Outras dúvidas semelhantes: aqui, ali, acolá e acoli.
«Foi com apreensão que comecei a ler a entrevista ao DN do novo administrador da RTP para os "conteúdos", que declara a televisão pública "irrelevante há muito tempo". Por instantes, cheguei a pensar que o Sr. Nuno Artur Silva fosse outro portador de uma visão "economicista" do mundo, esse vírus malévolo que faz depender o sucesso do lucro e o dinheiro que se gasta do dinheiro que se tem. Ou um daqueles cínicos que, fundamentados em simples factos, acham que a RTP não se distingue da concorrência excepto pelo meio de financiamento. Felizmente, nada estava tão longe da verdade.
Ao longo da entrevista, percebe-se que a irrelevância decretada pelo Sr. Nuno Artur Silva diz respeito à falta de investimento da RTP no "audiovisual português", no "cinema português" e na "produção de ficção". Não só é um alívio como calha bem. Em primeiro lugar, porque o Sr. Nuno Artur Silva vem de fundar e dirigir uma empresa especializada nos ramos acima - embora a ética decerto impeça confusões. Em segundo lugar, porque se há coisa que pode distinguir qualquer estação televisiva são as fitas e fitinhas nacionais: mais nenhum canal na Terra as transmite.
Terminei a entrevista em êxtase. Além de garantir a continuidade de O Preço Certo, o Sr. Nuno Artur Silva promete que "muita coisa vai mudar" na RTP. Até ver, mudaram os salários dos administradores. Adivinhem em que sentido.»
«O preço certo», Alberto Gonçalves no DN
Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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21/04/2015
21/10/2014
Um dia como os outros na vida do estado sucial (19) – Da falta de recursos
No domingo um homem morreu na queda de um parapente na serra da Arrábida. «Na encosta onde a vítima caiu estiveram seis veículos e 14 operacionais, entre bombeiros voluntários e sapadores, INEM e GNR» (DN). A ASAE parece não ter estado presente. Quem falou na morte do estado sucial por falta de recursos?
Uma escola de Paços de Ferreira quer contratar uma professora de Educação Visual do ensino básico que tenha «obras publicadas, no regime de autor ou coautor, de carácter pedagógico ou científico». Uma outra de Odemira procurar um professor de matemática que domine o espanhol. (DN) Quem falou em descentralização do recrutamento de professores?
A RTP contratou serviços de segurança que custam 2 milhões de euros (CM). É um duplo desperdício. Se a estação fosse destruída poupavam-se mais de 200 milhões dos fundos públicos e perdia-se pouco mais do que as homilias do animal feroz ao domingo e The Voice Kids.
Uma escola de Paços de Ferreira quer contratar uma professora de Educação Visual do ensino básico que tenha «obras publicadas, no regime de autor ou coautor, de carácter pedagógico ou científico». Uma outra de Odemira procurar um professor de matemática que domine o espanhol. (DN) Quem falou em descentralização do recrutamento de professores?
A RTP contratou serviços de segurança que custam 2 milhões de euros (CM). É um duplo desperdício. Se a estação fosse destruída poupavam-se mais de 200 milhões dos fundos públicos e perdia-se pouco mais do que as homilias do animal feroz ao domingo e The Voice Kids.
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01/04/2014
SERVIÇO PÚBLICO: Serviço público? Qual serviço? Qual público? (2)
Outras dúvidas semelhantes: aqui, ali e acolá.
Se me é permitido, acrescento ainda uma outra dúvida: o programa Voice Portugal, que tem tudo para ser uma âncora de audiências, como dizem os marketeiros a propósito de certas lojas dos shoppings, é aquilo que os prosélitos da RTP consideram serviço público para inducar o povo ignaro e lhe inculcar no bestunto uns rudimentos de cóltura?
Se me é permitido, acrescento ainda uma outra dúvida: o programa Voice Portugal, que tem tudo para ser uma âncora de audiências, como dizem os marketeiros a propósito de certas lojas dos shoppings, é aquilo que os prosélitos da RTP consideram serviço público para inducar o povo ignaro e lhe inculcar no bestunto uns rudimentos de cóltura?
