Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Brasil. Mostrar todas as mensagens

14/03/2026

CASE STUDY: Um imenso Portugal (67) - Um Brasil igual ao Chile e mais do que Alemanha

Outros imensos Portugais

Com um défice orçamental nominal de 8-9%, o rácio da dívida pública do Brasil de Lula da Silva tem vindo a crescer de 62% em 2010, sendo actualmente quase o dobro da média dos rácios dos países latino-americanos, e o FMI estima que em 2030 atingirá 99%.  

Por coincidência, 62% em 2010 era aproximadamente o rácio da dívida portuguesa antes de José "Animal Feroz" Sócrates, amigo do peito de Lula da Silva, ter iniciado em 2005 o caminho para a bancarrota. Por outra infeliz coincidência, o rácio do Brasil, estimado pelo FMI para 2030, de 99% está próximo dos 98% de Portugal registados em 2023.

Uma das maiores ameaças ao equilíbrio fiscal é o sistema de segurança social cujas pensões, que representam actualmente 10% do PIB, representarão em 2050 uma percentagem mais elevada do que a da Alemanha e da média da OCDE, países muito mais envelhecidos do que o Brasil. Com uma estrutura etária semelhante à Chile ou do México, os gastos com pensões do Brasil já atingem em percentagem do PIB o nível do Japão.

Diferentemente do que di Lampedusa prescreveu para a Sicília, no caso do Brasil (e de Portugal) é  preciso que muito mude e nada fique na mesma.

02/10/2024

CASE STUDY: Um imenso Portugal (66) - O problema maior deles (e o nosso) é a mediocridade

Outros imensos Portugais

«Na verdade, tanto nos governos de Lula - sobretudo este Governo atual -, como no Governo de Bolsonaro, o que conduz o país é um casamento entre os interesses do rentismo financeiro, de um lado, e o "pobrismo", do outro. O "pobrismo" é a distribuição de esmolas aos pobres, à massa popular. E o rentismo é a rendição do Governo aos interesses financistas, nacionais e estrangeiros, na suposição inteiramente sem fundamento de que essa rendição aos interesses financeiro levará a um investimento e ao crescimento, e de que o que sobrará do crescimento poderá ser usado para pacificar a maioria popular. Isso nunca aconteceu. Nenhum país no mundo se desenvolveu com dinheiro dos outros ou pela rendição aos interesses financistas. Mas foi isso que tivemos no Brasil: o rentismo financeiro, o pobrismo - e o terceiro elemento são as guerras culturais da direita, que são a imagem inversa da política identitária da esquerda. Ou seja, duas maneiras de evadir dos problemas estruturais do país. O resultado de tudo isto é que, embora o Brasil seja um dos países mais desiguais na História da Humanidade, o nosso problema maior não é a desigualdade. O nosso problema maior é a mediocridade.»

Excerto da entrevista ao Expresso de Roberto Mangabeira Unger, brasileiro e professor de Harvard

04/09/2024

CASE STUDY: Um imenso Portugal (65) - O regime petista de Lula é uma ameaça à liberdade de expressão

Outros imensos Portugais

«Um juiz do Supremo Tribunal Federal ordenou na sexta-feira a suspensão da rede social X no Brasil, depois de Elon Musk se ter recusado a nomear um representante legal, conforme a ordem da justiça brasileira, avança a AP.

A decisão desta sexta-feira agrava ainda mais a disputa que dura há meses entre o juiz Alexandre de Moraes e Musk, o proprietário da rede social. Em abril, Moraes ordenou a suspensão de dezenas de contas por alegadamente espalharem desinformação, pedido que Musk denunciou como censura.» (Fonte)

Liberdade de expressão é aceitar a livre expressão de opiniões com as quais não se concorda, mas, pelos vistos, para o petismo lulista, a liberdade de expressão só se aplica às opiniões conformes. Depois do fim das ditaduras militares, o Brasil costumava ser uma democracia imperfeita. Sob a tutela do petismo lulista o Brasil caminha para deixar de ser uma democracia, ainda que defeituosa.

Disclaimer: Este post nada tem a ver com Elon Musk e muito menos modifica a minha opinião sobre a criatura, opinião que se pode ler aqui ou ali e noutros lugares.

