Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

17/01/2018

Nem só o Estado é amigo do empreendedor (11) - A maldição do jornalismo promocional, outra vez?

Como se poderá confirmar em outros posts desta série, o jornalismo promocional - uma variedade do jornalismo de causas - está frequentemente associado a uma maldição que leva as empresas promovidas a passar pelas maiores trapalhadas e no limite algumas delas a desaparecerem.

Desta vez foram a Nutrigreen (sumos e barras de fruta) e a Sousacamp (cogumelos) ambas praticamente falidas depois de PER (processos especiais de revitalização) falhados. O que têm ambas em comum, além dos PER? Várias coisas: (1) ambas foram financiadas pelo BES, cuja falta foi muito sentida; (2) têm como investidor comum a Espírito Santos Ventures; (3) foram "acarinhadas" pelos poderes do regime e muito visitadas pelas figuras de cera (a Sousacamp ainda em Julho do ano passado estava a receber com «pompa e circunstância» - palavras do semanário de reverência - o PR em exercício que lá foi verter os seus afectos) e, last but not least (4) ambas foram levadas ao colo pelo jornalismo promocional, com destaque para o venerável Nicolau Santos agora assolapado na presidência da Agência Lusa, a Tass do Dr. Costa.

CASE STUDY: Correlação não é causação. Apesar disso, é melhor ligar o desconfiómetro


Parece haver uma correlação significativa entre o número de posts na página do Facebook da AfD (o partido de extrema-direita alemão) e os ataques a refugiados. Pode ser porque esses posts excitam os alemães excitáveis ou porque os alemães excitáveis se excitam com os ataques a refugiados e publicam posts excitados.

16/01/2018

ACREDITE SE QUISER: Perguntem a Marcelo pela licença de utilização

«Câmara desconhece se edifício onde morreram 8 pessoas tem licença de utilização»

Num país normal seria estranho que a entidade que a emite não saiba se tem licença de utilização um edifício que, por acaso, acabou de ter um incêndio onde morreram 8 pessoas. Mas isso seria num país normal.

Em qualquer caso, Marcelo descobriu que a «porta que não abriu é ao lado de outra que abria» e já postulou que «foi uma situação difícil e todos foram excepcionais». Só falta ir à câmara procurar a licença de utilização ou então pedir ao Moedas para dar cá mais um saltinho e ir vasculhar aos arquivos de Tondela.

BREIQUINGUE NIUZ: Marcelo em Arraiolos

Marcelo esteve em Arraiolos a observar o epicentro do sismo de ontem, a confortar as pessoas assustadas, a abraçar velhinhas e a tirar selfies com as crianças das escolas. No final da visita, antes de partir para três inaugurações, uma vernissage, duas visitas a lares de idosos e uma inspecção à porta da Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, disse:
Foi feito tudo, mas mesmo tudo, que era possível fazer. O epicentro está lá em baixo e a Protecção Civil está a caminho. Já disse ao primeiro-ministro que é preciso tomar medidas e que isto não se pode repetir.

DIÁRIO DE BORDO: Senhor, concedei-nos a graça de não termos outros cinco anos de TV Marcelo (49)

Outras preces.

«Um sindicato médico pediu a intervenção do Presidente da República no caso do diretor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Santa Maria, em Lisboa, que acusa de irregularidades e perseguição.» (Expresso)

Mal o presidente tinha acabado de chegar de uma vistoria à porta da Associação Recreativa de Vila Nova da Rainha, já o estavam a encarregar de uma arbitragem. Assim não dá!

Por este caminho chegará o dia em que duas criaturas que têm uma colisão numa daquelas ruas da cidade do Medina que o primo do Dono Disto Tudo tornou intransitáveis, em vez de telefonaram à polícia, uma delas dirá à outra - ou, mais provavelmente, as duas dirão em coro - vou telefonar ao Marcelo para ele vir aqui tratar disto.

15/01/2018

Lost in translation (300) - Não é ao diabo e o que eles têm para vender não é alma

Uma espécie de continuação deste post.

Entrevista do SOL a Costa; 22-08-2015
«Da mesma forma que o Bloco de Esquerda e o PCP têm vendido a alma ao diabo, exclusivamente com o objetivo de pôr a direita na rua, eu acho que ao PSD lhe fica muito bem se vender a alma ao diabo para pôr a esquerda na rua». 
Manuela Ferreira Leite em entrevista à TSF.
Tradução do «vender a alma ao diabo»: transformar o PSD no PS-D, numa espécie de muleta do PS para chafurdar num pântano de negociatas, encurtar a travessia do deserto e distribuir sinecuras antes dos apparatchiks do PS-D morrerem de inanição.

Mensagem subliminar do «vender a alma ao diabo»: não percam tempo porque o PS-D fará o mesmo; votem logo no PS e dêem-lhe a maioria. 

