Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

20/07/2018

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (83) - O Estado Sucial com tiques de Estado Novo

«Navio NRP Sines, encomendado em 2014, vai ser baptizado em Viana do Castelo pela mulher do primeiro-ministro. Aguiar Branco, que fez encomenda, não foi convidado.»

Lembram-se dos tempos em que as consortes dos dignitários situacionistas era madrinhas dos barcos do Estado Novo? Mudam-se os tempos, mas não se mudam os costumes. Ainda assim, se me for permitida uma sugestão, parecer-me-ia mais conforme convidarem para madrinha a «eterna namorada» do presidente dos Afectos que actualmente já está liberta do seu cargo na administração do BES.

SERVIÇO PÚBLICO: Natureza do regime? Uma democracia corporativa

«A razão da sobrevivência é a natureza do regime – uma democracia corporativa, por oposição a uma democracia liberal. A sociedade portuguesa está organizada por corporações (quem não pertence a uma corporação é um autêntico pária). As corporações concorrem entre si pela alocação dos recursos do Estado (sempre em nome do interesse nacional, claro). Os partidos são um dos veículos – em muitos casos, o principal deles – pelos quais as corporações ganham ou perdem posições relativas na distribuição dos recursos do Estado. Simplesmente, não há sociedade civil alternativa ao mundo das corporações (consequentemente, ao mundo dos partidos). Possivelmente, nunca houve. Logo, o regime tem por base as únicas forças vivas do mundo português – as corporações. A estagnação económica e o alheamento eleitoral são perfeitamente sustentáveis durante muito, muito tempo, enquanto as corporações assim entenderem.»

Democracia corporativa, Nuno Garoupa no Público

19/07/2018

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Ainda bem que não fizemos a revolução

«Estou do lado dos bons ou dos maus? Os fascistas eram os maus, a ditadura, a opressão, a guerra colonial. Os outros eram os que queriam libertar o povo e fazer a revolução. Eu queria a revolução. Para mim não havia dúvidas, era um mundo a preto e branco. Seria mais difícil tomar posição se fosse agora. E corria os riscos que fossem necessários para ir para o lado da revolução. Era a minha luta, ia travá-la. Ainda bem que não fizemos a revolução, porque éramos completamente doidos e só faríamos disparates. 

(...)

No país, perdeu um bocado o sentido ser de esquerda ou ser de direita. Acho que se calhar tem mais sentido ser honesto, defender interesses de transparência e de integridade que às vezes não têm a ver com ser de esquerda ou ser de direita. Há gente de esquerda que não tem princípios de integridade e transparência e há gente de direita que tem.»

Maria José Morgado em entrevista ao Público

Dúvida (229) - Qual a fiabilidade das sondagens amigas da Eurosondagem? (III)

Outras dúvidas: (I) e (II)

A resposta simples a esta dúvida é nenhuma ou, vá lá, muito pouca.


Comparem-se os resultados da sondagem da semana passada da Eurosondagem com os da sondagem de três semanas antes da Aximage (fonte Negócios), os primeiros publicado no semanário de reverência numa peça com o título estilo amanhãs que cantam «PS a três pontos da maioria absoluta» e os segundos numa outra peça com o título «Sondagem: PS está mais longe da maioria absoluta». Perguntareis: qual das sondagens devemos considerar com mais fiabilidade? Ora, como dizia o outro que também beneficiou das sondagens, é só fazer as contas. E ver o histórico das sondagens, acrescentaria eu.

18/07/2018

DIÁRIO DE BORDO: E o Assange? E o Bill? (2)

Continuação daqui.

«O caso de Lewinsky revela um homem sem escrúpulos. Ali está o homem mais poderoso do mundo a tentar sacar uma estagiária. Contudo, podemos argumentar que o sexo entre os dois foi consensual. O mesmo não se passa com as mulheres que, antes de Lewinsky, foram assediadas e violadas por Clinton. Os casos chegaram a tribunal. Hoje em dia, em plena era de MeToo, muitos homens estão a ser julgados na praça pública muitas vezes só porque alguém fez um tweet. No caso de Bill Clinton, estamos a falar de acusações concretas que se transformaram em dossiês de tribunal. Perante isto, porque é que as feministas se calam perante os abusos sofridos por Juanita Broaddrick, Paula Jones, Kathleen Willey, as vítimas de Clinton?

Esta é uma traição com décadas. Nos anos 90, quando estalou o escândalo, as feministas descredibilizaram as vítimas de Clinton. Entre um Presidente de esquerda e as vítimas desse Presidente, as feministas escolheram o primeiro. Se tivessem sido abusadas por um Bush ou por um pastor, Broaddrick, Jones e Willey teriam sido elevadas à condição de mártires. Mas, como foram abusadas por um santo da esquerda (Clinton), foram criticadas pelas próprias feministas. Essa traição continuou até hoje. Razão? Qualquer invocação das mulheres abusadas por Bill seria uma arma contra a carreira política de Hillary.»

