Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
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16/12/2015
CAMINHO PARA A SERVIDÃO: «Internet soberana» segundo os inimigos da liberdade
Por estes dias, duas mil criaturas, metade chinesas e outra metade de outros países igualmente democráticos, como Rússia, Paquistão, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão vão conferenciar em Wuzhen sobre a «soberania da internet» ou seja, para usar as palavras do Economist Expresso, «a web made up of sovereign fiefs, gagged by official censors». Estarão presentes os patrões da Alibaba e Baidu que aceitaram a auto-censura como preço de fazerem negócio. Também estarão presentes Bloomberg, Cisco e Qualcomm que se esperem reverenciem as autoridades. «Information weapons» hostis como o New York Times foram advertidos para não comparecerem.
11/09/2015
Pro memoria (260) - O animal feroz reencarnado
Que Costa ganhou o debate, seja lá o que for ganhar debates, parece não haver dúvidas. O escrutínio dos opinion dealers é pesadamente a seu favor, o escrutínio do twitter um pouco menos e as sondagens muito menos. É possível que com grande desgosto dos opinion dealers e do aparelho socialista as intenções de voto não se alinhem com estas opiniões e ainda mais possível que as urnas com elas se desalinhem.
Como quer que seja, podemos tomar como certo a reencarnação do animal feroz no corpo de Costa, não apenas pela sua performance no debate e, sobretudo, pelas suas reacções na entrevista de ontem à noite na RTP. Zangado por lhe fazerem perguntas inconvenientes tentou intimidar várias vezes o jornalista de serviço fazendo lembrar o querido líder. Algumas pérolas:
Veja este vídeo com um dos momentos animal feroz de Costa.
Como quer que seja, podemos tomar como certo a reencarnação do animal feroz no corpo de Costa, não apenas pela sua performance no debate e, sobretudo, pelas suas reacções na entrevista de ontem à noite na RTP. Zangado por lhe fazerem perguntas inconvenientes tentou intimidar várias vezes o jornalista de serviço fazendo lembrar o querido líder. Algumas pérolas:
- «Está aqui como porta-voz do dr. Pedro Passos Coelho»
- «Repetiu aquela cartilha da coligação»
- «acho muito estranho é que o senhor tenha muitas dúvidas. Eu sei que está aqui a replicar o que diz a coligação»
- «Em relação às suas perguntas, o que tenho a dizer é o seguinte: pode fazer as perguntas todas que quiser, mas o PS é o único partido que tem as contas feitas»
- pegou num documento com o resumo das contas do partido e deu-as ao jornalista: «Já vi que não teve tempo de as ler...»
Veja este vídeo com um dos momentos animal feroz de Costa.
04/06/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (16) – dão-se alvíssaras a quem os encontrar
«Ninguém sabe onde param os gravadores tirados à "Sábado"», roubados furtados subtraídos confiscados pelo vice-presidente do grupo parlamentar do PS Rodrigues.
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06/05/2010
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (15) – o deputado que confisca
Ricardo Rodrigues, um dos vice-presidentes do grupo parlamentar do PS, é um homem cujo passado inquieta até alguns dos seus camaradas socialistas, não gostou das perguntas dos «foi sujeito a violência psicológica» pelos jornalistas da Sábado que o entrevistavam e abandonou a entrevista confiscando-lhes os gravadores.
O presidente do grupo parlamentar do PS apressou-se a declarar que mantém «em absoluto» a confiança política no sujeito. Segundo ele, Ricardo Rodrigues «é um homem correcto, de princípios e com um grande sentido de solidariedade».
O presidente do grupo parlamentar do PS apressou-se a declarar que mantém «em absoluto» a confiança política no sujeito. Segundo ele, Ricardo Rodrigues «é um homem correcto, de princípios e com um grande sentido de solidariedade».
