Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

11/05/2026

Crónica da passagem de um governo (49a)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS»

Dados do SNS citados pelo Expresso mostram a continuação da degradação do SNS que é cada vez mais da responsabilidade do Governo da AD. Ainda assim, não faz sentido branquear as enormes responsabilidades da governação socialista nessa degradação por via da gestão ideológica da Dr. ª Marta Temido. Mais 20 mil médicos e 53 mil enfermeiros e muito mais horas extraordinárias não foram suficientes para compensar a reversão para 35 horas e a incompetência de gestão que o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares sacode com grande desvergonha ao descartar-se: «as causas são todas responsabilidade do governo». Um dos hospitais que mais se degradou foi o Hospital de Loures, em tempos uma PPP bem-sucedida.

O Dr. Centeno pode ter saído do governo e do BdP mas o narcisismo sonso não saiu dele

Como explicar que a «ideia que está a amadurecer» do seu livro de memórias tenha sido com imensa antecedência e muito desvelo revelada pelo semanário de reverência não em uma, mas em duas peças, uma no caderno principal e outra no caderno de economia (este, uma espécie de resumo, sem link)? Aguardo ansiosamente as suas memórias na esperança de que nos revelem o desdobramento de personalidade que permitiu ao Dr. Centeno, ministro, nomear o Dr. Centeno governador.

(Quase) Todos os políticos são mentirosos, mas há uns mais mentirosos do que outros

Em Novembro de 2023, o Dr. Costa demitiu-se jurando que o seu amigo Dr. Lacerda Machado (ler aqui uma breve resenha sobre essa amizade) nunca lhe tinha falado sobre o projeto Start Campus. Não é verdade que se apanha mais depressa um mentiroso do que um coxo porque a verdade levou três anos para emergir das escutas divulgadas pela TVI e CNN Portugal que revelam o Dr. Costa a dizer ao seu melhor amigo e padrinho de casamento, na véspera de Natal de 2022: «Já sei que foste lá dar boas notícias ao Vítor.» 

O óbvio ululante. Eu diria mesmo mais

No seu relatório sobre Portugal, o FMI aconselha a reversão das «isenções do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares específicas para jovens que aumentam os custos fiscais e introduzem distorções, sem evidência clara de eficácia na contenção da emigração juvenil» e «não são sujeitas a critérios de rendimentos, ao mesmo tempo que impulsionam a procura e contribuem para agravar os desequilíbrios». (fonte) Já o tinha dito várias vezes nestas crónicas.

O novo MAI mostra a sua costela socialista

O Dr. Luís Neves não se tem cansado de atribuir o desgoverno das polícias e a incompetência das respectivas chefias à falta de efectivos, que deve ser um dos poucos problemas que as polícias portuguesas não têm (no caso de dúvida, cfr. a série de posts Vivemos num estado policial?)

As rotundas do governo

Um dos expediente dos autarcas para mostrar obra feita é construírem rotundas inúteis em cruzamentos em que a esmagadora maioria do tráfego é num único sentido, rotundas que são muito mais visíveis e muitíssimo mais baratas do que reparar os quilómetros de estrada em mau estado que por elas atravessam. À falta de rotundas, o Dr. Miguel Pinto Luz anunciou o «início do serviço fluvial em junho entre o Seixal e o Barreiro» ao fim de semana, iniciativa que é coisa para servir prá aí uma dúzia de pessoas.

Na ausência do PCP, o Chega assusta o patronato?

Pelo menos foi o que o JE escreveu: «foi a proposta do Chega de reduzir a idade de reforma em troca de um acordo no Código do Trabalho que assustou a CIP» e levou a ceder «em toda a linha à UGT»

Por que não resistem os governos ao show-off?

O governo PS-D/CD-S não resistiu e o ministro das Finanças já confirmou que vai “melhorar e calibrar” as medidas do governo PS em 2022, nessa altura classificadas como demagógicas pelo Dr. Montenegro, para tributar os “lucros extraordinários das petrolíferas. Bem pode o Dr. Pardal “melhorar e calibrar” os 5 milhões de euros de 2023, ou seja, 10% da receita que o governo do Dr. Costa previa.

Boa Nova. O exército já pode comprar as lagartas de um tanque Leopard

Talvez na esperança de facturar pelo menos os 5 milhões de euros, o governo autorizou o Exército a gastar até 2,2 milhões de euros para comprar viaturas especiais, o que é menos de um décimo do custo de um tanque Leopard 2A8.

(Continua)

10/05/2026

Dúvida (365) - Um bicho que se parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, pode ser um ornitorrinco?

Ceci n'est pas un canard
Distraidamente, não comentei as reacções à derrota eleitoral do Fidesz de pessoas geralmente tidas como conservadoras que se reclamam democratas (alguns até se dizem liberais), concluindo que essa derrota demonstraria que, afinal, Viktor Orbán era um democrata e a Hungria uma democracia plena.
 
