Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

18/05/2024

A inteligência artificial está ainda longe de ser uma ferramenta confiável e sem defeitos, mas produz melhores resultados do que a ignorância natural (e poupa-nos à presunção e arrogância)

Albedo is a measure of how much light that hits a surface is reflected without being absorbed. It's expressed as a ratio or percentage, with 0 meaning no reflection (all absorption) and 1 meaning total reflection (no absorption).

Albedo is a crucial concept in climatology and environmental science because it affects the Earth's energy balance. Surfaces with high albedo, such as snow and ice, reflect a large portion of incoming solar radiation back into space, which can have a cooling effect on the planet. Conversely, surfaces with low albedo, such as dark asphalt or forests, absorb more solar radiation, contributing to warming.

The albedo of various surfaces is influenced by factors such as color, texture, and composition. Understanding albedo helps scientists predict and model climate patterns, assess the impact of land use changes, and study feedback loops in the Earth's climate system.

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The energy reflected by soils with high albedo is essentially bounced back into the atmosphere or into space. When sunlight hits a surface with high albedo, such as light-colored soils, snow, or ice, a significant portion of that solar radiation is reflected rather than absorbed. This reflected energy can have several consequences:

Cooling effect: Surfaces with high albedo reflect a large portion of the incoming solar radiation, which reduces the amount of energy absorbed by the surface itself. As a result, these surfaces tend to remain cooler than surfaces with lower albedo, which absorb more solar radiation and thus heat up more.

Global energy balance: Reflected energy contributes to the overall energy balance of the Earth's atmosphere. When energy is reflected back into space, it does not contribute to warming the planet's surface. This balance of incoming and outgoing energy influences Earth's climate and temperature patterns.

Albedo feedback: Changes in surface albedo, such as melting snow or ice, can contribute to feedback loops that affect climate. For example, as snow and ice melt due to warming temperatures, they expose darker surfaces underneath (such as soil or ocean water), which have lower albedo. This leads to increased absorption of solar radiation and further warming, creating a positive feedback loop that amplifies temperature changes.

Regional climate effects: The reflectivity of surfaces with high albedo can influence local and regional climate patterns. For example, large expanses of snow and ice in polar regions reflect a significant amount of sunlight, contributing to the cooling of those areas. Changes in the extent of these high-albedo surfaces can therefore impact regional climate dynamics.

Overall, the energy reflected by soils with high albedo plays an important role in Earth's energy balance and climate system, influencing temperature patterns, feedback processes, and regional climate effects.

17/05/2024

Ciência no Novo Império do Meio. O caso da covid-19

«Com o surgimento da covid-19 há mais de quatro anos na cidade central de Wuhan, o Partido Comunista tornou a vida miserável para aqueles que buscam estudar a doença e compartilhar suas descobertas com o mundo. Veja Zhang Yongzhen, virologista chinês cuja equipa sequenciou o genoma do vírus que causa a covid no início de 2020. Dias depois, ele concedeu permissão para que um cientista britânico publicasse o trabalho inovador. Isso permitiu que o mundo preparasse testes de covid e começasse a desenvolver vacinas. Mas para os funcionários do partido, empenhados em desviar a culpa por seus erros na gestão do surto, foi uma traição. O laboratório de Zhang foi investigado por irregularidades.

Hoje, a China continua mal preparada para um surto semelhante ao da covid – e o partido continua a atormentar cientistas cujo trabalho pode expor suas deficiências. No final de abril, Zhang foi informado de que seu laboratório em Xangai, que examinava as origens da covid, seria fechado. Em uma publicação no Weibo, uma plataforma de mídia social chinesa, ele disse que foi impedido por guardas de entrar no estabelecimento. Assim, em 28 de abril, ele e alguns colegas iniciaram um protesto na porta do laboratório. "Não vou sair nem desistir", escreveu. "Estou buscando a ciência e a verdade!" Fotos que circulam online parecem mostrar Zhang sentado desafiadoramente em uma cadeira de vime ou dormindo no chão do lado de fora do laboratório, enquanto os guardas o vigiam ao fundo.