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27/09/2013
Pro memoria (133) – «Serviço público é dar às pessoas o que elas querem»
«Um encontro de quadros e responsáveis da empresa descobriu há uma semana, ao que veio a público, com base num estudo de consultores, que a RTP tem que “deixar de ser um canal cinzento, sem brilho, sem cor e sem novidades” e, melhor ainda, que “serviço público é dar às pessoas o que elas querem” – o que coloca a SIC e TVI, com os seus reality shows e overdoses de telenovela, como os melhores canais de serviço público. Com a RTP no seu encalço…»
José António Lima no jornal SOL
A conclusão do encontro de quadros e responsáveis da RTP é muito reveladora do que vai na alma daquelas criaturas. Ameaçadas de extinção pela falta de grana, deixam cair a máscara e apresentam-se dispostas a fazer qualquer coisa para continuar a propagar a sua fé através do jornalismo de causas mantendo as suas tenças ou, talvez mais precisamente, a fazer o necessário para manter as suas tenças continuando o seu papel de «serventes do governo» ou da oposição, consoante as épocas.
José António Lima no jornal SOL
A conclusão do encontro de quadros e responsáveis da RTP é muito reveladora do que vai na alma daquelas criaturas. Ameaçadas de extinção pela falta de grana, deixam cair a máscara e apresentam-se dispostas a fazer qualquer coisa para continuar a propagar a sua fé através do jornalismo de causas mantendo as suas tenças ou, talvez mais precisamente, a fazer o necessário para manter as suas tenças continuando o seu papel de «serventes do governo» ou da oposição, consoante as épocas.
06/09/2013
Lost in translation (185) – «Serventes do governo», significa de qualquer governo, sobretudo dos governos PS
João Ribeiro, porta-voz do PS, entende «que o programa "'O País Pergunta' não garante a igualdade de tratamento entre os líderes político-partidários», e, por isso, «considera que "parte da direcção de informação da RTP está instrumentalizada e governamentalizada" e que alguns dos seus elementos "comportam-se recorrentemente como serventes do governo"». (ionline)
O PS só percebe que a RTP é uma espécie de putain de la République, paga a peso de ouro pelos sujeitos passivos, quando ela se deita com o inimigo.
O PS só percebe que a RTP é uma espécie de putain de la République, paga a peso de ouro pelos sujeitos passivos, quando ela se deita com o inimigo.
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25/03/2013
SERVIÇO PÚBLICO: Felizmente ainda há memória, apesar de curta
Petição Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP
Nós subscrevemos a Petição Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP, Para Deputados da Assembleia da República; Presidente da Administração da RTP: Alberto da Ponte; Presidente da ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social: Carlos Magno Castanheira; Secretário de Estado com funções sobre a Comunicação Social: Feliciano Barreiras Duarte; Provedor da RTP: José Carlos Abrantes.
128830 pessoas já subscreveram.
Petição A FAVOR da presença de Sócrates na RTP
Nós subscrevemos a Petição A FAVOR da presença de Sócrates na RTP, Para Assembleia da República
7178 pessoas já subscreveram.
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E agora José?,
RTP
23/03/2013
O que está em causa no convite a José Sócrates
«O que está em causa no convite a José Sócrates não é o seu direito à palavra, a ser ouvido ou ao contraditório. O que está em causa é que são precisamente esses princípios que foram violados ao ser feito esse convite.»
Continua a ler aqui o post «Uma vergonha eterna, a RTP» de José Manuel Fernandes no Blasfémias, uma análise lúcida e desapaixonada do que está em causa.
Entretanto, o número de signatários da petição «Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP» continua a crescer.
Continua a ler aqui o post «Uma vergonha eterna, a RTP» de José Manuel Fernandes no Blasfémias, uma análise lúcida e desapaixonada do que está em causa.
Entretanto, o número de signatários da petição «Recusamos a presença de José Sócrates como comentador da RTP» continua a crescer.
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21/03/2013
BREIQUINGUE NIUZ: A serventia do serviço público de televisão
Sou assaltado regularmente por dúvidas do que seja e qual a serventia do chamado serviço público de televisão. Fiquei finalmente esclarecido depois de ler a notícia do regresso de José Sócrates como comentador da RTP num programa semanal de 25 minutos no prime-time.
Como nada na criatura é inocente, percebe-se que este seu regresso prepara um outro regresso à cena política stricto sensu – provavelmente o posicionamento na grelha de partida para Belém, ao lado do outro que ainda está em Bruxelas, mas é como se já estivesse em Lisboa.
