aconteceu: o Irã tentou matar um dos meus filhos», disse o primeiro-ministro israelita  Benjamin Netanyahu em entrevista ao Canal 14.

Certamente por modéstia, Netanyahu não mencionou o ataque que ordenou à força aérea israelita para eliminar o aiatolá Ali Khamenei, a sua mulher, uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.

Num registo mais banal, o Dr. Eduardo Cabrita, amigo do peito do Dr. Costa e seu ministro da Administração Interna durante quatro anos, acusou o Dr. Montenegro de «degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva».

Talvez por esquecimento, o Dr. Cabrita não mencionou os "padrões" marido e mulher no mesmo governo,  golas de proteção antifumo feitas com material inflamável, atropelamento a 200 km/h pelo carro onde viajava, homicídio pelo SEF de um imigrante ucraniano, entre muitos outros "padrões" ocorridos durante os governos do seu amigo Dr. Costa.

20/08/2026

ARTIGO DEFUNTO: Segundo o jornalismo de causas, os salários médios deveriam ser o que o governo quisesse


Numa peça com o título estilo agitprop «Inflação devorou grande parte do aumento dos salários médios em 2026, a mesma jornalista do Expresso que escreveu as anteriores obtusidades usa o melhor da sua ciência para demonstrar o óbvio ululante de que o aumento nominal de 5,1% inclui uma inflação de 3,3% e, portanto, o aumento real foi só de 1,8%.

Poderia apresentar como desculpa para as suas obtusidades o suposto nobre propósito de desmontar as patetices chico-espertas do Dr. Castro Almeida nas jornadas parlamentares do PSD e do Dr. Montenegro na missa do Pontal que atribuíram ao governo a subida de 5,1% em 12 meses do salário médio, subida que, diria M de La Palice, resultou da média dos salários que as empresas tiveram de pagar para ter a mão-de-obra que precisaram num mercado de trabalho que é actualmente um sellers' market, com a particularidade de que os salários, ao contrário dos outros preços, não podem descer.

Poderia apresentar essa desculpa e poderia também ter percebido: (1) o governo tem menos influência no salário médio do que na construção do aeroporto Luís de Camões (60 anos) ou na inauguração do novo hospital de Lisboa (23 anos) e (2) um aumento real de 1,8% do salário médio é ainda assim notável quando (a) a produtividade do trabalho se manteve e (b) o aumento da população activa se fez sobretudo nas profissões menos qualificadas e com menores salários.

18/08/2026

ARTIGO DEFUNTO: A "inclinação ideológica e política" das ciências actuariais, da estatística matemática, da econometria, da demografia, da macroeconomia e das finanças públicas

[Este post é uma espécie de continuação de Comparar a beira da estrada com a Estrada da Beira]

Cinco dias antes de ser conhecido o relatório sobre a sustentabilidade do sistema de pensões, o semanário de reverência, no seu papel de órgão oficial do militante socialista anónimo, citava o PS que já classificava o relatório como «enviesado» e se declarava preocupado por o estudo ter sido coordenado por «duas pessoas que têm uma inclinação ideológica e política muito clara».

Fiquei confundido, sem perceber qual seria o papel da inclinação ideológica e política na avaliação da sustentabilidade financeira de um sistema público de pensões. Admiti que essa confusão se devesse a não estar iluminado pela ciência das jornalistas de causas que assinam o artigo (duas economistas portadoras de mestrados pelo ISEG e uma cientista da comunicação da equipa das Redes Sociais e Online). Vergado ao peso dessa ciência, resolvi pedir a um agente de IA para descrever um modelo teórico geral de repartição (Pay-As-You-Go ou PAYG), em que os trabalhadores activos financiam diretamente as pensões dos reformados do mesmo período. 

Eis a descrição do modelo que, surpreendentemente, não contém a variável inclinação ideológica e política.

30/07/2026

Dúvidas (369) - O assalto ao gabinete do Dr. Ventura e as trapalhadas do Dr. Neves, serão uma espécie de Reichstagsbrand e de Untermensch no Portugal dos Pequeninos?

O grau zero da democracia em Lisboa 2026 e em Berlim 1933

«Assim está o meu Gabinete esta manhã na Assembleia da República. Alguém estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento. Não sei ainda se foi roubado algum documento ou não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia. (...) desapareceram dois lotes de documentos e duas 'pens' com informação relativa a dois assuntos diferentes». Um dos lotes de documentos estava guardado «numa das pastas que estavam em cima da primeira mesa e referia-se à Comissão Parlamentar de Inquérito ao ministro da Administração Interna». (fonte)

22/07/2026

Crassus fits Donald better than Caligula (2) - They both should have listened to omens, curses, and advice from allies

As remembered by a Reader of The Economist «it would be more appropriate to compare Mr Trump to another Roman leader, Marcus Licinius Crassus.»

