Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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01/02/2026
Há nativismos bons e nativismos maus? (1)
E se, de repente, os tetranetos de Gerómimo, Touro Sentado, Cochise, Cavalo Louco et alia federassem Apaches, Sioux, Navajos, Cherokees, Comanches e as restantes nações índias e expulsassem os imigrantes europeus desde a chegada dos Peregrinos no Mayflower?
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4 comentários:
Mais falácias vindas de uma pessoa - o (Im)Pertinente - com inteligência e formação para fazer muito melhor do que isto.
Primeiro: ninguém quer expulsar todos os imigrantes dos EUA, apenas os ilegais.
Segundo: querer invocar injustiças do passado para justificar as injustiças do presente é, implicitamente, reconhecer que a situação actual é injusta. E, ainda pior do que isso, é querer legitimar a situação actual com o passado, imputando aos europeus do presente a responsabilidade por crimes ocorridos muito antes de eles terem nascido. Ainda a civilização ocidental dava os primeiros passos e este princípio já era considerado iníquo: os filhos nunca devem pagar pelos pecados dos pais.
Terceiro: para expulsar quem quer que seja, é preciso ter poder e meios para isso. Os índios norte-americanos não têm. Mas não é por eles não terem que nós devemos baixar os braços e abdicar do que é nosso.
Pelo contrário, aquilo que eu e as pessoas como eu queremos é prevenir que nos aconteça o mesmo que aconteceu aos índios norte-americanos. E é precisamente esta parte que o (Im)Pertinente e as pessoas como ele não parecem querer entender. Se a imigração para a Europa e para os EUA continuar a processar-se ao ritmo actual, chegará o dia em que os imigrantes ultrapassarão os nativos em número. E, nesse dia, senão até antes, passará a ser extremamente difícil aos nativos não apenas preservar a sua cultura e modo de vida como até reivindicar direitos políticos.
Mais ainda, é bem possível que até a nossa propriedade privada esteja em risco, algo que devia ser muito caro aos liberais. Eu relembro que houve recentemente uma funcionária da administração do recém-eleito Mayor de Nova Iorque, o comuna Mamdani, que disse que “ter casas é uma arma da supremacia branca”… e o Mamdani não se distanciou destes comentários, muito menos demitiu a criatura!
https://www.nytimes.com/2026/01/06/nyregion/cea-weaver-mamdani-tweets.html
https://www.pbs.org/newshour/nation/nyc-mayor-zohran-mamdani-defends-tenant-official-after-backlash-over-white-supremacy-posts
Por cá, temos cada vez mais figuras como a Joacine Katar-Moreira, o Mamadou Ba e a Eva Cruzeiro, a reivindicar “direitos”, exclusividades e “reparações”. O discurso revisionista e RACISTA deles continua a penetrar no imaginário colectivo dos imigrantes e não é preciso ser um génio para prever o que vai acontecer quando estas comunidades atingirem números significativos.
Não, (Im)Pertinente, tenha santa paciência, mas essa conversa do “nativismo” é para parvos. Para gente sem o mínimo de conhecimento da História e sem respeito por si própria. Os seus leitores, ao contrário do que o (Im)Pertinente parece julgar, são tudo menos isso.
Excelente comentário, Sr Afonso Portugal. Também diria que a colonização americana, como todas as mudanças, teve resultados positivos e negativos, exagerados por vezes. Mas que hoje não haverá pressão sobre outras culturas como pretendem os que nos colonizam nos dias de hoje
Muito obrigado, Sr. Pedro Costa. Concordo plenamente com o seu acrescento.
Tal como Roma, não obstante os seus excessos condenáveis como, por exemplo, a chacina de 30 mil civis lusitanos desarmados por ordem do Pretor Sérvio Sulpício Galba, acabou por civilizar os povos que conquistou, para o melhor e para o pior, também a colonização americana teve aspectos positivos e negativos.
Infelizmente, até mesmo a História que é ensinada nas nossas(?) universidades tem, cada vez mais, um viés anti-ocidental escandaloso. Nós temos de ser sempre os vilões da História, de tal forma que nem sequer temos direito a preservar a nossa própria civilização, considerada a fonte de todos os males do mundo.
Depois ainda há quem fique muito admirado com a ascensão da “pavorosa extrema-direita”, como se, face à inacção (e, por vezes, até cumplicidade) dos partidos tradicionais para com a ameaça crescente, os povos ocidentais devessem simplesmente deixar-se destruir sem reacção. Acho isto de uma arrogância e de uma condescendência extraordinárias, para não dizer uma traição sem precedentes.
Receio que venhamos a sofrer muito no futuro. À medida que as economias europeias forem abrandando, as clivagens étnicas e culturais só poderão acentuar-se.
É a lei da natureza, a lei do mais forte.............
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