Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)
Mostrar mensagens com a etiqueta Óropa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Óropa. Mostrar todas as mensagens

02/04/2020

Mitos (303) - Milagres do dinheiro caído do helicóptero ou derramado das rotativas de Frankfurt (ACTUALIZADO)


Quem só tem um martelo vê todos os problemas como pregos é o título de uma série de posts deste blogue que talvez explique a fé de inúmeras luminárias nos efeitos miraculosos de «ligar as rotativas em Frankfurt 24-sobre-24 horas, imprimir moeda e distribuí-la pelos países» para responder a uma crise que consiste essencialmente numa quebra da produção de bens e serviços resultante do confinamento obrigatório e da suspensão da maioria das actividades e, no caso português, em que o turismo representa directa e indirectamente mais de um quinto do PIB, de uma quebra da procura externa que não se resolve dando dinheiro aos turistas para visitarem Portugal.

Ou dito de outro modo, é difícil entender a fé em medidas, como o helicopter money, que talvez pudessem ser eficazes em resposta a uma recessão provocada por uma queda da procura mas que de pouco servem para aumentar a oferta, nem mesmo a oferta externa pois trata-se de uma pandemia que afecta todos os nossos parceiros comerciais. De que serve o dinheiro se não houver onde o gastar?

Quereis uma medida eficaz? Multiplicai os testes, aceitai uma letalidade mais elevada da pandemia (ou talvez apenas mais concentrada no tempo) limitando o confinamento aos infectados não curados e às pessoas com maior risco. É difícil? Sim e exige coragem cuja oferta também é escassa. Ainda assim, iria doer.

Quando não se dispõe das rotativas de Frankfurt e à pala da pandemia se tenta a mutualização da dívida, chutando o problema para Bruxelas ou Frankfurt, pode dizer-se o que escreveu a Economist:
«Manter as pessoas seguras é, afinal, a principal preocupação de um Estado. A saúde é da competência dos governos nacionais, de acordo com os tratados da UE . (...)  Neste caso, a responsabilidade é clara. As acções dos governos nacionais determinarão quantos vivem ou morrem. Reclamar que a UE está a falhar em ajudar em questões de saúde é como comprar um gato e queixar-se que ele não corre para apanhar o pau.»
ACTUALIZAÇÃO (Sugestão ao governo português, em alternativa a andar pedinchar dinheiro)
A ministra da Saúde britânica anunciou o objectivo de 100 mil testes por dia no final deste mês e confirmou que o governo está a ponderar emitir «certificados de imunidade», permitindo aos seus detentores comprovar que estiveram infectados e estão imunizados e, portanto, podem voltar a trabalhar.

27/03/2020

Lost in translation (334) - Repugnante, disse ele, indignado

Wopke Hoekstra, o ministro das Finanças holandês, defendeu numa vídeoconferência que deviam ser investigados os países que, depois de sete anos de crescimento da Zona Euro, se queixam de falta de dinheiro para combater a pandemia.

Recorde-se que Jeroen Dijsselbloem, o antecessor do Sr. Hoekstra, já havia implicitado, com grande indignação da nomenclatura do Portugal dos Pequeninos, que alguns países gastariam o dinheiro dos outros em putas e vinho verde, para usar uma expressão vernacular que Jero teria usado se a conhecesse. Portugal não foi mencionado, o que não impediu o Dr. Costa e os seus apoderados de enfiarem a carapuça e expressaram a sua mais veemente indignação.

Apesar de uma vez mais Portugal não ter sido citado pelo Sr. Hoekstra, o Dr. Costa sentindo os seus telhados de vidro, puxou dos galões da indignação patriótica e declarou impante «esse discurso é repugnante no quadro de uma União Europeia. E a expressão é mesmo essa. Repugnante

Compreende-se a indignação do Dr. Costa, afinal ele não tem dinheiro para combater a pandemia mas não porque o tenha gasto em putas e vinho verde. Pelo contrário (não tenho a certeza se esta expressão é adequada), gastou-o em acções da mais pura solidariedade socialista para promover o bem-estar da sua freguesia.

