| America is mighty—but becoming less dominant |
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
07/09/2026
26/08/2026
Non habebis in sacculo diversa pondera maius et minus (Deuteronomium 25:13)
«Algo incrível aconteceu: o Irã tentou matar um dos meus filhos», disse o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu em entrevista ao Canal 14.
Certamente por modéstia, Netanyahu não mencionou o ataque que ordenou à força aérea israelita para eliminar o aiatolá Ali Khamenei, a sua mulher, uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.
Num registo mais banal, o Dr. Eduardo Cabrita, amigo do peito do Dr. Costa e seu ministro da Administração Interna durante quatro anos, acusou o Dr. Montenegro de «degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva».
Talvez por esquecimento, o Dr. Cabrita não mencionou os "padrões" marido e mulher no mesmo governo, golas de proteção antifumo feitas com material inflamável, atropelamento a 200 km/h pelo carro onde viajava, homicídio pelo SEF de um imigrante ucraniano, entre muitos outros "padrões" ocorridos durante os governos do seu amigo Dr. Costa.
22/08/2026
O mundo não é perfeito e não vai ser possível recolocar a pasta dentro da bisnaga
| mais liberdade |
A globalização reduziu a pobreza dos países pobres, foi sentida como uma ameaça e exacerbou o nativismo e o populismo das classes médias dos países ricos, a quem trampolineiros prometem recolocar a pasta dentro da bisnaga.
22/06/2026
CASE STUDY: Sócrates & Santos Ferreira, uma dupla de sucesso nos negócios – La Seda (Epílogo)
Quase duas décadas depois, encerra-se agora com uma perda superior a 500 milhões de euros para a CGD que financiou o projecto da Artlant PTA, a fábrica de matérias-primas para a indústria das embalagens de plástico em Sines, promovido pelos espanhóis da La Seda. Foi um projecto apadrinhado pelo governo do Eng. Sócrates em conluio com o Dr. Santos Ferreira, presidente da CGD, e o marido da Dr.ª Elisa Ferreira, ex-governadora do BdP entre outros lugares para os quais foi nomeada pelos governos socialistas.
O desastre foi à época acompanhado pelo (Im)pertinências que neste post de 2009 prenunciava o desastre agora confirmado, e aqui se recapitula:
20-09-2007
«O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou hoje que gostaria de atrair para Portugal mais investimentos do tipo dos efectuados pelas empresas Abertis, Repsol e La Seda, que totalizam 1,5 mil milhões de euros.»
21-09-2007
«La Seda diz que produção da fábrica de Sines arranca em 2009 e estuda nova unidade em Portugal»
12-03-2008
«O investimento do grupo La Seda de Barcelona, que tem como principais accionistas as portuguesas Imatosgil, com 10,8 por cento, e a Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 5 por cento, na unidade de PTA, que ficará localizada na Zona Industrial e Logística de Sines, é de 400 milhões de euros até 2010.
Este é um projecto de Potencial Interesse Nacional (PIN) e, de acordo com declarações hoje à Lusa do presidente do grupo La Seda de Barcelona, Rafael Español Navarro, "os trabalhos no local estão bastante avançados".
O lançamento da primeira pedra da nova fábrica de PTA conta com as presenças do primeiro-ministro, José Sócrates, do ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, e do presidente do grupo La Seda de Barcelona.»
04-02-2009
«Mais de quarenta accionistas da empresa La Seda de Barcelona apresentam quinta-feira à Comissão Nacional de Mercado de Valores (CNMV) espanhola um pedido de OPA obrigatória para que o grupo português Selenis/CGD/Imatosgil compre 100 por cento do capital da empresa.»
13-03-2009
«Um ano depois do lançamento da primeira pedra, o projecto de engenharia de base da fábrica da Artenius já está concluído em 95% e os equipamentos gerais já foram todos comprados, passando ao lado dos efeitos da crise económica.
A La Seda de Barcelona, onde os portugueses Imatosgil são accionistas (11%), está a investir 400 milhões de euros, em Sines, na construção da única fábrica n Europa dedicada, em exclusívo, à produção de PTA (que serve de matéria-prima ao PET, utilizado na produção de embalagens plásticas).»
20-05-2009
«O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) baixou 99,2 por cento para 300 mil euros e as vendas caíram quase para metade, de 437 milhões de euros, no primeiro trimestre de 2008, para 258 milhões.
A LSB tem planos para construir uma fábrica em Sines, que tem sido apresentada como bom exemplo de investimento pelo Governo de José Sócrates.»