For those who don't know or have forgotten, as Crassus left Rome for his campaign in 55 BC, a tribune named Ateius Capito staged a ritual, burning incense and pronouncing dreadful curses upon Crassus for launching an unprovoked war.  When his army crossed the Euphrates River into enemy territory, a sudden thunderstorm ripped through the camp, destroying boats and blowing away the military standards. Crassus dismissed it and refused the advice of the King of Armenia, who urged him to take a mountainous route where the enemy cavalry would be useless. Instead, Crassus trusted an Arab guide who was secretly a double agent for the Parthians, leading the Romans directly into the open desert.

The Parthians deployed thousands of horse archers. Crassus ordered his men into a tight defensive square (the testudo), expecting the enemy to run out of arrows. Surena had anticipated this. He brought a vanguard of 1,000 baggage camels loaded with millions of extra arrows. The Parthian archers continuously reloaded, maintaining an unstoppable, hours-long hail of arrows that pierced Roman shields and hands.

Crassus's son, Publius, was killed in a desperate counter-charge. Utterly demoralized and surrounded, the Roman lines collapsed. Crassus was killed during botched peace negotiations after the battle. Around 20,000 Roman soldiers died, and 10,000 were captured. According to a famous legend recorded by the historian Dio Cassius, the Parthians poured molten gold down Crassus's throat after his death as a symbol of his insatiable avarice. 

Rome viewed eastern nations as "barbaric" and naturally inferior. To have over 30,000 Roman citizens slaughtered or captured by the Parthian Empire shattered their national pride. The defeat triggered a deep-seated public fear in Rome that the Parthians would launch a counter-invasion of Syria or the wider Roman East. Crassus had been the financial and political buffer between Julius Caesar and Pompey the Great. The loss of his army collapsed the First Triumvirate, removing the final obstacle to the civil war that destroyed the Roman Republic.

Karl Marx observes in his 1852 essay, The Eighteenth Brumaire of Louis Bonaparte, that significant historical events and figures occur twice: the first time as grand, genuine struggles (tragedy), and the second time as empty, ridiculous caricatures of the original (farce).

[Story told with the help of Gemini]

15/07/2026

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (14) - Áctivistas pró e anti-xenofobia ide manifestar-vos na África do Sul

 Outras propostas modestas

PBS News

Áctivistas de todas as tendências, nomeadamente especialistas em xenofobia, tendes agora mais oportunidade soberana de combater a discriminação contra os imigrantes que tanto vos indigna, reservai já o vosso voo para Joanesburgo. O desafio é extensivo aos áctivistas xenófobos que podem aproveitar a oportunidade para estágios com o movimento anti-migrações March & March. Boa viagem.

11/07/2026

Thought of the day: best deal ever


If you think this cartoon is inspired by Donald Trump, it is. But think again and look around you.

10/07/2026

De volta ao patriotismo tudológico a cavalo da ignorância pesporrente

Faz um tempo zurzi o patriotismo tudológico a cavalo da ignorância pesporrente do Dr. Tavares, que então investiu contra «os holandeses, os novos-ricos da Europa, actuando como gauleiters da Alemanha» tentando diminuir a Holanda para enaltecer o Portugal dos Pequeninos. Lembrei-me desse episódio ao cruzar-me com mais um exemplo de realizações notáveis dos holandeses, a acrescentar aos vários que então citei. 


Trata-se da ASML, o único fabricante mundial de máquinas de fotolitografia por ultravioleta extremo (EUV) cujos sistemas de precisão permitem produzir em massa os chips mais avançados, indispensáveis para a inteligência artificial, smartphones e data centers. As máquinas da ASML permitem imprimir circuitos com menos de 2 nanómetros (*) de largura para aplicações de IA da próxima geração.


É uma empresa espantosamente bem-sucedida, que em 2025 facturou mais de € 30 mil milhões e prevê facturar € 40 mil milhões este ano com cerca de 42 mil empregados de 140 nacionalidades. É a empresa europeia com maior valor de mercado - quase 700 mil milhões de euros ou mais do dobro do PIB português. É tão inovadora que a administração americana exigiu que, para continuar a operar nos EUA, a ASML não exportasse as suas máquinas para a China porque isso comprometeria a vantagem tecnológica americana, cada vez menor.