Como nada na criatura é inocente, percebe-se que este seu regresso prepara um outro regresso à cena política stricto sensu – provavelmente o posicionamento na grelha de partida para Belém, ao lado do outro que ainda está em Bruxelas, mas é como se já estivesse em Lisboa.
23/02/2013
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (66) – com a verdade me enganas
«O antigo administrador da RTP, João Carlos Silva, um dos três arguidos no caso Taguspark que está a ser julgado em Oeiras, recordou na manhã desta segunda-feira em tribunal as pressões de que foi alvo por parte de camaradas seus socialistas depois de ter ido integrar o conselho de administração da TV pública, em 1999.
“Eu recebia queixas de que as notícias não eram como deviam ser. Recebi cartas de dirigentes importantes do PS a dizer que estava a deixar que as estruturas da informação fossem controladas por adversários do partido”, relatou, apontando José Junqueiro e Jorge Coelho como dois dos autores dessas alegadas pressões.»
(Público)
“Eu recebia queixas de que as notícias não eram como deviam ser. Recebi cartas de dirigentes importantes do PS a dizer que estava a deixar que as estruturas da informação fossem controladas por adversários do partido”, relatou, apontando José Junqueiro e Jorge Coelho como dois dos autores dessas alegadas pressões.»
(Público)
26/01/2013
Um governo à deriva (8) – Pior é difícil (mas não impossível)
Continuação daqui.
A gestão do caso RTP é um paradigma das asneiras de um governo que costumamos classificar no (Im)pertinências como mau no género bom, diferentemente dos governos de Sócrates que foram bons no género mau.
Entendamo-nos, mesmo para quem defenda (não é o meu caso) uma coisa chamada «serviço público de televisão», supondo que se saiba do que se trata, não há razão nenhuma para estar alimentar a pão-de-ló um burro que carrega 2 mil passageiros para produzir uma programação miserável que nada distingue das televisões privadas. Por uma fracção dos mais de 200 milhões que custa aos portugueses a RTP seria possível o governo comprar tempo de antena nas televisões privadas para as transmissões de «interesse público».
Depois de um ano e meio de novela realizada pelo inefável Relvas, com episódios de privatização pura e dura, episódios de concessão da exploração, entre outros que não percebi, chegamos a um anticlímax: aliviar o burro de 600 passageiros e reduzir assim a dose de palha. Supõe-se que este anticlímax se deve à necessidade de apaziguar as corporações que se opõem a alterar o status quo que vão desde os 2 mil passageiros até aos operadores privados de televisão, passando pelo CDS, apaziguamento que não parece estar a correr bem dadas as reacções do PS que está contra a «operação de cosmética de emagrecimento» e, inevitavelmente, das reacções do Sindicato dos Jornalistas que defende estar o processo de reestruturação «ferido de clara ilegalidade». Surpreendentemente, neste último episódio da novela, ainda ninguém falou da Constituição. Lá chegaremos, em devido tempo.
A gestão do caso RTP é um paradigma das asneiras de um governo que costumamos classificar no (Im)pertinências como mau no género bom, diferentemente dos governos de Sócrates que foram bons no género mau.
Entendamo-nos, mesmo para quem defenda (não é o meu caso) uma coisa chamada «serviço público de televisão», supondo que se saiba do que se trata, não há razão nenhuma para estar alimentar a pão-de-ló um burro que carrega 2 mil passageiros para produzir uma programação miserável que nada distingue das televisões privadas. Por uma fracção dos mais de 200 milhões que custa aos portugueses a RTP seria possível o governo comprar tempo de antena nas televisões privadas para as transmissões de «interesse público».
Depois de um ano e meio de novela realizada pelo inefável Relvas, com episódios de privatização pura e dura, episódios de concessão da exploração, entre outros que não percebi, chegamos a um anticlímax: aliviar o burro de 600 passageiros e reduzir assim a dose de palha. Supõe-se que este anticlímax se deve à necessidade de apaziguar as corporações que se opõem a alterar o status quo que vão desde os 2 mil passageiros até aos operadores privados de televisão, passando pelo CDS, apaziguamento que não parece estar a correr bem dadas as reacções do PS que está contra a «operação de cosmética de emagrecimento» e, inevitavelmente, das reacções do Sindicato dos Jornalistas que defende estar o processo de reestruturação «ferido de clara ilegalidade». Surpreendentemente, neste último episódio da novela, ainda ninguém falou da Constituição. Lá chegaremos, em devido tempo.
