O historiador João Pedro Marques (JPM) vem alertando há quase dez anos para os delírios do áctivismo anti-rácista a respeito da indemnização às vítimas da escravatura pelos países que a praticaram, ou, mais exactamente, pelos países de influência cristã, já que os países islâmicos e africanos que praticaram a escravatura durante muitos séculos para estes áctivistas estão isentos dessa obrigação.
No artigo mais recente «A conta já chegou. São 20 biliões de dólares», JPM cita o Report on Reparations for Transatlantic Chattel Slavery in the Americas and the Caribbean do Brattle Group que se propôs estimar os montantes que alguns países esclavagistas deveriam pagar a esse título.
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| Report on Reparations for Transatlantic Chattel Slavery in the Americas and the Caribbean |
O quadro acima extraído daquele relatório mostra os montantes devidos por cada país capitalizados à taxa de 2,5%. No caso português, o terceiro maior montante a seguir aos Estados Unidos e ao Reino Unido, o montante de USD 20,582 biliões no sistema longo que usamos em Portugal, equivale em contas redondas 70 vezes a dívida pública ou 80 vezes o PIB.
A nossa única esperança é criarmos um comité para calcular as indemnizações que os habitantes do Portugal dos Pequeninos poderão exigir aos romanos e à multidão de bárbaros que os expulsaram, aos árabes, aos espanhóis e aos franceses que sucessivamente invadiram o nosso torrãozinho natal.
