Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

21/02/2024

How the Radical Left Conquered Almost Everything for a Time (VII)

(Continued from IIIIII, IVV and VI)
More examples picked up from those described by Christopher Rufo of neo-Marxism in institutions controlled by the clique of believers.

«If the cities of Tigard and Beaverton represent the categories of theory and praxis, the city of Portland represents their conclusion: power.
 
In recent years, Portland has emerged as the leading hub of America left-wing radical movements. The city's loose network of Marxist, anarchist, and anti-fascist groups has turned the street riot into an art form. After the death of George Floyd, Portland's radicals attacked police officers and laid siege to federal buildings for more than one hundred consecutive nights; they armed themselves with rocks, bottles, shields, knives, guns, bricks, lasers, boards, explosives, gasoline, barricades, spike strips, brass knuckles, and Molotov cocktails. Following the chaos, many downtown businesses closed their doors and insurance companies began to raise premiums or refuse to issue policies because of the risk of ongoing property destruction.

The same philosophy that animates the street radicals also animates the bureaucrats at Portland Public Schools, who have institutionalized the philosophy of social justice and incorporated political activism into every aspect of the education system. In recent years, administrators have pledged to make "antiracism" the district's "north star," promising to build "'an education system that intentionally disrupts - and builds leaders to disrupt systems of oppression. '' (…)

At one anti-racism session, this teacher was required to participate in a line of oppression" exercise. The trainers lined up a group of educators and shouted out various injustices -racism, sexism, homophobia, etc. - then asked the teachers who would suffer from these harms to step forward. The room was then divided into the oppressors and the oppressed, with straight white men and women forced to reckon with their identity as oppressors. The objective, according to the teacher, was to consolidate ideological power and intimidate white teachers into submission through collective guilt and fear of being labelled racists. 

The anti-racism program "was the battering ram," but the ultimate goal, according to the teacher, is the “dismantling of Western culture” and the ushering in a new left-wing utopia”. “I have no doubt that that’s exactly what they want” the teacher said. “And dismantling means just picking it apart until there’s nothing to hold it up anymore and then they can replace it.”

Today, the ideology of “anti-racism” has permeated every department in the district. »
 
(To be continued)

20/02/2024

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (105b)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

(Continuação de 105a)

O PS grávido do Estado. O caminho para o socialismo passa por fazer de todos os portugueses funcionários

Aumentar o número de funcionários num país em que a administração pública funciona cada vez pior é definitivamente a vocação do Dr. Costa e do PS. Em apenas 8 oito anos, durante os quais a população residente aumentou 0,006%, o número de funcionários cresceu 13,0% de 659.138 para 745.406, ou seja, 2.166 vezes mais.


Democracia avariada

Sob a batuta do Dr. Costa o índice de democracia da Economist Intelligence Unit (EIU) está em queda desde 2019 e Portugal é classificado como uma democracia com falhas com o terceiro mais baixo índice de “Funcionamento do governo” (6,79) na Europa Ocidental, a seguir a Chipre (5,36) e Turquia (5,00).

A lição de Mme Ourmières-Widene saiu um poucachinho cara aos contribuintes

«Christine Ourmières-Widener afirma, em entrevista à CNN Portugal, que uma das lições que aprendeu com o seu despedimento foi não voltar a trabalhar para uma transportada aérea pública.» (fonte)

Choque da realidade com o anúncio …

Há um ano a ministra da Justiça anunciava a contratação de 200 oficiais de justiça. Decorrido um ano, constata-se que um terço dos novos oficiais de justiça desistiram ao fim de menos de seis meses (fonte).

Pescadinha de rabo na boca

Se uma empresa privada garantisse as suas responsabilidades por pensões num fundo composto por acções próprias isso seria um caso de polícia pela razão óbvia de se a empresa falisse o fundo de pensões não valeria um caracol. 

mais liberdade

Num quarto resgate, o que valerá o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social com 75% de dívida pública?

Portugueses no topo da Óropa e até do Mundo

mais liberdade

Vem a propósito da pescadinha lembrar o acelerado envelhecimento populacional que ameaça a sustentabilidade da Segurança Social.

«Empresa Financeiramente Apoiada Continuamente (pelo) Estado Central»

Recordando: decorridos mais de quatro anos da nacionalização, a facturação da EFACEC caiu de 430 milhões para menos de 100 milhões, foram torrados mais de 300 milhões e o total de perdas do Estado e dos outros accionistas atingirá 513 milhões. O fundo Mutares ficará com o mono com um capital de 300 milhões onde entrou com apenas 15 milhões de capital e 60 milhões de garantias bancárias. Pelo caminho, soube-se agora, durante esses quatro anos metade dos trabalhadores com mestrado ou doutoramento foram-se embora.