Nunca pensei que a Hungria governada pelo Fidesz já fosse uma ditadura - era mais uma democracia avariada. Porém, isso não era por causa de Viktor Orbán e do Fidesz; era, apesar deles, que tudo fizeram para se perpetuarem no poder, como aqui se exemplificou, e disso extraírem vantagens.

Concluir que Viktor Orbán era um democrata e a Hungria uma democracia plena é parecido com concluir que as acções erráticas de Donald Trump escondem uma estratégia coerente que escapa aos não iniciados ou, para dar um exemplo doméstico, é parecido com concluir que a defesa da redução da idade da reforma pelo Dr. Ventura não é um oportunismo irrealista de um demagogo e antes resulta de uma estratégia sofisticadíssima para encostar ao PSD à parede promovendo as ideias do PS e assim chegar à maioria. 

Como explicar que pessoas inteligentes e cultas conseguem imaginar que um bicho que se parece com um pato, nada como um pato, grasna como um pato, acasala com patas, não é um pato, é um mamífero que põe ovos? Não me ocorre explicação melhor do que a de Leor Zmigrod no seu The Ideological Brain.

09/05/2026

Zugzwänge para Vladimir (continuação)

Continuação daqui

...  a invasão da Ucrânia a que chamou pudicamente "operação especial", que era para durar uma semana e já vai, se não estou enganado, em 218 semanas...

«Russia's internal expectations for the war were remarkably short. Documents found inside Russian tanks described how the "special military operation" would conclude in just ten days. Ukraine also captured "flagship" tanks — the kind used in parades — along with military parade uniforms, suggesting that Russia expected to stage a victory parade in Kyiv after a swift campaign. Wikipedia

The broader picture painted by the evidence is even more striking. After the invasion began, Ukrainian and Western analysts assessed that Putin seemed to have believed Russian forces would be capable of seizing Kyiv within days, leading to the conclusion that "taking Kyiv in three days" had been the original goal. This narrative was reinforced by statements from Aleksandr Lukashenko and Margarita Simonyan, editor-in-chief of Russian state broadcaster RT. The Security Service of Ukraine also released a video showing a captured Russian soldier claiming his unit had been sent into Ukraine with food supplies for only three days. Wikipedia

Russia's invasion plan involved defeating Ukraine within ten days and capturing or killing its government, followed by "mopping up" operations, establishing filtration camps, setting up occupation regimes, and eventually annexing territory. Wikipedia

Three days after the invasion began, the Russian state news agency RIA Novosti mistakenly published a pre-written article called "Russia's Coming and the New World," prepared in anticipation of a quick Russian victory, which announced that "Ukraine had returned to Russia." Wikipedia

Of course, none of this came to pass. By April 2022, the invasion's initial goal of a rapid victory via decapitation had failed, with Ukraine pushing back the northern arm of the invasion and preventing the capture of Kyiv. The war has now dragged on for over three years, becoming the largest conflict in Europe since World War II. Wikipedia»

Resposta do Claude Sonnet 4.6. da Anthropic à pergunta «When Russia invaded Ukraine, what was the Russian government's prediction for the duration of the so-called "special operation"?»

08/05/2026

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Zugzwänge para os compadres Vladimir e Donald

Secção Tiros nos pés

Já várias vezes evoquei (aqui, acolá e acoli, por exemplo) o Zugzwang, do alemão zug (jogada) e zwang (compulsão), que é a situação no xadrez em que, em consequência das jogadas anteriores, um jogador é obrigado a fazer a jogada seguinte da qual sairá em pior situação.

Volto a fazê-lo desta vez para caracterizar a situação em que se colocaram no tabuleiro internacional os compadres Vladimir Putin e Donald Trump, o primeiro com a invasão da Ucrânia a que chamou pudicamente "operação especial", que era para durar uma semana e já vai, se não estou enganado, em 218 semanas, e o segundo com o Great and Beautiful Bombardment (GBB) dos aiotolás, que era para durar o que Bibi achasse necessário, e já vai em 6 semanas e vários anúncios de Total and Complete Victory

Quanto a Vladimir Putin, as coisas vão de mal a pior e, segundo um ex-alto funcionário do governo russo, enfrenta uma situação de perfeito Zugzwang, situação que, com os mesmos critérios, tomo a liberdade de atribuir a Donald Trump e, já agora, ao seu ajudante, o secretário de Estado da Guerra, Pete Hegseth.

É assim que, não sem algum Schadenfreude, concedo o máximo de cinco Zugzwänge (plural de Zugzwang) ao primeiro e quatro ao segundo (o quinto poderá ser atribuído em breve). A Pete Hegseth não atribuo nenhum - é apenas um secretário.

