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22/01/2015

SERVIÇO PÚBLICO: O princípio do princípio a resvalar para o princípio do fim (3)

Outros princípios: (1), (2)

Repetindo-me: durante mais de dois anos publiquei a série de 31 posts «O princípio do princípio», o último dos quais em Fevereiro passado, salientando os sinais positivos da economia em resposta às medidas que o governo PSD-CDS foi forçado a tomar pelo Memorando de Entendimento. A insuficiência das reformas, o gradual esgotamento do fraco ímpeto reformista do governo, o fim do PAEF e a aproximação das eleições e do seu apelo à demagogia e irresponsabilidade começaram entretanto a comprometer alguns os progressos.

Se as reformas foram tão pífias como foi possível ter arrebitado a economia que não vive ao colo do Estado, conseguir pela primeira vez em décadas equilibrar as contas externas (saldo positivo até Outubro nas Balanças Corrente + Capital de € 3,4 mil milhões – contra 2,8 mil milhões o ano passado), ganhar a confiança dos investidores colocando a semana passada 10 mil milhões a 10 anos a uma taxa média de 2,92% e 2 mil milhões a 30 anos a uma taxa média de 4,131%, com uma procura que quase triplicou a oferta?

Apesar de tudo eles ainda acreditam em nós (Fonte: Bloomberg)
A resposta é: porque o governo diminuiu o seu intervencionismo na economia, deixou de querer fazer o papel dos empresários, de pretender saber o que era bom para a economia, de extorquir recursos para o celebrado investimento público e limitou-se à extorquir cada vez mais impostos para pagar a máquina extorsionária.

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