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (118)

Outras avarias da geringonça.

Em mais uma manobra, ao anunciar pela boca da ministra da Justiça que a procuradora-geral Joana Marques Vidal não poderia ser reconduzida - uma treta jurídica como se veio a confirmar - Costa parece pretender evitar que caiam na sua sopa em pleno ano de eleições as moscas que o rodeiam vindas da lixeira socrática e que o dono da lixeira poderia indicar como testemunhas (ler aqui "Chico-espertismo" de Maria de Fátima Bonifácio).

Beneficiando das reposições de que resultaram aumentos de salários e, consequentemente, das bases de cálculo das pensões, mais de 12 mil utentes da vaca marsupial pública aposentaram-se no ano passado com belas pensões - belas quando comparadas com as do sector privado, entenda-se. Falando de privilégios dos utentes da vaca, que constituem o núcleo da clientela eleitoral da geringonça, está a caminho a ampliação da clientela para incluir os contratados a prazo e o pessoal das empresas públicas no acesso à ADSE - o melhor e mais barato seguro de saúde fora do alcance da generalidade dos sujeitos passivos que o pagam.

14/01/2018

ACREDITE SE QUISER: A toponímia do politicamente correcto

Um dos propósitos do politicamente correcto, que, recordemos, se funda no chamado marxismo cultural, é a tentativa de impor uma nova linguagem, uma espécie de newspeak orwelliano. Nos últimos anos o newspeak politicamente correcto entrou no domínio da toponímia fazendo campanhas para mudar o nome de ruas e de cidades.

No Canadá, um dos países onde o politicamente correcto é mais influente, a começar pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, arvorado em sacerdote desta religião, a toponímia revisionista está a mudar o nome a quase tudo.

Só o ano passado foram acrescentados mais de 600 nomes indígenas de localidades. A coisa assume foros de ridículo, como o nome indígena de uma das localidades canadianas que significa «o lago onde as trutas selvagens são pescadas com anzóis» e que se escreve Pekwachnamaykoskwaskwaypinwanik.

Nalguns casos são propostos e aceites vários nomes e atinge-se a insanidade. O rio Mackenzie nos Territórios do Noroeste foi rebaptizado em 2015 com cinco nomes alternativos: Dehcho, Deho, Kuukpak, Nagwichoonjik ou Grande Rivière. (fonte)

BREIQUINGUE NIUZ: Nas eleições do PSD o PS-D ganhou ao PPD-PSD


A abstenção ganhou folgadamente com quase 50% dos inscritos, Rui Rio ficou em segundo lugar com 22.681 votos e Santana Lopes em terceiro com 18.974 votos.

13/01/2018

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (167) - O móbil de Costa

À primeira vista poderá parecer uma teoria da conspiração a especulação de Maria de Fátima Bonifácio ("Chico-espertismo" no Público) sobre o móbil de Costa ao colocar a ministra da Justiça a concluir numa entrevista, a dez meses de distância do termo do mandato e com fundamento num descosido imaginário jurídico, que a procuradora-geral Joana Marques Vidal não poderia ser reconduzida. Joana Marques Vidal, que foi, recorde-se, a primeira PGR a abrir a possibilidade das figuras de cera do regime, dos políticos e dos donos disto tudo serem investigados.

À segunda vista, conhecendo-se os dotes comprovados de Costa, a sua cobardia e a ainda considerável influência de Sócrates, o animal feroz que se referiu a ele como «o merdas do Costa que não tem tomates», e o círculo dos seus fiéis que cerca Costa, a especulação ganha verosimilhança.

«O julgamento, a iniciar-se, como deve (ou deveria), lá para o Outono do ano corrente, vai certamente prolongar-se por muitos meses (ou até anos). Com toda a probabilidade, o julgamento de José Sócrates estará em curso ao longo de 2019, ano de eleições em Maio/Junho (para o Parlamento Europeu) e em Setembro/Outubro (para a Assembleia da República). Ora a “ferocidade” do “animal” (“eu sou um animal feroz”, disse Sócrates) não deve entretanto ter-se amansado, bem pelo contrário, deve ter-se assanhado. E, portanto, é certo e sabido que o acusado usará do direito legal de indicar as suas testemunhas, que não podem recusar-se a depor, presencialmente ou por escrito. E que testemunhas chamará ele de preferência? Os seus anteriores cúmplices ou simplesmente coniventes, alguns deles hoje no Governo, a começar pelo primeiro-ministro. Estão a imaginar ministros e quadros do PS a peregrinar para o Campus de Justiça na Expo? Estão a imaginar a que maquinações Sócrates recorrerá para produzir o máximo de escândalo público?

A remoção de Joana Marques Vidal, per se, não evitará o julgamento. Mas poderá facilitar ou promover o adiamento para depois das eleições, quando já nada afectará os resultados eleitorais.»

