Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

17/06/2026

BELIEVE IT OR NOT! Finally, an agreement in which it is agreed that maybe an agreement will be reached (2) - Losing his grip on reality itself

Continuation of this other post

«Donald Trump arrived in France yesterday for this morning’s G7 summit and promptly confirmed America’s capitulation to Iran. Instead of merely repeating the outlines of what looks to be a terrible peace deal, however, Trump made a series of statements so bizarre, even by his usual standards, that they raise the question of whether the president still understands the words that come out of his own mouth.

The president began with a classic Trumpian move, daring his listeners to forget today what they knew yesterday. Just this winter, Trump had promised the Iranian people that the tyrants who ruled them would be gone. But now? “I never cared about regime change,” he told reporters, waving away his failure to achieve a primary strategic goal by denying that it had ever been a goal at all.

Things got a little weirder, however, when he described the Iranians who have stepped in to replace the regime leaders killed in U.S. strikes: “We’re dealing with people that I think are very rational people. And they were nice to deal with.”

“They were strong people, smart people,” he added. And then he dropped this remarkable claim: “They’re not radicalized, and they’re, you know, looking to help their country.”

This definitely not-radicalized group that Trump seems to like includes the new supreme leader, Mojtaba Khamenei (whose father, wife, and son were killed by U.S. strikes), and the still-standing Islamic Revolutionary Guard Corps, all of whom have shown no compunction about lashing out in any direction during Trump’s “cease-fire,” the make-believe pause in the war during which no one actually ceased firing.

Trump’s description of the current regime in Tehran as a bunch of swell guys was brewed in a heavy-duty vat of wishful thinking. It’s an extreme version of Trump’s tendency, when he’s been outplayed by powerful enemies, to describe his opponents as basically reasonable people. (He has done the same over the years with dictators and autocrats in North Korea, Russia, and China, among other countries.) This is his way of assuring the public that he did not get taken to the cleaners—because, of course, his affable partners would never do that.

Trump fared no better talking about the Iranian nuclear program. Iran’s stockpile of highly enriched uranium exists largely because Trump unilaterally called off U.S. participation in the Joint Comprehensive Plan of Action, the 2015 agreement that was meant to prevent Iran from enriching uranium beyond minimal levels for civilian uses. After the U.S. and Israeli attacks last year, and yet more pounding during Operation Epic Fury, that uranium remains underground, either hidden in storage or buried beneath tons of rubble; some of it can likely be recovered and enriched for military uses. Trump has said, repeatedly, that Iran must hand it over.

Until today.

16/06/2026

Crónica da passagem de um governo (54a)

Outras Crónicas do Governo de Passagem

Navegando à bolina
PSU, uma discussão para entreter e exercitar a demagogia

Há alguns meses que se discute a agregação, exigida pela CE (e pela lógica), de uma dúzia de subsídios numa coisa chamada PSU (Prestação Social Única), discussão que tem sido terreno para o combate entre a doutrina subsídio-dependente e a demagogia ignorante. Estão em causa, por exemplo, € 285 euros mensais do RSI e outras miudezas que quando agregadas custarão menos de 600 milhões por ano, o equivalente a um pouco mais do que as perdas que a Caixa registará com a falência do projecto La Seda, uma menina-dos-olhos do governo Sócrates que envolveu vários membros da grande Famiglia Socialista, incluindo o marido da Dr.ª Elisa Ferreira, várias vezes ministra, deputada pelo PS ao parlamento português e ao europeu e comissária europeia.

É dificilmente ultrapassável  o descaramento das tretas de várias luminárias socialistas classificando como «trabalho forçado» a obrigação dos subsidiados exercerem uma actividade de solidariedade social, a exemplo do que já estava previsto no regime do RSI criado pelo governo socialista do Eng. Sócrates.

O ideal seria os imigrantes contribuírem para a economia portuguesa, mas na terra deles

De acordo com o Estudo do ICS-ULisboa (Expresso) a atitude dos portugueses face à imigração tornou-se menos negativa: dois terços dos inquiridos consideram que os imigrantes contribuem positivamente para a economia e só um quarto acreditam na tese do Dr. Ventura de que os imigrantes privam os portugueses dos serviços públicos, apesar de quase metade acreditarem nas outras teses do Dr. Ventura de que os imigrantes aumentam a criminalidade e fazem fracos os fortes portugueses.

