Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

23/04/2018

Títulos inspirados (75) - Mais? Não estão já os suficientes?

Ciganos querem mais ciganos na política

ci·ga·no 
(talvez do francês antigo cigainactual francês tsigane ou tzigane)
adjectivo
1. Relativo a ou próprio dos ciganospovo nómadade origem asiáticaque se espalhou pelo mundo (ex.: canto cigano). = ZÍNGARO
...
adjectivo e substantivo masculino
...
6. [Pejorativo]  Que ou quem age com astúcia para enganar ou burlar alguém. = BURLÃOIMPOSTORTRAPACEIROVELHACO


"cigano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008- 2013, https://www.priberam.pt/dlpo/cigano [consultado em 23-04-2018].

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (132)

Outras avarias da geringonça.

Depois de ter aumentado a despesas com salários em 530 milhões em 2016 e em 400 milhões em 2017, o governo prepara-se para a aumentar mais mil milhões de euros (valor bruto) entre 2018 e 2020 à pala do «descongelamento das carreiras» um eufemismo para esconder a promoção por antiguidade e sem mérito.

Ao mesmo tempo, escreve o Negócios, o «governo assume alívio no redução dos funcionários públicos», o que é uma maneira criativa de dizer que o governo não só não cumpriu o compromisso com Bruxelas de só contratar um por cada dois funcionários que saíssem como acabou a aumentar o número de utentes da vaca marsupial pública.

Moral da estória: manter a freguesia da geringonça satisfeita não é barato.

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (170) - De vez em quando ouve-se uma vozinha


Instrumento de corruptos e criminosos. Esta deve ser uma das poucas coisas em que concordo com La Pasionaria do PS. Regeneração? Como regenerar um partido em que os seus órgãos estão ocupados por uma maioria de corruptos e seus cúmplices, por acção ou omissão? Como regenerar um partido em que um ex-secretário-geral e actual presidente do parlamento não vê nada de reprovável no facto de um presidente do partido que empregou no Estado toda a família receba subsídios de viagem por viagens que não paga? Sem falar no governo, atestado de gente que carregou Sócrates ao colo ou, na melhor hipótese fechou os olhos.

E não me venham dizer que todos os partidos ou todos os políticos são iguais, porque não são. E, ainda que todos fossem iguais, alguns são mais iguais que os outros, como no Triunfo dos Porcos.

22/04/2018

SERVIÇO PÚBLICO: A intervenção da geringonça no arrendamento, uma espécie de Reforma Agrária do século passado

«Aquilo que está subjacente à histeria em torno da dita crise da habitação é o velho horror ao mercado. E é também o ódio de classe da oligarquia estatista a tudo e a todos que procuram obter rendimentos que não passem pelo crivo dos subsídios, dos apoios e dos programas propagandeados por juntas de freguesia, câmaras, gabinetes, institutos, linhas de apoio…

(...)

O que interessa é o potencial de controlo político que cada intervenção estatal comporta. E no caso da habitação esse potencial é enorme. Tanta declaração de rendimento para ser passada e confirmada. Tanto sociólogo a dizer “os nossos bairros” para explorar o ressentimento. Tanta mediador cultural para servir de interlocutor. Tanta empena mal impermeabilizada mas cobertinha por murais artísticos.

Esse universo anunciado de rendas sociais, rendas reguladas, rendas acessíveis e rendas condicionadas ocupa hoje o lugar que a Reforma Agrária desempenhou no século passado: a esquerda acredita que é ali que fará a sua sementeira de votos.»