__________
(*) Equivalente a um milionésimo de milímetro; as células humanas têm, em média, um diâmetro entre 10 mil e 30 mil nanómetros, pelo que na largura de um circuito impresso da ASML caberiam de 5 mil a 10 mil células humanas. 

04/07/2026

Crassus fits Donald better than Caligula

The folly of war

The Telegram (May 9th) compared Donald Trump to Caligula. As Caligula never started a war it would be more appropriate to compare Mr Trump to another Roman leader, Marcus Licinius Crassus. Crassus was a real-estate tycoon who made his fortune by buying the properties of those purged after a civil war. Frustrated that he had not received the credit he thought was his for having quelled Spartacus’s slave revolt, he was eager to gain glory through a victory against a “real” enemy. With the help of his buddies in the triumvirate, Caesar and Pompey, he got his chance in 53BC. Crassus was assigned to subdue Parthia, an empire that covered today’s Iraq and Iran. Ignoring advice from his generals, Crassus rushed headlong into the desert and the Parthian armoured cavalry, resulting in one of the largest defeats suffered by a Roman army. The Parthians cut off his head and poured molten gold into his mouth.

PAUL VANDERBROECK [Letter from a Reader of The Economist]

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Trump's BEAUTIFUL FINAL deadlines have a BIG mortality rate

  • Trump initially gave Iran a deadline to reopen the Strait.
  • He extended that deadline once rather than acting.
  • He extended it again by about 10 days, saying he was pausing military action while giving diplomacy another chance.
  • Today he issued a final 48-hour deadline, warning, «A whole civilization will die tonight».

06/06/2026

BREAKING NEWS: At first it seems strange, then it becomes ingrained (update)

Update to this post


«On January 6, 2021, 19-year-old Elias Irizarry was among the members of a violent mob that broke into the U.S. Capitol and attempted to overturn the recent presidential election. He was convicted of trespassing on government grounds, and videos from that day show him entering through a window with a metal pole in his hand. Now he may have access to sensitive national-security information as an employee of the Department of Defense.»
  (The Atlantic)

03/06/2026

BREAKING NEWS: At first it seems strange, then it becomes ingrained

«A convicted Jan. 6 rioter who later said that he regretted his participation in the U.S. Capitol attack has been hired by the Trump administration to work inside a Pentagon office that manages highly classified military operations, according to four people familiar with the matter.

The appointment of Elias Irizarry, who was 19 at the time of the riot in 2021, to a post in the Defense Department’s Special Operations and Low Intensity Conflict office has raised alarm internally among staff who question how anyone convicted in the assault on American democracy could be trusted for such a sensitive role in the U.S. government, these people said. All spoke on the condition of anonymity, citing a fear of retaliation.» Washington Post

At first glance, it seems strange that the Trump Administration would appoint someone convicted of breaking into the Capitol to work in counterterrorism at the U.S. Department of Defense. However, appointing such a person to combat terrorism makes as much sense as hiring a hacker to combat cyber intrusion, which is a normal procedure in the computer industry.

«President Trump lashed out at Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu over Israel's escalation in Lebanon in an expletive-laden call ("You're fucking crazy") on Monday, two U.S. officials and a third source briefed on the call told Axios.» Axios

It may also seem strange that Mr. Trump insulted Mr. Netanyahu, but the truth is that his democrat predecessor, Roosevelt, once said of the dictator Somoza, "He may be a son of a bitch, but he's our son of a bitch."

Unfortunately, not everyone, even among his devotees, understands these subtleties, and that's why President Trump's net approval rating continues to fall.

28/05/2026

The news of Mr. Trump's reputation as a great negotiator is more exaggerated than the news of Mark Twain's death while he was still alive

«Donald Trump’s reputation and political career were built on his dealmaking prowess, yet the president keeps demonstrating that he is a terrible negotiator.

Repeatedly over the past nine years, Trump has gotten rolled by counterparts during high-stakes exchanges. North Korea, Russia, Russia again, China, and China again have gotten the better of the United States. Trump has had to slink back to Washington without much to show except empty talk about friendship with whatever dictator has just run circles around him. He’s had some success in brokering agreements when acting as a third party (though not nearly as much as he pretends) but much less luck when his own government is a participant. The one glaring exception came when he was effectively negotiating with himself, getting his own administration to set up a $1.8 billion slush fund for his political allies.

