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20/07/2025

ESTÓRIA E MORAL: Segundo o áctivismo, a discriminação pode ser má ou pode ser boa

Estória

O que têm em comum (1) Jasper Ceylon, um entre vários outros pseudónimos literários de um canadiano, (2) Michael Derrick Hudson, um bibliotecário de Indiana, e (3) Aaron Barry, um professor de inglês de Vancouver, além de serem brancos da classe média que tentaram sem sucesso publicar os seus poemas ou novelas?

Para conseguirem ser publicados uns inventaram personas, tais como membro de género fluido da diáspora nigeriana ou Ye-Fen Chou, todos eles se apresentaram como espécimenes de minorias raciais ou sexuais e conseguiram não apenas que os seus trabalhos fossem rapidamente publicados, alguns deles deliberadamente de má qualidade literária, como todos obtiveram prémios de literatura. 

Têm ainda em comum ter contados as suas estórias pessoais ao jornalista River Page que as publicou em The Free Press sob o título "The White Man Who Pretended to Be Black to Get Published".

Moral

Se pensavam que discriminação racial consistiria em os membros de um grupo humano usufruírem de vantagens por essa pertença e, por isso a consideravam má, pensem duas vezes. Se os grupos discriminados forem brancos a discriminação é boa. 

11/12/2024

CASE STUDY: Um exemplo de pseudociência ao serviço do áctivismo anti-rácista

É um facto há muito conhecido que nos EUA a mortalidade infantil (bebés com menos de um ano) dos bebés negros é dupla dos brancos. Em 2020 um estudo publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences, concluiu que quando os bebés negros eram assistidos por médicos negros a mortalidade infantil diminuía para metade, uma conclusão muito convenientemente alinhada com o zeitgeist da época, ao ponto da Association of American Medical College se referir ao estudo como prova de «para recém-nascidos negros de alto risco, ter um médico negro é equivalente a um medicamento milagroso».

Em Setembro, um outro estudo (Physician–patient racial concordance and newborn mortality) de George J. Borjas e Robert VerBruggen, igualmente publicado nos Proceedings, analisou os mesmos dados do estudo anterior, identificou erros metodológicos e conclui que o peso demasiado baixo no nascimento tinha uma influência decisiva porque os bebé com menos de 1,5 kg representavam metade da mortalidade infantil e quando se considerava o peso não foi encontrada diferença mensurável entre os partos assistidos por médicos negros ou brancos. Na verdade o que se passou foi que os partos prematuros de bebés com peso insuficiente eram sobretudo assistidos por médicos brancos.

A Economist citou ambos os estudos e comentou estas conclusões sublinhando que o propósito principal que deveria ser a prevenção dos partos prematuros foi ignorado no primeiro estudo, estranhando que a questão do peso dos bebés não tenha sido considerada nem abordada no processo de revisão e sugerindo que os investigadores, as instituições e os mídias têm em certos casos duplicidade de critérios e se preocupem mais com a conformidade ideológica com as teses do áctivismo anti-rácista do que com a ciência. That's it.

03/05/2024

The case against right-wing racialism

«As a practical matter, too, the politics of colorblind equality is vastly superior to the politics of “white identity.” Whatever one’s judgment on mass immigration, America is now a mixed, multiracial republic, and any successful political movement will need to build a coalition beyond any single racial group. The good news for conservatives—and a point against arguments for demographic determination—is that many racial minorities, most notably Latinos and Asians, oppose critical race theory-style discrimination, support the principle of colorblind equality, and have begun to shift politically to the right. By contrast, the advocates of “white racial consciousness” have a track record with the opposite results: from the late author Sam Francis to the racialist website VDare, such efforts have failed to garner an audience, much less a political coalition, beyond the fringes. Such a politics is perceived, rightly, as victim-oriented and antithetical to deeply held American principles.

The vision of racialists, whether on the left or right, is pessimistic: the first is driven by a spirit of vengeance, the second by a sense of inferiority. They are two sides of the same coin. Despite real tensions and disparities, Americans are, on the whole, a tolerant, cooperative people who aspire to a colorblind standard, derived from the natural rights tradition, that remains the best guidepost for the country’s future. The temptation of racial politics must be resisted. The solution is not to mirror the frame of left-wing racialists, but to persuade strong majorities to abolish racialism from public life and entrench the higher principle of colorblind equality. That is our fight. Slowly but steadily, we can win it.»

Excerpt from «No to the Politics of “Whiteness” - The case against right-wing racialism» by Christopher F. Rufo, from whom I quoted several excerpts of his "America's Cultural Revolution: How the Radical Left Conquered Everything"

27/09/2023

Onde vai o áctivismo anti-rácista extorquir 70 dívidas públicas para indemnizar as vítimas da escravatura portuguesa?

