Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
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Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/07/2018

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (145)

Outras avarias da geringonça.

Esta semana tivemos uma reedição da comédia de Tancos com o ministro das forças desarmadas - dispensado do serviço militar por ter o pé chato (OK, é uma boutade) -, a confessar não fazer a menor ideia se ainda há ou não há material desaparecido de Tancos ainda por recuperar como o ministério público parece ter concluído.

E tivemos também novas comédias, como a contratação da empresa de um dos amigos de Costa, que já tinha feito a campanha das eleições legislativas, a fazer agora a campanha de sensibilização para limpeza das matas. Com tantos amigos destes, bem podia Costa substituir os concursos públicos pela sua lista de amigos. De notar também o tique situacionista, fazendo lembrar o Estado Novo, de nomear a Sr.ª Costa para madrinha do navio NRP Sines acabado de construir nos estaleiros de Viana do Castelo. Ou o desvio de meio milhão de euros dos donativos para a reconstrução das habitações destruídas pelos incêndios em Pedrógão usados em casas não prioritárias - quem sabe se os seus proprietários não estariam numa qualquer das muitas listas de amigos.

22/07/2018

No castrismo, uma variedade do comunismo tropical, é mais fácil morrer do que ser enterrado

«Os cubanos tiveram nove dias a fazer o luto de Fidel Castro, morto em Novembro de 2016. Depois de um funeral de Estado, os soldados levaram as suas cinzas de Havana a Santiago, refazendo a rota do exército revolucionário que ele liderou. Quando alguém menos importante morre, os agentes funerários têm que se apressar. Apenas duas casas funerárias têm refrigeração, e isso é reservado para estrangeiros e VIP. Por causa do calor escaldante de Cuba, a maioria das pessoas tem que ser enterrada em 24 horas. Os nove crematórios de Cuba lidam com um décimo das 99 mil pessoas que morrem a cada ano.

Os funerais, como a educação e a saúde, são gratuitos no estado socialista (embora a cremação seja paga). Os cubanos pagam de outras maneiras. Os caixões, feitos pela empresa florestal estatal, são frágeis. Os funcionários funerários têm carregá-los com extremo cuidado, para que não desfaçam. Os funcionários públicos conseguem melhores caixões; as crianças são enterradas em caixões brancos. Com flores em falta, os enlutados fazem coroas com galhos e folhas.
»

Cuba’s funerals: cheap and especially uncheerful, The Economist

CAMINHO PARA A SERVIDÃO: Tentando aplicar a morte assistida ao "privado"

«Mas sei que assim não podemos continuar porque esgotado o dinheiro e com Bruxelas a apertar os cordões da bolsa, o foguetório vai deslocar-se das reposições na função pública para os safanões ao sector privado. Aliás se repararmos, cada vez mais o modo imperativo só se usa em Portugal em duas circunstâncias: em primeiro lugar, para numa retórica de profecia iluminista nos garantir que todas as causas já anunciadas e por anunciar pela esquerda irão ser passadas à prática, logo qualquer forma de oposição a esse futuro inscrito na História é uma pura perda de tempo. Em segundo, para espalhar a boa nova da última iniciativa legislativa que visa regular, controlar e disciplinar o sector privado.

(...)

O que não é Estado é cada vez mais visto como uma anomalia. Um desvio. Uma malformação que há que corrigir e controlar, na impossibilidade de erradicar como prova a recente legislação sobre alojamento local.»

Quantos votos vale um senhorio?, Helena Matos no Observador

Em Portugal, onde, após séculos de segregação de uma cultura colectivista e de aversão ao risco, o Estado é o alfa e ómega da vida dos cidadãos. Por isso, em Portugal as instituições privadas, empresas ou outras, são no máximo toleradas em áreas onde o Estado definitivamente não proporciona bens ou serviços. É como que a inversão enviesada do princípio da subsidiariedade: «o privado», assim é designada a excrescência fora do mausoléu estatal, só deve ser «autorizado» a intervir se o Estado não estiver para aí voltado.

aqui concluí, a propósito do arrendamento, que a geringonça tem a visão que Ronald Reagan caracterizou com ironia: «If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it.»