The newest example of Trump’s artlessness is Iran. Let’s review the past few days: Trump posted on Saturday that he was close to striking a deal with Tehran that would end the war he started earlier this year and reopen the Strait of Hormuz. As the outlines of the agreement began to emerge, it looked both incomplete and bad: Trump had postponed discussing the hardest issues—matters, such as nuclear weapons, that led him to go to war—in exchange for opening the strait, which was open before Trump started the war. Hawkish Trump allies promptly criticized the deal, and despite histrionic pushback from Trump aides, the president had begun backing off claims of an imminent agreement by Sunday. “If I make a deal with Iran, it will be a good and proper one, not like the one made by Obama,” he posted. “Our deal is the exact opposite, but nobody has seen it, or knows what it is. It isn’t even fully negotiated yet.” Yesterday, in a sign that a deal might not be near at all, the U.S. military conducted what it called “self-defense strikes” against Iranian targets—directly contradicting the administration’s previous claims about having wiped out any threats to the United States in Iran.»

David A. Graham, The Atlantic

21/05/2026

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (81) - "Quem é capaz, faz, quem não é, ensina"

Outros portugueses no topo do mundo.

Seis escolas de gestão portuguesas atingiram boas posições no ranking mundial do Financial Times de formação de executivos. Está a ser um acontecimento muito festejado, com razão, visto que entre as noventa escolas do ranking encontramos seis portuguesas, o que corresponde a 6,7% das escolas do ranking, um excelente resultado para um país que representa apenas 0,13% da população e 0,29% do PIB nominal mundial.


Como é que tão excelente resultado nas escolas de gestão se explica num Portugal dos Pequeninos que é um desastre em matéria de gestão das empresas e, sobretudo, do Estado? Uma vez mais, só me ocorre a explicação de George Bernard Shaw na sua peça "Man and Superman": «Those who can, do; those who can’t, teach».
__________
A posição das universidades portugueses no ranking das 90 é a da primeira coluna (#).

15/05/2026

ARTIGO DEFUNTO: A ecoansiedade e os delírios do jornalismo de causas

Para me poupar a citar excertos do artigo “Será que a zona onde vivemos continuará habitável?”: Quatro em cada 10 jovens hesitam ter filhos por causa das alterações climáticas, cito o resumo gerado por AI que segundo o Expresso reza assim:

«Estudo revela que quatro em cada dez jovens portugueses hesitam em ter filhos devido às alterações climáticas. A ecoansiedade, definida como medo crónico de catástrofe ambiental, surge como determinante nas decisões reprodutivas. 

Investigação do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto mostra que jovens com motivos ambientais apresentam três vezes mais ecoansiedade.»

Quanto ao primeiro estudo «Young People's Voices on Climate Anxiety, Government Betrayal and Moral Injury: A Global Phenomenon», foi publicado em 2021 na revista Lancet Planetary Health, é da autoria de uma equipa cujos membros publicaram um único paper - o paper em causa - e foi financiado pela AVAAZ, uma ONG que se define como «the campaigning community bringing people-powered politics to decision-making worldwide» e tem como fundadores vários notórios ideólogos do áctivismo online.

Esquecendo a óbvia falta de credibilidade dos "investigadores" e da entidade financiadora (é assim como militantes da CDU fazerem um estudo financiado pela CDU sobre a falência do capitalismo), o certo é que o estudo não revela uma especial preocupação dos jovens portugueses pelos supostos impactos das mudanças climáticas já que em relação à "ameaça à segurança familiar" se preocupam tanto quanto a média dos jovens dos 10 países considerados, e quanto "hesitação sobre ter filhos" preocupam-se menos.

Quanto ao segundo estudo, a conclusão é perfeitamente tautológica e não careceria de estudos: é claro que «jovens com motivos ambientais» teriam forçosamente de ser mais ecoansiosos, seja lá o que isso for. 

Pordata
Daí concluir, como o faz uma "investigadora" citada no artigo, que a baixa de fertilidade é consequência da ecoansiedade é uma conclusão audaciosa. Pela razão simples de que, como o diagrama mostra para Portugal (em outros países ocidentais a evolução é semelhante) a baixa da fertilidade precedeu em décadas as preocupações ambientais, baixa que toda a gente com juízo sabe ter resultado da "igualização" das mulheres e foi tornada possível pela acessibilidade dos anticoncepcionais e tornada inevitável pela entrada maciça das mulheres no mercado de trabalho.