O historiador João Pedro Marques (JPM) vem alertando há quase dez anos para os delírios do áctivismo anti-rácista a respeito da indemnização às vítimas da escravatura pelos países que a praticaram, ou, mais exactamente, pelos países de influência cristã, já que os países islâmicos e africanos que praticaram a escravatura durante muitos séculos para estes áctivistas estão isentos dessa obrigação. 

No artigo mais recente «A conta já chegou. São 20 biliões de dólares», JPM cita o Report on Reparations for Transatlantic Chattel Slavery in the Americas and the Caribbean do Brattle Group que se propôs estimar os montantes que alguns países esclavagistas deveriam pagar a esse título. 

Report on Reparations for Transatlantic Chattel Slavery in the Americas and the Caribbean

O quadro acima extraído daquele relatório mostra os montantes devidos por cada país capitalizados à taxa de 2,5%. No caso português, o terceiro maior montante a seguir aos Estados Unidos e ao Reino Unido, o montante de USD 20,582 biliões no sistema longo que usamos em Portugal, equivale em contas redondas 70 vezes a dívida pública ou 80 vezes o PIB.

A nossa única esperança é criarmos um comité para calcular as indemnizações que os habitantes do Portugal dos Pequeninos poderão exigir aos romanos e à multidão de bárbaros que os expulsaram, aos árabes, aos espanhóis e aos franceses que sucessivamente invadiram o nosso torrãozinho natal.

01/08/2022

Manifestações de paranóia/esquizofrenia (39) - De como um caso de polícia se torna num evento nacional

Outras manifestações de paranóia/esquizofrenia

Paranoia: «ocorrência de pensamentos delirantes, geralmente persecutórios, que levam o paciente a adoptar uma atitude de permanente desconfiança em relação aos que o rodeiam».

Exemplo: uma mulher branca alcoolizada chamou num restaurante num restaurante na Costa da Caparica «pretos imundos» a duas crianças pretas filhas de um casal de actores brasileiros brancos (fonte). O casal podia perfeitamente ter dado um par de estalos à mulher branca alcoolizada ou outra coisa qualquer pelo facto de ter chamado «imundos» aos filhos, que até tinham um ar lavadinho (quanto aos «pretos», é factual) e a coisa ficava por aqui. 

Em vez disso, resolveram insultar os portugueses, queixando-se de terem sido alvo de racismo em Portugal e iniciando uma campanha que mobilizou milhares de patetas, despertou a paranoia do áctivismo anti-rácista, açulou o jornalismo de causas e deu uma oportunidade àquele ex-presidente brasileiro condenado por corrupção de aproveitar para lavar a jacto a sua reputação e outra ao actual presidente português que não precisa de oportunidades para dizer vacuidades.

17/11/2021

Dúvidas (324) - Será o Wokeismo um Transtorno obsessivo-compulsivo ou Esquizofrenia paranóide? (II)

Se exibir em aulas um filme em que o actor britânico Laurence Olivier surge com a pele escurecida para representar o mouro Otelo na peça homónima de Shakespeare obriga um professor a abandonar o seu cargo na Universidade do Michigan, a que deveriam os áctivistas obrigar Lynsey Miller, o realizador da série Ana Bolena, que para protagonizar uma das mulheres branquíssimas de Henrique VIII, que ele mandou executar em 1536, escolheu a actriz e áctivista negra Jodie Turner-Smith? 

Pela mesma ordem de razões deveriam exigir a Lynsey Miller que apresentasse desculpas à minoria branca (1/6 da população mundial e a descer), ou não? Não. Pelo contrário, Miller foi muito elogiado, sobretudo pelo Guardian que com uma pirueta de quase cinco séculos fez equivaler a suposta marginalização dos Bolenas - uma delas foi rainha -, à suposta marginalização de uma person of colour, corporizada numa actriz jamaicana a quem são creditadas 25 participações em filmes e séries.

16/10/2021

Dúvidas (322) - Será o Wokeismo um Transtorno obsessivo-compulsivo ou Esquizofrenia paranóide?

«O músico e compositor norte-americano Bright Sheng [que pertence a uma minoria étnica] viu-se obrigado a abandonar o cargo de professor na Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, depois de ter exibido numa das suas aulas o filme clássico Othello, de 1965, onde o ator britânico Laurence Olivier surge com a cara pintada de negro para representar o protagonista, o mouro Otelo da peça de Shakespeare. (...)