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05/12/2012
Um governo à deriva (7) – Acobardados
Depois de mais de um ano de tergiversações, vir agora a la Guterres lançar uma sonda para ver as reacções ao modelo mais descabelado de «privatização» de 49% da RTP, só vem confirmar que Miguel Relvas em particular e o governo em geral estão, pelo menos a este respeito, completamente perdidos.
É que independentemente da inexistente bondade do modelo em causa, ele é completamente inviável. Ou melhor só é viável encontrar um acionista privado que esteja disposto a aturar as constantes intromissões do governo à pala do serviço público, pagando-lhe – muito bem. Ou, dito de outro modo, este modelo teria inevitavelmente todos os defeitos e um custo igual ou superior ao actual.
Não acredito que não haja gente no governo que não perceba o desastre que tem sido a gestão deste caso. A única explicação que encontro é o governo ter-se acobardado de enfrentar a colusão de interesses entre a caixa de ressonância RTP, as câmaras de eco do jornalismo de causas e o lóbi das televisões. Relvas tocou o vespeiro mas com os telhados de vidro que tem as vespas entraram-lhe em casa, na dele e na de Passos Coelho.
É que independentemente da inexistente bondade do modelo em causa, ele é completamente inviável. Ou melhor só é viável encontrar um acionista privado que esteja disposto a aturar as constantes intromissões do governo à pala do serviço público, pagando-lhe – muito bem. Ou, dito de outro modo, este modelo teria inevitavelmente todos os defeitos e um custo igual ou superior ao actual.
Não acredito que não haja gente no governo que não perceba o desastre que tem sido a gestão deste caso. A única explicação que encontro é o governo ter-se acobardado de enfrentar a colusão de interesses entre a caixa de ressonância RTP, as câmaras de eco do jornalismo de causas e o lóbi das televisões. Relvas tocou o vespeiro mas com os telhados de vidro que tem as vespas entraram-lhe em casa, na dele e na de Passos Coelho.
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22/11/2012
AVALIAÇÃO CONTÍNUA: A novela RTP continua a ser transmitida
Secção Musgo Viscoso
Se há coisa em que o governo falhou fragorosamente foi quanto à «reforma» da RTP. Escrevo reforma à míngua de saber qual o propósito das trapalhadas à volta deste elefante branco cuja única utilidade parece ser a de servir de megafone. Em primeiro lugar, das mais de 2 mil criaturas que o cavalgam, em segundo lugar dos governos em exercício e subsidiariamente dos lóbis das múltiplas corporações que parasitam o Estado.
A adicionar à confusão já instalada, muito bem aproveitada pelos controleiros das tais 2 mil criaturas, vem agora o presidente do CA da RTP manifestar a «convicção» que, por outras palavras, tudo ficará na mesma, no que foi admoestado pelo inefável Relvas que nos esclareceu que «a seu tempo será tomada» uma decisão, que tudo indica seja ficar tudo na mesma, talvez reduzindo uns trocos nas indemnizações compensatórias.
Pela produção desta novela bafienta, leva o governo 4 urracas e 5 pilatos e o inefável Relvas leva 4 bourbons por continuar igual a si próprio. O gestor das cervejas leva 3 chateaubriands, por razões que não será preciso explicar e, mesmo que fosse, não estou para aí voltado a esta hora da noite.
Se há coisa em que o governo falhou fragorosamente foi quanto à «reforma» da RTP. Escrevo reforma à míngua de saber qual o propósito das trapalhadas à volta deste elefante branco cuja única utilidade parece ser a de servir de megafone. Em primeiro lugar, das mais de 2 mil criaturas que o cavalgam, em segundo lugar dos governos em exercício e subsidiariamente dos lóbis das múltiplas corporações que parasitam o Estado.
A adicionar à confusão já instalada, muito bem aproveitada pelos controleiros das tais 2 mil criaturas, vem agora o presidente do CA da RTP manifestar a «convicção» que, por outras palavras, tudo ficará na mesma, no que foi admoestado pelo inefável Relvas que nos esclareceu que «a seu tempo será tomada» uma decisão, que tudo indica seja ficar tudo na mesma, talvez reduzindo uns trocos nas indemnizações compensatórias.
