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19/06/2015

CAMINHO PARA A INSOLVÊNCIA: De como o melhor que pode acontecer ao paraíso prometido aos gregos pelo Syriza é ser um purgatório (XXVI) – em vez do dilema do prisioneiro o paradoxo de Einstein

Outros purgatórios a caminho dos infernos.


Lembram-se daquelas fotos com que o jornalismo de causa encheu as páginas dos jornais mostrando o idílio entre o Yanis e a Christine? Lembram-se daqueles comentários idiotas insinuando a grande identidade das duas almas que haveriam de encontrar soluções para respeitar as decisões democráticas dos gregos sobre o que os credores deveriam fazer por eles? Pois bem, o idílio acabou mal com a Lagarde a dizer ontem «temos de recomeçar o diálogo, mas com adultos na sala».

Lembram-se do Varoufakis especialista na teoria dos jogos cuja aplicação iria ajudar a encontrar soluções para respeitar as decisões democráticas dos gregos sobre o que os credores deveriam fazer por eles? Pois bem, ontem o Alexis na conferência de imprensa começou por contar a seguinte anedota:
«Dois homens estão na praia e um diz para o outro “vou-te dizer como fiquei rico. Incendiei o meu negócio, recebi o seguro e decidi viver disso”. Ao que o outro responde: “aconteceu-me algo semelhante. Uma inundação estragou o meu negócio, recebi o seguro e vivi feliz para sempre”. Ao que o primeiro pergunta: “como é que conseguiste começar a inundação?»

É nestes casos que o paradoxo de Einstein dá jeito para explicar o inexplicável:
«Há duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana; no que respeita ao universo, ainda não tenho a certeza absoluta.»

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