05/05/2023

SERVIÇO PÚBLICO: América Latina, um enorme Portugal. Portugal uma pequena América Latina

«A visita do Presidente do Brasil alerta-nos para vários perigos. Lula representa as razões para o declínio da América Latina – o populismo demagógico, a corrupção generalizada e a ideologia igualitária que minam a região – e segue o caminho de estagnação que Portugal trilha desde 2000.

1 – O populismo demagógico foi muito evidente ao longo do último século numa região onde imperam democracias incompletas e ditaduras – caudilhos e juntas militares, ditadores socialistas e movimentos marxistas de “libertação” ou pseudo-ideologias indígenas. (...)

Lula é um exemplo de um político que pretende ser uma figura mundial e que, como outros (e.g. Macron), usa essa pretensão para ser popular e fugir da resolução dos problemas reais. Desde que foi eleito já apresentou o que julga serem propostas de um grande líder: uma moeda única com a Argentina e outros países da América Latina, e outra com a China, Índia e outros países asiáticos. O que as propostas demonstram é que Lula não faz a mínima ideia do que implica uma moeda única e as condições que requer em termos de políticas públicas. (...)

2 – A corrupção generalizada na América Latina também contribui para o declínio da região. O problema não são só os casos de corrupção económica ou de fraude eleitoral, mas especialmente a cultura de permissividade e de aceitação que lhes estão associados. (...)

A passividade e a permissividade da população para com a corrupção reflecte-se na aceitação acrítica de que o Estado seja cada vez maior. Quanto mais cresce o Estado maiores são as oportunidades de corrupção a todos os níveis, quer a grande organizada pelo poder político e empresas públicas, quer a pequena que abrange todos os sectores da sociedade. (...)

3 – A ideologia igualitária que mina a região é talvez a principal razão para o seu declínio. O igualitarismo é pior porque assenta numa percepção errada: confunde justiça com igualdade e essa confusão contribui para o atraso ao resultar na manutenção da pobreza. A promoção do igualitarismo até pode ter uma boa intenção, mas apenas cria injustiça pois em vez de se focar em ajudar os mais necessitados interfere com a vida de todos para obter a igualdade.

O engano parte de uma frase que é comum ouvirmos e que é apelativa, mas que também é literalmente falsa: “as desigualdades são chocantes”. Na América Latina existe uma classe média maioritária que vive relativamente bem e esse modo de vida não é chocante quando comparado com a pobreza. O que choca na América Latina não são as desigualdades, mas a pobreza e a falta de acesso de uma parte da população a condições básicas como saneamento, higiene, ruas limpas e uma habitação condigna. (...)

O exemplo da Venezuela mostra que a procura por igualdade não elimina a pobreza. Muito pelo contrário, a procura de igualdade “perpétua” a pobreza. Esta motivação ideológica dura há muitas décadas e esteve sempre a par com o declínio relativo da América Latina

«América Latina, um século de declínio e um aviso a Portugal», Ricardo Pinheiro Alves no jornal Eco

26/02/2023

CASE STUDY: Um imenso Portugal (64) - Na melhor hipótese o anúncio da moeda única foi apenas um sound bite de dois presidentes esquerdistas, na pior seria um desastre

Outros imensos Portugais
Antes de Lula da Silva, o presidente petista brasileiro, e Alberto Fernández, o presidente peronista argentino, anunciarem urbi et orbi que iriam estudar a adopção de uma moeda comum aos dois países, o primeiro deveria ter-se dado conta que a Argentina está a tentar evitar o seu décimo resgate desde a independência no princípio do século XIX, não tem reservas de divisas, tem uma inflação anual ao redor de 100%, o banco central tem a impressora a funcionar 24/24h para imprimir notas e os movimentos de capitais estão sob absoluto controlo. 

E ambos deveriam ter pedido para lhes explicarem as conclusões de Robert Mundell («A Theory of Optimum Currency Areas» de 1961) e de Milton Friedman («The Euro: Monetary Unity To Political Disunity?» de 1997) sobre zonas monetárias. Mundell demonstrou que uma zona monetária para ser óptima teria de cumprir várias condições, nomeadamente a mobilidade da mão-de-obra (inexistente no caso Brasil-Argentina), mobilidade que também exige reduzidos obstáculos culturais ou administrativas (acesso às profissões, sistemas de segurança social compatíveis, etc.). 