07/05/2026

The '"Total and Complete Victory"' achieved through a Great and Beautiful Bombardment seems more like half a defeat (3)

Sequel of (1), (2)

«By the United States military’s estimation, about 1,550 marine vessels—oil tankers, bulk carriers, container ships, and more—are idling in the Persian Gulf right now. With the Strait of Hormuz effectively blockaded, their crews, many of them uninvolved in the ongoing war with Iran, are slowly using up supplies as they await safe passage through the mine-filled waterway. Donald Trump announced on Sunday that the U.S. would rescue these “victims of circumstance” by guiding them out of the war zone in an as-yet-unspecified way. On Monday, though, Iran’s military rejected the plan, warning that American military forces would be attacked if they approached the strait.

Both sides fired shots yesterday, although the U.S. claims that the cease-fire remains in place. The fact that Iran’s leaders are apparently willing to risk violating the delicate monthlong truce emphasizes just how fiercely they want to protect their hold over the strait. The past 65 days of war have badly punished Iran: Its leaders are dead, its navy and air force have been depleted, and its economy and infrastructure have been decimated. “If we leave right now,” Trump said last week, “it would take them 20 years to rebuild.” But amid the destruction, the country has also found new forms of leverage. Iran had not previously exercised this degree of control over the Strait of Hormuz, and before the war, the country could not have been confident that it would be able to do so. Even in its diminished state, the Iranian military has managed to deter enemy ships and outmaneuver anti-air systems, maintaining that grip on the strait while costing the U.S. billions.

After the U.S. and Israel began their military action, the Iranian government said it would attack any ship that tried to sail through the strait, and began deploying mines as deterrents. Before the war, more than 130 ships passed through each day; yesterday, that number was down to three. The ships that do cross now mostly do so under the strict supervision of Iran’s Islamic Revolutionary Guard Corps, which reportedly has been demanding tolls in cryptocurrency and Chinese yuan, and rerouting traffic away from Oman, toward Iran-controlled waters.

Iranian dominance over the strait may well be the new norm. On Sunday, Iran’s Deputy Speaker of Parliament Ali Nikzad was emphatic that the country “will not back down” from its position on the strait, “and it will not return to its prewar conditions.” That’s because the country’s restrictions on the strait have succeeded on a strategic level, creating a global energy shock and unleashing economic devastation around the world—putting massive pressure on the U.S. and Israel to come to the bargaining table. Trump has demanded that Iran “Open the Fuckin’ Strait,” but as Iran’s threats yesterday made clear, we’re a long way off from the pre-February status quo. Even when Iranian leadership has offered to reopen the strait as part of potential peace deals, as it has over the past month, it has done so with the knowledge that Iran could always reassert control. That’s exactly what happened on April 17, when the country declared the strait open to all; the next day, Iran reimposed its restrictions on passing ships, effectively closing the waterway once again.

06/05/2026

Crónica da passagem de um governo (48b)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
(Continuação de 48a)

Lost in translation: “lucro” em politiquês-socialês significa o que restou dos subsídios

Se o problema fosse o lucro das 126 empresas do Estado ter caído 480 milhões para 11 milhões de euros, seria um problema simples. O problema complicado é que o “lucro” neste caso são as sobras de cerca de 3,5–4 mil milhões de euros em subsídios, indemnizações compensatórias e outras transferências para empresas públicas.

No meio do nevoeiro informativo, o Public Relations da CP conseguiu que a Lusa passasse para os jornais a “notícia” que fez o título no Avante da família Azevedo: «Lucro da CP mais do que duplica em 2025 para 4,8 milhões», esquecendo de informar que foi a sobra de cerca de 100 milhões de subsídios com diversos nomes pagos no ano passado.

Então não estamos a crescer mais do que a Óropa?

mais liberdade

O diagrama mostra o resultado do caminho para uma sociedade socialista em que os salários galopam e a produtividade coxeia. Já agora, para não embandeirarmos em arco, recordo que a progressão de 2020 para 2025 se deve ao crescimento das maiores economias ter sido mais afectado pelas consequências da invasão da Ucrânia.

Canários na mina de carvão

Multiplicam-se os sinais de que pode estar a chegar ao fim o tempo das vacas voadoras do Dr. Costa: no primeiro trimestre as exportações de bens desceram 6,4% e as importações aumentaram 2,6%; a taxa de inflação homóloga aumentou 3,4% em Abril e o PIB não cresceu no primeiro trimestre.

O Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (petit nom PTRR), a bazuca do Dr. Montenegro, foi desenhada pelo Dr. Matias?

mais liberdade

Poderá parecer uma pergunta retórica, mas o PTRR não é um fundo autónomo, é uma manta de retalhos financiada por fundos nacionais, fundos europeus, empresas públicas, empresas privadas, PPP e concessões. Segundo o Diário de Notícias (não confirmei) dois terços dos 22,6 mil milhões de euros previstos para torrar até 2034 estavam previstos no orçamento há 6 meses, e os números do diagrama mostram que cerca de um quarto é para fazer a recuperação das infraestruturas e serviços afectados pelas tempestades, o que inevitavelmente teria de ser feito com ou sem PTRR.