09-06-2009
«O grupo La Seda - que em Portugal está já atrasado cinco meses no desenvolvimento do projecto de 400 milhões de euros da fábrica de PET em Sines, para o qual garantiu financiamento até 320 milhões de euros – tem um passivo de 1,3 mil milhões de euros. A falta de liquidez do grupo foi já motivo suficiente para que a unidade catalã, em El Prat, parasse a laboração.
O “fantasma” de suspensão de pagamento de salários e de cobrança de credores, noticia o jornal económico, só foi afastado porque na semana passada se avançou a hipótese da CGD, “accionista e principal credor” da La Seda, poder “assegurar uma emissão de obrigações convertíveis em 150 milhões de euros como passo prévio ao refinanciamento da dívida”.
O jornal adianta que, em 18 meses, a companhia que detém agora as acções suspensas na praça espanhola nos 0,34 euros, já perdeu mais de 70% do seu valor, com a capitalização bolsista a descer para 213 milhões de euros.»
10-06-2009
«A Caixa Geral de Depósitos injectou 25 milhões de euros na espanhola La Seda, onde é um dos maiores accionistas, para assegurar a viabilidade financeira de curto prazo da companhia, que ontem alterou o presidente da empresa devido à pressão dos accionistas portugueses.»
27-07-2009
A La Seda chegou a um acordo de princpio com a Caixa Geral de Depósitos, accionista da empresa, para que esta adquira o capital da Artenius Sines por 40 milhões de euros, como forma de financiamento. Este valor faz parte de um financiamento total de 104 milhões de euros. Em paralelo, a fabricante de plásticos confirma que irá alienar activos não estratégicos, onde se inclui a fábrica de Portalegre, no Alentejo.
A La Seda espera obter do Caixa BI, banco de investimento da CGD, perto de 488 milhões de euros para viabilizar o projecto. A primeira pedra foi lançada há mais de um ano, mas a fábrica leva um atraso de seis meses.
13/06/2026
ESTÓRIAS E MORAIS: Saberão eles o que é um líder forte que se borrife para o parlamento e as eleições?
| Expresso |
Em que partidos votaram esses 50% dos portugueses? Resistiriam esses 50% dos portugueses a um líder forte que adoptasse medidas indispensáveis, tais como o aumento da idade da reforma e/ou o aumento das contribuições para a Segurança Social e/ou a redução das pensões, o emagrecimento do Estado sucial, a qualificação e profissionalização dos quadros e a meritocracia da administração pública, a flexibilização da legislação laboral, incentivar a concorrência e o combate à cartelização, criar forças militares capazes de travar uma guerra moderna, etc. (um grande etc.)?
Recordemos o coro de protestos e queixas durante os anos da intervenção da troika que forçou o governo a tomar medidas indispensáveis, mas duras.
Em vez de culparem a democracia, que lhes permite escolher de acordo com os seus preconceitos, esses eleitores deveriam sentir-se responsáveis pelos seus preconceitos e pelas suas escolhas fundadas nesses preconceitos.
Já agora, olharam esses 50% para a História e viram os inúmeros exemplos de líderes fortes que se borrifaram para o parlamento e as eleições e foram tão incompetentes para governar como os líderes fracos e foram sobretudo competentes para impedirem as oposições de apresentarem alternativas?
Moral
Disse um líder forte que não se borrifou para o parlamento e as eleições, dois anos depois de as ter perdido, após ter enfrentado uma ameaça existencial para o seu país, ameaça conduzida por um outro líder forte que se borrifou para o parlamento e as eleições:
«Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed it has been said that democracy is the worst form of Government except for all those other forms that have been tried from time to time.…»
12/06/2026
A defesa dos centros de decisão nacional (36) - Os seguros inseguros
Outras defesas dos centros de decisão nacional.
Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que, passado algum tempo, venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos resulta do endividamento de públicos e privados e da descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.
11/06/2026
MAGA is a product of the decline of American democracy and an agent of its acceleration
«Belief in democracy as a core pillar of American identity is eroding, with only about two-thirds of U.S. adults now stating that a democratically elected government is highly important to the nation's identity, a sharp drop from 80% in 2021.
The poll reveals a widening generational divide over American exceptionalism, as 44% of adults under 30 say there are other countries better than the U.S., compared to just 22% of Americans aged 60 and older who feel the same way.
Skepticism surrounding the "American Dream" has become mainstream, with 51% of all respondents stating that the ideal—that hard work guarantees success—once held true but no longer does in the current economic landscape.