01/03/2020

E se o Covid-19 vier a ser para o Dr. Costa o que o Lehman Brothers foi para o Eng. Sócrates?

Há uma luz no fundo do túnel: é o comboio a chegar
E o que foi o Lehman Brothers para o Eng. Sócrates? Começou por ser o anúncio, que ele não percebeu, do princípio do fim da sua governação suicida que haveria dois anos e meio mais tarde de levar ao pedido de resgate a 6 de Abril de 2011, sob pena de não haver dinheiro esse mês para pagar os salários dos funcionários públicos (ver este post). E acabou a ser a desculpa (neoliberalismo, economia de casino, etc.) para ele e o Partido Socialista justificarem os resultados catastróficos da sua governação nos quase 6 anos anteriores.

Do ponto de vista da saúde pública, não é provável que o impacto do Covid-19 seja catastrófico. O número de novos contágios, depois de ter aumentado durante os primeiros dois meses, está há semanas a diminuir na China. Previsivelmente o mesmo acontecerá fora da China onde o Covid-19 chegou mais tarde.

Também do ponto de vista económico não me parece que os impactos do Covid-19 sejam catastróficos para as economias em bom estado. Desaceleração e mesmo recessão certamente, como mostram os sinais (ver este esclarecedor artigo de Inês Domingos), daí a uma crise mundial vai uma certa distância.

Porém, do mesmo modo que todos podemos ser infectados com o Covid-19 mas só os organismos debilitados sucumbirão, também impactos económicos serão muito diferentes entre os países. Integrado numa UE, ainda a lamber as feridas da crise anterior, em que as maiores economias já não estão a crescer e a Itália à beira da recessão, com as medidas não convencionais do BCE (taxas próximas de zero e alívio quantitativo) que foram usadas na crise anterior praticamente esgotadas, em risco de enfrentar uma nova crise de imigração criada pela Turquia a empurrar imigrantes, Portugal com uma dívida pública gigantesca de 250 mil milhões, praticamente o dobro de antes da falência do Lehman Brothers, com uma despesa pública corrente superior em mais de 10% à anterior à crise, uma economia descapitalizada, metade da produtividade média da UE e praticamente estagnada, fortemente dependente do turismo (um sexto do PIB e 10% do emprego) que será fortemente atingido pelo Covid-19, tem uma economia extremamente vulnerável.

De onde, o Covid-19 pode estar mais cedo do que seria previsível a limitar campo de manobra das habilidades do Dr. Costa e da engenharia orçamental do Dr. Centeno. Dou-lhes até ao fim do 1.º semestre de 2021 em que será portuguesa a Presidência do Conselho da UE.

19/02/2020

Lost in translation (332) - "Forretas", disse o pedinte-mor do reino

«Se acreditam na União Europeia e não investem no que é necessário não são frugais, são forretas» disse ontem durante o debate para-lamentar o primeiro-ministro de um governo sem vergonha nem dignidade de um país de pedintes.

Referia-se à Áustria, Dinamarca, Países Baixos e Suécia, dos quais os três primeiros foram invadidos e ocupados pelo exército nazi e saíram da II Guerra Mundial em muito mau estado.

31/01/2020

Dúvidas (287) – Irá o Brexit consumar-se? (XVIII) - Done

Spectator

Não sei se o Brexit tem benefícios líquidos para a Reino Unido, sobretudo resultados económicos líquidos positivos, mas não vale a pena discutir porque o povo britânico já falou nas urnas. Se tenho dúvidas quanto ao Reino Unido, não as tenho no caso da União Europeia que perde uma voz liberal nos campos económico, político e social que foi o contraponto ao intervencionismo dirigista continental.

02/12/2019

Ó Dr. Costa, porque não troca com o Sr. Antti Rinne?


«Presidência finlandesa insiste num Quadro Financeiro Plurianual mais pequeno do que o proposto pela Comissão Europeia. São 1087 mil milhões para gastar em sete anos, 1,07% da riqueza europeia, bem abaixo dos 1,16% defendidos pelo Governo português.»