Operação Marquês - uma justiça de opereta numa república dos bananas

Já o escrevi em tempos: 300 (trezentos) juízes, 50 (cinquenta) recursos, uma queixa ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, vários crimes já prescritos, um processo com mais de 62 mil (sessenta e duas mil) páginas, incluindo as 6 mil (seis mil) páginas do despacho do Juiz Rosa, em mais de 200 (duzentos) volumes, o equivalente a um décimo dos julgamentos de Nuremberga (de 20/11/1945 a 1/10/1946) onde foram julgados 23 dirigentes nazis.

Actualizo agora com a prescrição dos crimes de corrupção activa relativos ao empreendimento de Vale do Lobo de que beneficiaram a semana passada dois dos arguidos e, salvo qualquer imprevisto não previsto, beneficiarão em Junho o Animal Feroz e o seu compadre Dr. Vara.

05/05/2026

Crónica da passagem de um governo (48a)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
A unanimidade na UGT significa o quê? É o centralismo democrático?

Os 90 (noventa) membros do secretariado da UGT aprovaram por unanimidade a rejeição das propostas de alteração da legislação laboral do governo. A UGT (controlada pelo PS) e a CGTP (controlada pelo PC) representam em conjunto cerca de 7% dos trabalhadores do sector privado e uma percentagem muito superior dos funcionários públicos que não são afectados pelas reformas em discussão por terem emprego vitalício, um seguro de saúde público e uma pensão garantida pela CGA.

Precariedade” é o efeito secundário do emprego vitalício

A UGT opõe-se mais tenazmente ao aumento da flexibilidade do emprego, cuja rigidez é o factor principal que explica a preferência das empresas pelos contratos a prazo que afectam quatro em cada dez trabalhadores jovens, sendo Portugal o quarto país da UE com mais contratos a prazo.

Enquanto esperamos que o Portugal dos Pequeninos tenha «todas as condições para se tornar um líder mundial na IA», por que não…

… dar corda aos sapatos e concluir o estudo aprovado pela Resolução de Conselho de Ministros de 7 de março de 2025 para a criação das cinco PPP para gerir os hospitais de Braga, Loures, Vila Franca de Xira, Amadora-Sintra e Almada e nos cerca de 170 centros de saúde nessas áreas.

Para «abrir caminho para uma sociedade socialista» o Dr. Montenegro e o Dr. Ventura pretendem igualar o salário mínimo ao salário médio

O Dr. Montenegro e o Dr. Ventura, ultrapassaram pela esquerda o Dr. Carneiro e querem antecipar o salário mínimo de € 1.000 já em 2027 e o Dr. Ventura, mostrando os seus pergaminhos socialistas, propõe aumentá-lo para € 1.150 até 2029. Numa economia em que 96% das empresas representando 36% do VAB tinham menos de 10 trabalhadores, o impacto destes aumentos com uma produtividade estagnada poderá inviabilizar muitas delas.

O caminho para o socialismo da pobreza relativa


Enquanto o salário mínimo e o salário médio galopam desde 2015 a produtividade coxeia atrás deles.

Nas mãos do Dr. Montenegro, a bazuca do Dr. Costa continua entupida

Quase um terço dos 22 mil milhões do PRR poderão não ser usados se os projectos não forem aprovados até 31 de Agosto. Segundo o presidente da Comissão de Acompanhamento da torrefacção, os «tempos de resposta aos pedidos de pagamento do PRR estão a aumentar em vez de diminuir». Pelo resultado de várias décadas a torrar dinheiro da Óropa, não é de esperar que se perca grande coisa, porém, dava jeito a circular por aí.

O Estado sucial é um caloteiro

Governado pelo PS ou pelo PSD, há várias coisas imutáveis no Estado sucial e uma delas é que é um Estado caloteiro que paga mal a todos os prestadores de serviços, como neste caso o INEM que pagou aos bombeiros no último dia do prazo. É apenas uma gota de água no oceano das dívidas a fornecedores, cujo prazo médio de pagamento é superior a 70 dias e no caso do SNS vai até aos 204 dias na ARS Norte.

Take Another Plan. Quem cabritos vende e cabras não tem…

Enquanto decorre o plano de privatização, perdão, o desejo de vender 49,9% a um benfeitor, a TAP vai-se desfazendo das suas pratas, que no caso são mais sucata do que prata. Comprou por 11,7 milhões 51% da empresa de catering há um ano, está agora a tentar vendê-la por 9,6 milhões.

(Continua)