Continue a ler este artigo imperdível de Helena Matos

A geringonça tem visão que Ronald Reagan caracterizou com ironia e rigor assim: «If it moves, tax it. If it keeps moving, regulate it. And if it stops moving, subsidize it

A metalúrgica do regime afunda-se com ele (10)

Actualização de (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7) , (8) e (9)

Recordando: a Martifer, dos irmãos Martins, foi em tempos um dos exemplos de sucesso de José Sócrates e uma das meninas dos olhos do jornalismo promocional (uma variante do jornalismo de causas). Quando começou a afundar-se foi acolhida em 2007 pela Mota-Engil, a construtora mais emblemática do regime, de que foi presidente executivo Jorge Coelho que agora voltou à administração como lóbista em chefe. A Martifer teve mais 137 milhões de euros de prejuízos em 2014 e esteve desde Abril de 2015 a tentar vender 55% da Martifer Solar que contribuiu com metade dos prejuízos do grupo. Em Agosto de 2016 uma participação de 55% da Martifer Solar foi finalmente vendida à francesa Voltaliad. Nessa altura a Martifer Solar foi avaliada em de nove milhões de euros, uma fracção do que lá foi torrado.

Sem surpresa para ninguém, o principal financiador da Martifer foi o BES, à época o banco do regime, créditos que foram herdados pelo Novo Banco que entretanto já havia perdoado 26 milhões à Estia, uma imobiliária dos Martins. Entalado com os restantes muitos mais milhões, o Novo Banco pressionou a Mota-Engil (outro dos grandes devedores do Novo Banco) a tomar conta da gestão afastando os irmãos Martins. A estória está aqui relatada no Expresso num tom eufemístico e fantasista, como seria de esperar de um jornal promotor da Martifer pela pena de Nicolau Santos.

Assim continua a purga dos 6 anos do festim socrático e se consuma mais um episódio da defesa dos centros de decisão nacional.

21/04/2018

CASE STUDY: A doutrina Somoza como modo de vida (4)

A acrescentar aos múltiplos exemplos de gente que não é de esquerda e de empresários que foram constituídos arguidos, condenados e presos pela justiça brasileira, temos agora Aécio Neves, senador e ex-candidato presidencial pelo PSDB, constituído arguido na Operação Lava Jato. Aécio Neves foi incriminado com base em gravações feitas em maio de 2017 pelo empresário Joesley Batista que beneficiou do regime de delação premiada.

Alguém clamou que se tratava de um golpe da esquerda revolucionária, socialista, comunista? Alguém ouviu Aécio Neves discursar em cima de um telhado contra a justiça e a comunicação social?

Dúvidas (220) - Se metade dos incêndios não é investigada como se sabe que 98% têm origem humana?

Mais de metade dos incêndios em Portugal não são investigados

Relatório conhecido esta sexta-feira revela que 98% dos incêndios em Portugal têm origem humana...

20/04/2018

COMO VÃO DESCALÇAR A BOTA? (16) - A "competividade" e a "protividade", segundo Costa

É certo que um Costa que em 25-01-2015 nos diz "Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha" e decorridos 3 anos nos diz em 16-04-2018 que aspira a bater o recorde europeu de redução da dívida ao mesmo tempo que em valor absoluto a tem vindo a aumentar, merece pouco crédito. Ainda assim, a capacidade de nos surpreender permanece intacta como mostram as suas declarações no jantar do 45.º aniversário do PS, junto ao Cristo Rei, um local apropriado para nos anunciar novos milagres:
«A direita dizia que para Portugal recuperar competitividade era preciso baixos salários e fragilização dos direitos laborais. A verdade é que aumentámos o salário mínimo em 2016, em 2017, este ano – e ficam já a saber que voltaremos a aumentá-lo em 2019 (Expresso)
Confrontemos o discurso de Costa sobre a recuperação da "competividade", como ele lhe chama, com a realidade baseada em dados actualizados na véspera desse discurso.

Labour productivity and unit labour costs (Eurostat)
Entre o ano anterior ao resgate e o último ano do governo PSD-CDS a produtividade (ou "protividade", segundo o costês) aumentou 1,9%. Nos dois anos do consolado de Costa a produtividade desceu 0,3% e em relação a 2010 Portugal foi o quarto país da EU28 em que a produtividade menos progrediu. Vamos ver como Costa descalça a bota quando a festa acabar, ruir o palanque das fantasias e os salários reais voltarem a cair para compensar a perda de competitividade. Os seus antecessores fugiram, um para Genebra e outro para Paris. Tentará Costa fugir para Belém desalojando o inquilino actual, outro contador de estórias?

