PRIMEIRO COMENTÁRIO
As «Duas sugestões» têm subjacente a confusão sobre os conceitos relacionados com o tratamento dos riscos: mitigação, evitação, transferência e financiamento – ver “ A Risk Management Standard”. Neste caso, não podendo evitar-se, os riscos poderão ser mitigados (enterrar os cabos eléctricos, melhorar o sistema de drenagem de águas pluviais, limitar a construção nas linhas de água, poda e abate de árvores, etc.), poderão ser transferidos (para seguradoras que por sua vez as transferirão para os mercados internacionais de resseguro) ou financiados (ver abaixo o Consorcio de Compensación de Seguros espanhol).
Bibliografia (um exemplo entre dezenas, no que respeita à gestão de riscos a nível estatal, e entre milhares no que respeita à gestão de riscos empresariais): “Diretrizes de Gestão dos Riscos de Catástrofes” da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
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Em Espanha (e não, não é na Suíça) existe uma estrutura de resposta a catástrofes através do Sistema Nacional de Proteção Civil, que inclui planos específicos para vários riscos como sismos e tempestades.
A resposta é estruturada da seguinte forma:
- Plano Nacional de Redução do Risco de Desastres: Reforçado recentemente para antecipar ameaças derivadas das alterações climáticas e coordenar a resposta estatal.
- Planos de Riscos Especiais: Existem diretrizes nacionais específicas (Planos Especiais) para gerir riscos como sismos, inundações, maremotos e incêndios florestais.
- Hierarquia de Resposta:
- Territorial: As comunidades autónomas e municípios têm os seus próprios planos para emergências locais.
- Nacional: O Estado intervém quando a emergência é declarada de "interesse nacional", coordenando todos os recursos públicos.
- Unidade Militar de Emergências (UME): Uma força militar especializada criada especificamente para intervir rapidamente em catástrofes naturais graves em todo o território espanhol.
Em Portugal temos o peditório nacional e estamos há décadas a chutar a bola para a frente à espera criar uma solução semelhante limitada ao risco sísmico.
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«Nunca em Portugal Continental tinha havido ventos superiores a 150 km/hora.»
Segundo a página “Extremos climatológicos Portugal” do IPMA, em 13-10-2018 foi registada na Figueira da Foz uma rajada de vento de 176,4 km/h.
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SEGUNDO COMENTÁRIO
«O que interessa é sempre o valor da dívida em percentagem do PIB».
Infelizmente há muitas outras coisas que interessam.
Na véspera do resgate pela troika em 2011, a dívida pública do Estado Português era cerca de 163 mil (equivalente a 208 milhões de euros a preços actuais) e 94,0% do PIB. Catorze anos depois, no final de 2025, a dívida pública era de 274 mil milhões (mais 66 mil milhões do que em 2011 a preços actuais) e 89,7% do PIB (menos 4,3 pontos percentuais), rácio que era o sexto mais elevado da UE, posição do ranking onde o crescimento da produtividade se deveria situar para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro e podemos financiar um Fundo de Catástrofes e não apenas um Fundo Sísmico.
Na véspera do resgate pela troika em 2011, a dívida pública do Estado Português era cerca de 163 mil (equivalente a 208 milhões de euros a preços actuais) e 94,0% do PIB. Catorze anos depois, no final de 2025, a dívida pública era de 274 mil milhões (mais 66 mil milhões do que em 2011 a preços actuais) e 89,7% do PIB (menos 4,3 pontos percentuais), rácio que era o sexto mais elevado da UE, posição do ranking onde o crescimento da produtividade se deveria situar para garantir que continuaremos a comprar popós no futuro e podemos financiar um Fundo de Catástrofes e não apenas um Fundo Sísmico.
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MORAL DA ESTÓRIA
Precisamos de persistência para resolver os problemas que têm solução, de paciência para conviver com os que não têm e inteligência para distinguir uns dos outros (Ditado chinês) .
Precisamos também de conhecimento para evitarmos o recurso aos palpites e bitaites, uma patologia que no Portugal dos Pequeninos infecta desde analfabetos até doutorados.
MORAL DA ESTÓRIA
Precisamos de persistência para resolver os problemas que têm solução, de paciência para conviver com os que não têm e inteligência para distinguir uns dos outros (Ditado chinês) .
Precisamos também de conhecimento para evitarmos o recurso aos palpites e bitaites, uma patologia que no Portugal dos Pequeninos infecta desde analfabetos até doutorados.
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