Pela produção desta novela bafienta, leva o governo 4 urracas e 5 pilatos e o inefável Relvas leva 4 bourbons por continuar igual a si próprio. O gestor das cervejas leva 3 chateaubriands, por razões que não será preciso explicar e, mesmo que fosse, não estou para aí voltado a esta hora da noite.
30/10/2012
Serviço público segundo a RTP
No domingo passado às 17H, a RTP1 ofereceu-nos na sua matinée um filme para maiores de 12 anos com diálogos de filme porno.
[Lido aqui]
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| É caro mas vale a pena |
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31/08/2012
ESTADO DE SÍTIO: A «negociata» da RTP
Segundo a respectiva comissão, os trabalhadores da RTP, em boa verdade os principais beneficiários desse conceito chamado «serviço público de televisão» que consiste numa programação igual aos canais privados, para pior, opõem-se à «negociata».
Não vou entrar em discussões filosóficas ou constitucionais sobre o tema RTP, vou apenas republicar alguns dados elementares sobre a «negociata» que seria para um «privado» comprar o paquiderme ou este ser-lhe concessionado.
Aproveito para implorar aos beneficiários do serviço público de televisão o favor de não tratarem quem os escuta como atrasados mentais. Obrigado.
Não vou entrar em discussões filosóficas ou constitucionais sobre o tema RTP, vou apenas republicar alguns dados elementares sobre a «negociata» que seria para um «privado» comprar o paquiderme ou este ser-lhe concessionado.
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28/08/2012
Temos um Estado com um defeito de Constituição
Qualquer que seja o modelo de solução para a RTP parece haver sempre constitucionalistas ou palpiteiros que defendem ser o modelo em causa inconstitucional. Não me admiro, porque os 296 artigos da constituição numa centena de páginas fazem o papel de um caderno de encargos do PREC e são o muro de Berlim de todas as corporações na manutenção dos seus direitos adquiridos.
Não me admiro, mas tenho dúvidas que a Constituição não autorize a concessão do serviço público de televisão (ver aqui uma boa argumentação nesse sentido). Seja como for, a extinção simples da RTP e do serviço público de televisão, o único modelo que faria mais sentido, é muito provavelmente inconstitucional.
Dúvida: depois do ruído ensurdecedor sobre a licenciatura à medida de Miguel Relvas, o silêncio recente tem alguma relação com o outro ruído ensurdecedor sobre a solução para a RTP que substituiu o primeiro?
Não me admiro, mas tenho dúvidas que a Constituição não autorize a concessão do serviço público de televisão (ver aqui uma boa argumentação nesse sentido). Seja como for, a extinção simples da RTP e do serviço público de televisão, o único modelo que faria mais sentido, é muito provavelmente inconstitucional.
Dúvida: depois do ruído ensurdecedor sobre a licenciatura à medida de Miguel Relvas, o silêncio recente tem alguma relação com o outro ruído ensurdecedor sobre a solução para a RTP que substituiu o primeiro?
27/08/2012
O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (63) - o que é hoje verdade pode ser mentira amanhã
Em Março de 2010 o ministro das Finanças Teixeira dos Santos do governo PS admitiu no parlamento a privatização da RTP dependendo de «um desequilíbrio financeiro significativo que recomenda primeiro a estabilização». (DN, citado pelo Insurgente).
Em Agosto de 2012 o secretário-geral do PS António José Seguro quis «ser muito claro: quando o PS for Governo voltará a existir um serviço público». (negócios online)
Como disse há muito anos um conhecido filósofo da bola, o que é hoje verdade pode ser mentira amanhã.
Em Agosto de 2012 o secretário-geral do PS António José Seguro quis «ser muito claro: quando o PS for Governo voltará a existir um serviço público». (negócios online)
Como disse há muito anos um conhecido filósofo da bola, o que é hoje verdade pode ser mentira amanhã.
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29/05/2012
A mis-en-plis é cara? Não é. A pergunta certa é: para que serve a mis-en-plis?
