Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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13/11/2024

DIÁRIO DE BORDO: Clowning for a cause (4) - Desta vez uma causa justa - desancar a estupidez

Já por diversas vezes zurzi o que baptizei de humor de causas, um humor praticado frequentemente por Ricardo Araújo Pereira, em que o humor tem pouca graça e está ao serviço de uma agenda mal disfarçada.

Desta vez a paródia «Bem unidos façamos ó-ó» não só tem graça como desanca a estupidez de um exemplo bovino de wokeism de algumas universidades americanas para proteger do impacto trumpista as tenras meninges dos patetas que lá estão inscritos. Desta vez, RAP tem graça e não disfarça a agenda - é uma causa justa e por isso lhe relevo o humor de causas.

«Em 1957, nove alunos negros inscreveram-se na escola secundária de Little Rock, no Arkansas. Eram, como é evidente, menores de idade. O governador do Estado não aceitou o fim da segregação racial nas escolas e impediu a entrada dos estudantes. Por isso, o Presidente dos Estados Unidos mandou a tropa. Protegidos pelos militares, os nove alunos negros, que ficaram conhecidos pelos Little Rock Nine, entraram na escola, embora sob insultos e agressões dos segregacionistas. Melba Pattillo Beals, que pertencia a esse grupo, relatou a experiência no seu livro “Warriors Don’t Cry” (“Os Guerreiros Não Choram”). O primeiro capítulo começa assim: “Em 1957, enquanto a maioria das raparigas adolescentes ouvia ‘Peggy Sue’ de Buddy Holly, (...) eu estava a escapar da corda de enforcamento de um grupo de linchadores, a desviar-me de barras de dinamite acesas e a lavar ácido corrosivo que me tinham atirado para os olhos.”

No dia 9 de Outubro de 2012, Malala Yousafzai decidiu ir à escola, no Paquistão. Era, como é evidente, menor de idade. Os líderes do movimento talibã, que tinham decretado o fim da educação feminina, decidiram, por unanimidade, matá-la. Por isso, nesse dia, depois de sair da escola, no caminho de regresso a casa, Malala levou um tiro na cabeça.

No dia 6 de Novembro de 2024, alguns estudantes universitários decidiram não ir à escola. Eram, como é evidente, adultos. Algumas universidades, como Harvard e a universidade da Pensilvânia, cancelaram aulas, para que os alunos pudessem lidar emocionalmente com a vitória eleitoral de Donald Trump, no dia anterior. Na Universidade de Georgetown foi disponibilizada aos alunos da McCourt School of Public Policy uma “Self-Care Suite”, ou seja, uma sala de autocuidado, que oferecia actividades como brincar com Legos, pintar livros de colorir com lápis de cera e comer bolachinhas com leite.

As pessoas que lutam contra a opressão sempre me repeliram. Lutar aleija. Requer sacrifícios, o que é desagradável. Quando quem luta é um menor de idade que se comporta como um adulto, a minha vergonha é maior, porque sempre fui um adulto que se comporta como um menor de idade. É, por isso, um alívio verificar que, finalmente, vivo num mundo à minha medida. Percebo que vêm aí tempos difíceis e já me pus numa posição de luta — também conhecida como posição fetal. Vou buscar o meu ursinho e preparar-me para quatro anos de intenso combate.»

28/10/2024

Ser de esquerda é... (29) - ... é não aprender nada com o passado

«O socialismo do futuro é a vida boa e o seu tempo é agora, o futuro é já, é o caminho que vamos percorrer para disputar tudo.»

Disse no sábado passado a Dr.ª Mortágua, filha do bombista Sr. Mortágua, na V Conferência Nacional do Bloco de Esquerda no Porto.

Percebe-se que a Dr.ª Mortágua não tenha sentido necessidade de explicar aos devotos que a escutavam (que devem ter um catecismo) a diferença entre o socialismo do futuro e o do passado que arruinou todos os países que o adoptaram, foi a causa da opressão e miséria dos seus povos (por exemplo na própria Rússia) e fez milhões de mortos em seu nome. A  Dr.ª Mortágua deve essa explicação aos não devotos.

Outros "Ser de esquerda é..."

28/09/2024

Ser de esquerda é... (28) - ... é praticar a mentira de causas e, já agora, o humor de causas

A estória resumida é a seguinte (a estória completa está contada aqui pela deputada municipal Margarida Bentes Penedo): o executivo da câmara de Lisboa presidida pelo Dr. Medina abriu em 2016 um concurso para a colocação de painéis digitais publicitários cujo júri aprovou a proposta da JC Decaux, incluindo as localizações dos painéis que agora foram contestadas pelo Berloque de Esquerda. Por razões administrativas o contrato só foi assinado pelo actual executivo depois de aprovado em Setembro de 2022 por quase todos os vereadores, incluindo os do Berloque de Esquerda, cujas deputadas municipais Dr.ª Escaja e Dr.ª Teixeira na assembleia municipal do dia 17 acusaram o Eng. Moedas de mentir ao dizer a verdade sobre quem tinha decidido e aprovado as localizações.