Friedman concluiu, a propósito da criação da Zona Euro, que uma moeda única sem as condições de uma zona monetária óptima «exacerbaria as tensões políticas, convertendo choques divergentes que poderiam ter sido prontamente acomodados por mudanças cambiais em questões políticas divisivas». 

Mais recentemente e a propósito precisamente do delírio petista-peronista, Paul Krugman sublinhou no seu Twitter uma outra condição para uma moeda comum ser viável: «pode fazer sentido entre economias que são os principais parceiros comerciais umas das outras e são semelhantes o suficiente para que não enfrentem grandes "choques assimétricos"». Ora, os principais parceiros comerciais do Brasil são a China (31%), a UE (13%) e os EUA (11%). A Argentina anda pelos 4%.

Em conclusão, o Brasil e a Argentina ao tentarem partilhar um "peso-real" acabariam a partilhar um desastre.

11/01/2023

CASE STUDY: Um imenso Portugal (63) - Chuva na eira e sol no nabal

Outros imensos Portugais

 Uma manifestação de alucinação colectiva (Estado de Minas)

Em Uma Campanha Alegre, Eça de Queiroz escreveu «O Brasileiro é o Português - dilatado pelo calor» vertendo uma apreciação simplista, mas no essencial verdadeira, como reconheceu um século depois, por outras palavras, Chico Buarque no seu Fado Tropical: Guitarras e sanfonas / Jasmins, coqueiros, fontes / Sardinhas, mandioca / Num suave azulejo / E o rio Amazonas / Que corre Trás-Os-Montes / E numa pororoca / Deságua no Tejo / Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal / Ainda vai tornar-se o imenso Portugal / Ai, esta terra ainda vai cumprir o seu ideal /Ainda vai tornar-se um imenso Portugal.

Dilatados pelo calor (temperaturas em Brasília entre 23º e os 28º) milhares de admiradores e saudosos de Jair Bolsonaro fizeram um enorme favor a Lula e ao seu PT fazendo esquecer o seu passado corrupto e alienando algumas políticas públicas aproveitáveis do governo anterior. É uma espécie de maldição que uma governação aceitável seja executada por personagens deploráveis que agora dão lugar a outras igualmente deploráveis que executarão políticas inaproveitáveis. Pior é difícil. 

04/01/2023

CASE STUDY: Um imenso Portugal (62) - Imelda Marcos em Brasília e os pássaros da mesma pena que voam juntos

Outros imensos Portugais

Pássaros da mesma pena voam juntos


Uma caldeirada com 37 ministros de 9 partidos e independentes

« (...) o Ministério com forte viés esquerdista e de políticos sem experiência positiva. Lula da Silva quer prestigiar a ex-Presidente Dilma Roussef e teria a convidado para a embaixada em Lisboa. (...)

Comenta-se que a mulher de Lula da Silva, Janja, vai ter muita influência no governo. Teria até uma sala no Planalto. Os críticos já a chamam de «Imelda Marcos de Brasília».

Aristóteles Drummond no Jornal Nascer do Sol

23/12/2022

CASE STUDY: Um imenso Portugal (61) - Não basta ver de camarote

Outros imensos Portugais

Referindo-se ao governo Bolsonaro que sucedeu aos governos do PT e será sucedido por outro presidido por Lula de Silva, António Tabet, um dos elementos do Porta dos Fundos, o grupo brasileiro equivalente ao Gatos Fedorentos, que produz um humor fortemente politizado, disse em entrevista ao Expresso:

«Para vocês foi ótimo, conseguiram ver de camarote o que seria um Governo do Chega. Não precisam de passar por aquilo, já viram o que é que é.»

Não estou seguro da razão de António Tabet. Afinal, nós portugueses, vimos do camarote o que seria um governo do PS, durante quase catorze anos desde 2003 até 2016 em que o Brasil foi governado pelo PT pela mão de Lula da Silva e Dilma Rousseff e capturado por uma gigantesca máquina de corrupção, e isso não nos serviu de nada e estamos a ser governados há seis anos pelo PS do Dr. Costa & Cia. 