Na sequência da polémica, o próprio Sheng fez um pedido de desculpas público, assumindo que foi “insensível relativamente à raça e antiquado” e cancelando os projetos letivos que se preparava para levar a cabo na faculdade.» (Observador)

Sendo certo que do ponto de vista político o Wokeismo é uma ideologia tirânica e do ponto de vista do senso comum é uma imbecilidade, como caracterizá-lo ponto de vista psiquiátrico? 

Transtorno obsessivo-compulsivo

«... presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.É muito comum que pacientes com TOC acreditem que, se deixarem de cumprir o ritual, algo terrível poderá acontecer. Esse comportamento tende a agravar-se à medida em que a doença não é tratada ou diante de algum evento estressante ou traumático.»

ou 

Esquizofrenia paranóide

«Transtorno psiquiátrico em que a pessoa perde total ou parcialmente o contato com a realidade objetiva, sendo comum que passe a ver, ouvir ou sentir sensações que não existem na realidade. A esquizofrenia paranoide é o subtipo da esquizofrenia mais comum, em que predominam os delírios de perseguição ou de aparecimento de outras pessoa, o que torna muitas vezes a pessoa desconfiada, agressiva e violenta.»

09/09/2021

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (95) - Não há áctivismo anti-rácista sem uma boa dose de ignorância (e de desaforo)

 «A escravatura é, ao contrário do que estes novos activistas do anti-escravismo procuram fazer crer, um dos assuntos mais mostrados, estudados e discutidos dos últimos 250 anos da história ocidental. Só por uma grande ignorância se pode pensar que o que se lhe refere esteve durante séculos escondido e em silêncio, e que só agora estará a chegar à superfície das consciências. Infelizmente é essa ignorância que os activistas que agitam esta questão nos dias de hoje vêm evidenciando a cada passo. Tudo se passa como se ainda vivessem em meados do século XVIII e não soubessem que o seu combate já foi combatido — e já foi ganho — pelos abolicionistas do século XIX. O que os referidos activistas trazem agora para a opinião pública é um remake, um déjà vu completamente artificial e fora de tempo. Fazem-no por várias razões, desde logo porque querem estabelecer uma oposição, uma dicotomia, entre uma história da escravatura narrada por brancos (que, supostamente, omitiria e silenciaria certas coisas) e uma história vinda de negros (que seria verdadeira e que iria finalmente revelar verdades incómodas). Ora a história da escravatura é só uma: a que se interessa pela verdade e tem um compromisso com ela. Não tem cor, não é branca nem preta, e há muito que está contada e bem contada. Do que ela não precisa é de narrativas que venham chover no molhado, e ainda menos precisa que lhe venham inventar mitos e falsidades.»

João Pedro Marques no Observador, a propósito da descoberta com 200 anos de atraso pela artista Grada Kilomba de «um sistema político que escraviza pessoas».

11/08/2021

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (7) - Áctivistas exigi que todos órgãos tenham um representante de cada género

Outras propostas modestas

Em 1729 Jonathan Swift publicou um panfleto satírico com o título longo e insólito A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public.

Desde então, inúmeras Propostas foram baptizadas de «Proposta Modesta». O (Im)pertinências, com quase quatro séculos de atraso, apresentou já várias, algumas delas, como esta, Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações.

A minha proposta de hoje é inspirada pela nomeação de um juiz para o U.S. Court of Appeals noticiada com títulos que, com pequenas variações, são do tipo «Biden nominates first LGBT federal appeals court nominee. E porquê a inspiração? perguntareis. Porque a juíza Beth Robinson, que pertencia ao Supremo Tribunal de Vermont desde 2011, foi nomeada, ao que parece, sobretudo ou principalmente ou mesmo exclusivamente, por ser uma lésbica assumida.

O que me leva a perguntar, admitindo que no U.S. Court of Appeals já devem existir os dois géneros bíblicos, digamos assim, porquê discriminar os outros 109 géneros (de 112 até agora inventariados )? 

De onde a minha proposta:
Áctivistas do Correctês e do Inclusivês de todo o mundo ousai lutar pela representação de todos os géneros em todos os órgãos públicos e privados!

03/06/2021

As raças e os tempos de espera nos serviços básicos nos EUA

Segundo um estudo de Stephen Holt, da Universidade de Albany, citado pela Economist, a raça e o rendimento são factores que influenciam o tempo que em média os americanos gastam para usar os serviços básicos como creches, saúde e mercearias e «sugere que os americanos brancos ricos conseguem o que querem rapidamente». E estranhamente sugere também que «entre os negros americanos, aqueles que ganham pelo menos US $ 150.000 na verdade passam mais tempo "arrefecendo os pés" do que aqueles que ganham US $ 20.000 ou menos. Isso pode ser porque apesar destes últimos viverem em bairros de maioria negra mal providos de serviços básicos, usam serviços como lojas e salões de beleza com mais frequência.» 