Zhang é um dos muitos cientistas chineses que colocaram suas carreiras em risco ao buscar respostas sobre a natureza da covid e sua disseminação. Depois de sequenciar o genoma, ele alertou as autoridades chinesas sobre a gravidade da doença. Seu laboratório foi rapidamente ordenado a fechar temporariamente para "retificação". Mas levaria duas semanas até que o governo confirmasse que a transmissão entre humanos estava ocorrendo.

Os líderes da China trabalharam incansavelmente para evitar a culpa pela pandemia. Eles detiveram e puniram denunciantes, promoveram uma teoria da conspiração de que os EUA eram a fonte do vírus e bloquearam os esforços globais para estudar de onde ele veio. Ao mesmo tempo, afirmam ter feito um alerta oportuno ao mundo sobre os perigos da covid, ao mesmo tempo em que apresentam a China como um modelo de controle de doenças infecciosas.

O caso do Dr. Zhang desmente essas bazófias. As autoridades de saúde de Xangai afirmam que seu laboratório está sendo reformado e que sua equipe recebeu outro espaço. Sua postagem original nas redes sociais foi apagada. Um deles, em 1º de maio, afirmou que havia chegado a um acordo para continuar seu trabalho e que os funcionários poderiam ter acesso livre, mas temporário, ao laboratório. Sua determinação é admirável. Mas parece improvável que ele ou qualquer outro cientista que opere na China tenha permissão para descobrir e compartilhar novas verdades sobre as origens da covid.»

(The Chinese scientist who sequenced covid is barred from his lab)

16/05/2024

Mitos (337) - A proliferação das florestas é sempre óptima para o ambiente (MODIFICADO)

Plantar árvores é possivelmente a única medida que no domínio do ambiente é apoiada por quase todos, desde os mais ferozes ambientalistas até aos mais furiosos adeptos da economia do petróleo. Porém, como quase tudo na vida e à superfície do planeta, plantar árvores pode ser bom, pode ser mau ou pode ser pouco relevante ou mesmo irrelevante.

Como este é um tema raramente abordado e praticamente desconhecido da opinião pública, a publicação do artigo Plantar Árvores Ajuda a Reduzir o Aquecimento Global? Nem Sempre! de Tiago Domingos, Professor de Ambiente e Energia no IST, é um serviço público. Aqui fica um excerto.

«A plantação de árvores é frequentemente apresentada como uma das soluções para o aquecimento global, dada a sua capacidade de retirar dióxido de carbono da atmosfera. À partida, a lógica é simples: as árvores fazem fotossíntese, e essa fotossíntese corresponde a utilizar a energia da radiação solar para retirar dióxido de carbono da atmosfera para sintetizar compostos orgânicos, ricos em carbono (como açúcares ou madeira). No entanto, existem múltiplas ressalvas que devemos acrescentar a este raciocínio, que atenuam e, nalguns casos, invertem o seu efeito.

Em primeiro lugar, como qualquer outro ser vivo, as plantas precisam de usar compostos orgânicos para fornecer energia para os seus processos vitais. Nesse processo, que todos conhecemos, da respiração, transformam os compostos orgânicos ricos em carbono outra vez em dióxido de carbono, libertando a energia de que precisam. Só enquanto a fotossíntese é superior à respiração, isto é, enquanto as árvores estão em crescimento, é que há, em saldo, uma remoção de dióxido de carbono da atmosfera. Isto significa, portanto, que uma floresta madura, no que se chama o estado clímax, em que já não há crescimento das árvores (ou, para ser mais rigoroso, em que o crescimento de algumas árvores é balanceado pela morte e decomposição de outras), é uma floresta que não retira dióxido de carbono da atmosfera. Claro que, se deixarmos uma floresta degradar-se, por doenças, por pestes ou por incêndios, vamos ter a pior situação de todas: uma emissão de dióxido de carbono para a atmosfera (como aconteceu, por exemplo, em Portugal, no ano de grandes incêndios de 2017).