Quando é que o feminismo MeToo desenterra as vítimas de Bill Clinton?, Henrique Raposo no Expresso Diário

CASE STUDY: Trumpologia (35) - Até para o Donaldo é demasiado, outra vez

Mais trumpologia.

Numa conferência de imprensa conjunta com Putin, Donald Trump perante a pergunta de um jornalista da AP «Em quem acredita?», no que respeita à interferência da Rússia nas eleições americanas, mete a língua na boca do czar Vladimir, sucumbindo eventualmente à chantagem de quem lhe conhece os podres, e diz «Eu tenho o presidente Putin a dizer que não foi a Rússia. Eu digo isto: não vejo por que razão seria... Eu confio nos dois lados».

Mais tarde, no Twitter, seu meio favorito de comunicação e com a sua táctica habitual, veio garantir que tem uma «GRANDE confiança» nos seus serviços de informação.

É difícil fazer pior ou, se quiserem, é difícil fazer melhor para desacreditar a democracia americana.

17/07/2018

Dúvidas (227) - Estarão os deputados capturados pelo PC?

PC refere-se ao Politicamente Correcto e não ao Partido Comunista e este post, que é reformulação de um outro de há dois anos, vem a propósito da votação a semana passada pelo parlamento da reapreciação da «lei de identidade de género» vetada em Maio pelo PR e agora «aprovada com a introdução de um relatório médico não patologizante para menores de 18 anos», nas palavras de uma das deputadas promotoras.

Em benefício das mentes ainda não iluminadas pelo PC, esclareça-se que a identidade de género não é a regressão do género Homo para o género Australopithecus afarensis, por exemplo; é apenas conceder aos maiores de dezasseis anos o direito a alterar no registo civil o «género», o nome e a fotografia do requerente de acordo com a sua «vivência interna e individual do género… e que inclui a vivência pessoal do corpo», segundo a formulação berloquista.

Ou seja, o João, um pimpolho com 16 anos, que segundo a lei ainda não atingiu a maioridade, poderá levantar-se um belo dia de manhã, vestir a lingerie, a saia e a blusa da mãe, passar pelo consultório do médico amigo do pai para obter o relatório não patologizante e ir ao registo civil requerer a mudança para o «género» feminino mudando o nome para Joana. Se, mais tarde, se mudar a sua «vivência interna e individual do género… e que inclui a vivência pessoal do corpo», vestirá as cuecas, as calças e a camisa do pai e voltará ao registo civil para mudar para o «género» masculino e chamar-se de novo João.

O João à saída do registo civil com o novo «género»
É claro que, sem esta lei, nada impediria o João, ou a Joana, de atingindo a maioridade alterar o seu registo civil sem necessidade de representação e, por isso, faria muito mais sentido antecipar a maioridade para os 16 anos já que, se uma criatura tem maturidade para decidir mudar de «género», terá maturidade para assumir plenamente os seus direitos e responsabilidades – ter não tem, mas isso é outra questão. Por isso, esta lei é apenas mais uma bandeira pour épater le bourgeois ou, dito de outra maneira, só não é um insulto à inteligência porque os parolos que se deixam fascinar por estas iniciativas devem pouco à inteligência.

O dilema de um berloquista

Sábado passado, um par de pessoas do sexo masculino pertencente à minoria LGBTQQIAAP, que se beijava na boca no Alma Shopping em Coimbra, foi brutalmente agredido aos gritos de «paneleiros» por membros de uma relação poliamorosa da minoria Roma, a que os agredidos chamaram «família de ciganos» (fonte).

Imagino o sofrimento de um berloquista ou de outro membro da seita do marxismo cultural ou do politicamente correcto, que julgo comparável ao dilema de um conservacionista militante ao ver um Lince da serra da Malcata (Lynx pardinus) a comer um Rato-do-campo-de-rabo-curto (Microtus lusitanicu).

16/07/2018

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: Portugueses no topo do mundo (7)

Outros portugueses no topo do mundo.

«Escusado será dizer que como em quase tudo que acontece em quase todo o lado, há sempre um toquezinho português. Seja porque o Paços de Ferreira veio festejar a conquista do filho da terra Griezmann (o seu avô, português, de nome Amaro Lopes, foi jogador do clube na década de 50), seja porque a empresa responsável pelo autocarro em que os jogadores franceses vão hoje desfilar em Paris é de um português, claro está.»

Expresso Curto desta manhã

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (144)

Outras avarias da geringonça.

