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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

14/06/2015

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: O ónus da prova

As reacções dos opinions dealers, incluindo comentadores e jornalistas de causas, e de uma parte muito significativa da opinião pública à privatização da TAP (só 40,6% dos inquiridos pela Eurosondagem concordam) e à concessão dos transportes públicos mostram uma vez mais porque somos um dos povos mais colectivistas e mais avessos ao risco do planeta (ver os índices de Hofstede para Portugal já aqui muitas vezes citados).

A maioria dos portugueses tem uma desconfiança tão grande da iniciativa privada e a sociedade civil aceita ser tão sufocada pelo Estado que, diferentemente de um povo com maior apreciação da liberdade (liberdade e não baderna), para quem é preciso provar a necessidade ou o benefício da intervenção do Estado, nomeadamente a apropriação de um empresa tornando-a estatal (o que entre nós se chama eufemisticamente “pública”), no caso dos portugueses o “ónus da prova” está do lado de quem preconiza a empresa privada.

E isso faz toda a diferença.

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