21/07/2018

SERVIÇO PÚBLICO: As consequências do comportamento «crescentemente errático» de Juncker

Em retrospectiva: há dois anos a revista alemã Spiegel caracterizava o comportamento do presidente da Comissão Europeia Juncker como «crescentemente errático» e deixava implícito que tal se poderia dever ao «seu consumo de álcool» - abertamente admitido nos bastidores de Bruxelas e na imprensa inglesa.

O último episódio público de comportamento errático (registado em vídeo pela Associated Press) tornou evidente o grau de alcoolemia.

Hoje Jean Quatremer, um jornalista um profundo conhecedor do ambiente à huis-clos em que se move a eurocracia, escreveu no Spectator um artigo (Jean-Claude drunker) sobre o tema que vai para além da alcoolemia e foca as consequências de se ter no governo da UE uma criatura incapaz de governar. Aqui vai um excerto:

«Os vídeos sugeriram um homem manifestamente gravemente doente, incapaz de se mover sozinho. Em outras palavras, levanta a questão de sua capacidade de governar. Não é por acaso que ele se tornou totalmente dependente de Martin Selmayr, o seu ambicioso secretário geral e antigo chefe de gabinete (e arquitecto da sua ascensão ao topo da UE). Não é por acaso que Juncker violou as regras da função pública europeia para nomear Selmayr responsável pelo aparelho administrativo de 33 mil funcionários.

Juncker até ameaçou demitir-se se o Parlamento Europeu exigisse a demissão do seu protegido numa jogada sem precedentes para um político. A degradação de Juncker, combinada com o poder do Selmayr sugere uma solução original em que o Presidente se transforma num fantoche. Afastamos a cortina encharcada de gin e podemos ver que a influência real é exercida por Selmayr, um eurocrata não eleito que não presta contas a ninguém.»

Costa, o bombeiro incendiário


«Portugal oferece homens e aviões para ajudar a combater fogos na Suécia»

Quem mais tem a experiência de 110 mortos e mais de meio milhão de hectares ardidos num só ano, de longe o recorde absoluto em mortos e área ardida num só ano na Europa?

20/07/2018

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (83) - O Estado Sucial com tiques de Estado Novo

«Navio NRP Sines, encomendado em 2014, vai ser baptizado em Viana do Castelo pela mulher do primeiro-ministro. Aguiar Branco, que fez encomenda, não foi convidado.»

Lembram-se dos tempos em que as consortes dos dignitários situacionistas era madrinhas dos barcos do Estado Novo? Mudam-se os tempos, mas não se mudam os costumes. Ainda assim, se me for permitida uma sugestão, parecer-me-ia mais conforme convidarem para madrinha a «eterna namorada» do presidente dos Afectos que actualmente já está liberta do seu cargo na administração do BES.

SERVIÇO PÚBLICO: Natureza do regime? Uma democracia corporativa

«A razão da sobrevivência é a natureza do regime – uma democracia corporativa, por oposição a uma democracia liberal. A sociedade portuguesa está organizada por corporações (quem não pertence a uma corporação é um autêntico pária). As corporações concorrem entre si pela alocação dos recursos do Estado (sempre em nome do interesse nacional, claro). Os partidos são um dos veículos – em muitos casos, o principal deles – pelos quais as corporações ganham ou perdem posições relativas na distribuição dos recursos do Estado. Simplesmente, não há sociedade civil alternativa ao mundo das corporações (consequentemente, ao mundo dos partidos). Possivelmente, nunca houve. Logo, o regime tem por base as únicas forças vivas do mundo português – as corporações. A estagnação económica e o alheamento eleitoral são perfeitamente sustentáveis durante muito, muito tempo, enquanto as corporações assim entenderem.»

