Com um défice orçamental nominal de 8-9%, o rácio da dívida pública do Brasil de Lula da Silva tem vindo a crescer de 62% em 2010, sendo actualmente quase o dobro da média dos rácios dos países latino-americanos, e o FMI estima que em 2030 atingirá 99%.
Por coincidência, 62% em 2010 era aproximadamente o rácio da dívida portuguesa antes de José "Animal Feroz" Sócrates, amigo do peito de Lula da Silva, ter iniciado em 2005 o caminho para a bancarrota. Por outra infeliz coincidência, o rácio do Brasil, estimado pelo FMI para 2030, de 99% está próximo dos 98% de Portugal registados em 2023.
Uma das maiores ameaças ao equilíbrio fiscal é o sistema de segurança social cujas pensões, que representam actualmente 10% do PIB, representarão em 2050 uma percentagem mais elevada do que a da Alemanha e da média da OCDE, países muito mais envelhecidos do que o Brasil. Com uma estrutura etária semelhante à Chile ou do México, os gastos com pensões do Brasil já atingem em percentagem do PIB o nível do Japão.
Diferentemente do que di Lampedusa prescreveu para a Sicília, no caso do Brasil (e de Portugal) é preciso que muito mude e nada fique na mesma.
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