Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

20/10/2026

Crónica da passagem de um governo (72a)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
O perigo amarelo. Portugal no topo do mundo

«O perigo amarelo» (Gelbe Gefahr) foi uma expressão popularizada pelo Kaiser Guilherme II em meados da década de 1890, depois da vitória do Japão na Guerra Sino-Japonesa de 1894-1895. Desde então, tem servido, um pouco por todo o mundo, para justificar a discriminação em relação ao Japão e à China. Nos EUA, por exemplo, justificou o Chinese Exclusion Act de 1882 e na Segunda Guerra Mundial, o internamento forçado de japoneses residentes em campos de concentração.

Num país descapitalizado, por décadas a viver acima das posses, tem-se mostrado imune a tais preconceitos e tem acolhido com fervor e gratidão os capitais chineses. Tal como mostra o paper China's Global Ownership de Jennie Baie et al., que vem sendo citado na mídia portuguesa, o Portugal dos Pequeninos é o país com maior participação relativa do capital chinês.

Portugal quase no topo do mundo, noutra modalidade

Segundo o World Economic Outlook de outubro do FMI, o nosso Portugal dos Pequeninos, em três décadas, de 2001 a 2031, crescerá 41,6%, o que o faz o décimo país do mundo com menor crescimento nesse período, a seguir a nove países liderados por Porto Rico, que abrangem seis países em vias de subdesenvolvimento e três cansados de ser desenvolvidos, liderados pela Itália.

Take Another Plan. Percebe-se, ou é preciso fazer um desenho?

mais liberdade

É certo que a venda de 49,99% é bastante menos má do que manter o Estado sucial como accionista único e muito menos boa do que o Estado sucial vender a totalidade ou, vá lá, ficar com uma participação minoritária. O que não é certo, como por diversas vezes mostrei com contas elementares, é que de qualquer das opções de venda resulte a recuperação dos subsídios pagos à TAP com impostos dos contribuintes, como o gráfico acima mostra. É preço da governação socialista nas suas diversas modalidades, PS e PS-D. Já agora, veja-se o diagrama acima.

(Continua)