31/10/2022

CASE STUDY: Um imenso Portugal (60) - Os pobres e analfabetos funcionais votam em quem dá mais garantias de assim continuarem

Outros imensos Portugais

A pobreza e o pêtismo de mãos dadas


O analfabetismo e o pêtismo de mãos dadas

Fonte

CASE STUDY: Um imenso Portugal (59) - A vitória do candidato dos pobres e analfabetos funcionais garantirá que continuarão pobres e analfabetos funcionais

Outros imensos Portugais

Folha de S. Paulo

É mais um drama brasileiro: as políticas menos más são protagonizadas por uma criatura execrável; o voto em Lula é o voto dos pobres e analfabetos funcionais que o PT com as suas políticas assistencialistas irá garantir que continuarão pobres.

30/10/2022

CASE STUDY: Um imenso Portugal (58) - Hoje é a segunda volta e a escolha dos brasileiros só pode o menor dos males

[Outros imensos Portugais]

mais liberdade

O que se passou com a economia brasileira entre 2003 e 2016 é comparável ao que se vem passando com a portuguesa desde 1995, exceptuando o período 2011-2014 de resgate pela troika que foi uma sequela da governação do Eng. Sócrates, amigo do Sr. Lula.

09/09/2022

DIÁRIO DE BORDO: Elegeram-no? Então aguentem outros cinco anos de TV Marcelo (10) - Adereço na campanha d'O Imbrochável

Então aguentem outros cinco anos, uma espécie de sequência indesejada da série Outras preces (não escutadas).


Desta vez S. Ex.ª excedeu-se a si próprio e levado por um desejo de protagonismo, que faz dele mais um dos "famosos", aterrou na campanha eleitoral de Jair, O Imbrochável, presidente de uma República que ele está a converter em República das Bananas, que o colocou ao lado de um dos seus apoiantes, o empresário Hang acusado de integrar o "gabinete paralelo" e de outras trapalhadas (por exemplo, por exemplo, ...). É uma humilhação para S. Ex.ª, o que é lá com ele, e uma vergonha para a república dos bananas de que é presidente, o que deveria ser cá connosco.

01/09/2021

Dúvidas (318) - Se não fosse o Pedro Álvares seria outro qualquer. E se não fosse nenhum? Os "povos indígenas" já teriam descoberto a escrita?

Um dia destes foi queimada uma estátua de Pedro Álvares Cabral no Rio de Janeiro. «O ato, reivindicado pelo coletivo indígena Uruçu Mirim, aconteceu na madrugada de terça-feira (24), data em que o Supremo Tribunal Federal (STF) reinicia o julgamento do Marco Temporal, que pode representar um retrocesso sem precedentes para os povos indígenas.» (fonte)

Provavelmente o "ato" é mais um facto da política interna brasileiro com pouca relação com a (im)potência colonial que há 521 anos chegou a esse imenso Portugal, como lhe chamou Chico Buarque no Fado Tropical. Em qualquer caso, não terá sido por acaso que o coletivo indígena se lembrou de pegar fogo àquela estátua. 

Ninguém se interrogou do que teria sido o imenso Portugal sem o descobrimento pelo pequeno Portugal. Poderia ter sido melhor se tivessem tido outra potência colonial, mas o que teria sido na hipótese académica de ainda nenhum povo civilizado os ter descoberto? Talvez não fosse muito diferente do que aconteceria na Jangada de Pedra se os romanos não a tivessem colonizado.

14/04/2021

Dúvidas (304) - Porque escrevem os jornalistas tantas mentiras?

«Por que o Brasil é hoje o pior país do mundo na pandemia?»

Não, o Brasil não é o pior pais do mundo na pandemia. O Brasil de Bolsonaro é apenas o 41.º país em número de casos por milhão, bem atrás de Portugal do Dr. Costa (17.º), da Bélgica (18.º), Espanha (27.º) e até dos EUA de Biden, e é o 15.º país em número de mortos por milhão, atrás da Bélgica (9.º) , Itália (12.º) e quase ex aequo com o Portugal do Dr. Costa e os EUA de Biden. 

06/12/2020

CASE STUDY: Um imenso Portugal (57) - Estarão os populismos brasileiros a esvaziar-se?