Foi o suficiente para o agitprop esquerdalho iniciar o processo habitual propagando os seus factos alternativos pelos trombones dos jornalistas amigos que produziram umas dezenas de peças até que um artigo do Público repôs a verdade. Um dos trombones foi o humorista de causas Ricardo Araújo Pereira no domingo passado no seu programa da SIC, onde, além de reproduzir a mentira, já depois do referido artigo do Público, fez o seu número habitual de imitação da voz de falsete do Eng. Moedas.

Esta gente não tem emenda e sempre que lhes dá jeito mentem pelas suas "boas causas".

Outros "Ser de esquerda é..."

10/07/2024

CASE STUDY: Outro exemplo de humorismo de causas de Ricardo Araújo Pereira

Na Revista do Expresso de 5 de Julho, o humorista Ricardo Araújo Pereira (RAP) escreveu numa peça sobre o debate Biden-Trump com o título «Um candidato que esteja vivo, se faz favor», o seguinte:

Apesar de esperar quase tudo dos disparates e do chorrilho habitual de meias mentiras e mentiras completas de Donald Trump, duvidei de que, mesmo ele, pudesse ter produzido a frase sublinhada. Não tive pachorra para ver o vídeo de mais de uma hora e meia do debate entre um velhote severamente diminuído e um velhote totalmente destituído de escrúpulos, fiz algumas pesquisas e não encontrei em fontes credíveis qualquer citação daquela frase. Encontrei-a apenas num post do X citado numa lista de memes publicados a pretexto do debate, obviamente parodiando-o.   

Ainda assim, resolvi perguntar ao ChatGPT que respondeu com alguma inteligência (artificial):

«The claim that Donald Trump stated "there are ten billion Guatemalans attacking the Lincoln Memorial right now" during the June 27, 2024, debate with Joe Biden on CNN does not appear to be accurate. Comprehensive reviews and fact-checks of the debate by sources such as FactCheck.org, PolitiFact, and Poynter did not report any instance of Trump making this statement.

Fact-checking sources covered a wide range of claims made during the debate, but there was no mention of such a quote from Trump regarding an exaggerated number of Guatemalans or an attack on the Lincoln Memorial​ (FactCheck.org)​​ (PolitiFact)​​ (PolitiFact)​​ (Poynter)​.

It is important to rely on verified sources and official transcripts for accurate information regarding statements made during public debates.»

Se, como tudo indica, Donald Trump não disse o que lhe foi atribuído, RAP praticou outra vez uma espécie de humor de causas, desta vez citando factos inexistentes, que na melhor hipótese não se deu ao trabalho de verificar e na pior os citou apesar de saber não serem verdadeiros, partilhando a mesma falta de profissionalismo ou de isenção, respectivamente, habitual no jornalismo de causas e assim desperdiçando o seu inegável talento.

25/05/2024

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Temos de preservar a liberdade de ouvir o que os idiotas têm para dizer

«É uma das características mais úteis da liberdade de expressão: não protege apenas o direito de um idiota falar, protege também o nosso direito de o ouvir. Um deputado que é impedido de exprimir as suas ideias abjectas não deixa de ter ideias abjectas, tal como a cozinha com a luz apagada não deixa de ter baratas — nós é que deixamos de as ver.»
Ricardo Araújo Pereira, é um comediante talentoso - provavelmente o mais talentoso do Portugal dos Pequeninos desta época - que se deixa tentar frequentemente pelo facilitismo do humor de causas, um humor preguiçoso que tem sempre um público garantido. Por isso, não é muito frequente concordar como agora com o que ele diz, ou escreve neste caso.

Não é uma concordância absoluta é relativa. A minha concordância é com não devermos impedir a expressão de ideias que achamos idiotas, ideias que podem ser expressas por idiotas ou não, admitindo que os idiotas possam expressar ideias que não sejam idiotas (sim, é difícil, eu sei). É uma boa explicação para o nosso escrúpulo de censurar as caixas de comentários do (Im)pertinências.

30/01/2022

DIÁRIO DE BORDO: Clowning for a cause (3)

Uma continuação daqui

Durante a campanha eleitoral Ricardo Araújo Pereira a propósito e também a despropósito fez humor com algum gosto e também com mau gosto e verrina, hostilizando e ridicularizando os visados, o que fez com quase toda a gente. Em contraste, foi notória a suavidade com que tratou o pessoal do BE e especialmente visível a simpatia com que acolheu os comunistas.

