Com excepção do ministério das Finanças, que tem fé num crescimento de 2% este ano, todas as outras previsões variam entre o realismo da Católica (1,5%), que estranhamento não acredita em milagres, e o realismo tardio do FMI que na última revisão cortou mais 0,2 pontos percentuais e está agora em 1,7%. A economia que estagnou no 1.º trimestre em relação ao anterior, não dá mostras de se animar no 2.º trimestre, segundo a maioria dos gurus. (fonte)
O excedente externo até Abril desceu 47% em relação ao mesmo quadrimestre do ano passado (BdP). O saldo orçamental do 1.º trimestre, que no ano passado foi nulo, este ano foi, segundo o INE, negativo (510 milhões ou 0,7% do PIB).
Com este quadro, não é surpreendente que a emissão de mil milhões de euros de Bilhetes do Tesouro a 2 anos tenha ficado quase oito pontos-base acima da emissão comparável em Abril. (fonte)
O Dr. Montenegro exorta à competitividade
O Dr. Montenegro apela ao país para melhorar a produtividade, as competências profissionais e a inovação? Não exactamente, ele apela para o «Governo, a administração pública, as universidades, politécnicos, agentes económicos» serem competitivos a concorrer aos subsídios do fundo europeu de competitividade.
Aumentar o salário mínimo só precisa de um decreto. Aumentar a produtividade é um pouco mais difícil (Bis)
| Expresso |
Os 14,6 pontos percentuais de diferença entre uma produtividade que é 66,8% da média da UE, contra um salário médio que representa 81,4% dessa média, explicam muita coisa,
[Não tendo a certeza de que Confúcio estivesse certo a respeito do valor das imagens, volto a publicar dois diagramas diferentes dos da semana passada, uma vez mais, em intenção das almas atreitas ao pensamento milagroso que acreditam que se aumenta a produtividade aumentando os salários ou que a riqueza se pode aumentar sem aumentar a produtividade ou que a produtividade se pode aumentar sem aumentar o desempenho dos trabalhadores.]
Promovendo a mediocracia no país…
| mais liberdade |
… e nos utentes da vaca marsupial pública A AD pode estar a cair nas sondagens, mas isso não impede o governo de subir nas nomeações e ganhar terreno ao PS, o grande especialista da ocupação do aparelho do Estado sucial, e nomear os seus fiéis para dois terços dos centros distritais do Instituto da Segurança Social. Boa Nova. Más notícias para os brilharetes dos excedentes fabricados Como aqui explica o economista Óscar Afonso, a despesa líquida, isto é a despesa primária financiada pelo país, excluindo os donativos de Bruxelas, passará a ser o indicador principal para avaliar a execução orçamental. Das novas regras resultará que no próximo ano o défice orçamental possa ultrapassar 0,5% do PIB e dar origem a um procedimento por défice excessivo. O Dr. Montenegro continua a abusar dos superlativos À medida que a AD se afunda nas sondagens, mais o Dr. Montenegro se transcende ao adjectivar a realidade. A semana passada, entre os múltiplos exemplos de adjectivação aditivada com que nos brindou, destaco a sua declaração sobre a PSU que considera «uma proposta que quebra a armadilha da pobreza, acredita no potencial de cada um, reconhece o seu esforço e o seu mérito, incentiva o trabalho e apoia na construção de projetos de vida com futuro e com dignidade». Tal consideração não impediu uma negociação atabalhoada e sem princípios, ora com o Chega ora com o PSD, que conduziu a um resultado sobre o qual nem o próprio PS se entende. É preciso ser muito saudável para resistir a tanta doença Além do que já sabia sobre a propensão nacional à doença, segundo o relatório 'Saúde do Cérebro em Portugal', da Headway, quase metade da população (47,1%) sofre de doenças cerebrais e o impacto económico ultrapassa os 4,7 mil milhões de euros anuais em despesas diretas de saúde (fonte). |