Mas, para além deste efeito, mais generalizadamente conhecido, sabemos hoje que há outros efeitos que reduzem, anulam ou até contrabalançam o efeito das florestas de arrefecimento do clima. O mais significativo e claro destes efeitos refere-se ao albedo. Albedo é a palavra que usamos para designar a capacidade que uma superfície tem de reflectir a radiação solar. A neve, por exemplo, tem um albedo elevado, enquanto que a vegetação verde tem um albedo baixo; vegetação seca ou solo nú têm albedos intermédios.

Num artigo publicado na revista Nature em 2020, Richard Betts, cientista no famoso Met Office, no Reino Unido, mostrou que, a latitudes elevadas (como no norte da Rússia e do Canadá), em biomas como a tundra, em que o solo está coberto de neve durante uma parte significativa do ano, a existência de árvores tem um efeito significativo de redução do albedo: em vez de um manto contínuo de neve, altamente reflector da radiação solar, temos uma manto descontínuo de neve, pontuado pelo verde escuro das árvores (que nestas latitudes, são coníferas, com folhas, isto é, agulhas, durante todo o ano). Concluiu assim que, em certas zonas boreais, se plantarmos árvores, o seu efeito de aquecimento, por via do albedo, é superior ao seu efeito de arrefecimento, por via da remoção de dióxido de carbono da atmosfera!

Mais recentemente, constatou-se que este efeito é também significativo a latitudes mais baixas.  Este ano, num artigo publicado na revista Nature Communications a 26 de Março, numa análise global deste problema, concluiu-se que este problema existe por todo o mundo, com especial incidência nas áreas boreais, como já se sabia, mas também em zonas semi-áridas. Por exemplo, no bioma Mediterrânico, em 60% da área ocorre o mesmo problema. Essencialmente, estamos em situações em que, por exemplo, pastagens, que secam no Verão, ficando a vegetação seca e com menos cobertura do solo, teriam um albedo mais baixo. Ao plantarmos árvores, vamos ter um albedo mais alto, mais absorção de radiação e, portanto mais aquecimento.

Significam estes resultados que não devemos plantar árvores para sequestrar carbono? Não, de todo (nomeadamente quando considerando também os outros benefícios associados aos ecossistemas florestais). Significam, sim, que devemos ter atenção na escolha dos locais onde esta plantação é feita, de forma a minimizar os efeitos negativos em termos de albedo (não deixando nunca de o contabilizar, nomeadamente para efeitos de geração de créditos de carbono). Existem amplas oportunidades para tal, pois o artigo referido conclui que, numa amostra dos projectos de florestação actualmente realizados por todo o mundo, 84% estão localizados em pontos onde o saldo é positivo, isto é, o sequestro de carbono supera o efeito negativo do albedo. Adicionalmente, em 33% destes projectos, o efeito negativo do albedo é pouco significativo.

Temos ainda um caso pontual onde a plantação de árvores é tipicamente favorável. Trata-se das áreas urbanas, onde o efeito de albedo é até vantajoso, pois o verde das árvores absorve menos radiação solar que o negro do alcatrão (adicionalmente, as árvores retêm poluentes atmosféricos e pela sua transpiração reduzem localmente a temperatura). No entanto, do ponto de vista de sequestro de carbono, trata-se de extensões reduzidas em termos de áreas.

Em suma, a plantação de árvores para sequestro de carbono é um instrumento útil, mas as condições em que é feita têm de ser cuidadosamente analisadas, garantindo que só é feita quando de facto há benefícios, o mais significativos possível, quer para o clima, quer do ponto de vista mais amplo da sustentabilidade..»

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Aditamento:

Os comentários à versão original deste post onde apenas citava um excerto do artigo do professor Tiago Domingos, levaram-me a concluir duas coisas:

(1) que seria conveniente citar a totalidade do artigo, o que já está feito e

(2) confirmaram o que escrevi em quase 30 posts sobre a dogmática ambiental; o debate sobre os temas ambientais é muito mais um debate ideológico do que um debate científico e nesse debate ideológico as posições tendam a extremar-se existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, em consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predominam as crenças e as teorias da conspiração.

