Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

14/11/2018

CASE STUDY: Um imenso Portugal (47) - De como um militar democrata se converte ao fascismo

[Outros imensos Portugais]

Fernando Azevedo e Silva é um general que havia sido nomeado pelos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff para vários cargos. Era, pois, um militar democrata.

Não mais. Acabou de ser nomeado ministro da Defesa pelo presidente eleito Jair Messias Bolsonaro. Passou, pois, a ser um militar fascista.

13/11/2018

CASE STUDY: Trumpologia (42) - Quanto mais o detractam, mais a freguesia eleitoral gosta do Donaldo

Mais trumpologia.

Trump agradece a obsessão do
jornalismo de causas e da esquerdalhada
«A razão principal para muitas pessoas gostaram de Trump não parece estar de todo relacionada com as suas qualidades ou com as suas políticas. A razão é, acima de tudo, o ódio aos democratas, uma pulsão que os cientistas políticos designam como "partidarismo negativo". Dificilmente alguém disse que gostava de Trump sem desde logo criticar os seus oponentes. Isso, mais do que o nacionalismo de Trump, o populismo ou a duplicidade do seu chauvinismo, são a essência do seu apelo divisionista. É isso que ele se esforça para amplificar. Foi por isso que Hillary Clinton, a besta negra favorita da direita, era seu oponente perfeito. "Eu acordo todos os dias e dou graças a Deus por ela não ser presidente", disse Beth, quando lhe perguntaram como Trump se está saindo.

É também por isso que os ataques ao governo por jornalistas liberais (entenda-se jornalistas de esquerda) são muito mais visíveis para os seus eleitores do que o que as provocações que Trump faz a esses jornalistas. Esses ataques confirmam que Trump tem os inimigos certos. Na raiz disto está um sentimento de ansiedade cultural e de ressentimento contra a América liberal (de novo, entenda-se América de esquerda), com os seus valores politicamente correctos e os seus comediantes sarcásticos, que o Presidente é apenas mais um republicano a explorar. (...) 

Uma sondagem em 2016 mostrou que os republicanos votaram em Trump apesar de terem dúvidas sobre seu carácter e as suas políticas. Os seus ratings sólidos entre os republicanos sugerem agora que, em matéria de lealdade política, que tende a ser emocional, essa dissonância não poderia manter-se. O carácter e as políticas de Trump são basicamente os mesmos, mas os republicanos têm agora menos dúvidas. É difícil imaginar algo que Trump faça para essas dúvidas voltarem.»

Excerto de «The Trump cult - Republican voters love the president for whom he hates», na Economist

12/11/2018

Crónica da avaria que a geringonça está a infligir ao País (161)

Outras avarias da geringonça e do país.

Já repararam no contraste entre uma parada militar empinocada, diria até megalómana, e a indigência de forças militares que não cumprem os compromissos com a Nato e, mais grave ainda, se deixam enredar em episódios trágico-cómicos como a palhaçada de Tancos?

Igualmente empinocada, e diria até megalómana, é a prestação mediática do novo secretário de Estado da Energia que se assume como o grande líder da transição energética, fala de Trump, um tema incontornável para qualquer imbecil, e evoca o seu antigo patrão Sócrates (fonte). Extasiado com a sua recém-adquirida importância perora também sobre os hospitais.

Para continuar com coisas empinocadas, cito o anúncio do governo na feira de vacuidades da Web Summit de 190 milhões de euros para PME portuguesas inovadoras, que se suspeita ser uma espécie de ressurreição dos 200 milhões de 2017 e/ou dos 400 milhões de 2016. Com feira de vacuidades não quero significar que a Web Summit é inútil. Não, ela é útil como evento turístico que atrai umas dezenas de milhar de estrangeiros que gastarão por cá o suficiente para pagar os 10 milhões do nosso dinheiro que o Tó paga ao Paddy. Quanto ao resto, cito Arlindo de Oliveira, presidente do IST, que nos diz que «as tecnologias e a inovação lá apresentadas são, na sua grande maioria, superficiais.»

