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06/06/2021

CASE STUDY: Sob o socialismo, na melhor hipótese as empresas são vendidas ao estrangeiro, na pior são transformadas em zombies

Jornal Económico

Tudo começou há 15 anos com a dupla Animal Feroz-Dono Disto Tudo a sabotar a OPA da Sonae à PT, a um preço 20% superior à última cotação da PT na Euronext antes do anúncio.

Desde então a PT transformou-se na rameira do regime, vendeu a sua extremamente lucrativa subsidiária brasileira Vivo à Telefónica, foi desnatada com distribuição das mais-valias pelo GES do DDT e com as sobras comprou através dos amigos de Lula a Oi, uma operadora falida. A partir daí foi sempre em queda até à compra da PT pela Altice que agora a tenta vender para reduzir o seu endividamento.

17/03/2017

Curtas e grossas (46) - “Estavam todos feitos”

«De uma forma ou outra, estavam todos feitos» disse Paulo Azevedo, o filho do pai Belmiro Azevedo, referindo-se à OPA da Sonae sobre a PT de há 10 anos sabotada pelos «todos» que eram os Sócrates, os Espírito Santo, os peões ao seu serviço como os Varas, os Santos Ferreira, os Bava, os Granadeiro e toda a legião de apparatchiks, jornalistas de causas e opinion dealers que permitiu aos Espírito Santo e seus aliados vender a Vivo, e desnatar a PT. No final sobrou o cadáver vendido à Altice e uma participação no minotauro no labirinto da Oi intermediada por um pêtismo corrupto encabeçado por Lula.

31/12/2016

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (20)

[Outras esperas do minotauro]

Estão quase a completar-se 6 anos do início desta série de posts denunciando, numa época em que os mídia quase não tocavam no assunto, as manobras socráticas de autorizar a venda da Vivo pela PT, para injectar dinheiro no GES, que já então ameaçava ruína, e impor à PT a compra da Oi, um chaço controlado pelo pêtismo. Manobras que, se não salvaram o GES, colocaram irremediavelmente de joelhos a PT, da qual foi mais tarde vendida a parte operacional à Altice, expurgada da participação na Oi que hoje afunda a Pharol (ex-PT SGPS).

E mais afundará a Pharol porque a Oi é uma empresa falida a negociar um plano de recuperação judicial da sua dívida de 65 mil milhões de reais (quase 20 mil milhões de euros) a 67 mil credores, montante que equivale a mais de 3 vezes as perdas da Petrobrás no Lava-jato ou a quatro anos do programa social Bolsa Família.

Recorde-se que na génese do escândalo PT-Vivo-Oi vamos encontrar várias figuras do regime deste lado e do outro lado do Atlântico: José Sócrates e o PS, Ricardo Salgado, o Dono Disto Tudo, Lula da Silva e o PT, uns e outros, acompanhados pelos empresários pendurados nos dois complexos político empresarial "irmãos".

21/06/2016

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (19) – os lesados de Sócrates

[Outras esperas do minotauro]

Quatro anos depois do primeiro post de uma série com este sugestivo nome dedicada à génese e às manobras relacionadas com a venda da Vivo e a compra de uma participação da PT na Oi, ficou-se a saber que a Oi, para quem foram transferidas as dívidas da Portugal Telecom, acabou de requerer a recuperação judicial. 26 de Julho é a data do reembolso de uma emissão de obrigações de retalho de 230 milhões de euros detidos por pequenos investidores portugueses que poderão a ficar a ver navios.

Recorde-se que a PT pagou a participação na Oi ao dobro do preço numa operação cozinhada e apadrinhada por Lula e José Sócrates, operação que este último classificou como «um excelente negócio».

Depois da saga dos «lesados do BES», lá teremos mais a saga dos lesados da PT. Aproveitando uma das campanhas do animal feroz, poder-se-ia aplicar o Simplex e passar a abranger todos os endrominados como «LESADOS DE SÓCRATES».

04/11/2015

Pro memoria (273) – O acordo para a venda da Vivo e compra da Oi pela Telecom visto por José Sócrates in illo tempore

«Esse acordo que foi hoje anunciado é um excelente acordo… em primeiro lugar para a Portugal Telecom… para os accionistas, mas principalmente um excelente acordo porque permite defender aquilo que é o interesse estratégico de Portugal que o governo defendeu quando utilizou a golden share na assembleia geral…»

O vídeo com as declarações de José Sócrates no dia 29-07-2010 está disponível aqui (por enquanto, porque suspeito que irá ser suprimido um dia destes).