CASE STUDY: Trumpologia (27) - Uma inesperada epifania sobre o Donaldo


O jornalista de causas / militante / comentador / analista Daniel Oliveira teve uma epifania e escreveu a frase acima numa peça no Expresso Diário. Sim, já era altura de perceber como isso aconteceu em vez de escrever inanidades como faz a esquerdalhada.

12/01/2018

TIROU-ME AS PALAVRAS DA BOCA: Em resumo

«Vamos resumir o debate no PSD: o problema de Santana Lopes foram os erros que cometeu no passado; o de Rui Rio, os erros que parece disposto a cometer no futuro. Curiosamente, os erros de um e do outro são do mesmo género. (...)

O PSD tem de decidir qual é mais arriscado: se apostar nos que cometeram erros em 2004, ou se confiar nos que parecem preparar-se para cometer erros do mesmo tipo em 2019. Mais fundamentalmente, o PSD terá de escolher entre ser uma alternativa de governo ao PS, ou um mero apêndice da governação socialista. Talvez que essa ainda não seja a escolha de sábado, mas a escolha de sábado pode impedir essa outra escolha mais fundamental no futuro.»

O PSD entre os erros de ontem e os erros de amanhã, Rui Ramos no Observador

Por falar em escolha entre dois males, alguém reparou na estranheza e indignação que suscitou a falta de nível dos debates entre Rio e Lopes por parte dos mesmos opinion dealers que não estranharam nem se indignaram com a falta de nível dos debates entre Costa e Seguro?

Fake news: An abusive producer assaulted by Hollywood stars (republished post)

Posted here and now completed after singer Seal has written «when you have been part of the problem for decades but suddenly they all think you are the solution.»

Harvey Weinstein with Heidi Klum and Uma Thurman at a 2014
Golden Globes afterparty (Telegraph)


Oprah Winfrey with the abuser, three years before the exciting anti-abuse speech
Backstage at the Critics' Choice Awards 2014

The truth is rarely pure and never simple.
Oscar Wilde

11/01/2018

ACREDITE SE QUISER: Campeões da inovação? Chamem-lhe outra coisa

«CES 2018. Portugal é um dos 13 campeões mundiais da inovação» é um dos muitos títulos a propósito do relatório da Consumer Technology Association (CTA), apresentado na Consumer Electronics Show em Las Vegas, incluir Portugal em 9.º lugar entre os 13 países mais inovadores.

Portugal um dos países mais inovadores? Terei andado distraído? Afinal o que é a inovação? Segundo o Oslo Manual, há quatro tipos de inovação que a OCDE descreve assim:

«Product innovation: A good or service that is new or significantly improved. This includes significant improvements in technical specifications, components and materials, software in the product, user friendliness or other functional characteristics.

Process innovation: A new or significantly improved production or delivery method. This includes significant changes in techniques, equipment and/or software.

Marketing innovation: A new marketing method involving significant changes in product design or packaging, product placement, product promotion or pricing.

Organisational innovation: A new organisational method in business practices, workplace organisation or external relations.»

Sei que o complexo de inferioridade dos portugueses precisa de constantes afagos e reconhecimento fundado ou infundado, mas, chegado aqui, pergunto-me em qual ou quais destes tipos de inovação Portugal se distinguiu? Fui procurar resposta à Consumer Technology Association (CTA) que nos premiou. Eis a explicação pelas palavras da CTA:

«Portugal was named an Innovation Champion for:
  1. Its fair percentage of immigrants in its population, and high gender parity among workers aged 25-54
  2. High levels of personal and political freedom
  3. Average internet speeds of 9.9 mbps
  4. A middling share of highly skilled workers and 27.8 percent of graduates in the country earning STEM degrees
  5. A federal corporate tax rate of 21 percent and a tax on streaming media services
  6. Spending 1.28 percent of its GDP on R&D
  7. An impressive annual new business entry rate of 4.62 per 1,000 people aged 15-64 and zero unicorns (companies worth over $1 billion)
  8. Policies that generally allow people to fly drones for recreational and commercial purposes
  9. Placing undue regulatory burdens on ridesharing services
  10. Largely allowing people to use short-term rentals
  11. Allowing the testing and use of self-driving vehicles
  12. Air quality above World Health Organization standards and 100 percent of the population with access to WHO-qualified improved drinking water sources»
Algumas dúvidas quanto ao rigor dos indicadores: 1. 4%  de imigrantes é fair? se temos high gender parity porque se indignam os movimentos feministas?; 4. Alguém disse à CTA qual a percentagem de trabalhadores com o secundário completo e qual a taxa de desemprego entre os licenciados? 5. Alguém falou na derrama que pode chegar a 4,5% a somar aos 21%?  6. Alguém lhes explicou onde são aplicados os dinheiros de I&D? Alguém lhes disse que Portugal é o país da UE28 que mais gasta em I&D mas os resultados são medíocres8., 9. e 10. Esperem até ver o oceano de ejaculações regulatórias que vai ser produzido logo que os apparatchiks acabem de tratar das reposições.