11/11/2018

Para a corporação dos intermediários só devem existir os mídia em que a corporação tem o monopólio

... a internet nos proporciona a liberdade de expressão numa espécie de mercado onde concorrem as ideias (e as idiotices, claro) pela atenção dos consumidores de ideias e dos analistas de ideias, dos opinion dealers e toda a parafernália de intermediários sempre presentes em todos os mercados e que neste caso opinam sobre a opinião. Sem essa liberdade precisaríamos de uma comissão que decretaria a opinião oficial, a opinião oficiosa e as opiniões toleradas. Qual seria o resultado? Não precisamos imaginar, basta ver o que se passa na China, na Coreia do Norte, na Venezuela, em Cuba, na Rússia, etc.
Henrique Monteiro, uma alma tresmalhada da corporação dos intermediários, escreveu no mesmo sentido no Expresso deste fim de semana o artigo «A falácia das redes sociais como culpada dos males do mundo» que é uma ilha de lucidez no oceano de obscuridade dos escritos dos membros da corporação. Aqui vai ele integralmente.

CONDIÇÃO MASCULINA: O feminismo como machismo das mulheres


«Petiscos de coquetel - fatias finas de pepino enroladas ao redor de camarões grelhados e cogumelos assados ​​cobertos com pequenas porções de creme de queijo - predominam na inauguração da Mia, no centro da Cidade do México, um espaço de coworking exclusivo para mulheres. Dois DJs, um casal de jovens de Havana, abanam as cabeças em uníssono com as batidas electrónicas. Mas há mais do que diversão e comida no menu.

O novo espaço de trabalho fica no sexto andar de um prédio antigo clássico com vista para o majestoso Monumento a la Revolución, o monumento que comemora a Revolução do México. Os participantes do lançamento - há tantos homens quanto mulheres tomando champanhe rosa - estão a preparar a sua própria revolução.

A Cidade do México não tinha espaços de coworking exclusivos para mulheres há apenas quatro anos. Mia («minha» em espanhol), que abriu em Outubro, é um dos três desses espaços, dois dos quais lançados no ano passado. Esses espaços - Co-Madre e Spacioss são os outros - estão a tentar nivelar o campo de actuação para mulheres empreendedoras no México, criando comunidades e plataformas que os encorajam a ter sucesso. Juntos, os três espaços de coworking podem alojar 400 mulheres. O seu aparecimento coincide com uma mudança fundamental na capital de um país que faz parte de uma região conhecida por atitudes machistas e pela subjugação das mulheres.»

THE NEW MEXICAN REVOLUTION? WOMEN-ONLY WORKPLACES na OZY

10/11/2018

Mitos (283) - A violência política está a aumentar nos Estados Unidos? Não, não está

The Economist
Faz parte do anti-trumpismo (que é uma espécie de trumpismo contra Trump) atribuir ao Donaldo a responsabilidade pelo imaginado aumento da violência política.

Os violinos de Chopin da ministra socialista da Cóltura


Se fosse coisa de um secretário de Estado da Cultura sem cartão do PS seria um escândalo nacional a Sul, a Norte, a Este e a Oeste do Sado. Pois não é ignorância mais grave para a Cóltura desconhecer a Pátria do que ignorar para que instrumento musical um compositor polaco compôs?

[Lido no Blasfémias]

09/11/2018

ESTADO DE SÍTIO: O amiguismo como doutrina oficial do regime

«... Tomás Correia [que quase faliu o Montepio Geral, arguido em vários casos e com a sua gestão a ser investigada pelo MP e pelo BdP] foi capaz de constituir uma equipa que integra o inevitável padre Vítor Melícias (presidente da Assembleia Geral), uma administradora da confiança do actual Governo (a socialista Idália Serrão, que faz parte do Conselho Nacional do PS), e um Conselho Geral que percorre todas as capelinhas de acesso ao poder político: Maria de Belém Roseira, Luís Patrão (velho amigo de José Sócrates e Armando Vara e membro da Comissão Permanente do PS), o social-democrata José de Matos Correia, e até a comunista Maria das Dores Meira, presidente da Câmara de Setúbal.