Para conferir a dimensão do desastre resultante do «excelente acordo» de que José Sócrates em parelha com Lula, sob a batuta de Ricardo Salgado, foi um dos principais protagonistas, revejam-se as dezenas de posts que o (Im)pertinências publicou a esse respeito. O primeiro desses posts foi publicado no mesmo dia em que o então primeiro-ministro vendia ao país a excelência do acordo e numa altura em que a imbecilidade e parcialidade dos opinion dealers lambiam as botas do animal feroz.

24/10/2015

SERVIÇO PÚBLICO: «A implosão da PT»


Foi há dias publicado o livro «A implosão da PT» das jornalistas Alda Martins e Alexandra Machado. Quando tiver tempo lerei. Não é pressa porque o que chamam jornalismo de investigação neste país é mais história do que jornalismo.

Entretanto, para quem não tiver tempo de ler o livro, pode fazer uma retrospectiva do assalto dos Espírito Santo e dos socialistas à PT nos posts que durante mais de dez anos o (Im)pertinências dedicou ao caso. Por exemplo:

17/01/2015

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (18) – A epifania de Granadeiro

[Outras esperas do minotauro]


Quatro anos depois do primeiro post de uma série com este sugestivo nome dedicada à génese e às manobras relacionadas com a venda da Vivo e a compra de uma participação da PT na Oi, Francisco Granadeiro, um dos principais artífices dessas manobras, teve uma epifania e «diz que fusão serviu para limpar dívidas da Oi».

O que ele perdeu por não ter lido o (Im)pertinências em devido tempo…

07/01/2015

ACREDITE SE QUISER: De como os donos de uma empresa acabam a tentar comprar um quinto dela

Ao princípio a PT era um campeão nacional e um bastião na defesa dos decantados centros de decisão nacional. Depois os accionistas da PT carecidos de dinheiro fresco (com destaque para o GES) precisaram de vender a Vivo à Telefonica e o eng. Sócrates, motivado por um exacerbado patriotismo, só autorizou a venda contra a compra pela PT de uma participação no maior elefante branco das telecomunicações sul-americanas que ele ajeitou com o seu amigo Lula da Silva e a trupe do PT (Partido dos Trabalhadores), com os resultados conhecidos (ver a odisseia Vivo por Oi).

Hoje os accionistas portugueses controlam uma criatura chamada PT SGPS que detém uma participação no chaço Oi. Oi que, por sua vez, é accionista único do operador PT o qual a Oi decidiu vender à Altice um operador europeu de terceira linha. Tudo começou com os accionistas portugueses a deterem a maioria de um operador competitivo e valioso e acabou a deterem uma participação minoritária (26%) na paquidérmica Oi.

Chegados a este ponto, os accionistas portugueses da PT SGPS tiveram uma ideia genial: vender a sua participação na Oi e comprarem à Altice uma participação de 20% no operador PT. Só falta encontrar quem queira comprar a participação na Oi e convencer a Altice a vender-lhes 20% da PT.

Como se chegou de uma participação maioritária numa empresa valiosa à tentativa talvez inglória de deter uma participação de 20%? Veja-se aqui no Blasfémias a aritmética muito claramente explicada por João Miranda e uma conclusão: «70% do valor máximo possível da Portugal Telecom em 2006 desapareceu por decisão consciente e deliberada dos accionistas que aprovaram e beneficiaram durante 8 anos de uma política de descapitalização da empresa.»

09/12/2014

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (17) – Epílogo

[Outras esperas do minotauro]

«Oficial: CMVM recebe informação. Oi autoriza venda da PT à Altice

"Facto relevante" comunicado esta noite à CMVM. A Oi alienará à Altice a totalidade das ações de emissão da PT Portugal, pelo valor da empresa - 7,4 mil milhões de euros, com ajustes de caixa e dívida. »

Parece, assim, encerrar-se um dos capítulos mais tenebrosos do capitalismo português de compadres. Ao contrário do que os pastorinhos da economia dos amanhãs que cantam, dos comentadores e de uma multidão de outras luminárias do regime, em minha opinião é um progresso em relação ao estado de coisas desde que o trio Salgado-Sócrates-Lula e seus acólitos congeminaram a compra de uma participação na Oi. Não porque a Altice seja uma Telefónica, ou uma Deutsche Telekom ou uma Vodafone, mas porque é uma opção menos má do que a Oi – é difícil imaginar pior. E não vale a pena falar outra vez dos centros de decisão nacional porque, no estado de endividamento público e privado em que 40 anos de socialismo de modalidades diversas nos deixaram, não há capital português disponível para pagar à Oi 7,4 mil milhões.