"Isto é gozar com quem trabalha", foi assim uma espécie de tempo de antena suplementar do PCP, a pretexto de inocentes piadas que eram mais oportunidades para o convidado brilhar.

05/08/2021

CASE STUDY: A coragem da desistência ou o culto dos desgraçadinhos e os portugueses na vanguarda

A propósito da decisão da ginasta Simone Biles - a melhor do mundo, diz-se -  não competir em várias provas, alegando que estava a enfrentar problemas mentais, uma comovente onda de solidariedade percorreu os mídia nacionais e internacionais e, ao que parece, as redes sociais (não tenho a certeza porque não consumo o produto) enaltecendo frequentemente a «coragem de uma desistência».

É claro para mim que, não havendo nada a censurar à mocinha por ter sucumbido ao peso da responsabilidade e à enorme expectativa dos fãs, também não haveria nada a exaltar. Afinal trata-se de uma atleta profissional de alta competição em dedicação exclusiva que deveria estar preparada para enfrentar estas situações. Mostrou que não estava e, no seu pleníssimo direito, desistiu, mas daí a legiões de jornalistas de causas várias e patetas de várias outras profissões se curvaram perante o feito, ou melhor perante o não feito, vai uma grande distância.

O assunto não justificaria gastar tinta com ele, não fora o facto da unanimidade à volta da exaltação da desistência ser em si mesmo muito revelador das mudanças ideológicas e culturais introduzidas pelos movimentos politicamente correctos, da identidade de género, etc., em suma pelo chamado marxismo cultural que contamina uma boa parte da intelectualidade (mais uma batalha que a direita está a perder na guerra das ideias). A unanimidade foi tão evidente que as únicas vozes dissonantes que encontrei foram, et pour cause, de dois humoristas (José Diogo Quintela e Tiago Dores).

E, já que estou com a mão na massa, sempre acrescento que um fenómeno induzido por essas mudanças é a crescente feminização das sociedades, feminização caracterizada pela prevalência do estereotipo feminino (sim isso existe, como existem os cromossomas sexuais X e XY), o que, como mostra o modelo 5-D de Geert Hofstede (amplamente citado neste blogue) inclui a simpatia pelo desafortunado, a valorização do underdog e o ciúme pelo sucesso. É nesta matéria das sociedade femininas que podemos dizer com toda a propriedade que os portugueses estão desde há muito no topo do mundo entre os países mais femininos (ver em especial este post).

17/05/2021

Ricardo Araújo Pereira passou cum laude o teste do algodão

A minha dúvida foi esclarecida. RAP não reincidiu no humor de causas e não repetiu com o Sr. Vieira o número venerador e respeitoso que costuma fazer com o Sr. Jerónimo Sousa. O próximo passo para obter o grau de humorista sem causas é aplicar a mesma receita ao Sr. Jerónimo.

Comentando os comentários, sim é certo que uma criatura que pretende fazer humor «não tem que ser isento nem imparcial» e poderá fazer o que bem lhe der na real gana. Tem é de sujeitar-se a que outras criaturas o considerem funcionário de um partido, sacerdote de um credo ou propagandista e não humorista. 

Sim, e também é verdade que qualquer cientista pode resolver ser um Lysenko e ser considerado apenas um funcionário do PCUS e que o seu Lysenkoismo seja classificado como charlatanice e não como ciência.

16/05/2021

Teste do algodão: usará Ricardo Araújo Pereira com Luís Filipe Vieira o mesmo humor que usou com os palhaços que o precederam na comissão de inquérito do Novo Banco?

Em episódios anteriores do Isto é Gozar com Quem Trabalha, Ricardo Araújo Pereira ridicularizou, e bem, vários cromos que foram ouvidos na comissão de inquérito do Novo Banco. 

O Sr. Luis Filipe Vieira que foi o último a ser ouvido deu um espectáculo ainda mais deprimente dos que os seus antecessores, pela arrogância e a mentira descarada.

 

Sabendo-se que tem duas paixões, o PCP e o Benfica, RAP tem agora uma oportunidade de mostrar isenção e independência e não reincidir no humor de causas repetindo com o Sr. Vieira o número venerador e respeitoso que costuma fazer com o Sr. Jerónimo Sousa,

02/10/2020

Se non è vero, è ben trovato

I have tested positive. The experts say it is the most positive test they have ever seen. It was so positive they couldn't even believe it. They had to do another test to be sure. They said no one has tested this positive ever. They were quite frankly amazed! #TrumpHasCovid

08/04/2020

DIÁRIO DE BORDO: Clowning for a cause (2) - Isto é gozar com quem vê o programa

Depois de ver a entrevista de Ricardo Araujo Pereira no «Isto é gozar com quem trabalha» a Cotrim de Figueiredo, pensei escrever sobre o exercício de irremediável imbecilidade de um comediante que, sendo inteligente, na circunstância pareceu um apparatchik obediente a fazer perguntas extraídas da cassete do PCP. A intenção ficou esquecida até ler este post de Helena Matos e recordar o que escrevi há quase cinco anos totalmente aplicável a esta entrevista.