Lost in translation (303) - Ronaldo das Finanças sobre o resgate do Montepio


Mário Centeno, o Ronaldo das Finanças aka o Vítor Gaspar do PS, disse em entrevista ao Negócios, a propósito da misericórdia da entrada das Misericórdias no capital da Associação Mutualista Montepio Geral que «se formos chamados a ajudar o Montepio temos de estar disponíveis» porque «o garante último da estabilidade financeira é o Governo, e dentro do Governo o ministro das Finanças».

Confundido com o enigmático pensamento de Centeno, recorri, uma vez mais, ao nosso tradutor automático (um web bot de AI com machine learning baseada numa Neural Network com acesso a servidores de Big Data), introduzi o seu discurso e obtive o seguinte output:
«O dinheiro destinado às obras sociais que mandámos as Misericórdias injectar na instituição controlada pelas maçonarias chamada Associação Mutualista, não chegará para a resgatar. Por isso, os contribuintes têm de estar disponíveis para lhes ser extorquido mais dinheiro para a manter a flutuar.»

19/04/2018

A mentira como política oficial (42) - "Como se finge que não se está a fazer fazendo"

«Durante quase dois anos e meio, o Governo disse uma coisa e fez outra, como se alertou várias vezes neste espaço a partir determinada altura. Reduziu o défice público e caminha para o excedente orçamental, está a conseguir controlar a dívida e tem consciência que está longe de ter o problema das contas públicas resolvido. Mais do que tudo isso, concretizou em 2017 uma política orçamental que segue as melhores práticas de política económica: contra-cíclica, como salienta o Conselho de Finanças Públicas.

Fez tudo isso à socapa, dizendo que não o estava a fazer – afinal estavam a ser repostos rendimentos com a eliminação dos cortes salariais na função pública e das pensões e o fim da sobretaxa. E como é que se concretizar uma política de redução do défice público mascarada de expansionista, como se finge que não se está a fazer fazendo? Cortando em despesa pública que não tem representantes, que não está capturada, que é de todos e não é de ninguém. Despesa pública que só se nota que faz falta a prazo. É assim que chegamos aos cortes no investimento público.

O importante, dirão os pragmáticos, é atingir os objectivos. Os meios com que se atingem esses objectivos não são relevantes. Se é preciso fingir, finge-se. Se é preciso cortar em despesa, que se corte na que não tem associações ou sindicatos que a defendam. Esta pode ter sido a táctica que conseguiu conciliar os objectivos económico-financeiros (de redução do défice e conquista da confiança na economia) com os objectivos políticos (de conquista e estabilização do poder). E deste ponto de vista António Costa e Mário Centeno foram brilhantes na frieza com que traçaram e concretizaram este caminho. Mesmo sabendo que, se corresse mal, o país pagaria um preço elevado. Mesmo sabendo que não estava a dizer toda a verdade ao seu povo. Mesmo sabendo que cortar despesa pública sem voz é desproteger os mais frágeis, os que precisam dos serviços públicos básicos. Mas tudo isso só se vê a prazo, como só a prazo um dia o povo poderá perceber os fingimentos.»

Excerto de «Temos um novo António Costa?», Helena Garrido no Observador

Acrescente-se que o sucesso desta mistificação só foi possível aproveitando a extrema infantilização do eleitorado português com a cooperação do jornalismo de causas que infesta as redacções arregimentado à volta da geringonça. E não, o importante não é apenas atingir os objectivos. O que distingue as sociedades democráticas é que nem todos os meios são legítimos.

