Mais cedo o “Álvaro” metesse o pau no ninho de vespas, neste caso no peditório da restauração, mais cedo as vespas começariam a escarafunchar as suas cuecas que neste caso assumem a forma de aplicação das poupanças, investimento que, com quatro meses de atraso em relação à compra de acções de duas empresas portuguesas, mas apenas uma semana depois do Álvaro ter metido o pau no ninho, foi “denunciado” pelo jornalismo de causas anticapitalistas que habita a redacção do Avante da família Azevedo.
O diagrama mostra que à medida que passamos das classes médias-altas (A+B) para as classes baixas, é maior a dependência exclusiva do SNS e maior a probabilidade de doença e não, não estou a sugerir que a utilização do SNS causa a pobreza.
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Estou a constatar que a pobreza conduz à dependência de um serviço estatal cada vez mais degradado, ou, sabendo-se que os pobres que trabalham em empresas com seguros de saúde podem optar e optam pela saúde privada, para ser mais rigoroso, direi que são cada vez os mais pobres e os mais velhos que não têm alternativa ao SNS.
A UGT como só representa 8% dos trabalhadores compensa com a representação dos partidos e o Dr. Centeno, que nunca teve de fazer despedimentos, debita bitaites
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O diagrama ilustra algo óbvio para qualquer criatura que não tenha as meninges contaminadas pelo pensamento milagroso: a estagnação de produtividade com o aumento dos salários é o caminho certo para a pobreza relativa. Para sair desse caminho muita coisa tem de mudar a começar pelos empresários, mas, já que estamos a tratar da lei laboral, algumas modificações serão indispensáveis e uma delas é aumentar a flexibilidade do emprego que permita aos empresários reduzir o pessoal sem fechar a empresa e despedir toda a gente, em alternativa a optarem pela “precariedade” e recorrerem maciçamente aos contratos a prazo. É neste contexto que devemos olhar para as posições de sindicatos, que representam sobretudo funcionários públicos e trabalhadores com emprego vitalício e são dirigidos por gente ao serviço de partidos que ocultam informação.
É claro que também se pode aderir às visões de criaturas como o Dr. Centeno que numa conferência garantiu, do alto da sua ciência como economista do trabalho, que nunca dirigiu uma empresa sujeita à concorrência em que tivesse de tomar decisões de despedimento, que o «mercado de trabalho não tem défice de flexibilidade». Ou então ler o que escreveu com muito mais realismo o Conselho das Finanças Públicas sobre o mercado de trabalho no seu relatório «Perspetivas Económicas e Orçamentais 2026-2030»:
«Para a resiliência do mercado de trabalho contribui a elevada proporção de empresas que ainda identificam a dificuldade em contratar pessoal qualificado como um fator limitativo da atividade, fomentando a retenção de mão-de-obra (labour hoarding) perante choques adversos que se assumem ser maioritariamente temporários.»