19/02/2024

Navalny’s Letter to the former Soviet dissident Natan Sharansky

«Natan Sharansky, one of the great heroes of the twentieth century, corresponded with Alexei Navalny, one of the great heroes of the twenty-first. Navalny, through his lawyers, managed to get a Russian copy of Sharansky’s famous memoir Fear No Evil. He read it in the gulag where he was killed on February 16, 2023.»
 
First letter written by Alexei Navalny to Natan Sharansky

Extract from the English translation published by Free Press:

«Your book gives hope because the similarity between the two systems—the Soviet Union and Putin’s Russia—their ideological resemblance, the hypocrisy that serves as the very basis of their essence, and the continuity from the former to the latter—all this guarantees an equally inevitable collapse. Like the one we witnessed.

The most important thing is to arrive at the correct conclusions, so that this state of lies and hypocrisy does not enter a new cycle. In the preface of the 1991 edition you write that dissidents in prisons have kept the “virus of freedom” and it is important to prevent the KGB from inventing a vaccine against it. Alas, they have invented it. But in the current situation, it is not them who are to blame, but us, who naively thought that there was no going back to the old ways. And for the sake of good, it’s okay to rig elections a little bit here, or influence the courts a little bit there, and stifle the press a bit over here. 

These little things, and the belief that it is possible to modernize authoritarianism, are the ingredients of this vaccine. 

Nonetheless, the “virus of freedom” is far from being eradicated. It is no longer tens or hundreds as before, but tens and hundreds of thousands who are not scared to speak out for freedom and against the war⁵, despite the threats. Hundreds of them are in prisons, but I am confident that they will not be broken and they will not give up.

And many of them draw strength and inspiration from your story and your legacy. 

I am definitely one of them.

My thanks to you. 

Yours, 

Aleksei»

Semanário de Bordo da Nau Catrineta comandada pelo Dr. Costa no caminho para o socialismo (105a)

Continuação das Crónicas: «da anunciada avaria irreparável da geringonça», «da avaria que a geringonça está a infligir ao País» e «da asfixia da sociedade civil pela Passarola de Costa». Outras edições do Semanário de Bordo.

Então não estamos a crescer mais do que a Óropa?

«Bons sinais de confiança. As previsões da confirmam que Portugal continuará a crescer acima da média da UE e da Zona Euro em 2024 e 2025» escreveu o Dr. Costa. Vejamos o que em português corrente são bons sinais de confiança. Como se pode ver no gráfico seguinte:

- Em 2024 o crescimento português previsto é 0,9% contra 0,7% da UE e apenas 7 países crescem menos e só dois deles (Chipre e Croácia) pertencem ao nosso clube;
- Em 2025 o crescimento português previsto é 1,6% contra 1,2% da UE e apenas 5 crescem menos e desses só um do nosso clube (Croácia).

Fonte

Em conclusão, Portugal cresce mais do que os países ricos, a quem é em termos práticos impossível manter o ritmo de crescimento dos pobres, e entre estes últimos cresce menos do que quase todos os outros. Ou seja, o Portugal dos Pequeninos a caminho do socialismo continua irremediavelmente a ser ultrapassado pelos seus compagnons de route, os países ex-comunistas e os do Sul da Europa.

Onde nos pode levar o caminho para o socialismo

Segundo um estudo recentemente publicado da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Portugal terá em 2033 o terceiro nível de vida mais baixo da UE se não houver mudança de políticas, ou seja, se o PS continuar a ocupar o Estado sucial.

A Justiça do Portugal dos Pequeninos não é cega, é trôpega

Vinte e um dias depois do desembarque de um batalhão de 300 judites no Reino do Bokassa das Ilhas, batalhão que garantiu ter encontrado indícios de vários crimes supostamente perpetrados por uma clique ligada ao Regente do Reino, ficando os arguidos em prisão preventiva, o juiz de instrução concluiu não existirem tais indícios e mandou libertar os arguidos.

PPP boas são as que ajudam à engenharia financeira das contas certas

Depois de ter encerrado pela mão da Dr. Temido várias PPP bem sucedidas na área da Saúde e, em consequência, ter degradado ainda mais o SNS, o governo socialista descobriu que afinal as PPP podem ser boas para o Hospital de Lisboa Oriental, logo um hospital que foi definido como prioritário em 2003 pelo governo PSD e que desde então andou de Herodes para Pilatos com grupos de trabalho, programas, declarações e a parafernália habitual para empurrar com a barriga.