Mas se esta equipa é constituída por políticos profissionais, que estão infelizmente habituados a circular em ambientes pouco arejados, a forma como Tomás Correia conseguiu, no mês de Novembro de 2018, com toda a gente já fartinha de saber o que foi o seu consulado à frente do Montepio, apresentar uma Comissão de Honra com tantas personalidades destacadas da sociedade portuguesa, é coisa para me encher de vergonha alheia. Olhem-me para esta lista: Manuela Ramalho Eanes, Rui Nabeiro, Vasco Lourenço, Francisco Moita Flores, José Eduardo Martins, Jorge Coelho, Edmundo Martinho (provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Carlos Zorrinho, Fernando Seara, aos quais convém adicionar aqueles que, segundo li no jornal i, estiveram na cerimónia de apresentação da candidatura: Camané, Cuca Roseta, Maria do Céu Guerra, Carlos Lopes, João Pedro Pais, Vitorino, Hélder Moutinho, António Manuel Ribeiro (UHF), António-Pedro Vasconcelos, os ex-presidentes do Sporting Godinho Lopes e Sousa Cintra, “entre outras figuras públicas”.»

O veneno do amiguismo nacional, João Miguel Tavares no Público

Lema impertinente:
Os cidadãos deste país não devem ter memória curta e deixar branquear as responsabilidades destas elites merdosas que nos têm desgovernado e pretendem ressuscitar purificadas das suas asneiras, incompetências e cobardias.

¿Por qué no te callas? (23) - Warum hältst du nicht die Klappe?

Cada tiro, cada melro
«Um dia depois de vincar que as suas palavras “não são como os iogurtes, que têm validade de 30 dias”, para reiterar a confiança política no secretário-geral do PSD, Rui Rio respondeu em alemão às novas perguntas dos jornalistas sobre o caso José Silvano. “Ich weiss nicht, was sie sagen” (não sei do que estão a falar, em português), disse Rio.)» (Fonte)

Perguntava-me eu aqui há tempos, o que se pode esperar de um líder que se apresenta como um campeão da ética e escolhe como seus lugares-tenentes um Barreiras Duarte, uma Elina Fraga e um Salvador Malheiro? Acrescento agora que se pode esperar escolher um José Silvano e dizer sandices de cada vez que abre a boca.

08/11/2018

A defesa dos centros de decisão nacional (26) - A Cimpor, do Brasil até Forças Armadas turcas

[Continuação de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11), (12), (13), (14), (15), (16), (17), (18), (19), (20), (21), (22), (23), (24) e (25)]

Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que passado algum tempo venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos surge pelo endividamento gigantesco de públicos e privados e pela consequente descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.

Em 2010 a Camargo Corrêa e a Votorantim compraram 32,9% e 21,2% da Cimpor, respectivamente, sabendo-se que uma delas iria lançar uma OPA mais tarde ou mais cedo para comprar as acções ainda nas mãos de accionistas portugueses cravejados de dívidas, como o país.

Dois anos depois, em 2012, a Camargo Corrêa lançou a OPA comprou 10,7% que Manuel Fino tinha pendurados na loja de penhores da Caixa, os 9,6% desta e os 10% do Fundo de pensões dos trabalhadores, tratados como se fossem do banco e mais umas quantas miudezas.

Em resposta à OPA da Camargo Correia, Pedro Queiroz Pereira representando os maiores accionistas da Cimpor propôs à Caixa e ao BCP comprar as acções da Cimpor detidas por estes dois bancos por troca com acções de uma holding a criar em que participariam a família Queiroz Pereira e aqueles dois bancos, a qual deteria as participações na Semapa e na Cimpor. Em alternativa, as acções da Cimpor poderiam ser pagas em dinheiro a 5,75 €. A proposta de PQP morreu na praia por oposição da Caixa e do BCP e, dado o endividamento da Carmargo Correia, ficaram criadas as condições para o passo seguinte - a venda da Cimpor.

Entretanto, o ano passado a Camargo Correia retira a Cimpor da bolsa e começa a procurar comprador para a InterCement que controlava 90% da Cimpor, para reduzir o seu pesadíssimo passivo.

Já encontrou e acaba de vender a Cimpor ao fundo de pensões das Forças Armadas turcas OYAK. É um desfecho condizente com o capitalismo português falido e pendurado no Estado Sucial através da Caixa e do BCP que durante os anos de Sócrates foi um apêndice da Caixa.

Dúvidas (239) - A Web Summit não era para promover startups, a inovação tecnológica e o empreendedorismo?