Visual Capitalist

E estamos nisto, um país com quase 900 anos dedica-se ao peditório à Óropa e entrega-se a merceeiros que imaginam que esse é o seu papel histórico.

31/10/2019

Dúvidas (280) – Irá o Brexit consumar-se? (XVII) - Bojo tem mais vidas do que o gato de Cheshire

«Cat: Where are you going? Alice: Which way should I go? Cat: That depends on where you are going. Alice: I don’t know. Cat: Then it doesn’t matter which way you go.»

Spectator
Renascido das cinzas, com as eleições de 12 de Dezembro, Bojo ganha uma oportunidade para enviar para a reforma Corbyn, o esquerdista senil encalhado numa ruga do contínuo espaço-tempo, e Farage, o populista inventor do Brexit.

16/10/2019

Nazismo e comunismo, perdão estalinismo, a mesma luta


No passado dia 19 de Setembro o Parlamento Europeu aprovou por 535 votos a favor, 66 contra e 52 abstenções, a «resolução sobre sobre a importância da memória europeia para o futuro da Europa» onde

«Condena todas as manifestações e a propagação de ideologias totalitárias, tais como o nazismo e o estalinismo, na União»

O que tem isso de extraordinário? perguntareis e eu respondo quatro coisas:
  1. O facto de o PE ter reconhecido formalmente a equivalência entre nazismo e estalinismo;
  2. O facto não terem tido coragem para reconhecer a equivalência entre nazismo e comunismo, em vez de estalinismo, visto que escreveram nazismo e não hitlerianismo;
  3. O facto de ainda haver 66 deputados europeus que não condenam as ideologias totalitárias e 55 que têm dúvidas;
  4. O facto de só hoje, passadas quase quatro semanas, um jornal português (o Observador) ter noticiado a condenação do nazismo e do estalinismo e, ainda assim, citando o jornal espanhol ABC.
Entretanto, como é que o PS do Dr. Costa, um soi-disant europeísta, acomoda esta equivalência sabendo que o seu parceiro da geringonça não só se reclama do comunismo em geral como, em particular, do legado estalinista?

E já que estou de perguntador, o que significam as quatro semanas de silêncio nos mídia portugueses como indicador da presença maciça nas redacções da esquerdalhada cúmplice do totalitarismo, a mesma esquerdalhada que se indigna com os Orbáns, os Le Pen et alia?

10/09/2019

Dúvidas (281) – Irá o Brexit consumar-se? (XVI) Ninguém sabe. Entretanto, temos excelentes cartunes, capas... e frases do speaker

Quote of the day
‘To deploy a perhaps dangerous phrase, I have also sought to be the backbenchers' backstop.’
John Bercow during his resignation speech as Speaker of the House of Commons


(Spectator)

05/09/2019

Dúvidas (279) – Irá o Brexit consumar-se? (XV) - At least he has guts


«Boris Johnson has already decided on his election message: vote for me and get Brexit, vote for anyone else and get Jeremy Corbyn. He will ask voters: who can you imagine negotiating best with Brussels? Me, or Corbyn?

Clear as the message may be, the Prime Minister is risking everything in this contest. He could lose it all: Brexit, his premiership, the party, the works. He could go down in history as the shortest-lived occupant of No. 10. Or he could win, take this country out of the EU, then realign and reshape British politics. As one of those intimately involved in the decision to go for an election puts it: ‘It is a massive gamble. Nobody knows how it will pan out.’ One secretary of state admits that the outcome of the election is ‘totally unknowable. It doesn’t just depend on our performance but on what happens on the left. If they coalesce behind either Labour or the Liberals, we’re stuffed.’

This desire to roll the dice shows that Boris wants to be in power, not just in office. He went for an election after realising that there was no way to block the rebel bill to delay Brexit: if that were passed, he thinks, it would turn him into a puppet PM on 19 October. At cabinet on Monday, the new Leader of the House, Jacob Rees-Mogg, told ministers that he had looked at every route to stop the rebels, every trick in the parliamentary book, and hadn’t found anything that would work. He joked that the idea of impeaching the Speaker was a bit arcane even for him.»