Redescoberto, o projecto foi retirado da naftalina para apresentar obra (por fazer) durante a campanha eleitoral com um pequeno pormenor: a PPP que o governo pretender(ia) negociar não é para fazer a gestão do hospital que o governo comprovadamente não sabe fazer, é para financiar o investimento das instalações e do equipamento, evitando que o governo se endivide, às custas de pagar um diferencial de juros mais elevado de 7,5 a 10 milhões por ano do que no caso do financiamento ser com dívida pública (estimativa de João Duque).

Mais Boas Novas hospitalares em campanha eleitoral

O Hospital Central do Algarve, que anda no ar desde 2002 previsto para entrar em funcionamento em 2013, é mais um coelho tirado da cartola do Dr. Costa a um mês das eleições em plena campanha eleitoral.

Zingarelho pedronunista para aumentar o incumprimento no crédito à habitação

Depois de vários anos a tutelar a habitação em que lançou vários programas de Renda Acessível que de que resultaram 771-contratos-771 contratos, equivalentes a 0,084% dos 921 mil arrendamentos em Portugal, o Dr. Pedro Nuno, agora com o chapéu de chefe do PS e putativo próximo primeiro-ministro, produziu mais uma ideia brilhante que consiste em transformar o Estado sucial em garante dos empréstimos dos jovens para compra de habitação, induzindo a banca a relaxar a avaliação do risco de crédito sabendo que os contribuintes pagarão o que o mutuário não pagar.

(Continua)

18/02/2024

O irreprimível e indisfarçável fascínio do Dr. Tavares por homens fortes prejudica a sua clarividência

Que o Dr. Miguel Sousa Tavares parece sofrer de um irreprimível e indisfarçável fascínio pelos homens que ele considera fortes é uma inferência fundada nas peças que ele há anos vem dedicando na sua coluna cativa do Expresso ao Sr. Eng. Sócrates e ao Sr. Czar Putin, entre outros. 

Na mais recente dessas peças, o Dr. Sousa Tavares comenta a entrevista a Vladimir Putin de Tucker Carlson, conhecido produtor de factos alternativos que a Fox News considerou um exagero e o despediu. Nessa peça o Dr. Tavares considera a entrevista «um “furo” por todos invejado» e interroga-se porque «a boa e instalada imprensa “liberal” ocidental (não) tinha conseguido um estatuto de isenção suficiente aos olhos do Kremlin para fazer o trabalho que Carlson fez». Divergiu, pois, do próprio entrevistado que considerou mole a condição da entrevista por Carlson

Ordem do Apóstolo Santo André 

Para o Dr. Tavares, Putin não é um autocrata - apenas «habitualmente o tratam» assim - e não disfarça a simpatia pelas suas teses que implicitamente aceita: a Ucrânia é parte da Rússia e o «facto indesmentível» que justificaria a invasão foi a «iminente adesão da Ucrânia à NATO e à luz do constante alargamento da NATO a leste desde 1991».

Sobre a Ucrânia ser parte da Rússia um destes dias publicarei um post questionando a fantasia do Czar e do Dr. Tavares. Sobre o constante alargamento da NATO a leste remeto para o post que o outro contribuinte publicou com o título irónico «Tal como a Divina Providência fez passar os rios através das cidades, assim as agressões da Rússia aos países vizinhos se seguem às adesões à Nato».

Em duas páginas A4 o Dr. Tavares arruma em três penadas a «imprensa “liberal” ocidental» desprovida de «um estatuto de isenção suficiente aos olhos do Kremlin», imprensa que, para ele, pelos vistos, não se compara com o profissionalismo, isenção, rigor e independência da câmara de eco da imprensa russa, e desclassifica o Sr. Putin como um autocrata. Por isso e pelo resto, o Dr. Sousa Tavares mereceria uma condecoração do Kremlin.

Ocorre-me a piada do humorista Ricardo Araújo Pereira - para o Dr. Miguel Sousa Tavares só há três pessoas acima de qualquer suspeita: José Sócrates, Ricardo Salgado e Pinto da Costa. Podemos acrescentar Vladimir Vladimirovitch Putin. 

17/02/2024

DIÁRIO DE BORDO: R.I.P.

Alexei Navalny (1976-2024), um exemplo de coragem, dignidade e persistência,
vítima da tirania putinista

SERVIÇO PÚBLICO: Uma obra de demolição de alguns dos mitos mais populares no Portugal dos Pequeninos (4)

 Continuação de (1), (2) e (3)

Mais um post sobre os mitos cuja demolição considero mais importante, recordando que os factos que fundamentam a demolição foram amplamente estudados e documentados no livro de Nuno Palma e nas dezenas de trabalhos de investigação que publicou (cfr o seu Research output).