09/11/2014

CASE STUDY: Salvemos a PT dos seus salvadores (2)

Continuação de (1)

Recapitulando:
  • Em 2007 a OPA da Sonae PT valorizou a PT em 11,8 milhões; a OPA foi chumbada pelos accionistas liderados pela Ongoing, em nome do seu deus ex machina BES, fazendo o papel de white knight a salvar a PT das garras dos Azevedos, com a inestimável colaboração do BCP então ocupado pelos amigos de José Sócrates, ele próprio uma personagem incontornável nesta farsa; aos accionistas foram prometidos e pagos mais tarde chorudos dividendos que desnataram a PT;
  • Em 2010 a PT acabou a vender por 7,5 mil milhões a Vivo, a jóia da coroa, à Telefonica, numa operação intermediada por José Sócrates e acólitos, pelo lado do PS, que usaram a golden share do Estado português para manter a PT no Brasil, e Lula da Silva e acólitos, pelo lado do PT, a PT pagou o dobro do preço pelas acções dos accionistas privados em relação às do BNDES e dos fundos de pensões públicos comprando uma participação de 25% da Oi por 3,75 mil milhões com as sequelas conhecidas; três anos depois esta participação valia 2,4 mil milhões e hoje vale 900 milhões; no total foram injectados pela PT na Oi cerca de 6 mil milhões;
  • Por várias vezes, a última das quais quase 900 milhões este ano, a PT comprou papel comercial da Rioforte - uma holding do GES - que hoje valem zero, episódio que os accionistas da Oi – os detentores da PT - aproveitaram para dar o estoque final;
  • Em resultado destas manobras, os accionistas portugueses apenas têm participação através da PT SGPS na Oi da qual a PT (isto é o operador que tem o negócio) é uma subsidiária; a PT SGPS vale hoje menos de 10% da valorização da OPA da Sonae e menos de metade da NOS – o operador que resultou da fusão da Zon (ex-TV Cabo, um spin off da PT) com a Optimus (o operador da Sonae), cujos accionistas, por grande ironia da história, se propõem comprar a PT SGPS aos accionistas portugueses que rejeitaram a OPA de 2007.
É neste quadro que surge o celebrado «resgate da PT» defendido por uma dúzia de lunáticos que esqueceram tudo, nada aprenderam e nem mesmo ainda não perceberam que esse «resgaste» passaria por comprar a PT à Oi se esta a quiser vender, pelo preço que esta quiser e com o dinheiro que ninguém sabe de onde viria já que os accionistas da PT SGPS teriam que vender acções da Oi que ninguém quer comprar para financiar a compra de 25% da PT à mesma Oi. Ainda que isso fosse possível, e não é, voltaríamos ao ponto de partida, ao papel centralista e clientelar do Estado.

Como claramente o caso do «resgate da PT» está a mostrar com os dois albergues espanhóis que se digladiam, a linha divisória do espectro político em Portugal não passa pela esquerda-direita. Passa pelo papel do Estado, que para uns deve ser por defeito e para outros deve ser só se não tiver outro jeito.

13/10/2014

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (16)

[Outras esperas do minotauro]

A intelligentsia deste país só agora passados vários anos começa a perceber o que aconteceu à PT com a venda da Vivo e a compra da Oi. Se lessem o (Im)pertinências teriam ganho 44 meses.

Havia várias coisas importantes já conhecidas, por exemplo: o móbil da venda da Vivo foi financiar as tesourarias secas dos accionistas da PT – em especial o GES -, e a compra da Oi foi uma jogada política triangulada por Ricardo Salgado, José Sócrates e Lula da Silva e os seus respectivos acólitos, com motivações diversas. Pelo lado dos brasileiros tratava-se a sacar dinheiro à PT para pagar uma parte das dívidas ao BNDES – uma espécie de banco de fomento do lulismo. Pelo lado do governo de Sócrates tratava-se de uma dupla motivação: (1) limitar os danos - se o produto da venda da Vivo ficasse na PT seria totalmente sorvido pelos accionistas com o GES à cabeça e (2) montar uma operação de grande efeito mediático em que o animal feroz acossado pelo resgate iminente apareceria como o salvador da pátria.

