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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

06/06/2015

CASE STUDY: Parece uma lista dos estados falhados…

Fonte: IMF (citado aqui)
… mas é uma lista dos países que estiveram em mora da dívida ao FMI. A Grécia formalmente ainda não faz parte mas já chutou a bola para a frente e vai a caminho. Quanto a nós, se o futuro primeiro ministro de Portugal for aquele senhor que disse «Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha» é provável que entremos na lista.

E se o futuro primeiro ministro de Portugal não for o referido senhor e for o outro, acolitado pelo senhor “irrevogável”, que se estava nas tintas para as eleições e agora corre atrás delas contando estórias que os eleitores que não se importam de ser enganados gostam de ouvir? Não será a mesma coisa, como garantem preguiçosamente os diletantes (são todos iguais, dizem) para manter a sua pureza virginal?

Creio que não. Enquanto a governação de uns nos conduziu à bancarrota, as suas políticas anunciadas têm potencial para fazê-lo de novo e a sua governação futura seria semelhante à do passado, a governação dos outros não nos conseguiu fazer sair da zona de risco e as políticas públicas que prometem e a governação futura de que serão capazes não garantem a criação de condições para o evitar no futuro. Como costumamos dizer aqui no (Im)pertinências uns são medíocres no género mau e outros são medíocres no género medíocre. Lamentavelmente, só se podem fazer escolhas do que há para escolher.

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