Esta série de posts é dedicada a demolir o mito das patentes que pretende exaltar a suposta inventividade inata no Portugal dos Pequeninos e é apenas mais um expediente de compensação do complexo de inferioridade que infecta o país e as suas elites.
Os oito posts anteriores mostraram que o surto inovador e inventivo imaginado pelas luminárias do regime e propagandeado pela imprensa do regime é na verdade uma ficção. Este post mostra uma outra face da inovação que não é ficção - é a realidade do dinheiro derramado para incentivar a inovação.
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Recordando: os 329 pedidos de patentes portuguesas em 2023 correspondem a 0,38% e 0,17% do número total de pedidos dos 39 países do European Patent Office (EPO) e do número total de países, respectivamente, e que o rácio de 33,9 patentes por milhão de habitantes nos coloca no 38.º lugar do ranking (terceiro a contar do fim) dos países que apresentaram pedidos de patentes ao EPO.
Pois bem, estes resultados merdosos não resultam de falta de dinheiro público (ou seja, dinheiro privado extorquido pelo Estado) à I&D, uma vez que, segundo os dados do relatório Corporate Tax Statistics 2024 da OCDE, Portugal é o quarto da OCDE país que mais afecta dinheiro público - 0,33% do PIB, dos quais cerca de um quarto em financiamento directo e três quartos em benefícios fiscais. Poderia ser de outra maneira? Dificilmente, se imaginarmos os departamentos do Estado sucial português completamente desligados do mundo real e desprovidos de quadros tecnicamente preparados a seleccionarem os projectos de I&D que justificam ser apoiados.