Depois, foram-se conhecendo outras informações que confirmaram a extensão da manobra urdida por Ricardo Salgado e acólitos. Deu à costa um email deste último em que insinua ter sido acordado com os accionistas da Oi que estes iriam comprar com o dinheiro da venda à PT da participação na Oi dívida das participadas do GES para manter este a flutuar. Seria uma jogada de mestre – se os outros jogadores estivessem a dormir. Não estavam, tinham tão poucos escrúpulos quanto a gente do GES e aproveitaram o escândalo do BES e da compra de obrigações da RioForte pela PT e encostaram a gestão e os accionistas portugueses às cordas.

Agora que caiu a cabeça de Zeinal Bava, deixando a PT totalmente entregue aos accionistas da Oi e começando a suspeitar-se pretender a Oi vender a PT nos saldos, começam a ficar clara a extensão do desastre resultante essencialmente da relação incestuosa entre o capitalismo de compadres e o lulismo e o socratismo, modalidades do socialismo tropical e subtropical, respectivamente.

E o que fazem agora os que anunciaram os amanhãs radiosos de uma PT para a Lusofonia quando a operação Vivo por Oi se consumou? Imploram que o governo de Passos Coelho prolongue essa relação incestuosa para assegurar novos amanhãs menos radiosos, não já de uma PT para a Lusofonia, mas ao menos de uma PT para o Portugal dos Pequeninos. Esquecem tudo e não aprendem nada.

ADITAMENTO:

Nem de propósito, António Costa escreveu hoje Económico :

«Em primeiro lugar, gerou-se uma espécie de movimento de protecção dos centros de decisão nacional, outra vez. Sim, há muito boa gente que defende que o Governo deve meter-se num negócio de privados. É um pedido inútil, mas sobretudo errado. 

 Saberão que a PT Portugal, a empresa que tem a tecnologia, a inovação, o Meo, já é uma subsidiária brasileira da OI? Desde Abril, desde que a fusão avançou, a PT que está em bolsa, a SGPS, já não tem negócio, tem uma participação na Oi, e é esta empresa que tem a chamada PT Portugal. Poderia chamar-se Oi Portugal, mantém o nome PT apenas por razões políticas. Ora, se há lição a tirar dos últimos anos de governação em Portugal, é a de que os governos meteram-se no que não deviam, por más razões. Os mesmos que aplaudiram Pedro Passos Coelho por deixar cair o Grupo Espírito Santos (GES) pedem agora que o primeiro-ministro defenda a PT, viciando a concorrência. A que título? Por que do lado de lá, o Estado brasileiro é accionista da Oi? Estarão à dizer-nos que o Governo deve usar o dinheiro dos contribuintes para salvar a PT, para defender um negócio de telecomunicações, é isso?»

05/10/2014

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (15)

[Outras esperas do minotauro]

Como repetidamente se vem escrevendo no (Im)pertinências desde o princípio de 2011, a venda da Vivo em troca da parceria com a Oi foi um desastre para a PT e para o país, foi mais uma operação de manipulação mediática para José Sócrates e os dividendos extraordinários foram um balão de oxigénio para o GES. Foi o desastre que já se viu, o desastre que se está a ver e o que ainda se há-de ver.

Parte do desastre que ainda se haveria de ver há um mês, já hoje se começa a ver. A PT a perder clientes que valem muitos milhões, como a Caixa, a SIBS e o BPI, entre outros. A PT decapitada, com a sua antiga liderança dividida entre o Brasil, a reforma e o restante a acompanhar a decadência da «Regional 10» como parece ser agora conhecida a PT, depois da divisão do mercado brasileiro 9 regiões.

Resultado da obra de Ricardo Salgado em parceria com José Sócrates, acolitados por Henrique Granadeiro, o gangue da Ongoing e outras personagens do complexo político-empresarial socialista: em 6 anos, desde a OPA da Sonae sabotada por mesma coligação, a PT perdeu 80% do seu valor, ou cerca de 10 mil milhões de euros.

14/08/2014

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (14)

[Outras esperas do minotauro]

Como repetidamente se escreveu no (Im)pertinências, a venda da Vivo em troca da parceria com a Oi foi um desastre para a PT e para o país. Foi o desastre que já se viu, o desastre que se está a ver e o que ainda se há-de ver.

O parágrafo precedente foi escrito há um mês. Entretanto, do desastre que ainda se haveria de ver já se viram mais episódios da associação entre o DDT Ricardo Salgado e os seus factótuns Granadeiro & Companhia. E continuam a ver-se com os resultados das 3 auditorias em curso na PT que implicam sem remissão os factótuns – ver «9 revelações na PT» ontem no Expresso Diário.