[Outros imensos Portugais]

Partidos com mais prefeitos (fonte

A segunda volta das eleições municipais brasileiras confirmou no fim de semana passado a vantagem do centro-direita e da direita, apesar de perdas significativas do MDB e do PSDB (ver quadro seguinte). Nenhum candidato apoiado por Jair Bolsonaro foi eleito.

Partidos com maiores ganhos e partidos com maiores perdas (fonte)

Em relação às eleições anteriores, os partidos do centro-direita, com excepção do MDB e do PSDB, tiveram os maiores ganhos. As maiores perdas na esquerda foram do PSB e do PT que não conseguiu vencer em nenhuma capital de estado. O Partido Comunista Brasileiro perdeu o único vereador que tinha.

22/05/2020

As luminárias das esquerdas têm sonhos húmidos com pandemias e catástrofes em geral (e até ejaculações)

Em retrospectiva: entre as esquerdas, mais numas do que noutras, vive-se um momento de excitação com a pandemia. Porquê essa excitação? Simplesmente porque todos os cataclismos, ou eventos que as esquerdas considerem como tais, como é o caso desta pandemia, obrigam geralmente, ou acham as esquerdas que obrigam, a uma maior intervenção do Estado, intervenção que as esquerdas sempre aplaudem. Evidentemente que o cataclismo que mais excita a esquerda das esquerdas é a revolução social, culminando com a tomada de um palácio de Inverno. Nesse sentido, esta pandemia é apenas um pálido ersatz, mas quem não tem cão caça com gato.

No post anterior dei vários exemplos de luminárias com sonhos húmidos e acrescento agora uma luminária de referência das luminárias de esquerda que foi além do sonho e teve uma ejaculação.

Vídeo
É caso para dizer que Lula com esta ejaculação sujou as calças e veio mais tarde penitenciar-se por isso. Sem razão, porque ele distraidamente foi sincero e estava certo na ideia que a esquerda colectivista (praticamente toda a esquerda, porque a esquerda libertária faleceu há muito) precisa desesperadamente de um Estado omnipresente que ela possa ocupar com os seus apparatchiks para cumprir a sua agenda.

03/05/2020

ARTIGO DEFUNTO: A mente do jornalista infectada pela excitação anti-fássista (2)

Seguindo a sugestão deste comentário. aqui vai a imagem da newsletter do semanário de reverência citada no post anterior.




30/04/2020

ARTIGO DEFUNTO: A mente do jornalista infectada pela excitação anti-fássista

Pode ler-se no Expresso Curto desta manhã:

«Encurralado, Bolsonaro não teve outro remédio senão dar o braço a torcer. E cancelou a nomeação do amigo para diretor geral da Polícia Federal.

Ao mesmo tempo, o Brasil tornou-se o primeiro país do mundo a ultrapassar um milhão de infetados pelo Covid 19.»

O jornalista de causas em serviço à newsletter do semanário de reverência  multiplicou por 12 e picos do número de infectados, possivelmente com a mente infectada pela excitação de ver Jair Bolsonaro dar um tiro no pé (algo que começa a ser tão frequente que nem deveria ser notícia). Acrescento que o número de infectados por milhão de habitantes é no Brasil 375, menos de um sexto dos 2.403 de Portugal.


worldometer
Vem a propósito dizer que as newletters do semanário de reverência estão cada vez mais enjoativas.  Escritas em prosa gongórica, com choradinhos, citações avulsas e uma secção «O QUE EU ANDO A LER» que faz lembrar as estantes por trás dos palhaços confinados pelo Covid-19 nas suas casas que aparecem na TV a produzir vacuidades. Não é preciso, e seria injusto, comparar com as newsletters da Economist, da Spectator e muitas outras produzidas por profissionais para tornar patente a mediocridade enfatuada do jornalismo reverencial, bastando comparar com a do Observador.

29/04/2020

CASE STUDY: Um imenso Portugal (56) - Como destruir um capital político


Em Janeiro de 2019 Jair Bolsonaro ganhava as eleições presidenciais com uma maioria de 58 milhões de votos, derrotando um PT minado pela corrupção, com Lula preso e desacreditado. Dezasseis meses e muitos erros depois, Jair Bolsonaro destruiu uma fracção do seu capital político e está a ser abandonado por parte do seu eleitorado que já nem se opõe ao impeachment. Só se pode queixar dele próprio.