James Forsight no Spectator

28/08/2019

Lost in translation (327) - Escolher entre manifestamente incompetente e manifestamente mulher

Disse Carlos Zorrinho, eurodeputado socialista,  que «a presidente da CE optou por Elisa Ferreira, fica garantido, em primeiro ligar a grande qualidade da representação de Portugal nesse órgão».

Intrigados, recorremos, como é costume aqui na casa para traduzir o politiquês enigmático, ao nosso web bot de AI com machine learning baseada numa Neural Network com acesso a servidores de Big Data para traduzir a proposição de Zorrinho, primeiro em europês e depois em português corrente. O resultado foi
«A presidente da CE rejeitou Pedro Marques por ser manifestamente incompetente e aceitou Elisa Ferreira por ser manifestamente mulher.»
De seguida o nosso web bot entrou em loop, começou a explorar os servidores de Big Data e continuou a debitar statements, como:
Elisa ficou célebre por durante a campanha as eleições de 2009 para a câmara do Porto ter corrigido «vou só dar o nome e volto» quando um adepto disse que ela iria para ao Parlamento Europeu. Aos velhinhos do lar que visitou a seguir, Elisa Ferreira explicou que «pintaram [a vereação de Rui Rio] os bairros, mas esqueceram-se de vos dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS».
«o dinheiro é do Estado, é do PS», o Estado é o PS, o dinheiro é do PS, o dinheiro é do PS, ...
(o bot encheu duas páginas com este statement)
Pour Elise, membro da grande família socialista e esposa do vice-presidente de La Seda e da Fundação Berardo, instituições que muito contribuíram para o sucesso da Caixa Geral de Depósitos, é o apogeu da sua carreira.
... 
Ainda não foi desta vez que se cumpriu o postulado de Françoise Giroud: «a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres será alcançada quando uma mulher incompetente tirar o lugar a um homem competente».
... 
Chegado aqui, achámos que era demasiado e desligámos o bot.

20/08/2019

Mais uma operação de agitprop em curso a pretexto dos "refugiados" (continuação)

Continuação deste post.

Está agora claro que as pessoas a bordo do barco Open Arms não são refugiados no sentido do Artigo 1 (A) (2) da Convenção de 1951, nem em qualquer outro sentido. São imigrantes clandestinos recolhidos ao largo da Líbia pela ONG espanhola Open Arms há 26 dias e há 18 dias ao largo da ilha italiana de Lampedusa no jogo de chantagem com o governo italiano.

Nesses 18 dias, a Open Arms recusou duas ofertas de Espanha. uma para mediar a aceitação por Malta e outra para receber os imigrantes em Algeciras ou Maó (Baleares). O álibi mentiroso da Open Arms foi que as pessoas - há 18 dias por eles usadas para chantagear as autoridades italianas - não tinham condições para fazer a viagem até Algeciras de 950 milhas durante 6 dias, dizem eles (com uma velocidade de cruzeiro de 10-12 milhas/hora seriam necessários menos de 4 dias) ou Maó (a 590 milhas, menos de 2 dias), depois de recusarem a solução Malta que está a 85 milhas (7-8 horas).

Estamos perante um sequestro, puro e simples, pela Open Arms, com provável encenação de pessoas a lançarem-se ao mar para pressionar a moleza das autoridades europeias acobardadas pelo agitprop destes movimentos que instrumentalizam os imigrantes para comprometer a já fraca coesão europeia. Estaria justificada uma acção das autoridades marítimas para repor a legalidade, se houvesse alguém com guts para a levar a cabo.

(Fonte: DN, Observador, Expresso)

16/08/2019

Mais uma operação de agitprop em curso a pretexto dos "refugiados"

Mais um barco da ONG Open Arms com 147 "refugiados" a bordo que ao fim de vários dias de chantagem sobre o governo italiano conseguiu que outros governos aceitassem essas pessoas, 10 no caso do governo português.