Recorde-se que, entretanto, a participação da PT na CorpCo que resultará da fusão com a Oi foi reduzida de 38% para 25,6% e a capitalização bolsista da PT é uma pequena fracção do seu valor quando da OPA da Sonae (retrospectiva aqui e aqui) que foi derrotada por uma coligação comandada pelo DDT, com a prestimosa colaboração do Visconde Barão Horta e Costa, presidente da PT, e que incluiu desde o governo de José Sócrates até Joe Berardo, uma figura que deveria ser militante socialista honorário pela sua participação neste caso e no assalto ao BCP.

18/07/2014

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (13)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10), (11) e (12)]

Como repetidamente se escreveu no (Im)pertinências, a venda da Vivo em troca da parceria com a Oi foi um desastre para a PT e para o país. Foi o desastre que já se viu, o desastre que se está a ver e o que ainda se há-de ver.

Se quisermos um indicador das proporções do desastre que já se viu para a PT basta comparar a capitalização bolsista por alturas da OPA da Sonae – inviabilizada pela associação espúria entre o governo socialista de José Sócrates e o GES – e a actual. Pelo caminho ficaram quase 10 mil milhões de euros ou mais de 80% do valor da PT há 6 anos.

O desastre que se está a ver é apenas a continuação por outros meios das consequências da instrumentalização da PT pelo GES: compra pelo menos desde 2012 de papel comercial de empresas para adiar o reconhecimento da falência de empresas tecnicamente falidas do GES no valor de milhares de milhões de euros. Consequências que a Oi e os interesses igualmente espúrios que nela se acoitam não hesitaram em aproveitar para forçar a renegociação da participação da PT na CorpCo que resultará da fusão, a qual foi reduzida de 38% para 25,6%.

Às famílias do GES, e em especial a Ricardo Salgado, temos assim de imputar não apenas as responsabilidades pela falência do seu grupo, pelos danos reputacionais ao BES, pelo agravamento dos riscos do sistema financeiro português, pelos danos à economia portuguesa, mas ainda em particular pelos danos causados ao valor e à reputação da que em tempos terá sido a empresa portuguesa mais internacional e mais prestigiada.

E temos igualmente de imputar responsabilidades aos múltiplos factótuns que serviram os interesses do GES e muito em particular a Francisco Granadeiro com os seus despachos das quartas-feiras no gabinete de Ricardo Salgado.

23/10/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (12)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9), (10) e (11)]

Menos de 3 semanas depois de ter aqui escrito que gostaria de estar enganado e a dupla Bava-Granadeiro conseguir transformar o paquiderme Oi numa multinacional competitiva e inovadora contra a minha expectativa, começou o labirinto a adquirir ainda mais entropia.

Segundo o Expresso (link indisponível), citando jornais brasileiros que citavam fontes governamentais brasileiras não identificadas (gostaram? é jornalismo de causas interatlântico no seu melhor), «o executivo brasileiro estava a mostrar sinais de preocupação pelo facto de não entrar dinheiro na futura empresa». E os accionistas minoritários da Oi também não estavam felizes porque não entrava grana para ajudar a reduzir a dívida da CorpCo resultante da fusão que atingirá 13,7 mil milhões de euros. Fusão que para os seus críticos «poderá ter sido simplesmente a transferência de dívidas da holding que controla a Oi para as suas subsidiárias».

Talvez o melhor desfecho para a PT e os interesses portugueses seja a «presidenta» Dilma mandar chumbar a fusão o que seria um desfecho a condizer com os anteriores capítulos em que o antecessor da «presidenta» se mancomunou com o seu amigo José Sócrates para a compra pela PT de uma participação na Oi com as sobras de tesouraria dos accionistas com o produto da venda da Vivo.

06/10/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (11)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8), (9) e (10)]

Recapitulando: há quase 3 anos a PT vendeu por 7,5 mil milhões a Vivo, a jóia da coroa, à Telefonica; numa operação intermediada por José Sócrates e acólitos, pelo lado do PS, que usaram a golden share do Estado português para manter a PT no Brasil, e Lula da Silva e acólitos, pelo lado do PT, a PT pagou o dobro do preço pelas acções dos accionistas privados em relação às do BNDES e dos fundos de pensões públicos comprando uma participação de 23% da OI por 3,75 mil milhões; esta participação vale hoje 2,4 mil milhões.

