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07/01/2015

ACREDITE SE QUISER: De como os donos de uma empresa acabam a tentar comprar um quinto dela

Ao princípio a PT era um campeão nacional e um bastião na defesa dos decantados centros de decisão nacional. Depois os accionistas da PT carecidos de dinheiro fresco (com destaque para o GES) precisaram de vender a Vivo à Telefonica e o eng. Sócrates, motivado por um exacerbado patriotismo, só autorizou a venda contra a compra pela PT de uma participação no maior elefante branco das telecomunicações sul-americanas que ele ajeitou com o seu amigo Lula da Silva e a trupe do PT (Partido dos Trabalhadores), com os resultados conhecidos (ver a odisseia Vivo por Oi).

Hoje os accionistas portugueses controlam uma criatura chamada PT SGPS que detém uma participação no chaço Oi. Oi que, por sua vez, é accionista único do operador PT o qual a Oi decidiu vender à Altice um operador europeu de terceira linha. Tudo começou com os accionistas portugueses a deterem a maioria de um operador competitivo e valioso e acabou a deterem uma participação minoritária (26%) na paquidérmica Oi.

Chegados a este ponto, os accionistas portugueses da PT SGPS tiveram uma ideia genial: vender a sua participação na Oi e comprarem à Altice uma participação de 20% no operador PT. Só falta encontrar quem queira comprar a participação na Oi e convencer a Altice a vender-lhes 20% da PT.

Como se chegou de uma participação maioritária numa empresa valiosa à tentativa talvez inglória de deter uma participação de 20%? Veja-se aqui no Blasfémias a aritmética muito claramente explicada por João Miranda e uma conclusão: «70% do valor máximo possível da Portugal Telecom em 2006 desapareceu por decisão consciente e deliberada dos accionistas que aprovaram e beneficiaram durante 8 anos de uma política de descapitalização da empresa

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