Dando de barato o rigor dos indicadores, o que tem isto a ver com inovação?

10/01/2018

A mentira como política oficial (41) - O transformismo costista

É para mim um mistério tão pouca gente reparar no prodigioso transformismo da governação de Costa.

Com um programa de governo cujos drivers de crescimento eram a despesa pública, incluindo investimento, e o consumo, isto é a procura interna, deixou-os cair para cumprir as metas do défice orçamental, a que chamava na oposição a ditadura de Bruxelas, e aproveitou a boleia das exportações e do turismo, isto é da procura externa, para a qual o governo em nada contribuiu, para se enfeitar com as grandes realizações da economia, ao mesmo tempo que falhava em toda a linha nas áreas da governação da sua directa responsabilidade.

Semelhante transformismo foi realizado também com a austeridade que, segundo o programa, teria a página voltada e na realidade consistiu na substituição dos cortes de salários e pensões por cortes no investimento e na despesa em bens e serviços, através das cativações que deixam as escolas sem dinheiro para o aquecimento, os hospitais sem meios para tratar os doentes e os fornecedores com facturas penduradas. E, claro, na troca dos impostos directos pelos indirectos disfarçados no preço dos bens e serviços.

Contra o histerismo da manada que odeia os homens

«Nous défendons une liberté d’importuner, indispensable à la liberté sexuelle»

Dans une tribune au « Monde », un collectif de 100 femmes, dont Catherine Millet, Ingrid Caven et Catherine Deneuve, affirme son rejet d’un certain féminisme qui exprime une « haine des hommes ».

(Le Monde)

09/01/2018

DEIXAR DE DAR GRAXA PARA MUDAR DE VIDA: As elites merdosas e os inexistentes conflitos de interesse

«Na verdade, as elites portuguesas convivem com os conflitos de interesses há séculos. A tradição dos múltiplos chapéus, da acumulação de sinecuras, da plasticidade de nomeações, das amplas portas giratórias entre o Estado e o mundo económico é, em si mesma, o cimento de uma cultura que tolera e estimula os conflitos de interesses. Isso distingue as elites inclusivas e produtivas de outras sociedades daquilo que sempre foram as nossas elites predadoras e rentistas.

Em Portugal, os órgãos sociais não executivos de uma qualquer organização são meros ornamentos de Natal (por mera coincidência da época do ano). Quanto mais bonitos (com nomes de figuras públicas conhecidas), melhor. Mas não servem para absolutamente nada. E estão longe de ter a mais mínima responsabilidade seja no que for.

Por um lado, sabemos que um capitalismo com concentração de capital (como é a tradição portuguesa) não requer estruturas de governança com fiscalização ou supervisão (porque não há disseminação de autoridade que justifique os custos de uma governança complexa). Por isso, os órgãos sociais não executivos não foram uma invenção local, mas mais uma importação para ficar bem na fotografia europeia. Por outro lado, dominados por uma cultura profundamente não confrontacional (qualquer crítica é sempre um insulto pessoal) e elites cooptadas (em vez de concorrentes), os órgãos sociais não executivos encontram um terreno árido e hostil para exercer o papel para que foram criados. A cultura das elites portugueses sempre apreciou mais o "entrar mudo e sair quedo".»

As lições raríssimas, Nuno Garoupa no DN

NÓS VISTOS POR ELES: Vhils na Ozi

«Because creative destruction can be both brutal and poetic.»

08/01/2018

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (117)

Outras avarias da geringonça.

Se há matérias em que se deve reconhecer os méritos deste governo é na esperteza saloia de manipular as mentes de um eleitorado amorfo, desejoso de boas notícias e anestesiado pela «boa imprensa». Como foi o caso das tabelas de retenção na fonte do IRS construídas por forma a ser retido um imposto mais elevado que aumentará as devoluções de imposto no próximo ano... de eleições.

Onde a geringonça também consegue resultados de excelência é na construção de um estado orwelliano a que agora acrescentou mais um tijolo com a proposta de lei impondo às empresas com mais de 100 trabalhadores um «certificado de igualdade de género» atestando a inexistência de salários diferenciados entre homens e mulheres que, se entendida como salários diferentes para a mesma função na mesma empresa (que é como deve ser entendida), só existe na realidade alternativa da esquerdalhada (ver a série Mitos - Diferenças salariais entre homens e mulheres).

Ambas se vestiram de preto. Uma porque foi, outra porque não foi

Michelle Williams e a activista Tarana Burke nos Globos de Ouro