«Da igualdade de género à privacidade: 5 temas que marcaram o dia 1 da Web Summit» a saber:
  1. Igualdade de Género: “As mulheres são sobreviventes. Este é um problema social”
  2. Privacidade e Facebook: É preciso “manter as informações das pessoas em segurança”
  3. Criptomoedas: 25 dólares para cada participante da Web Summit
  4. Fake news: “Uma mentira percorre meio mundo antes de a verdade ter tempo de vestir as calças”
  5. Prémio Inovação Europeia: 1 milhão de euros para Atenas»

07/11/2018

CASE STUDY: Um imenso Portugal (46) - As justiças são todas iguais mas há umas mais iguais do que outras

[Outros imensos Portugais]

Um belo exemplo de duplicidade de critérios e da doutrina Somoza que a esquerdalhada tanto aprecia:

«É tão giro ver nos intelectuais da esquerda à direita, comentadores e  comunicação social, uma preocupação  obsessiva com a nomeação do Juiz Sérgio Moro para ministro da justiça brasileira, lalegando que põe em causa o princípio da separação de poderes. Bem, eu devo ser realmente muito ignorante por ver exactamente o oposto. Porque este medo não é normal num país cuja Ministra da Justiça veio do TCIAP e é juíza do Supremo Tribunal de Justiça. A pergunta é: que “confissão” deu Van Dunem ao aceitar o cargo no ministério ou isto passou ao lado destes comentadores? 

Não compreendo como é que um país, que além disto,  tem um PGR nomeado por governos, uma eleição de juízes por via electrónica, se acha com superioridade moral para opinar sobre outros países que, por muito que lhes custe admitir, estão a fazer melhor que nós na área da justiça. Ou já se esqueceram que no Brasil os corruptos já estão na cadeia a cumprir pena (e mais irão), os processos são céleres e nós, além de os ter todos soltos e a viver bem – alguns até já condenados –  não se prevê que sejam julgados ou presos tão cedo.  E mais: há o risco de “prescrição” de uns  e o habitual arquivamento por “falta de provas”, de outros.»

A confissão de Francisca Van Dunem segundo a “teoria do Daniel Oliveira”,  Cristina Miranda no Blasfémias

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (66) - Será Tancos o virar de página?

Outras preces

Já aqui me tinha perguntado porque está calado Marcelo, logo ele que nunca se cala e até responde a perguntas que ninguém lhe faz? Ora porque haveria de ser? Ficou com o rabo entalado em Tancos? É isso que insinua o nosso Maquiavel do Rato, que, como se vê, chega e sobeja para o maquiavelismo tagarela de Belém e não papa a vichyssoise, nem espera que Cristo desça à terra.

O silêncio numa criatura que produz torrentes de palavras significa imenso e, para que não restassem dúvidas, quando o quebrou acabou a confirmar o que o silêncio sugeriu, produzindo uma nota, em vez dos comentários do costume, onde garantiu que «nunca recebeu o director da PJM» e «não teve qualquer reunião bilateral». Nota que me pareceu equivalente àquelas garantias de Bill Clinton «fumei mas não inalei» e «nunca tive sexo com essa mulher» (nessa altura na doutrina jurídica americana o sexo implicava penetração e não incluía o felácio).

Aparentemente este episódio está a ser uma viragem de página no estatuto de intocável de Marcelo. Não por acaso, esta viragem de página tem também a mãozinha do especialista em viragens de páginas - António Costa, ele próprio, que diz estranhar que Marcelo «não se tem cansado de expressar publicamente a sua ansiedade» e coloca-se à disposição da comissão de inquérito, passando por cima do conselho do candidato a seu ministro adjunto Rui Rio.

Alguns sinais impensáveis até recentemente:
  • Rui Rio faz de Maquiavel de província e diz «até ver, eu não coloco isso no patamar do Presidente da República»; «até ver» é o grau possível de sofisticação maquiavélica do homem que tem a ambição de ser ajudante do Maquiavel do Rato;
  • O jornalista Martim Silva do semanário de reverência insinua que o episódio da recandidatura em função da Web Summit foi apenas uma manobra para desviar as atenções e lamenta ter ressuscitado «o Marcelo criador de factos políticos que de tanto fazer cenários por vezes parecer dar nós em si próprio»;
  • O jornalista Vítor Rainho regista que «não deixa de ser estranho ver o Presidente da República a desmentir a toda a hora que tenha tido algum encontro com o ex-diretor da PJM  [quando] as imagens televisivas são muito claras»;
  • O comentador João Lemos Esteves, que se confessa amigo de Marcelo, chama-lhe «co-primeiro-ministro», «guardião da geringonça», «absolvendo-se a ele próprio», «sabe mais do que diz que sabe», e classifica a declaração de Marcelo durante a parada proferida como «completamente estapafúrdia – e imprópria de um verdadeiro comandante supremo das forças armadas».
Se isto não é um virar de página (verdadeiro, ao contrário do fim da austeridade de Costa), parece.