Com a fusão da PT com a Oi a nova sociedade terá sede no Rio de Janeiro e fatalmente a operação portuguesa, um mercado com 5% dos clientes potenciais do Brasil, passará a ser subsidiária. Uma das pequenas consequências é o novo operador brasileiro resultante da fusão passar a ser o proprietário da rede fixa que a Dr.ª Manuela Ferreira Leita, quando ministra das Finanças, obrigou a PT a comprar por 365 milhões, equivalentes a 0,26% do PIB desse ano, para compor o défice de 2002 – onze anos mais tarde, esquecida deste e outros episódios, viria a dizer comentando o défice desse ano «qualquer um de nós é capaz de reduzir a despesa em 1%».

As coisas têm consequências.

03/10/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (10)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8) e (9)]

A PT e a Oi vão fundir-se, ficando os accionistas da PT com 38,1%. Estava escrito nas estrelas, pelo menos desde as negociatas, envolvendo Sócrates e Lula, para vender a Vivo à Telefonica, comprar uma participação minoritária na paquidérmica Oi e pagar com os sobejos um dividendo especial aos accionistas da PT com as tesourarias secas.

A fusão de um porco que dá o presunto com uma galinha que põe os ovos e tem como resultado ovos mexidos com presunto, é boa para quem? Talvez para a ambição de Zainal Bava e a vaidade de Granadeiro. Para os accionistas portugueses da PT que de uma participação de controlo na PT e outra minoritária passa a uma minoritária no elefante que resultará da fusão, é duvidoso que o resultado seja melhor do que a soma das partes. E tudo porquê? Porque não estamos a falar de uma operadora líder no mercado mundial, de uma empresa competitiva e inovadora, estamos a falar de uma vaca marsupial semipública infestada de aspons petistas (assessores de porra nenhuma do PT) controlada por accionistas do regime do lado de lá e do do regime do lado cá do Atlântico.

Gostaria de estar enganado e a dupla Bava-Granadeiro conseguir transformar o paquiderme numa multinacional competitiva e inovadora contra a minha expectativa. Se isso acontecer, virei pôr a corda ao pescoço num post desta série.

30/08/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (9)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7) e (8)]

Sem surpresa, surge à luz do dia pela mão da revista Veja (*) mais um mega escândalo envolvendo a Oi e o PT e, por via da sua participação de controlo, a PT de Zeinal Bava a quem o (Im)pertinências dará 5 afonsos se conseguir sair do labirinto intacto – já não digo transformar a Oi numa empresa asséptica, moderna e rentável porque isso estará para além do talento de um Bava.

«Deputado do PT oferece "honorários" a conselheiro da Anatel para atuar a favor da Oi
Autor da proposta indecente, Vicente Cândido é considerado "petista orgânico" e tem, entre seus amigos, sócios da empresa de telefonia, que tem interesse em resolver a situação de multas superiores a 10 bilhões de reais»

(*) Um exemplo de sucesso de jornalismo profissional e independente, com uma tiragem semanal de mais de um milhão de exemplares. Poderia ser um modelo para os regeneráveis de entre os jornalistas de causas domésticos, serviçais e medíocres.

15/08/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (8)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6) e (7)]

Talvez tudo tenha começado com a falta de dinheiro dos accionistas da PT, com o BES à cabeça (há anos a comprar dívida pública para financiar a obra socrática), que os levou em 2010 a aceitar negociar a venda da Vivo à Telefonica, a pretexto de, se recusassem, a PT seria alvo duma OPA hostil. Registe-se que o próprio governo, com uma golden share, estava a ser pressionado pela Comissão Europeia  para alienar a participação de um Estado já nessa altura à beira da bancarrota que haveria de ser visível em Abril do ano seguinte com o pedido de intervenção da troika.

03/07/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (7)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5) e (6)]

Desde há mais de dois anos venho fazendo prognósticos das encrencas que a PT iria enfrentar ao torrar uma boa parte do produto da venda à Telefonica da sua participação na Vivo na compra de 23% de um mastodonte chamado Oi, pejado de aspons petistas (assessores de porra nenhuma do PT).

Nos seis emails anteriores fez-se uma retrospectiva à qual se acrescentam agora mais dois episódios: a redução do dividendo da PT comido pelo corte da redução do dividendo pago pela OI e o princípio do fim das fantasias que parecem ter levado Zeinal Bava a emigrar para a Oi – a desejada fusão PT-Oi.