Deep partisan splits persist regarding the nation's global standing and values, as roughly half of Republicans view the U.S. as standing above all other countries compared to only 7% of Democrats, while 76% of Democrats see a mix of global cultures as essential to the U.S. compared to 40% of Republicans.
The data highlights a broader feeling of national unease, contrasting sharply with local and federal planning for the upcoming "America 250" celebrations commemorating the 250th anniversary of the United States' founding.»
05/06/2026
SERVIÇO PÚBLICO: Desfazendo o mito do efeito milagroso dos fundos europeus (2)
Continuação de (1)
Passe a publicidade (por uma boa causa), o novo livro de Nuno Palma «O Vício dos Fundos Europeus», mais «Uma obra de demolição de alguns dos mitos mais populares no Portugal dos Pequeninos», já poderá ser encomendado aqui.13/05/2026
SERVIÇO PÚBLICO: Desfazendo o mito do efeito milagroso dos fundos europeus
«... os fundos europeus, longe de promoverem convergência, funcionam como uma «pílula envenenada» para países receptores, incluindo Portugal. Estas transferências sustentam um Estado ineficiente, alimentam clientelismo político, e distorcem a alocação de recursos para sectores não-transacionáveis. Ao reduzirem a pressão para reformas estruturais, os fundos perpetuam a baixa produtividade e o atraso económico. Décadas de apoios não geraram convergência real com a Europa rica. Terminar com os fundos de coesão traria benefícios substanciais a longo prazo, tanto para os contribuintes líquidos como para os próprios beneficiários.»
Nuno Palma anunciando o seu novo livro: «O Vício dos Fundos Europeus», no Portugal no longo prazo, em mais «Uma obra de demolição de alguns dos mitos mais populares no Portugal dos Pequeninos»
25/04/2026
Mitos (354) - O dia em que o Estado Novo começou a ser substituído pelo Estado novo
Por falta de tempo e porque os 25 de Abril tendem a ser todos iguais, republico o post do ano passado que ainda me parece actual.
Tivemos os 48 anos de Estado Novo que, sendo uma ditadura sonsa e beata, não deixou de ser uma ditadura encalhada no tempo, tentando endoutrinar as crianças e os jovens com a Mocidade Portuguesa e organizar os adultos com a Legião Portuguesa, com uma polícia política que vigiava e punia uma oposição fraca quase resumida ao Partido Comunista e garantia que do simulacro de eleições saísse sempre o mesmo resultado. Um Estado Novo que nos manteve numa miséria pacata, onde para usar um isqueiro era preciso ter uma licença (as fábricas de fósforos eram propriedade de eminências do regime) e só nos anos 60 com a adesão à EFTA (European Free Trade Association) se iniciou um período de crescimento interrompido pelo golpe militar. Uma ditadura que tentou, contra as tendências da história, manter um império colonial que nunca chegou a ser império e consumiu as energias de uma geração numa guerra impossível de ser vencida.
Uma ditadura que não sobreviveu quase cinco décadas sem a adesão das elites, dos situacionistas e dos oportunistas (alguns deles viraram a casa) e com a passividade, mansidão e conformidade de um povo traumatizado pela incompetência, violência e instabilidade da 1.ª República. Uma ditadura que se desfez como um castelo de cartas com um simples golpe militar, cuja génese deve mais ao sindicalismo militar e menos à ideologia e aos grandes princípios, golpe militar cavalgado pela única força política organizada.
| O Estado Novo e o Estado novo vistos por João Abel Manta |
No final ficámos com o arbítrio mais livre e, em consequência, com menos desculpas, o que só por si é positivo.
15/04/2026
JD Vance should suggest to D Trump that he read Thucydides' History of the Peloponnesian War, or, given DT's illiteracy problems, ask Marco Rubio for a summary
For some time now, I've been drawing parallels between the evolution of the United States under Trump and the decline and defeat of Athens, as recounted by Thucydides.
Since I read the History of the Peloponnesian War quite a while ago and my memory isn't what it used to be, I asked Gemini's AI to summarize the reasons for Athens' decline and defeat. Here's the summary.
«According to Thucydides, the primary reason for Athens' defeat was not a lack of resources or military skill, but internal political instability and the rise of demagogues following the death of Pericles.
In his analysis, Thucydides highlights a few critical factors:
Leadership Vacuum: After Pericles died, he was replaced by ambitious leaders (like Alcibiades) who were more interested in personal glory and power than the safety of the city.
Internal Factionalism: The Athenian citizens became divided. Constant infighting led to inconsistent decision-making, where the assembly would approve a plan one day and abandon it—or punish its generals—the next.
