Se a destruição criativa é inerente ao capitalismo como defendeu Joseph Schumpeter, um economista austríaco que não por acaso publicou pela primeira vez em 1942 «Capitalismo, Socialismo e Democracia» onde defende essa ideia, precisamente nos Estados Unidos onde então vivia, o capitalismo americano revelou-se durante mais de um século especialmente criativo e, em consequência, destrutivo.
Alguns indicadores sugerem que esse ímpeto criador (e destrutivo) está a esmorecer, como os gráficos seguintes parecem mostrar (fonte).
O gráfico anterior confirma a mesma tendência mostrando o abrandamento na criação de novos negócios nas últimas décadas. Há várias razões que podem explicar este fenómeno e uma delas é que, tal como Schumpeter reconheceu no final da vida, ao contrário do passado, a inovação tem tendido a ser cada vez mais do lado dos incumbentes, ou mais rigorosamente a adopção das inovações tem sido garantida pelos incumbentes que pela sua dimensão podem suportar os investimentos necessários, a começar pela compra das startups que geraram essas inovações.