06/11/2018

DIÁRIO DE BORDO: A esquerda estúpida (quase toda) é muito mais estúpida do que a direita estúpida

Para uma grande parte da esquerda actual, Le Pen, Trump, Bolsonaro, etc., são fascistas, não porque partilhem a doutrina de Hitler ou Mussolini, mas porque fascista é o maior insulto que essa esquerda consegue produzir.

Porquê o maior insulto? Porque o fascismo criou sistemas ditatoriais, opressivos e beligerantes que praticaram o genocídio, produziram dezenas de milhões de vítimas e perseguiram tenazmente a esquerda.

O comunismo criou sistemas ditatoriais, opressivos e beligerantes que praticaram o genocídio, produziram o dobro das vítimas do fascismo durante o triplo do tempo e perseguiram tenazmente todos os opositores de direita e de esquerda.

É por isso razoável esperar que comunista seja o maior insulto que a direita consegue produzir. No entanto, só um número negligenciável de pessoas muito estúpidas de direita rotularam Miterrand, Obama, Lula, etc., de comunistas.

Qed

CASE STUDY: Trumpologia (41) - Coisas que a narrativa esquerdóide sobre a trumpologia não permite compreender

Mais trumpologia.

«Trump Forces Big Pharma to Swallow a Bitter Pill 

The president has been tougher on drug companies than Barack Obama on an issue that animates voters of all political stripes.

(...) Trump’s drug politics, particularly around pricing and opioid abuse, remain attractive two years after his election. As Erickson stated, the Food and Drug Administration under Trump has approved more generic drugs than ever before, clearing a record 971 during fiscal year 2018.

The president also signed two bills in October designed to prevent “gag order” agreements prohibiting pharmacists from helping patients find lower-cost alternatives to the big-money brands. Those brands, in turn, argue that the billions it costs them to develop new pharmaceuticals should grant them a monopoly on those cures once they are brought to market. Since Trump announced a nearly 50-point blueprint to reduce drug costs in early May, there have been fewer brand-name-drug price hikes. An Associated Press investigation found that drug prices on average are still rising, but less dramatically than in the past.»

OZI

Se o Donaldo fez as grandes farmacêuticas engolir uma pílula amarga isso, muito provavelmente, não o livrará de ele próprio ter de engolir a pílula da derrota dos republicanos nas eleições intercalares, perdendo a maioria numa das câmaras, ou na duas.

05/11/2018

Crónica da avaria que a geringonça está a infligir ao País (160)

Outras avarias da geringonça e do país.

Para quem imagina que geringonça é um expediente inócuo para cumprir a ambição de Costa ser primeiro-ministro apesar de ter perdido as eleições, é melhor pensar outra vez. O custo para o país de cavalgar as políticas públicas socialistas erradas com as políticas absurdas de comunistas e bloquistas não se limita às parvoíces da «horrível catequese identitária», como lhes chamou Sérgio Sousa Pinto, um socialista antigo adepto das causas fracturantes que com a idade ganhou algum siso.

A redução das propinas das universidades, um osso que Costa deu ao BE para roer debaixo da mesa orçamental, é mais exemplo de uma bandeira esquerdista que beneficia as famílias com maiores rendimentos e não compensa as de baixos rendimentos para quem bolsas e alojamentos de baixo custo seriam preferíveis. Outro exemplo, ainda não consumado mas que pode por em risco a gestão privada dos cinco novos hospitais anunciados (mais uma vez) pelo governo, é o combate em nome de uma concepção soviética do Estado às Parcerias Público-Privadas hospitalares que uma vez mais se confirmaram ser a solução mais eficiente e, portanto, com mais qualidade e mais barata para os contribuintes, da gestão hospitalar: em cem hospitais os melhores são três PPP.