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27/04/2010
DIÁRIO DE BORDO: dúvidas que me assaltam (2)
Intrigava-me eu com a apreciação positiva deste governo e do seu chefe (mais deste do que daquele) que o povo do Estado Social parece continuar a ter, depois de tudo o que se viu e do que se adivinha venha ainda a ver-se. Intrigava-me, mas já não me intrigo. Substituí aquela dúvida por outra que é: o que vai na mente de Miguel Sousa Tavares (MST), um dos mais celebrados comentadores do reino, quando na sua coluna habitual do Expresso desvaloriza uma a uma, seja por falta de substância, seja por falta de provas, seja porque não merece destaque no meio da «bandalheira» (o diploma), as trapalhadas em que José Sócrates (JS) está notoriamente envolvido e retém precisamente aquela que me parecia a mais inócua, para não dizer que até via nela qualquer coisa de positivo.
MST, dos casos Freeport, Cova da Beira, diploma da UI, Face Oculta, PT-TVI, Taguspark-Luís Figo, etc. retém o de Luís Figo, «que é grave», e os outros branqueia-os todos, com excepção das «casinhas para os amigos», considerando que, visto ter JS assumido «a autoria daqueles abortos urbanos», a coisa é «deveras preocupante» prefigurando o que o excelso projectista faria depois como responsável pelo ambiente.
Antes de ser iluminado pelo pensamento de MST, eu pensava que sendo os projectos das «casinhas para os amigos» aparentemente a única actividade produtiva conhecida de JS deveriam ser valorizados como um exemplo positivo do seu (pouco) fazer pela vida, ainda que com o reverso negativo da qualidade de «abortos urbanos». Reverso negativo que deveria relativizar-se, pensava eu, pelo seu alinhamento pelo padrão geral dos projectos de casinhas. Apesar de iluminado, fiquei preocupado. Se a intelligentzia vê as trapalhadas daquele calibre como questões menores e elege a estética como critério da ética, o que pensará dessas trapalhadas o povo do Estado Social pouco dado à estética?
MST, dos casos Freeport, Cova da Beira, diploma da UI, Face Oculta, PT-TVI, Taguspark-Luís Figo, etc. retém o de Luís Figo, «que é grave», e os outros branqueia-os todos, com excepção das «casinhas para os amigos», considerando que, visto ter JS assumido «a autoria daqueles abortos urbanos», a coisa é «deveras preocupante» prefigurando o que o excelso projectista faria depois como responsável pelo ambiente.
Casinha e satisfeito autor do projecto
Antes de ser iluminado pelo pensamento de MST, eu pensava que sendo os projectos das «casinhas para os amigos» aparentemente a única actividade produtiva conhecida de JS deveriam ser valorizados como um exemplo positivo do seu (pouco) fazer pela vida, ainda que com o reverso negativo da qualidade de «abortos urbanos». Reverso negativo que deveria relativizar-se, pensava eu, pelo seu alinhamento pelo padrão geral dos projectos de casinhas. Apesar de iluminado, fiquei preocupado. Se a intelligentzia vê as trapalhadas daquele calibre como questões menores e elege a estética como critério da ética, o que pensará dessas trapalhadas o povo do Estado Social pouco dado à estética?
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16/03/2010
DIÁRIO DE BORDO: liberdade respeitosa
Um congresso partidário excita-me menos do que uma cena de sexo entre caracóis. Por isso não deviam contar comigo para acompanhar os exorcismos de Mafra durante o fim de semana passado. O único fenómeno digno de nota parece ter sido a adopção do centralismo democrático, que aliás condiz com o enlevo assolapado que a instituição nutre pelo estado (com letra maiúscula) em geral e pelo estado social em particular.
Como seria de esperar, a outra agremiação de adoradores do estado social, que sob a batuta do querido líder já pratica há 6 anos o centralismo democrático, fez uma cena de ciúmes e acusa os de Mafra de estalinismo.
Como seria de esperar, a outra agremiação de adoradores do estado social, que sob a batuta do querido líder já pratica há 6 anos o centralismo democrático, fez uma cena de ciúmes e acusa os de Mafra de estalinismo.
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15/09/2009
BLOGARIDADES: cada um tem os seguidores que merece
Lêem-se os comentários dos prosélitos de José Sócrates semeados nos posts dos blogues inimigos e não se acredita. Eis dois exemplos dos muitos citados no Blasfémias:Diz-me lá ó palonço de merda, se o Sócrates é o chefe, o que é a puta da Velha ?
… No dia 27 tou lá às 8 da manhã a votar no Sócrates, cabrão de merda
Serão exemplos de práticas que o querido líder classificaria de liberdade respeitosa?
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