A dúvida anterior foi sobre se «temos os melhores engenheiros nas escolas portuguesas, que estão entre os melhores do mundo, o que faz com que Portugal não fique atrás de nenhum outro país a nível mundial em matéria de tecnologia e inovação», como afirmou uma luminária.
Dessa dúvida, se os engenheiros portugueses estão entre os melhores do mundo, resultaram outras:
- como explicar que só foram registadas por portugueses o ano passado 220 patentes que representam 0,13% do número de patentes registadas na UE?
- porquê o número de patentes por milhão de residentes em Portugal (22) é uma fracção ínfima (0,06) do mesmo indicador na União Europeia (341)?
30 (trinta) mil cientistas e engenheiros? O que são cientistas? Quantos são os cientistas? O que fazem esses cientistas que Portugal ganhou? Serão os «quadros técnicos superiores do Estado» cientistas? Como explicar que os nossos 362,2 mil cientistas e engenheiros, ou 2,1% do total da UE, só produziram o ano passado 0,13% do número de patentes registadas na UE?
Estas dúvidas levam-me a uma outra dúvida filosófica: porquê as nossas elites não perdem uma oportunidade de dar graxa e lustro despropositado aos portugueses? Sem prejuízo de tratar mais tarde este tema, adianto estar desconfiado que o fazem como sucedâneo de lamberem o seu próprio ego.