Achei o meme irritante por a piada se fundar em vários equívocos e preconceitos muito frequentes entre a intelectualidade merdosa do nosso Portugal dos Pequeninos que considera o futebol uma actividade imprópria de gente com status e vê os seus profissionais, geralmente gente pouco ilustrada, provenientes de uma casta inferior, ignorando serem os poucos profissionais cujo desempenho se faz em muitos casos num mercado internacional aberto e competitivo, com muito maior frequência do que qualquer outra profissão.
A piada só teria graça se Jorge Jesus fosse pago para fazer discursos, como muitos políticos cuja actividade se reduz a isso. Por exemplo, como o Dr. António Costa que disse de uma só vez uma pletora de alarvidades, como “poder-lhe-dizia” (“podia dizer-lhe”), “competividade” (“competitividade”), “era o que eu estou” (“era o que eu estava”), “pulação” (“população”), “protividade” (“produtividade”), “mobilição” (“mobilização”), “precalidade” (“precaridade”) (Cfr aqui).
Diferentemente, Jorge Jesus é pago para conseguir resultados como os alcançados em vários clubes de Portugal, Brasil, Turquia e Arábia Saudita: Benfica (10 títulos), Al-Hilal (6 títulos), Flamengo (5 títulos), Sporting CP (2 títulos), Al-Nassr (1 título), Fenerbahçe (1 título).