Democracia corporativa, Nuno Garoupa no Público

19/07/2018

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Ainda bem que não fizemos a revolução

«Estou do lado dos bons ou dos maus? Os fascistas eram os maus, a ditadura, a opressão, a guerra colonial. Os outros eram os que queriam libertar o povo e fazer a revolução. Eu queria a revolução. Para mim não havia dúvidas, era um mundo a preto e branco. Seria mais difícil tomar posição se fosse agora. E corria os riscos que fossem necessários para ir para o lado da revolução. Era a minha luta, ia travá-la. Ainda bem que não fizemos a revolução, porque éramos completamente doidos e só faríamos disparates. 

(...)

No país, perdeu um bocado o sentido ser de esquerda ou ser de direita. Acho que se calhar tem mais sentido ser honesto, defender interesses de transparência e de integridade que às vezes não têm a ver com ser de esquerda ou ser de direita. Há gente de esquerda que não tem princípios de integridade e transparência e há gente de direita que tem.»

Maria José Morgado em entrevista ao Público

Dúvida (229) - Qual a fiabilidade das sondagens amigas da Eurosondagem? (III)

Outras dúvidas: (I) e (II)

A resposta simples a esta dúvida é nenhuma ou, vá lá, muito pouca.


Comparem-se os resultados da sondagem da semana passada da Eurosondagem com os da sondagem de três semanas antes da Aximage (fonte Negócios), os primeiros publicado no semanário de reverência numa peça com o título estilo amanhãs que cantam «PS a três pontos da maioria absoluta» e os segundos numa outra peça com o título «Sondagem: PS está mais longe da maioria absoluta». Perguntareis: qual das sondagens devemos considerar com mais fiabilidade? Ora, como dizia o outro que também beneficiou das sondagens, é só fazer as contas. E ver o histórico das sondagens, acrescentaria eu.

18/07/2018

DIÁRIO DE BORDO: E o Assange? E o Bill? (2)

Continuação daqui.

«O caso de Lewinsky revela um homem sem escrúpulos. Ali está o homem mais poderoso do mundo a tentar sacar uma estagiária. Contudo, podemos argumentar que o sexo entre os dois foi consensual. O mesmo não se passa com as mulheres que, antes de Lewinsky, foram assediadas e violadas por Clinton. Os casos chegaram a tribunal. Hoje em dia, em plena era de MeToo, muitos homens estão a ser julgados na praça pública muitas vezes só porque alguém fez um tweet. No caso de Bill Clinton, estamos a falar de acusações concretas que se transformaram em dossiês de tribunal. Perante isto, porque é que as feministas se calam perante os abusos sofridos por Juanita Broaddrick, Paula Jones, Kathleen Willey, as vítimas de Clinton?

Esta é uma traição com décadas. Nos anos 90, quando estalou o escândalo, as feministas descredibilizaram as vítimas de Clinton. Entre um Presidente de esquerda e as vítimas desse Presidente, as feministas escolheram o primeiro. Se tivessem sido abusadas por um Bush ou por um pastor, Broaddrick, Jones e Willey teriam sido elevadas à condição de mártires. Mas, como foram abusadas por um santo da esquerda (Clinton), foram criticadas pelas próprias feministas. Essa traição continuou até hoje. Razão? Qualquer invocação das mulheres abusadas por Bill seria uma arma contra a carreira política de Hillary.»

Quando é que o feminismo MeToo desenterra as vítimas de Bill Clinton?, Henrique Raposo no Expresso Diário

CASE STUDY: Trumpologia (35) - Até para o Donaldo é demasiado, outra vez

Mais trumpologia.

Numa conferência de imprensa conjunta com Putin, Donald Trump perante a pergunta de um jornalista da AP «Em quem acredita?», no que respeita à interferência da Rússia nas eleições americanas, mete a língua na boca do czar Vladimir, sucumbindo eventualmente à chantagem de quem lhe conhece os podres, e diz «Eu tenho o presidente Putin a dizer que não foi a Rússia. Eu digo isto: não vejo por que razão seria... Eu confio nos dois lados».