The Sicilian Expedition: Thucydides views this disastrous military campaign as the ultimate consequence of bad leadership. Athens overextended its reach due to hubris and greed, and the internal bickering at home meant the expedition wasn't properly supported, leading to the total loss of their fleet.
Essentially, Thucydides argues that Athens "destroyed itself" through domestic discord rather than being simply overcome by Spartan strength.»
09/03/2026
TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: E se o povo não quiser reformas?
«(...) É claro que reformas deste tipo não teriam qualquer hipótese de aprovação no parlamento. Mesmo que o PSD as desejasse (o que não estaria assegurado), encontra-se entalado entre dois partidos, o Chega e o PS, avessos a reformas liberais e que defendem mais intervenção do estado na economia e na sociedade. A resposta de PPC a um impasse deste tipo é confiar no povo. O político reformista deve apresentar e advogar a sua agenda perante os eleitores sempre, em eleições ou fora delas. Deve apresentar as suas propostas com coragem, sem compromisso ou calculismos. Os consensos que muitos advogam são frequentemente bissetrizes que nada mudam, simulacros de reformas que reduzem a pressão para as verdadeiras alterações estruturais. Insistir sempre. Se não for possível, ouça-se o povo.
Gosto! Mas ... e se o povo não quiser reformas? E se o povo
preferir a quietude anestesiante do declínio gradual à agitação transformadora?
Afinal foi o povo que deu ao Chega e ao PS o poder bloqueador que atualmente
detêm.
É que as reformas têm sempre ganhadores e perdedores.
Esperam os reformistas que os benefícios dos ganhadores sobrelevem as perdas
dos perdedores - isto é, que as reformas sejam um jogo de soma positiva - e que
existam mecanismos redistributivos que permitam a compensação daqueles
prejudicados. Em jargão de economista, esperam que as reformas representem uma
melhoria potencial à Pareto. O problema complica-se quando consideramos a
dimensão intergeracional. Os benefícios das reformas podem levar muito tempo a
manifestar-se e os maiores ganhadores podem vir a ser aqueles que hoje ainda
são muito jovens ou mesmo ainda não-nascidos - ou seja, segmentos com pouca voz
eleitoral ou sem ela Em contrapartida, os eleitores mais velhos, com as vidas
resolvidas, são aqueles expostos a maiores riscos e para quem o up side das reformas
é menos óbvio. Vê-se assim que em sociedades envelhecidas como a portuguesa, em
que a idade mediana são 47 anos e 25% da população tem mais de 65 anos,
conseguir maiorias eleitorais reformistas é tremendamente difícil.
O reformador arrisca-se, assim, a ser como o escuteiro que queria praticar a sua boa ação diária levando uma velhinha a atravessar a rua. Só que ela não o queria fazer.»
03/03/2026
Pro memoria (145) - Seventy years ago, Charles de Gaulle warned, but he was not heeded.
«Shortly after Charles de Gaulle became France’s leader in 1958 he warned Konrad Adenauer, then German chancellor, that the Americans were “not reliable, not very solid and understand nothing about history or Europe”. Musing about the shifting balance of world power, le général told an adviser: “Any day the most extraordinary events could happen…America could…become a threat to peace.” By 1966 de Gaulle had built a bomb, pulled out of NATO’s integrated military command and booted American soldiers off French soil.»
14/02/2026
Duvidas (386) - Tem a certeza de que não trocou emails com o Jeffrey?
Por força da lei aprovada em Novembro, o Departamento americano de Justiça publicou em 30 de Janeiro mais de 3 milhões de páginas de documentos relativos ao caso Epstein, um volume de informação impossível de ler em pouco tempo.
Um grupo de engenheiros de software usando uma ferramenta de IA, identificaram os arquivos contendo emails e em 11 de Fevereiro tinha processado 4 milhões de e-mails. A revista Economist usando esses dados identificou cerca de 500 pessoas que surgiam com mais frequência e usando um modelo de IA de linguagem (LLM) atribuiu um score de "alarme" para cada cadeia de emails.
Analisando os emails de pessoas que não faziam parte dos empregados e colaboradores de Epstein foram identificadas 500 pessoas com maior número de emails. Concluiu-se que as mensagens tinham a seguinte repartição: cerca de 19% com financiadores; 10% com cientistas ou médicos; 8% com pessoas da mídia, entretenimento ou relações públicas; 7% com tecnólogos; 6% com advogados, políticos, académicos e outros empresários; e 5% com magnatas imobiliários.
| Fonte |
Algumas dessas pessoas estão identificadas no quadro acima e entre elas individualidades conhecidas fora dos EU, como Ariane de Rothschild (CEO do Grupo Edmond de Rothschild), Noam Chomsky (um célebre filósofo muito apreciado nos meios esquerdistas), Steve Bannon (o Rasputine de Trump) e Bill Gates e Elon Musk que não carecem de apresentação. Entre as personalidades não incluídas no quadro encontram-se bilionários como Peter Thiel (uma eminência parda com quem o vice JD Vance trabalhou) e Ehud Barak (ex-primeiro-ministro israelita).