Aumentar o salário mínimo só precisa de um decreto. Aumentar a produtividade é um pouco mais difícil


[Esperando que Confúcio estivesse certo e que uma imagem vale por mil palavras, em intenção das almas atreitas ao pensamento milagroso que acreditam que se aumenta a produtividade aumentando os salários ou que a riqueza se pode aumentar sem aumentar a produtividade ou que a produtividade se pode aumentar sem aumentar o desempenho dos trabalhadores]

O mistério das rendas muito altas e que não atraem os investidores

Deveria dar que pensar ao governo e às luminárias que desperdiçam o seu talento a imaginar soluções para o mercado de arrendamento habitacional, que a altura a que chegaram as rendas não seja suficiente para os investidores do build-to-rent sejam praticamente inexistentes em Portugal e noutros países preencham uma parte significativa da oferta (Alemanha, Suíça, Reino Unido, Áustria, Países Baixos e até a Espanha que actualmente tem 25 mil habitações operacionais e 30 mil em construção). Não será por acaso, nesses países o peso das habitações próprias é muito inferior e nenhum iluminado se lembrou de lançar o programa de crédito jovem com garantia pública.

Quem disse que os socialistas abominam o “privado”?

Multiplicam-se os ex-ministros socialistas que renegam a sua desconfiança, na melhor hipótese, ou repúdio, na mais frequente, pela iniciativa privada e optam por projectos profissionais e empresariais na área de onde foram ministros. Por exemplo, o Dr. Fernando Medina, o Dr. Duarte Cordeiro, o Dr. João Galamba, entre muitos outros que a revista Sábado inventariou.

Canários na mina de carvão. O dinheiro está a ficar mais caro


Desde o início do ataque aos aiatolas, que era para durar uns dias e já vai em 105 dias, o Euribor 6 m aumentou quase meio ponto percentual.

Os portugueses «vão ter razões para confiar no SNS» / «Em defesa do SNS, sempre» / «O SNS é um tesouro»

O Índice de Saúde Sustentável 2025/26 da NOVA-IMS e da biofarmacêutica AbbVie revela uma redução ligeira da actividade, invertendo a tendência de melhoria desde 2021 (fonte).

Se o SNS tem falhas não será por falta de dinheiro dos “utentes” cujos impostos pagam 87% da despesa do Estado com a saúde (os restantes 13% são financiados com outros impostos, como o IRC) e ainda suportam directamente 38% da despesa total em Saúde, providenciada pelo sector privado. A primeira percentagem é a mais elevada e a segunda percentagem é a terceira mais elevada da UE (fonte)

A acrescentar às razões que os portugueses já tinham para não confiar no SNS, o governo acrescentou-lhes várias e, entre elas, a nomeação de 7 em cada 10 dos presidentes de ULS próximos do PSD.

(Continua)

15/06/2026

BELIEVE IT OR NOT! Finally, an agreement in which it is agreed that maybe an agreement will be reached


After 104 days of bombing, several threats of total destruction, a three-dozen announcements of peace agreements followed by new attacks or threats causing in enormous stock market volatility, which some speculated were precisely the purpose of those announcements and threats, President Donald Trump announced yet another agreement yesterday, which, to be announced on his birthday, I speculate cost him several concessions, in addition to a concession to his own narcissism.

The announced memorandum of understanding will be signed at the end of this week and, from what it appears so far, leaves the most difficult issues for later, including the fate of the enriched uranium stockpile.

PUBLIC SERVICE: The Nanny State finances everyone, those who don't need it and even terrorists


«Terrorists, hostile states and gangsters have been given more than £28bn of taxpayers’ money, including through aid payments, according to a secret government report.

The Telegraph can reveal details of a dossier showing that billions of pounds went to organised crime, with millions going to Russia and Islamic State.

It demonstrates that foreign aid and Covid relief loans were appropriated on a vast scale by Britain’s enemies, with the money beyond reach and those who took it unpunished.

More than £28bn ended up in the hands of those wishing to harm Britain between 2015 and 2021, according to the report, which was commissioned and produced by the Cabinet Office but was buried during the previous government.

Sources said it was never made public to save the government from the political embarrassment of revealing the huge scale of misdirected funds.

The Telegraph can reveal the existence of the document, believed to be the first assessment of how much taxpayer money has gone on to fund national security threats. It includes:

  • Grants given to companies linked to the Russian state
  • Covid loans sent to Islamic State terrorists
  • Investment in research for companies linked to the Chinese military.»

Continue reading in the Telegraph

14/06/2026

Lost in translation (375) - Greve geral significa uma greve parcial dos funcionários públicos (II)

Continuação de Lost in translation (374).

