Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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01/02/2026

Há nativismos bons e nativismos maus? (1)


E se, de repente, os tetranetos de Gerómimo, Touro Sentado, Cochise, Cavalo Louco et alia federassem Apaches, Sioux, Navajos, Cherokees, Comanches e as restantes nações índias e expulsassem os imigrantes europeus desde a chegada dos Peregrinos no Mayflower? 

4 comentários:

Afonso de Portugal disse...

Mais falácias vindas de uma pessoa - o (Im)Pertinente - com inteligência e formação para fazer muito melhor do que isto.

Primeiro: ninguém quer expulsar todos os imigrantes dos EUA, apenas os ilegais.

Segundo: querer invocar injustiças do passado para justificar as injustiças do presente é, implicitamente, reconhecer que a situação actual é injusta. E, ainda pior do que isso, é querer legitimar a situação actual com o passado, imputando aos europeus do presente a responsabilidade por crimes ocorridos muito antes de eles terem nascido. Ainda a civilização ocidental dava os primeiros passos e este princípio já era considerado iníquo: os filhos nunca devem pagar pelos pecados dos pais.

Terceiro: para expulsar quem quer que seja, é preciso ter poder e meios para isso. Os índios norte-americanos não têm. Mas não é por eles não terem que nós devemos baixar os braços e abdicar do que é nosso.

Pelo contrário, aquilo que eu e as pessoas como eu queremos é prevenir que nos aconteça o mesmo que aconteceu aos índios norte-americanos. E é precisamente esta parte que o (Im)Pertinente e as pessoas como ele não parecem querer entender. Se a imigração para a Europa e para os EUA continuar a processar-se ao ritmo actual, chegará o dia em que os imigrantes ultrapassarão os nativos em número. E, nesse dia, senão até antes, passará a ser extremamente difícil aos nativos não apenas preservar a sua cultura e modo de vida como até reivindicar direitos políticos.

Mais ainda, é bem possível que até a nossa propriedade privada esteja em risco, algo que devia ser muito caro aos liberais. Eu relembro que houve recentemente uma funcionária da administração do recém-eleito Mayor de Nova Iorque, o comuna Mamdani, que disse que “ter casas é uma arma da supremacia branca”… e o Mamdani não se distanciou destes comentários, muito menos demitiu a criatura!

https://www.nytimes.com/2026/01/06/nyregion/cea-weaver-mamdani-tweets.html
https://www.pbs.org/newshour/nation/nyc-mayor-zohran-mamdani-defends-tenant-official-after-backlash-over-white-supremacy-posts

Por cá, temos cada vez mais figuras como a Joacine Katar-Moreira, o Mamadou Ba e a Eva Cruzeiro, a reivindicar “direitos”, exclusividades e “reparações”. O discurso revisionista e RACISTA deles continua a penetrar no imaginário colectivo dos imigrantes e não é preciso ser um génio para prever o que vai acontecer quando estas comunidades atingirem números significativos.

Não, (Im)Pertinente, tenha santa paciência, mas essa conversa do “nativismo” é para parvos. Para gente sem o mínimo de conhecimento da História e sem respeito por si própria. Os seus leitores, ao contrário do que o (Im)Pertinente parece julgar, são tudo menos isso.

Pedro Costa disse...

Excelente comentário, Sr Afonso Portugal. Também diria que a colonização americana, como todas as mudanças, teve resultados positivos e negativos, exagerados por vezes. Mas que hoje não haverá pressão sobre outras culturas como pretendem os que nos colonizam nos dias de hoje

Afonso de Portugal disse...

Muito obrigado, Sr. Pedro Costa. Concordo plenamente com o seu acrescento.

Tal como Roma, não obstante os seus excessos condenáveis como, por exemplo, a chacina de 30 mil civis lusitanos desarmados por ordem do Pretor Sérvio Sulpício Galba, acabou por civilizar os povos que conquistou, para o melhor e para o pior, também a colonização americana teve aspectos positivos e negativos.

Infelizmente, até mesmo a História que é ensinada nas nossas(?) universidades tem, cada vez mais, um viés anti-ocidental escandaloso. Nós temos de ser sempre os vilões da História, de tal forma que nem sequer temos direito a preservar a nossa própria civilização, considerada a fonte de todos os males do mundo.

Depois ainda há quem fique muito admirado com a ascensão da “pavorosa extrema-direita”, como se, face à inacção (e, por vezes, até cumplicidade) dos partidos tradicionais para com a ameaça crescente, os povos ocidentais devessem simplesmente deixar-se destruir sem reacção. Acho isto de uma arrogância e de uma condescendência extraordinárias, para não dizer uma traição sem precedentes.

Receio que venhamos a sofrer muito no futuro. À medida que as economias europeias forem abrandando, as clivagens étnicas e culturais só poderão acentuar-se.

Anónimo disse...

É a lei da natureza, a lei do mais forte.............