Começando pelo estado da união de facto da ménage a trois (a que se adiciona o PAN como criada de servir), a geringonça lá vai aguentando porque é mais o medo de perderem o poder para a direita que os une do que as diferenças programáticas que os dividem. Multiplicam-se os esclarecimentos, avisos, as exigências, as ameaças, os votos piedosos, as declarações de fé, mas tudo isso é nevoeiro informativo num jogo de posições em que cada um tenta condicionar os outros. A geringonça será desfeita se Costa tiver a (pouco provável) maioria absoluta ou, não a tendo, se for substituída por um zingarelho do tipo bloco central ressuscitado - espécie de jangada para dois náufragos. É claro que a prazo a geringonça ou o zingarelho serão desfeitos por um possível quarto resgate.

15/07/2018

ACREDITE SE QUISER: O comportamento «crescentemente errático» de Juncker... é da ciática?

Não! Segundo um amigo me confidenciou, o diagnóstico de um médico amigo de ambos é que a maleita de Jean-Claude não é ciática. É gota!

Títulos inspirados (79) - Uma curta lista de apanhados ao acaso


Ele amordaçou-me com um preservativo”.

«FIFA aconselha canais de televisão a evitar filmar mulheres “atraentes” nas bancadas»

«Juncker agradece ajuda de Costa em “crise dolorosa de ciática”»

«Noura já não vai morrer por ter esfaqueado o marido, mas ainda tem de lutar pela liberdade»

SERVIÇO PÚBLICO: O comportamento «crescentemente errático» de Juncker... é da ciática

Recordando: há dois anos a revista alemã Spiegel caracterizava o comportamento do presidente da Comissão Europeia Juncker como «crescentemente errático», apontava o dedo à incapacidade de Juncker ler os relatórios, ouvir os assessores e conter a verborreia e deixava implícito que tal se pode dever ao «seu consumo de álcool» - abertamente admitido nos bastidores de Bruxelas e na imprensa inglesa.

O último episódio público de comportamento errático (registado em vídeo pela Associated Press) foi antes do jantar da cimeira da NATO com o Jean-Claude a cambalear e aos beijinhos a quem se agarrava para não cair aparentemente com uma elevada taxa de alcoolemia (diz-se que ele começa a beber ao pequeno-almoço), amparado por várias luminárias, incluindo o "nosso" Costa, sempre prestativo. A explicação da CE foi uma crise de ciática.

14/07/2018

Pro memoria (381) - A reversão para as 35 horas não iria custar nada (II)


Recordando, dois anos atrás Subir Lall, chefe de missão do FMI, exprimiu aquela dúvida cartesiana que qualquer mente com um QI superior a 70 tem ao ouvir as tretas do par Costa-Centeno:
«Se todo o trabalho que era feito em 40 horas pode agora ser feito em 35 horas, isso pode sugerir um certo nível de sobredimensionamento em algumas partes do sector público.»
Dois anos depois, a maioria dos portugueses perante a evidência do caos da administração pública, em particular do SNS, parece ainda não percebido.

Faltou a Subir Lall acrescentar que com a reversão das 40 horas para as 35 horas os utentes da vaca marsupial pública pretenderiam manter um certo nível de sobredimensionamento de onde o resultado final seria e será a engorda da vaca, o que dá muito jeito à geringonça que assim aumentará a sua freguesia eleitoral.

Dúvidas (226) - Sim, também pergunto: Sánchez é mais do que Costa?

Factos
  • Obama cobrou 500 mil euros por hora e meia no Porto para perorar sobre o clima e posar para fotos com uns socialites de província, entre as quais não se encontrava Costa, nem nenhum membro do governo;
  • A ausência de políticos foi explicada pela boa imprensa como uma das condições da visita;
  • Porém, nas suas deslocações anteriores, Obama esteve com imensos políticos e no mesmo dia em que esteve no Porto encontrou-se em Madrid com Pedro Sánchez.
Dúvidas

Pergunta muito oportunamente Sérgio Barreto Costa no Blasfémias e eu com ele:

«Afinal de contas, o que é que Pedro Sánchez é mais do que o nosso primeiro-ministro para ter direito a um encontro privado com o antigo Presidente americano? Uma vez que ganharam ambos o mesmo número de eleições legislativas, só pode ser má vontade

13/07/2018

Há fechos de serviços públicos maus e bons. Depende de quem fecha

«É desta vez que a Maternidade Alfredo da Costa fecha mesmo? Até ver, já está com menos três salas de parto. Muita gente, entretanto, pergunta onde está a agitação, o movimento, as iniciativas jurídicas que “salvaram” a instituição nos anos da troika? A resposta é fácil: em lado nenhum, porque no governo já não estão o PSD e o CDS, mas o PS, com o amparo do PCP e do BE. A actual oposição bem se esforça por fazer notar as carências e aflições dos serviços públicos. Ninguém parece ralar-se muito. As multidões dispostas a morrer pela Maternidade esfumaram-se no dia em que António Costa tomou posse. Com este governo, deixou de haver alarme sobre os hospitais, angústia sobre as escolas, indignação acerca dos comboios, revolta por causa da “cultura” – e no entanto, nunca o investimento público foi tão baixo, nunca os serviços estiveram tão constrangidos, e nunca a ruptura, em muitos casos, pareceu tão iminente. Porquê?»