Se a realidade não fosse mais complicada do que os esquemas simplistas do áctivismo, poderia então concluir-se que não podendo ser branco rico é melhor ser negro pobre do que negro rico.

15/05/2021

Afinal, até talvez exista racismo em Portugal

Antes dos áctivistas começarem a trombetear por via das trombetas do jornalismo de causas que os portugueses estavam contaminados pelo rácismo, imaginava que o racismo como fenómeno social não tinha relevância em Portugal.

Concedo agora que estava enganado. Há dias uma "notícia" da Lusa (a Tass socialista) incluiu «o termo “Preta” no corpo do texto associado à deputada socialista» Romualda Fernandes. Ora como a deputada é de facto é preta, para mim tratava-se de um adjectivo supérfluo mas inofensivo.

Não foi assim que o jornalismo de causas, a comentadoria do regime e as forças vivas do situacionismo viram a coisa. Para eles tratou-se de um insulto e exigiram imediato apuramento de responsabilidades (creio que é assim que diz). Prontamente, um coro de indignados exigiu a demissão do jornalista que escreveu a peça, o editor de política da Lusa sentiu-se obrigado a demitir-se e a "notícia" vaporizou-se dos sites dos jornais que a tinha publicado.

Se todas essas almas consideraram que referir-se uma pessoa preta como "preta" é um insulto «absolutamente inqualificável» (PS ), isso só pode ser o resultado dessas almas considerarem inferior a condição de "preto", já que ninguém se indigna por chamarem "branco", ou mesmo "branquela" a uma criatura branca. E isso, sim, isso é racismo. E isso, sim, é um problema.

11/04/2021

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (6) - Áctivistas do Correctês e do Inclusivês, ide expurgar os Livros Sagrados

Em 1729 Jonathan Swift publicou um panfleto satírico com o título longo e insólito A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public.

Desde então, inúmeras Propostas foram baptizadas de «Proposta Modesta». O (Im)pertinências, com quase quatro séculos de atraso, apresentou já várias, algumas delas, como esta, Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações. 

Desta vez a minha Proposta Modesta é dirigida aos Áctivistas do Correctês e do Inclusivês, incentivando-os a submeterem os Livros Sagrados a uma Depuração Impiedosa.

Dando de barato a completa ausência de referências à identidade de género e a mutiladora limitação aos cisgéneros, é inaceitável a subalternidade e objectificação do cisgénero feminino, como nas seguintes referências, meros exemplos entre centenas:

Corão, 2.ª Surata do Corão Al Bácara, versículo 223 «Vossas mulheres são vossas semeaduras. Desfrutai, pois, da vossa semeadura, como vos apraz.»

Corão, 4.ª Surata An Nissá, versículo 24 «Também vos está vedado desposar as mulheres casadas, salvo as que tendes à mão.»

Antigo Testamento, Génesis, Capítulo 2, versículo 22 «E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.»

Antigo Testamento,  Levítico, Capítulo 21, Versículo 14 «Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, estas não tomará, mas virgem dos seus povos tomará por mulher.»

Sem pretender diminuir as importantes lutas em curso para reformular os textos legais e expurgar da linguagem (e do pensamento) os termos incompatíveis com o Correctês e o Inclusivês, exorto os Áctivistas a Inaugurarem uma Nova Frente de Luta para Expurtar os Livros Sagrados.

27/03/2021

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (5) - Áctivistas do anti-rácismo todos para o Norte da Óropa!, seus pamonhas

Em 1729 Jonathan Swift publicou um panfleto satírico com o título longo e insólito A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public.

Desde então, inúmeras Propostas foram baptizadas de «Proposta Modesta». O (Im)pertinências, com quase quatro séculos de atraso, apresentou já várias, algumas delas, como esta, Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações.
Fonte

Exortemos o Dr. Ba, o directório da SOS Rácismo e todos os áctivistas anti-rácistas a não gastarem cera com ruins defuntos, a não desperdiçarem os seus justos combates, nem o dinheiro dos contratos de acessoria (não é para assessorar, é para ter acesso) com os brancos tugas que, de tão tão exauridos, nem ganas têm para serem rácistas. Em vez disso, devem rumar ao norte da Óropa.