De resto, os objectivos, isto é as metas que foram fixadas no programa de governo, não foram atingidos: a austeridade não terminou, modificou-se; o investimento público não aumentou, reduziu-se significativamente; a descapitalização da economia prosseguiu e o crescimento não foi por via da distribuição de rendimentos e do consumo, como pretendia o PS, mas por via do turismo e das exportações. E quando chegar a próxima crise - a única certeza quanto às crises é que acabarão por chegar - já não teremos os 170 mil milhões de dívida pública que tínhamos no início do resgate de 2011 mas 250 ou 300 mil milhões.

18/04/2018

Tradition? Tradition is no more what it used to be

Quando há mais de duas décadas tive os primeiros contactos com a SAP, o gigante alemão que criou o conceito de ERP (Enterprise Resource Planning) e desenvolveu os sistemas mais populares nesta área (R/2, R/3 e actualmente R/4Hanna), era ainda uma empresa quase tipicamente alemã com uma imagem relativamente tradicional e conservadora.


Este ano um dos seus eventos vai ser em Lisboa no dia 23 de Maio. Vejam-se três dos artistas que destacou para o show alfacinha: Chiefs Futurist & Evangelist.

Profissões de risco na Rússia do czar Putin: ex-espiões e repórteres desalinhados

Em Março tivemos a quase morte de Sergei Skripal, um ex-espião duplo, alegadamente envenenado com uma substância que por acaso é produzida na Rússia de Putin e não se vende nas drogarias. Em Abril foi a vez de Maxim Borodin, jornalista russo que recentemente publicou uma reportagem sobre a morte na Síria de centenas de mercenários russos recrutados por um capanga de Putin.

Pouco antes de ter caído do 5.º andar onde morava, Borodin tinha telefonado a amigos dizendo ter visto pessoas com máscaras e camuflados a rondarem o seu apartamento. Foi 38.º jornalista desalinhado a morrer nos últimos quatros anos. De onde podemos concluir que na Rússia de Putin o desalinhamento apresenta uma elevada taxa de mortalidade.

16/04/2018

CASE STUDY: Trumpologia (30) - «Morally unfit»

Mais trumpologia.

Em entrevista ao canal ABC News, a propósito do livro (A Higher Loyalty: Truth, Lies, and Leadership) que acaba de publicar sobre a sua experiência como director do FBI, demitido por Trump em Maio do ano passado, James Comey classificou-o como mentiroso compulsivo («serial liar»), eticamente desajustado ao cargo («morally unfit») e não reflectindo os valores dos Estados Unidos («This president does not reflect the values of this country»). É difícil discordar.

Crónica da anunciada avaria irreparável da geringonça (131)

Outras avarias da geringonça.

A que passou foi a semana Centeno, em que o Ronaldo das Finanças, ou o Vítor Gaspar socialista como lhe começam a chamar pela sua "obsessão" com o défice, ocupou o palco ajudando (malgré lui?) Costa a poupar-se e proporcionando a Catarina e Jerónimo um bode expiatório mais acessível e um saco mais barato da porrada destinada a Costa, e também ajudando o próprio Centeno a posicionar-se melhor para o olimpo da Comissão Europeia.

Como motivo adicional de notoriedade de Centeno e das suas cativações, neste caso partilhada com o Adalberto, tivemos o escândalo da ala pediátrica do hospital S. João (recorde-se a propósito o boicote à iniciativa da Associação Joãozinho promovida por Pedro Arroja) e ficámos a saber que segundo os últimos dados do Ministério da Saúde de 30-11-2017, «pelo menos 74 consultas espalhadas por todo o país apresentavam prazos médios acima de um ano, o que afectava cerca de cem mil doentes».