Ao longo dos tempos, inventariámos no (Im)pertinências várias áreas de causas: o jornalismo de causas, as estatísticas de causas, a ciência de causas, a justiça de causas e a tradução de causas. Todas estas áreas partilhando das características identificadas pelo falecido Armando Baptista-Bastos a respeito do «jornalismo de indignação» que ele praticava e exaltava, jornalismo em que «não há factos. Os factos correspondem à visão do mediador, do repórter». Num certo sentido B-B foi um percursor de Kellyanne Conway, consultora de Trump, e dos seus «alternative facts» - les bons esprits se rencontrent.

Concluí então, e confirmo agora, que deveríamos acrescentar mais uma área de causas na actividade humana: o humor de causas, em que o humor não tem graça e está ao serviço de uma agenda mal disfarçada. Se o jornalismo praticado por muitos jornalistas é jornalismo de causas, o humor de RAP no seu pior, como agora, é um paradigma do humor de causas.

E que causas? Certamente não por coincidência, há algumas semanas no seu actual programa, RAP acolheu numa entrevista Jerónimo de Sousa, como então há cinco anos tinha acolhido, outra vez com visível ternura e respeitinho, tentando disfarçar sem sucesso a falta de independência em relação aos temas e a atitude servil face ao entrevistado. Isto é gozar com quem vê o programa.

14/05/2016

Bons exemplos (109) - «Jovem Conservador de Direita»

Confesso ter sabido apenas ontem da existência deste «Jovem Conservador de Direita» através da sua entrevista à Visão, onde entre outras coisas notáveis nos confessa que os seus «planos de chegar à liderança do PSD passam por ele (Passos Coelho) se queimar politicamente como tem vindo a fazer, e bem. A ideia é ele, com as suas trapalhadas, criar um tremendo mal-estar dentro do PSD, que vai facilitar a minha ascensão a líder e consequente anexação do CDS. Os grandes líderes emergem do caos. Vai ser o meu caso, graças ao Dr. Passos Coelho e ao caos que ele está a criar.»

É tempo de a direita, sobretudo da direita que se assume liberal (nos tempos que correm não há esquerda liberal), assumir o humor de causas quase confinado a uma esquerda politicamente correcta que se pretende moderna mas na verdade é tão paleolítica como o marxismo-leninismo.

19/09/2015

DIÁRIO DE BORDO: Clowning for a cause

Aqui no (Im)pertinências já estudámos várias áreas de causas: o jornalismo de causas, as estatísticas de causas, a ciência de causas, a justiça de causas e até, pasme-se, a tradução de causas. Todas estas áreas partilham de características genialmente identificadas pelo jornalista e escritor Armando Baptista-Bastos a respeito do jornalismo de causas.

Para B-B o jornalismo de causas é «sobretudo o porta-voz daqueles que não têm voz». É o jornalismo em que «não há factos. Os factos correspondem à visão do mediador, do repórter». É o «jornalismo de indignação». Mutatis mutandis, isto aplica-se às restantes áreas de causas, cuja ideia central é a relatividade da verdade que depende sempre da bondade da causa.

Um exemplo clássico da ciência de causas é a genética de causas desenvolvida por Trofim Denisovich Lysenko que Estaline tornou ciência oficial até que, caído Lysenko em desgraça, a sua teoria da influência ambiental na hereditariedade das plantas foi banida em 1948.

Concluí agora que devemos acrescentar mais uma área de causas na actividade humana: o humor de causas. Para simplificar, se o jornalismo praticado por B-B é um paradigma do jornalismo de causas, o humor dos Gato Fedorento – os rapazes que trabalham na publicidade da PT e entregaram as suas economias ao GES – é um paradigma do humor de causas.

Ocorreu-me isso quando li que tinham dado um acolhimento muito ternurento ao tio Jerónimo do PCP no tempo de antena de que dispõem na TVI, em contraponto - usando as palavras Luís Osório no jornal SOL - ao «efeito Ricardo Araújo Pereira em prime time é (que) uma demolidora ameaça. Os Gato Fedorento chegam a milhões de pessoas e têm um alvo a abater: Passos Coelho. O principal e mais popular humorista português é uma faca aguçada que influenciará mais do que todos os editoriais, comentários de especialistas ou primeiras páginas de jornais. Não é um pormenor.»

A clarividente explicação de Luís Osório não é um pormenor e sugere-me que, se o jornalismo de causa não precisa de factos, o humor de causas não precisa de humor. Há um alvo a abater.