Segundo o Correio da Manhã, «a empresa Marina Cruz Cabeleireiros, responsável pela imagem das principais estrelas da RTP, em Lisboa, cobrou em 2011 à televisão pública cerca de 300 mil euros de avença anual pelos seus serviços de cabeleireiro, não incluindo a caracterização».Supondo que a RTP mobiliza em média por dia uma dúzia de estrelas carecendo de uma mise-en-plis (assim se chamavam essas operações no passado), 300 mil euros daria para pagar cada uma por menos de 70 euros. Não é caro, pelos preços de mercado. Mas qual o préstimo da mis-en-plis para efeitos do mítico serviço público? Ou, para ir raiz do cabelo, para que servem as cabeças debaixo da mis-en-plis para esse mesmo efeito?
10/05/2012
Lost in translation (143) - um prejuízo de 100 milhões, queria ele dizer
Quando Guilherme Costa, o presidente da RTP, diz que vai ter este ano um prejuízo de 10 milhões por isto, por aquilo e por aqueloutro, esquece-se de mencionar que irá ter «indemnizações compensatórias», isto é as contribuições extorquidas aos sujeitos passivos para manter o megafone a funcionar, de 90 milhões de euros (menos 20 milhões do que os 109 milhões de 2011).
21/03/2012
ESTADO DE SÍTIO: Serviço público
Adivinhe de quem é o site onde este inquérito está «no ar». Se respondeu Associação 25 de Abril, PCP ou Bloco de Esquerda, errou. É o site da RTP que, como se sabe, presta um serviço público.
Repare-se como o golpismo parece ser uma característica latente na população ou, em alternativa, os adeptos do reviralho retardado têm grande capacidade de mobilização. Já agora, e porque não realizar um referendo?
[Lido aqui e visto aqui]
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05/07/2011
DIÁRIO DE BORDO: So far not so good (5)
Custa mais perceber enfiar a privatização da RTP para debaixo do tapete, empurrando-a para as calendas gregas por pressão do lóbi SIC/TVI, aparentemente representado por Paulo Portas, do que o imposto extraordinário de 50% do 13.º mês. Desde logo porque a privatização da RTP permitiria poupar quase um milhão de euros por dia e, last but not least, fecharia a principal câmara de eco dos sucessivos governos, limitando assim o papel do Estado na comunicação social e os meios disponíveis para a manipulação mediática.
Quanto ao imposto extraordinário, Passos Coelho tinha a obrigação de ter percebido da sua necessidade e, consequentemente, sendo assim, tinha a obrigação de não escamotear essa pressuposta inevitabilidade durante a campanha. Gastou alguns dos créditos que aqui lhe concedemos, ainda que não se esteja a ver como se atingiria sem isso o objectivo do défice do MofU. De facto, sabe-se (contas de João Duque no Expresso) que o acréscimo da dívida de Dezembro a Maio foi de 7,5 mil milhões ou seja quatro vezes a média de 10 anos para o mesmo período, acréscimo que fez a dívida até Maio ultrapassar o limite autorizado no OE para todo o ano de 2011.
Evidentemente que a privatização da RTP com a sua poupança de 300 milhões/ano não dispensaria encontrar outras medidas de redução da despesas e/ou de aumento da receita quando se sabe que o défice no primeiro trimestre derrapou quase 2% do PIB, o que a continuar representaria no final do ano um desvio superior a 3 mil milhões.
Quanto ao imposto extraordinário, Passos Coelho tinha a obrigação de ter percebido da sua necessidade e, consequentemente, sendo assim, tinha a obrigação de não escamotear essa pressuposta inevitabilidade durante a campanha. Gastou alguns dos créditos que aqui lhe concedemos, ainda que não se esteja a ver como se atingiria sem isso o objectivo do défice do MofU. De facto, sabe-se (contas de João Duque no Expresso) que o acréscimo da dívida de Dezembro a Maio foi de 7,5 mil milhões ou seja quatro vezes a média de 10 anos para o mesmo período, acréscimo que fez a dívida até Maio ultrapassar o limite autorizado no OE para todo o ano de 2011.
Evidentemente que a privatização da RTP com a sua poupança de 300 milhões/ano não dispensaria encontrar outras medidas de redução da despesas e/ou de aumento da receita quando se sabe que o défice no primeiro trimestre derrapou quase 2% do PIB, o que a continuar representaria no final do ano um desvio superior a 3 mil milhões.
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