Mais tarde, no Twitter, seu meio favorito de comunicação e com a sua táctica habitual, veio garantir que tem uma «GRANDE confiança» nos seus serviços de informação.

É difícil fazer pior ou, se quiserem, é difícil fazer melhor para desacreditar a democracia americana.

17/07/2018

Dúvidas (227) - Estarão os deputados capturados pelo PC?

PC refere-se ao Politicamente Correcto e não ao Partido Comunista e este post, que é reformulação de um outro de há dois anos, vem a propósito da votação a semana passada pelo parlamento da reapreciação da «lei de identidade de género» vetada em Maio pelo PR e agora «aprovada com a introdução de um relatório médico não patologizante para menores de 18 anos», nas palavras de uma das deputadas promotoras.

Em benefício das mentes ainda não iluminadas pelo PC, esclareça-se que a identidade de género não é a regressão do género Homo para o género Australopithecus afarensis, por exemplo; é apenas conceder aos maiores de dezasseis anos o direito a alterar no registo civil o «género», o nome e a fotografia do requerente de acordo com a sua «vivência interna e individual do género… e que inclui a vivência pessoal do corpo», segundo a formulação berloquista.

Ou seja, o João, um pimpolho com 16 anos, que segundo a lei ainda não atingiu a maioridade, poderá levantar-se um belo dia de manhã, vestir a lingerie, a saia e a blusa da mãe, passar pelo consultório do médico amigo do pai para obter o relatório não patologizante e ir ao registo civil requerer a mudança para o «género» feminino mudando o nome para Joana. Se, mais tarde, se mudar a sua «vivência interna e individual do género… e que inclui a vivência pessoal do corpo», vestirá as cuecas, as calças e a camisa do pai e voltará ao registo civil para mudar para o «género» masculino e chamar-se de novo João.

O João à saída do registo civil com o novo «género»
É claro que, sem esta lei, nada impediria o João, ou a Joana, de atingindo a maioridade alterar o seu registo civil sem necessidade de representação e, por isso, faria muito mais sentido antecipar a maioridade para os 16 anos já que, se uma criatura tem maturidade para decidir mudar de «género», terá maturidade para assumir plenamente os seus direitos e responsabilidades – ter não tem, mas isso é outra questão. Por isso, esta lei é apenas mais uma bandeira pour épater le bourgeois ou, dito de outra maneira, só não é um insulto à inteligência porque os parolos que se deixam fascinar por estas iniciativas devem pouco à inteligência.

O dilema de um berloquista

Sábado passado, um par de pessoas do sexo masculino pertencente à minoria LGBTQQIAAP, que se beijava na boca no Alma Shopping em Coimbra, foi brutalmente agredido aos gritos de «paneleiros» por membros de uma relação poliamorosa da minoria Roma, a que os agredidos chamaram «família de ciganos» (fonte).

Imagino o sofrimento de um berloquista ou de outro membro da seita do marxismo cultural ou do politicamente correcto, que julgo comparável ao dilema de um conservacionista militante ao ver um Lince da serra da Malcata (Lynx pardinus) a comer um Rato-do-campo-de-rabo-curto (Microtus lusitanicu).

16/07/2018

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (7)

Outros portugueses no topo do mundo.

«Escusado será dizer que como em quase tudo que acontece em quase todo o lado, há sempre um toquezinho português. Seja porque o Paços de Ferreira veio festejar a conquista do filho da terra Griezmann (o seu avô, português, de nome Amaro Lopes, foi jogador do clube na década de 50), seja porque a empresa responsável pelo autocarro em que os jogadores franceses vão hoje desfilar em Paris é de um português, claro está.»

Expresso Curto desta manhã

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (144)

Outras avarias da geringonça.