01/02/2026
Há nativismos bons e nativismos maus? (1)
E se, de repente, os tetranetos de Gerómimo, Touro Sentado, Cochise, Cavalo Louco et alia federassem Apaches, Sioux, Navajos, Cherokees, Comanches e as restantes nações índias e expulsassem os imigrantes europeus desde a chegada dos Peregrinos no Mayflower?
22/01/2026
A defesa dos centros de decisão nacional (35) - Últimos episódios
Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que, passado algum tempo, venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos resulta do endividamento de públicos e privados e da descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.
- Novo Banco, o que sobrou do BES, vendido ao Banque Populaire Caisse d’Épargne;
- Edo, uma farmacêutica, vendida aos espanhóis da Faes Farma;
- Secil, cimenteira da Semapa, vendida à espanhola Molins;
- Participação de 40% da Luz Saúde, participada a Fidelidade (maioritariamente detida pelos chineses da Fosun), vendida à australiana Macquarie;
- PHC Business Software, empresa portuguesa de software de gestão, vendida ao grupo tecnológico francês Cegid:
- Centro de Dados na Covilhã da Altice, vendido ao fundo espanhol Asterion;
- Acordo da Galp com a espanhola Moeve do qual resultará que a Galp passará a controlar menos de 9% da capacidade de refinação na Península Ibérica.
07/01/2026
Could Europe take on Russia without American help? Once bitten, twice shy
«IMAGINE THIS scenario: in the half-light of a March morning in 2027, Russian armoured units cross the Latvian border near Rezekne, seize the rail station and turn south toward Daugavpils, Latvia’s second city, half of whose population is ethnically Russian. Capitalising on the fruits of a malign influence campaign, their aim is to seize a sliver of territory on the pretext that “Russian-speaking communities” require Moscow’s protection. Russian troops rapidly build fixed positions and deploy mobile air defences, while their president, Vladimir Putin, still basking in the glow of newly acquired lands in the Donbas, waits for NATO to decide how to respond.
In Washington, the response is what the Europeans had feared. President Donald Trump informs them that America will not fight a European war over a slice of Latvia that, he claims, is basically Russian anyway. Russia is just too powerful to fight and, as in Ukraine, will just grind it out. Besides, Mr Trump argues, European weakness practically invited this incursion in the first place. He calls for “peace” on social media, but will send no troops, no heavy lift and no fighter jets—though Europeans are welcome to purchase American weapons.
The fictional land-grab in Latvia invites NATO to think the previously unthinkable: can the alliance, without America, contain and then repel a Russian advance?
02/01/2026
31/12/2025
Dúvidas (364) - Será indiferente a composição da balança comercial?
| Saldo da Balança de Bens (fonte Pordata) |
| Saldo da Balança de Viagens e Turismo (fonte Pordata) |
A dúvida sobre a sustentabilidade deste modelo surge desde logo quando se decompõe a balança de serviços e se constata que quase 70% do superavit se deve ao saldo de Viagens e Turismo, saldo que em valor é o terceiro mais elevado da UE e o segundo em percentagem do PIB.
| Saldo da Balança de Bens e Serviços (fonte Pordata) |
Por isso, a redução de uns meros 30% do saldo de Viagens e Turismo faria a balança comercial entrar em défice. Tendo em conta que a capacidade turística de Portugal é limitada e considerando a inerente volatilidade dos fluxos turísticos, teremos de concluir que, sobretudo numa conjuntura internacional instável como a que vivemos, não é negligenciável o risco de emagrecerem as vacas gordas do turismo e voltarmos aos défices estruturais da balança comercial que, como se pode ver no gráfico acima, se mantiveram até 2013.
29/12/2025
Greve geral (sindicalês). Nunca tão poucos se fizeram passar por tantos
| mais liberdade |
Olhando para o gráfico, percebe-se que exista implícita nas centrais sindicais e nos sindicatos ou, mais exactamente, nos partidos que controlam o movimento sindical, uma certa nostalgia dos sindicatos "nacionais" do Estado Novo e da "unicidade sindical" do PREC.