Mais do que diferentemente, ao contrário da narrativa histórica dominante, o declínio de Portugal não começa na Idade Média, não resulta  directamente dos descobrimentos, só começa em meados do século XVIII e tem causas económicas e políticas.

Um factor económico determinante desse declínio é o que Nuno Palma designa como a "maldição dourada" e a que dedica um capítulo longo de 50 densas páginas. Registe-se que esta maldição é um caso particular da chamada maldição dos recursos naturais, que ao longo da história fez várias vítimas, uma das mais recentes os Países Baixos dos anos 70 com a abundância de reservas de gás, de onde a maldição ser também conhecida como "doença holandesa". (*)

No caso português foram as gigantescas quantidades de ouro de Minas Gerais no Brasil que chegava a Portugal já cunhado em moedas apropriadas pelo rei e por uns milhares de cortesãos. Esse dilúvio monetário inflacionando o preço dos bens produzidos em Portugal tornou mais barato a importação e mais cara a exportação, aumentando o défice externo e destruindo pelo caminho uma indústria incipiente com alguma importância nos têxteis, sabão, ferro, vidro e seda. Um exemplo notável é o facto das importações portuguesas nos anos 1741-1745 representarem 18% das exportações de bens da Inglaterra, sendo pagas com o ouro que durante várias décadas do século XVIII chegou a representar 70% das exportações portuguesas.

Por ironia da história, quatro séculos depois os fundos europeus vieram desempenhar um papel semelhante ao ouro brasileiro.

(*) Há uma bibliografia pantagruélica sobre a maldição dos recursos e a doença holandesa nos países ditos em desenvolvimento (alguns deles seriam melhor baptizados de países em subdesenvolvimento) - ver por exemplo 40 Years of Dutch Disease Literature: Lessons for Developing Countries.

(Continua)

16/02/2024

CASE STUDY: Democracias defeituosas (4) - Mais do que defeito, começa a ser feitio

É já um clássico a Economist Intelligence Unit (EIU) classificar o Portugal dos Pequeninos nas democracias com falhas (*), devido principalmente aos baixos índices de funcionamento do governo (desceu de 7,50 para 6,79), graças ao Dr. Costa, e da Participação Política (desceu de 6,88 para 6,67) e da Cultura Política (6,88), graças a nós.

Democracy Index 2023

O quadro seguinte mostra a tendência nos últimos cinco anos de deterioração do índice de democracia português no caminho para o socialismo.

(*) «Democracias com falhas (Flawed democracies): estes países também têm eleições livres e justas e, mesmo que existam problemas (como a violação da liberdade de imprensa), as liberdades civis básicas são respeitadas. Contudo, existem fraquezas significativas noutros aspectos da democracia, incluindo problemas de governação, cultura política subdesenvolvida e baixos níveis de participação política.»

15/02/2024

Ser de esquerda é... (25) - ... é mentir por boas causas

Dizer que todos os políticos mentem é um truísmo. Até se pode dizer com a mesma propriedade que toda a gente mente - quem nunca disse uma mentira social como "teria muito gosto de ir mas já tenho um compromisso"?  O quid é em que circunstâncias e com que frequência mentem.

No que respeita aos políticos, quanto às circunstâncias há mentiras incontornáveis como, por exemplo, durante uma guerra cuja primeira vítima é a verdade, como se costuma dizer. Quanto à frequência, percebe-se que não deve haver nenhum político que ao longo de uma carreira de décadas não tenha mentido mesmo em tempo de paz. É um pouco mais difícil de perceber um político que na última contagem em quatro anos diz 30.573 mentiras factualmente documentadas.

Tudo isto para chegar às mentiras dos políticos de esquerda e de direita que, a meu ver, se distinguem não tanto pelas circunstâncias ou frequência mas, principalmente, porque para os primeiros são sempre ditas por "boas causas", estão moralmente justificadas e, portanto, nem são mentiras.

Um exemplo recente de uma mentira por uma "boa causa" (demonstrar a imoralidade da legislação do arrendamento alterada pelo governo PSD-CDS e entalar o actual líder) foi a estória inventada pela líder berloquista Dr. Mariana Mortágua que invocou indignada «o sobressalto da minha avó ao receber cartas do senhorio», em circunstâncias que facilmente se demonstraram não poderem ser verdadeiras, e quando confrontada com a mentira escusou-se a responder invocando serem circunstâncias da sua vida privada que ela própria usara numa discussão pública.

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