24/03/2021

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (4) - Áctivistas do anti-rácismo e do animalismo todos para Cabo Delgado!, seus pamonhas

Em 1729 Jonathan Swift publicou um panfleto satírico com o título longo e insólito A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public.

Desde então, inúmeras Propostas foram baptizadas de «Proposta Modesta». O (Im)pertinências, com quase quatro séculos de atraso, apresentou já várias, algumas delas, como esta, Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações.

«A situação em Moçambique é infernal há bastante tempo. No norte do país, grupos radicais islamitas matam e decapitam populações inteiras. Esta semana ficámos a saber que estes radicais também decapitam crianças. A dimensão do inferno moçambicano só é equiparável ao silêncio lisboeta sobre o assunto. (...) só nos indignamos com a violência praticada pelo homem branco; não nos podemos indignar com a violência praticada pelo homem negro ou castanho, pois isso será sinal de racismo! » (Henrique Raposo)

«Moçambique não tem atenção, porque os seus agressores não são homens brancos, por um lado, e porque as suas vítimas são seres humanos, e não os cães de Santo Tirso ou os veados da Torre Bela. Se o Isis fosse um clube de caçadores a decapitar leões e zebras, as boas consciências e os média já teriam colocado Moçambique no centro da agenda. Como o isis é um bárbaro grupo terrorista de homens (não brancos) que matam outros homens e não animais, nada se passa. (...) »  (Henrique Raposo»

Retratada e denunciada a situação, Henrique Raposo lamenta-se em vez de exortar os áctivistas a levantarem a bundas flácidas afundadas nos sofás do áctivismo e darem corda aos sapatos partindo para Cabo Delgado combater o rácismo. Ponde-vos a caminho, seus pamonhas!

03/01/2021

As vozes também têm cor ou como promover o racismo com manifestações anti-rácismo

Para quem não tenha reparado, Soul é um filme de animação digital da Disney que foi lançado e só pode ser visto no Disney Plus, canal que em todo o mundo ainda não tem 100 milhões de assinantes e em Portugal deve ter uns poucos milhares. Soul conta uma história fantástica de um professor de música de pele negra que queria ser músico de jazz cuja alma se separa do corpo depois de um acidente em que cai num buraco.

Em Portugal a dobragem do Soul foi feita por actores de pele branca o que levou um bando de sete criaturas, entre os quais o áctivista Mamadou Ba de pele negra, senegalês, a quem foi concedida a nacionalidade portuguesa e berloquista em comissão de serviço na seita anti-rácismo SOS Racismo, a subscrever uma "petição" para ser produzida uma nova versão portuguesa com dobragem por actores de pele negra.

05/08/2020

Afro-americanos? Não será racista essa designação?

Ao ler no post anterior do outro contribuinte, «a minoria negra americana, a que chamam afro-americanos», pergunto-me como é que alguém se lembra de designar como afro-americanos os americanos negros cujos ascendentes deixaram África há um século e meio ou mais? Faria muito mais sentido chamar euro-americanos aos milhões de americanos descendentes de europeus emigrados depois da segunda guerra mundial.

O que tem a ver com África uma criatura cujo tetravô do tetravô nasceu na América? Chamar-lhes afro-americanos não será uma manifestação de rácismo e logo por parte dos áctivistas anti-rácistas?

04/08/2020

Comportamentos racistas em Portugal não fazem de Portugal um país racista, tal como a existência de áctivistas anti-rácistas não faz de Portugal um país de imbecis

«Em Portugal, vivemos dias particularmente sensíveis. Por razões justificadas, movimentos de minorias têm vindo a organizar a sua actividade na defesa de interesses e na afirmação de cidadania. Por razões de oportunismo, alguns movimentos e forças políticas entenderam explorar todas as situações em que possam enxertar a indignação e a solidariedade selectivas. Assim é que se tenta exacerbar a questão do racismo em Portugal, em polémica quase sempre destituída de razão. 

O problema tem sentido. Mas a polémica é inútil e artificial. Há racismo em Portugal? Com certeza. Há racistas em Portugal? Evidentemente. Portugal é um país racista? Não, nem faz sentido tal observação. Na legislação, nos tribunais, nos sistemas de saúde e educação, em nenhum dispositivo legal há conteúdos racistas e de segregação racial objectiva. Mais: a legislação e a Constituição proíbem as manifestações de racismo. São estas considerações que permitem dizer que “Portugal não é um país racista”, o que parece ferir as sensibilidades de alguns políticos, mas também que as designações de “racismo estrutural” e “racismo sistémico” são meros divertimentos semióticos de quem quer alimentar uma disciplina na sua faculdade.»

Crime e preconceito, António Barreto