Há alguns meses que se discute a agregação, exigida pela CE (e pela lógica), de uma dúzia de subsídios numa coisa chamada PSU (Prestação Social Única), discussão que tem sido terreno para o combate entre a doutrina subsídio-dependente e a demagogia ignorante. Estão em causa, por exemplo, € 285 euros mensais do RSI e outras miudezas que quando agregadas custarão menos de 600 milhões por ano, o equivalente a um pouco mais do que as perdas que a Caixa registará com a falência do projecto La Seda, uma menina-dos-olhos do governo Sócrates que envolveu vários membros da grande Famiglia Socialista, incluindo o marido da Dr.ª Elisa Ferreira, várias vezes ministra, deputada pelo PS ao parlamento português e ao europeu e comissária europeia.
O ideal seria os imigrantes contribuírem para a economia portuguesa, mas na terra deles
De acordo com o Estudo do ICS-ULisboa (Expresso) a atitude dos portugueses face à imigração tornou-se menos negativa: dois terços dos inquiridos consideram que os imigrantes contribuem positivamente para a economia e só um quarto acreditam na tese do Dr. Ventura de que os imigrantes privam os portugueses dos serviços públicos, apesar de quase metade acreditarem nas outras teses do Dr. Ventura de que os imigrantes aumentam a criminalidade e fazem fracos os fortes portugueses.
Aumentar o salário mínimo só precisa de um decreto. Aumentar a produtividade é um pouco mais difícil
[Esperando que Confúcio estivesse certo e que uma imagem vale por mil palavras, em intenção das almas atreitas ao pensamento milagroso que acreditam que se aumenta a produtividade aumentando os salários ou que a riqueza se pode aumentar sem aumentar a produtividade ou que a produtividade se pode aumentar sem aumentar o desempenho dos trabalhadores]
O mistério das rendas muito altas e que não atraem os investidores
Deveria dar que pensar ao governo e às luminárias que desperdiçam o seu talento a imaginar soluções para o mercado de arrendamento habitacional, que a altura a que chegaram as rendas não seja suficiente para os investidores do build-to-rent sejam praticamente inexistentes em Portugal e noutros países preencham uma parte significativa da oferta (Alemanha, Suíça, Reino Unido, Áustria, Países Baixos e até a Espanha que actualmente tem 25 mil habitações operacionais e 30 mil em construção). Não será por acaso, nesses países o peso das habitações próprias é muito inferior e nenhum iluminado se lembrou de lançar o programa de crédito jovem com garantia pública.
Quem disse que os socialistas abominam o “privado”?
Multiplicam-se os ex-ministros socialistas que renegam a sua desconfiança, na melhor hipótese, ou repúdio, na mais frequente, pela iniciativa privada e optam por projectos profissionais e empresariais na área de onde foram ministros. Por exemplo, o Dr. Fernando Medina, o Dr. Duarte Cordeiro, o Dr. João Galamba, entre muitos outros que a revista Sábado inventariou.
Canários na mina de carvão. O dinheiro está a ficar mais caro
Desde o início do ataque aos aiatolas, que era para durar uns dias e já vai em 105 dias, o Euribor 6 m aumentou quase meio ponto percentual.
Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS» / «Em defesa do SNS, sempre» / «O SNS é um tesouro»
O Índice de Saúde Sustentável 2025/26 da NOVA-IMS e da biofarmacêutica AbbVie revela uma redução ligeira da actividade, invertendo a tendência de melhoria desde 2021 (fonte).
Se o SNS tem falhas não será por falta de dinheiro dos “utentes” cujos impostos pagam 87% da despesa do Estado com a saúde (os restantes 13% são financiados com outros impostos, como o IRC) e ainda suportam directamente 38% da despesa total em Saúde, providenciada pelo sector privado. A primeira percentagem é a mais elevada e a segunda percentagem é a terceira mais elevada da UE (fonte)
A acrescentar às razões que os portugueses já tinham para não confiar no SNS, o governo acrescentou-lhes várias e, entre elas, a nomeação de 7 em cada 10 dos presidentes de ULS próximos do PSD.