BdP

Quem tenha consultado a lista de 66 páginas com 990 entidades afectadas pela greve, publicada pela CGTP, spin-off do Partido Comunista para as greves dos funcionários públicos, já teria concluído que impacto da greve geral foi ridiculamente insignificante e não terá razões para ficar surpreendido com a divulgação pelo BdP do Indicador diário da atividade económica (DEI) do Banco de Portugal dessa semana, de onde se conclui que ocorreu uma redução da actividade económica ao redor dos 5%.

13/06/2026

ESTÓRIAS E MORAIS: Saberão eles o que é um líder forte que se borrife para o parlamento e as eleições?

Estória
  
Expresso

Em que partidos votaram esses 50% dos portugueses? Resistiriam esses 50% dos portugueses a um líder forte que adoptasse medidas indispensáveis, tais como o aumento da idade da reforma e/ou o aumento das contribuições para a Segurança Social e/ou a redução das pensões, o emagrecimento do Estado sucial, a qualificação e profissionalização dos quadros e a meritocracia da administração pública, a flexibilização da legislação laboral, incentivar a concorrência e o combate à cartelização, criar forças militares capazes de travar uma guerra moderna, etc. (um grande etc.)?

Recordemos o coro de protestos e queixas durante os anos da intervenção da troika que forçou o governo a tomar medidas indispensáveis, mas duras.

Em vez de culparem a democracia, que lhes permite escolher de acordo com os seus preconceitos, esses eleitores deveriam sentir-se responsáveis pelos seus preconceitos e pelas suas escolhas fundadas nesses preconceitos.

Já agora, olharam esses 50% para a História e viram os inúmeros exemplos de líderes fortes que se borrifaram para o parlamento e as eleições e foram tão incompetentes para governar como os líderes fracos e foram sobretudo competentes para impedirem as oposições de apresentarem alternativas?

Moral

Disse um líder forte que não se borrifou para o parlamento e as eleições, dois anos depois de as ter perdido, após ter enfrentado uma ameaça existencial para o seu país, ameaça conduzida por um outro líder forte que se borrifou para o parlamento e as eleições: 

«Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed it has been said that democracy is the worst form of Government except for all those other forms that have been tried from time to time.…»

12/06/2026

A defesa dos centros de decisão nacional (36) - Os seguros inseguros

Outras defesas dos centros de decisão nacional.

Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que, passado algum tempo, venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos resulta do endividamento de públicos e privados e da descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.


Os diagramas anteriores mostram as fases mais relevantes da evolução da repartição do mercado entre seguradores portugueses e estrangeiros, medida pelos Prémios Brutos Emitidos, ou seja, pelo Volume de Negócio dos seguradores.

Decorridas cinco décadas do mantra do "nacionalizado, nosso" do PREC, a estrutura do mercado inverteu-se completamente, com os seguradores controlados por grupos estrangeiros detendo mais de 90% do mercado.

A Caravela, detida pelo empresário Mário Ferreira do grupo Mystic Invest e da Pluris Investments, maior acionista da Media Capital, e pelas famílias Violas e Quintas, é ainda um dos seguradores sobrantes. Por pouco tempo, porque está a ser negociada a sua venda à Allianz, o maior grupo segurador europeu em capitalização bolsista e activos. Diz-se que a Lusitânia, do Montepio, é outro sobrevivente que pode ser vendido em breve.

11/06/2026

MAGA is a product of the decline of American democracy and an agent of its acceleration

«Belief in democracy as a core pillar of American identity is eroding, with only about two-thirds of U.S. adults now stating that a democratically elected government is highly important to the nation's identity, a sharp drop from 80% in 2021.

The poll reveals a widening generational divide over American exceptionalism, as 44% of adults under 30 say there are other countries better than the U.S., compared to just 22% of Americans aged 60 and older who feel the same way.

Skepticism surrounding the "American Dream" has become mainstream, with 51% of all respondents stating that the ideal—that hard work guarantees success—once held true but no longer does in the current economic landscape.

Deep partisan splits persist regarding the nation's global standing and values, as roughly half of Republicans view the U.S. as standing above all other countries compared to only 7% of Democrats, while 76% of Democrats see a mix of global cultures as essential to the U.S. compared to 40% of Republicans.

The data highlights a broader feeling of national unease, contrasting sharply with local and federal planning for the upcoming "America 250" celebrations commemorating the 250th anniversary of the United States' founding.»

(Groundnews)