15/05/2024

Putin has an underground war going on with Europe and Europe doesn't even realize it

«The fire that broke out in the Diehl Metall factory in the Lichterfelde suburb of Berlin on May 3rd was not in itself suspicious. The facility, a metals plant, stored sulphuric acid and copper cyanide, two chemicals that can combine dangerously when ignited. Accidents happen. What raised eyebrows was the fact that Diehl’s parent company makes the iris-t air-defence system which Ukraine is using to parry Russian missiles. There is no evidence that this fire was an act of sabotage. If the idea is plausible it is because there is ample evidence that Russia’s covert war in Europe is intensifying.

In April alone a clutch of alleged pro-Russian saboteurs were detained across the continent. Germany arrested two German-Russian dual nationals on suspicion of plotting attacks on American military facilities and other targets on behalf of the GRU, Russia’s military intelligence agency. Poland arrested a man who was preparing to pass the GRU information on Rzeszow airport, the most important hub for military aid to Ukraine. Britain charged several men over an earlier arson attack in March on a Ukrainian-owned logistics firm in London whose Spanish depot was also targeted. The men are accused of aiding the Wagner Group, a mercenary group that has been active in Ukraine and is now under the GRU’s control. On May 8th Britain announced that in response to “malign activity” it was, among other steps, expelling Russia’s defence attaché, an “undeclared” ´GRU officer.

A number of Baltic states have also accused Russian intelligence services of recruiting middlemen to attack property and deface monuments. In February Estonia said it had arrested ten people and broken up a plot to attack the cars of the country’s interior minister and the editor of a news website. Latvia’s security service said it had detained an Estonian-Russian citizen who had poured paint on a memorial to Latvian soldiers who fought the Red Army in the second world war. In March an ally of Alexei Navalny, the Russian opposition leader who died in Russian custody in February, was attacked with a hammer in Lithuania’s capital, Vilnius.

14/05/2024

Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (6b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa» e do «Semanário de Bordo da Nau Catrineta».

(Continuação de 6a)

O não é sim. Chega salta em andamento para o calhambeque socialista

A coligação PS-Chega aprovou o pagamento das portagens nas SCUT por quem não as utiliza e votou o projecto de lei do PS para aumentar para até 800 euros a dedução das rendas no IRS. A proposta do governo no IRS não foi votada e baixou à especialidade.

Pare, escute e olhe! A luz no fundo do túnel Ferrovia 2020 pode ser um comboio espanhol

Perguntado sobre o futuro do transporte ferroviário na Europa no contexto dos planos da Comissão Europeia, Óscar Puente, ministro dos Transportes do governo espanhol, não enganou ninguém e disse «a Renfe vai operar onde tiver oportunidade». Ora, oportunidades são o que não faltam quando se faz o ponto de situação do Ferrovia 2020 que em 2024 tem um atraso total em todos os troços de 33.074 dias.

O Dr. Pedro Nuno quer corrigir a governação do PS com o grupo parlamentar do PS

Provavelmente insatisfeito com os resultados de oito anos de governos de socialistas onde participou, o Dr. Pedro Nuno apresentou uma proposta de alterações ao IRS com o fim do adicional de solidariedade e criando um 10.º escalão.

Take Another Plan. De volta ao velho normal

Depois do celebrado lucro de 177 milhões em 2023, inteiramente resultante de um “empréstimo” a fundo perdido sem juros de 3,2 mil milhões, que aos juros correntes representa duas centenas de milhões por ano, a TAP voltou no 1.º trimestre ao seu normal com 72 milhões de prejuízos.

A insustentável leveza da sustentabilidade

mais liberdade

Para quem conheça o Institute Global Pension Index da Mercer que situou o sistema português de pensões em 41.º lugar em 44 países no que respeita a sustentabilidade, o diagrama anterior que situa Portugal em sétimo lugar nos 27 países da UE no que respeita ao peso das responsabilidades futuras em relação ao PIB, não constituirá surpresa.

13/05/2024

Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (6a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa» e do «Semanário de Bordo da Nau Catrineta».

