Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)

01/07/2026

A ameaça de falência do Estado Social na pátria do capitalismo

Fonte

Na altura da criação do fundo americano de segurança social, em 1940, por cada pensionista havia 150 contribuintes, actualmente há menos de três por cada pensionista. As reservas que atingiram o máximo de USD 2,8 biliões caíram para USD 400 mil milhões (triliões e biliões, respectivamente na escala curta). A diferença entre os rendimentos do fundo e os pagamentos em 2025 ultrapassou USD 200 mil milhões (cerca de 0,7% do PIB). Se nada for feito, estima-se que em 7 a 8 anos o fundo se esgote e as pensões tenham que ser reduzidas todos os anos.

[Por alturas da criação do fundo americano, não existia em Portugal um sistema de segurança social universal que só foi criado com a reforma de 1962. Por volta de 1970, existiam cerca de 13 contribuintes por cada pensionista, rácio que foi descendo até 1,5 antes do surto de imigração que tem vindo a aumentar e se situa actualmente ao redor de 1,7.]