Começando pelo estado da união de facto da ménage a trois (a que se adiciona o PAN como criada de servir), a geringonça lá vai aguentando porque é mais o medo de perderem o poder para a direita que os une do que as diferenças programáticas que os dividem. Multiplicam-se os esclarecimentos, avisos, as exigências, as ameaças, os votos piedosos, as declarações de fé, mas tudo isso é nevoeiro informativo num jogo de posições em que cada um tenta condicionar os outros. A geringonça será desfeita se Costa tiver a (pouco provável) maioria absoluta ou, não a tendo, se for substituída por um zingarelho do tipo bloco central ressuscitado - espécie de jangada para dois náufragos. É claro que a prazo a geringonça ou o zingarelho serão desfeitos por um possível quarto resgate.

15/07/2018

ACREDITE SE QUISER: O comportamento «crescentemente errático» de Juncker... é da ciática?

Não! Segundo um amigo me confidenciou, o diagnóstico de um médico amigo de ambos é que a maleita de Jean-Claude não é ciática. É gota!

Títulos inspirados (79) - Uma curta lista de apanhados ao acaso


Ele amordaçou-me com um preservativo”.

«FIFA aconselha canais de televisão a evitar filmar mulheres “atraentes” nas bancadas»

«Juncker agradece ajuda de Costa em “crise dolorosa de ciática”»

«Noura já não vai morrer por ter esfaqueado o marido, mas ainda tem de lutar pela liberdade»

SERVIÇO PÚBLICO: O comportamento «crescentemente errático» de Juncker... é da ciática

Recordando: há dois anos a revista alemã Spiegel caracterizava o comportamento do presidente da Comissão Europeia Juncker como «crescentemente errático», apontava o dedo à incapacidade de Juncker ler os relatórios, ouvir os assessores e conter a verborreia e deixava implícito que tal se pode dever ao «seu consumo de álcool» - abertamente admitido nos bastidores de Bruxelas e na imprensa inglesa.

O último episódio público de comportamento errático (registado em vídeo pela Associated Press) foi antes do jantar da cimeira da NATO com o Jean-Claude a cambalear e aos beijinhos a quem se agarrava para não cair aparentemente com uma elevada taxa de alcoolemia (diz-se que ele começa a beber ao pequeno-almoço), amparado por várias luminárias, incluindo o "nosso" Costa, sempre prestativo. A explicação da CE foi uma crise de ciática.

14/07/2018

Pro memoria (381) - A reversão para as 35 horas não iria custar nada (II)


Recordando, dois anos atrás Subir Lall, chefe de missão do FMI, exprimiu aquela dúvida cartesiana que qualquer mente com um QI superior a 70 tem ao ouvir as tretas do par Costa-Centeno:
«Se todo o trabalho que era feito em 40 horas pode agora ser feito em 35 horas, isso pode sugerir um certo nível de sobredimensionamento em algumas partes do sector público.»
Dois anos depois, a maioria dos portugueses perante a evidência do caos da administração pública, em particular do SNS, parece ainda não percebido.

Faltou a Subir Lall acrescentar que com a reversão das 40 horas para as 35 horas os utentes da vaca marsupial pública pretenderiam manter um certo nível de sobredimensionamento de onde o resultado final seria e será a engorda da vaca, o que dá muito jeito à geringonça que assim aumentará a sua freguesia eleitoral.

Dúvidas (226) - Sim, também pergunto: Sánchez é mais do que Costa?

Factos
  • Obama cobrou 500 mil euros por hora e meia no Porto para perorar sobre o clima e posar para fotos com uns socialites de província, entre as quais não se encontrava Costa, nem nenhum membro do governo;
  • A ausência de políticos foi explicada pela boa imprensa como uma das condições da visita;
  • Porém, nas suas deslocações anteriores, Obama esteve com imensos políticos e no mesmo dia em que esteve no Porto encontrou-se em Madrid com Pedro Sánchez.
Dúvidas

Pergunta muito oportunamente Sérgio Barreto Costa no Blasfémias e eu com ele:

«Afinal de contas, o que é que Pedro Sánchez é mais do que o nosso primeiro-ministro para ter direito a um encontro privado com o antigo Presidente americano? Uma vez que ganharam ambos o mesmo número de eleições legislativas, só pode ser má vontade