Afinal o Dr. Medina não é economista, é engenheiro e Mestre em Ilusionismo

À pala da classificação como contabilidade pública ou contabilidade nacional, podemos relevar ao Dr. Medina uma parte das despesas extraordinárias que, segundo o Dr. Miranda Sarmento, o anterior governo aprovou no valor de 1.080 milhões de euros, quase todas depois das eleições legislativas, mas não todas. Nem se pode relevar a manobra de extorquir um total de 115 milhões a vários títulos à Águas de Portugal, à Casa da Moeda e à NAV para a arredondar o rácio da dívida pública.

A pesada herança da autoestrada mexicana do PS

«Entre 2016 e 2023, o investimento público foi apenas de 2,2% do PIB, muito abaixo da média entre 2000 e 2010 (4,2% do PIB) e, mais chocante ainda, abaixo da média do período da “troika” (2,5% do PIB). Aliás, este padrão de sub-investimento prolongou-se até ao final do anterior governo. Dos 1,2% do PIB de “excedente” orçamental de 2023, 1,0% do PIB corresponde a investimento público orçamentado e não executado.» ( Pedro Braz Teixeira)

Em 2023 do investimento público orçamentado de 8,6 mil milhões apenas foram executado 78,2% (6,7 mil milhões), equivalente a 2,5% do PIB, o segundo rácio mais baixo da UE, e uma boa ajuda para o brilharete do superavit do Dr. Medina.


O diagrama anterior mostra-nos na cauda da Óropa em termos de investimento público, a anos-luz dos sobreviventes do colapso do Império Soviético que, por esta e por outras razões, nos estão a ultrapassar um após outro e ano após ano.

Choque da realidade com a Boa Nova

Recordam-se do plano do Dr. Costa para apoiar com 200 euros o pagamento da renda de professores deslocados – o que foi identificado como um grave problema – nos contratos celebrados a partir de Setembro do ano passado? Foram aprovadas até agora 10 (dez) candidaturas.

(Continua) 

Crónica de um Governo de Passagem (1)

Navegando à bolina
Um Governo de Passagem 

O governo AD só não é um governo provisório porque não será seguido por um governo definitivo. Está lá para fazer tempo à espera das eleições europeias e depois verá se cai o governo ou se cai a coligação PS-Chega. Entretanto, ainda que quisesse governar e soubesse como, o calhambeque socialista informal com o Chega a bordo não o deixaria. Portanto, estamos nisto. 

 À procura do astrolábio

São problemas de comunicação, como os 1.500 milhões de descida do IRS que afinal eram só 150 milhões, como a incorporação de delinquentes juvenis, como o pingue-pongue entre os ministros das Finanças actual e anterior sobre o défice deste ano - em contabilidade pública ou em contabilidade nacional? 

São problemas de coordenação como o de um ministro a garantir aos professores as “promoções” e outro a desmenti-lo ou ainda uma ministra a despedir uma provedora e obrigá-la a manter-se no lugar. Assim, estamos nisto.

12/05/2024

CASE STUDY: Construir ciclovias com os dinheiros de Bruxelas é mais fácil do que convencer o povo a usá-las

Expresso

Em três anos mais 450 mil veículos particulares. Apesar do enorme crescimento da frota automóvel, se acreditarmos nas declarações oficiais, com o investimento em ciclovias e a endoutrinação ambiental, a utilização de outros meios de transporte deveria estar a aumentar e a intensidade de utilização dos veículos privados a diminuir, o que visivelmente não está a acontecer.

Fonte: Economist

Um estudo recente envolvendo 850 milhões de pessoas de 794 cidades, entre as quais sete cidades portuguesas, em que foi medida a intensidade da caminhada a pé e da utilização de bicicleta, caracteriza as cidades portuguesas com baixa ou média intensidade desses meios de transporte e também sem predominância do transporte colectivo. Note-se que o ranking é o mundial, que inclui as cidades dos EU e Canadá com alta intensidade de utilização do veículo privado; num ranking europeu as cidades portuguesas ficam pior classificadas. Mais uma vez, a realidade não acompanha o pensamento milagroso.