Em primeiro lugar, pergunta-se: essas pessoas são refugiados no sentido do Artigo 1 (A) (2) da Convenção de 1951? Isto é são pessoas que
«devido ao receio fundado de ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, pertença a um determinado grupo social ou opinião política, está fora do país de sua nacionalidade e não pode ou, devido a esse medo, não está disposto a ele próprio da protecção desse país, ou que, não tendo nacionalidade e estando fora do país da sua anterior residência habitual, não possa ou, devido a esse receio, não esteja disposto a regressar a ele.»
Duvida-se. Certamente são pessoas arrebanhadas pelos criminosos que lhes extorquiram dinheiro para os deixarem ao largo à espera que as ONG do agitprop os colocassem a bordo para iniciar a operação de chantagem sobre os governos europeus. Muito provavelmente são imigrantes clandestinos com o desejo legítimo de melhorarem de vida. De onde vieram, há milhões com o mesmo legítimo desejo.

Já aqui me questionei a propósito da operação Aquarius: a Europa precisa da imigração? Precisa de escolher e integrar os imigrantes que recebe. Não precisa desta operação de agitprop, nem de demagogia, nem da paranóia multiculturalista.

E Portugal precisa de imigrantes? Também precisa, mas é duvidoso que precise de falsos refugiados arrebanhados por esta gente. Desejam essas pessoas viver no Portugal dos Pequeninos? Muitos provavelmente não, porque metade dos seus antecessores abandonaram o país na primeira oportunidade.

Os resultados destas operações de agitprop pelo lado das ONG presentes neste ramo de actividade e das esquerdalhadas, conjugados com a falta de coragem e demagogia dos governos e a má consciência das elites, são a instrumentalização e guetização dos "refugiados" e a desestabilização das sociedades onde são inseridos.

03/07/2019

DIÁRIO DE BORDO: A ministra alemã da Defesa e provável presidente da CE tem um exército em casa

Há dois anos publiquei um post sobre Ursula von der Leyen, a recém-proposta presidente da CE, post que agora republico com adenda.

Ursula von der Leyen, ministra alemã da Defesa e provável futura presidente da CE,
 o marido Heiko Echter,  professor de medicina, e os seus 7 filhos
O que pensarão de Ursula as tropas dos vários esquadrões do politicamente correcto?

É um exemplo raro de como as instâncias eurocratas podem acidentalmente por maus caminhos chegar a um desfecho aceitável na mercearia dos lugares. Ursula von der Leyen fará provavelmente uma muito melhor presidência da CE do que Frans Timmermans. É uma mulher competente que sucede a... Jean-Claude.

06/06/2019

DIÁRIO DE BORDO: Dia D - O princípio do fim do III Reich e talvez a última vez que os ianques salvaram a Óropa de si própria

Há 70 anos as forças aliadas (tradução americanos e ingleses e alguns canadianos, australianos et al.) desembarcaram em Omaha Beach para salvar a Europa de si própria (fonte: WSJ)
De vez em quando, perguntam-nos porque escrevemos Óropa em vez de Europa. Nunca explicámos até hoje, que é uma data importante para a Óropa e para os Estados Unidos de quem o Dr. Soares foi amigo quando precisou por estar cercado no PREC pelos comunistas. Óropa é uma homenagem ao falecido Dr. Soares porque era assim que ele dizia com a sua pronúncia peculiar.

02/06/2019

Pro memoria (390) - A torrefacção lusitana dos fundos da Óropa

Clique na imagem para a ampliar (fonte: Económico)
Fomos o quinto país com mais fundos atribuídos de 2007 a 2020 e o terceiro dos países com população comparável, depois da Hungria e da República Checa que aderiram mais tarde e tinham um PIB per capita PPS mais baixo (tinham, mas a República Checa já nos ultrapassou e a Hungria vai a caminho).

Não deve ser por acaso que o projecto mais financiado pelos fundos europeus é o Parque Escolar onde torrámos mil milhões em obras de fachada em grande parte inúteis e comprometidas por uma intensa corrupção durante o consolado socratista (ver aqui e aqui o que escrevemos a esse respeito)