15/04/2018

CASE STUDY: Catarina, um caso extremo de personalidade múltipla

«Um dos fenómenos mais bizarros da vida política portuguesa é a existência de duas Catarinas Martins (como se uma não chegasse). A ‘Catarina Martins I’ vota a favor dos orçamentos deste governo. E já votou a favor de três, todos eles da responsabilidade do ministro das Finanças. Mas, depois, a ‘Catarina Martins II’ anda pelas ruas das nossas cidades, com as televisões atrás, a protestar contra o orçamento que a versão número um da senhora aprovou. A nossa Catarina Martins deve achar que os portugueses são estúpidos ou então julga que a política não é mais do que um palco de teatro. Em Portugal, o populismo, a demagogia e o oportunismo juntaram-se no Bloco de Esquerda e são levados ao palco pela Catarina.»

«O Bloco transformou Centeno no novo Vítor Gaspar», João Marques de Almeida no Observador

Mitos (273) - O capitalismo é o maior responsável pela degradação do ambiente

Que o capitalismo desde a revolução industrial tem causado danos ao ambiente parece inquestionável. Ainda assim, está longe de rivalizar com o socialismo real na sua versão soviética e maoista, como o demonstram a ex-URSS e a China que infligiram (e infligem) danos ao seu ambiente que não encontram paralelo nos países capitalistas. Entre parêntesis: ao contrário do socialismo real, o socialismo utópico está inocente a este respeito; os únicos danos que costuma infligir são ao cérebro dos seus prosélitos.

E antes do capitalismo e da revolução industrial seria o mundo um paraíso bucólico? Segundo a lengalenga na versão rousseauniana, no mundo pré-capitalista o homem e a natureza viviam em perfeita harmonia.


Pois parece que não. Há vários exemplos, e hoje cito o da Islândia que antes da chegada dos vikings no final do século IX tinha um quarto da sua superfície coberta por floresta e com o abate em grande escala de árvores para a construção de barcos e libertar terra para a agricultura que se seguiu ficou praticamente desflorestada. Apesar do esforço constante de reflorestação, iniciado com uma homérica tempestade de areia em 1882, a área coberta é ainda insignificante e ao ritmo actual estima-se que para atingir o objectivo de 5% da área total serão precisos 150 anos. (Fonte)

14/04/2018

Dúvidas (219) - Quem disse que o mundo está cada vez pior?

Tal como a mentira circula mais depressa e chega mais longe do que a verdade, no Twitter e noutros sítios, o mesmo se passa com as más notícias e as visões catastrofistas. O mundo parece um palco de tragédias, um vale de lágrimas e está cada vez pior, diz-se.

Para quem pensa assim, provavelmente a maioria dos que já abandonaram a adolescência (no passado no final dos teens, actualmente cada vez mais nos entas), a leitura recomendada é «Enlightenment Now: The Case for Reason, Science, Humanism and Progress» de Steven Pinker.

Alguns exemplos para contrariar a ideia de que tudo está cada vez pior. O mundo actual é 100 vezes mais rico do que há 200 anos e é menos desigual. A parte do PIB mundial com origem em países em vias de desenvolvimento (alguns em vias de subdesenvolvimento, digo eu), que em 1990 era de 20% e actualmente é quase metade, estima-se que seja de 55% em 2020. A proporção anual de vítimas mortais em guerras é inferior a um quarto dos anos 80 e a meio por cento do período da II Guerra Mundial. O número de armas nucleares diminuiu 85% desde o seu máximo. Durante o século 20 a probabilidade de um americano morrer num acidente de automóvel, num incêndio ou no trabalho diminuiu 96%, 92% e 95%, respectivamente.

Em todo o mundo os QI médios aumentaram 30 pontos em 100 anos, devido a uma melhor alimentação e melhores estímulos ao desenvolvimento mental. Há 200 anos apenas 1% da população vivia numa democracia e actualmente vivem dois terços (nem que seja numa democracia limitada, digo eu).

A tolerância também progrediu significativamente. Os gays e outros praticantes de sexo alternativo que ainda há poucas décadas eram perseguidos são hoje uma minoria influente que dita as modas. Em 52 países, 45 aumentaram a felicidade em 1981 e 2007.