A Maternidade já pode fechar?, Rui Ramos no Observador

Somoza reencarnado no sandinista Ortega

O actual presidente da Nicarágua Daniel Ortega é um dos líderes da Frente Sandinista de Liberación Nacional (FSLN), um partido esquerdista de inspiração guevarista adepto da luta armada, que derrubou a ditadura de Somoza.

Segundo a Wikipedia, a FSLN foi no passado marxista e actualmente tem inspiração ideológica numa caldeirada que inclui: Sandinismo, Social-democracia, Latino-americanismo, Socialismo cristão e Nacionalismo de esquerda.

Como presidente, tendo como vice-presidente a sua mulher Rosario Murillo, Ortega e a FSLN parecem empenhados em recriar a ditadura Somoza sem Somoza.

Estima-se que a repressão do governo de Ortega tenha causado nos últimos dias pelo menos 351 mortos, 2.100 feridos graves e 261 desaparecidos entre os que protestam contra a corrupção da clique sandinista e as mudanças na segurança social e na fiscalidade que o governo pretende impor. (fonte)

12/07/2018

Chávez & Chávez, Sucessores (67) - Há inflação, há hiperinflação e há a inflação do socialismo bolivariano

Outras obras do chávismo.
«A inflação é tão alta que as notas valem mais em objectos de origami do que em dinheiro.» (The Economist)

COMO VÃO DESCALÇAR A BOTA? (19) - Mais do que sustentável a dívida tem-se mostrado auto-sustentável

Outras botas para descalçar

«A dívida da República Portuguesa é sustentável e o rácio dívida/PIB vai continuar a cair este ano. Portugal tem condições de pagar a sua dívida», garantiu Mário Centeno, o Ronaldo das Finanças, na sua peroração no Grupo de Trabalho para a Avaliação do Endividamento Público e Externo.

Das três garantias, a única que se admite exequível, por ser a curtíssimo prazo e nada garantir quanto ao futuro, é a segunda. Seja como for, em vez de o rácio dívida/PIB vai continuar a cair este ano, Centeno deveria ter dito o rácio dívida/PIB que está a subir desde o 4.º trimestre do ano passado vai cair no 3.º e 4.º trimestres deste ano.

A maioria dos contribuintes que têm sido objecto da extorsão pelo Estado Sucial, não se vai lembrar das garantias deste Ronaldo, como ninguém se lembra das garantias das outras luminárias que passaram pelo ministério da Finanças. Cá estaremos nós para recordar na devida altura.

11/07/2018

Pro memoria (380) - A reversão para as 35 horas não iria custar nada (I)

Recordando o exercício de maquiavelismo cínico e irresponsável por parte do presidente dos Afectos no seu despacho de promulgação da Lei 18/2016 em 20 de Junho:

«Porque se dá o benefício da dúvida quanto ao efeito de aumento de despesa do novo regime legal, não é pedida a fiscalização preventiva da respectiva constitucionalidade, ficando, no entanto, claro que será solicitada fiscalização sucessiva, se for evidente, na aplicação do diploma, que aquele acréscimo é uma realidade».

Mitos (276) - Chuva na eira e sol no nabal

O mito da realidade paralela pela pena do pensador do regime:

«A estagnação das águas do pântano vem da conjugação da nossa dívida, do nosso défice, com os 'constrangimentos' europeus, as 'regras' europeias, emanando das obrigações do Tratado Orçamental e das políticas da troika que estão bastante mais vivas do que se pensa.»

José Pacheco Pereira, Público, 7 de Julho de 2018

O desmito lúcido e realista pela pena de Joaquim Aguiar no Negócios:

«A alternativa apresentada pelos que rejeitam as políticas comuns das instituições da União Europeia é realizável, basta-lhes multiplicarem os "brexits". Mas é uma alternativa vazia. Só depois de a seguirem descobrirão o buraco em que se meteram, ficando sem condições de financiamento, sem instrumentos de política económica e sem escala de mercado para poderem sair do buraco em nacional-populismo os fez cair. Não tinha de ser assim. Bastaria terem pensado e ficariam a saber que a "nossa dívida" e o "nosso défice" não têm nada que ver com os constrangimentos e as regras da União Europeia, são nossos, feitos por nós. Já foi assim na bancarrota de 1891-1892, já foi assim em duas operações de emergência com o FMI em 1978 e em 1983 - sem constrangimentos e regras da União Europeia.»