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15/07/2026

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (14) - Áctivistas pró e anti-xenofobia ide manifestar-vos na África do Sul

 Outras propostas modestas

PBS News

Áctivistas de todas as tendências, nomeadamente especialistas em xenofobia, tendes agora mais oportunidade soberana de combater a discriminação contra os imigrantes que tanto vos indigna, reservai já o vosso voo para Joanesburgo. O desafio é extensivo aos áctivistas xenófobos que podem aproveitar a oportunidade para estágios com o movimento anti-migrações March & March. Boa viagem.

14/06/2026

Lost in translation (375) - Greve geral significa uma greve parcial dos funcionários públicos (II)

Continuação de Lost in translation (374).

BdP

Quem tenha consultado a lista de 66 páginas com 990 entidades afectadas pela greve, publicada pela CGTP, spin-off do Partido Comunista para as greves dos funcionários públicos, já teria concluído que impacto da greve geral foi ridiculamente insignificante e não terá razões para ficar surpreendido com a divulgação pelo BdP do Indicador diário da atividade económica (DEI) do Banco de Portugal dessa semana, de onde se conclui que ocorreu uma redução da actividade económica ao redor dos 5%.

04/06/2026

Lost in translation (374) - Greve geral significa uma greve parcial dos funcionários públicos


Ontem, tivemos mais outra greve dita geral envolvendo pouco mais do que os ocupantes da vaca marsupial pública, alguns dos quais também se manifestaram contra o que chamaram pacote laboral, pacote cuja putativa adopção não teria quaisquer efeitos relevantes sobre esses ocupantes com empregos vitalícios protegidos do stress da concorrência. A esmagadora maioria das "vítimas" do pacote, os trabalhadores do sector privado, dos quais só em cada quinze está sindicalizado, continuaram a trabalhar nas empresas ou em teletrabalho suportando o desconforto da escassez de transportes públicos paralisados pelos ocupantes das referida vaca e a indisponibilidade dos serviços públicos nomeadamente das escolas e dos hospitais públicos.

O impacto da greve geral foi tão ridiculamente insignificante que a CGTP, spin-off do Partido Comunista para as greves dos funcionários públicos, publicou no seu site uma lista de 66 páginas com 990 entidades afectadas pela greve, a saber:
  • 24 Empresas privadas com "produção parada" do milhão e meio de Micro e PME que existem em Portugal;
  • 215 organismos públicos encerrados dos cerca de 4.200 organismos públicos existentes;  
  • 15 organismos públicos com serviços mínimos;
  • A restante miscelânia de entidades, com taxas de adesão à greve de 45% a 100%, dos quais quase todas são organismos públicos, entre eles:
    • Cerca de 200 organismos ligados a câmaras municipais;
    • Cerca de 270 escolas e creches;
  • Com dificuldade, lá se conseguem encontrar algumas micro e PME, lista que inclui alguns  departamentos de empresas privadas (por exemplo a loja de Eiras da Auchan, um posto de abastecimento da BP, Lidl de Alcochete e de Tondela, o Posto logístico da Sonae na Azambuja e outra miudezas). 
A única novidade nas manifs com layout e slogans do século XIX, onde se viam cartazes a reclamar "pão" e a protestar porque o "custo de vida aumenta", foi a sua parasitagem por áctivistas (provavelmente os mesmos áctivistas das mudanças climáticas) que usaram a violência e provocaram a resposta, por vezes violenta, da polícia.

____________

Alteração do entrada do Glossário das Impertinências:

Greve geral (sindicalês)

Uma greve de muitos empregados do Estado, devidamente protegidos das agruras do mundo real, cujos "direitos" não são afectados, e de alguns trabalhadores de empresas privadas; greve convocada quando o governo não é de esquerda, por sindicatos que representam menos de um sexto dos trabalhadores, que reclamam ter mobilizado a maioria dos trabalhadores, greve geralmente com impacto limitado que é convocada para a véspera de um feriado, sexta-feira ou segunda-feira, acompanhada de manifs com cartazes do século XIX e parasitada por áctivistas violentos.

22/04/2026

Um Serviço de Desenvolvimento de Identidade de Género pode ser uma espécie de clínica do Dr. Mengele (6) - Atropelados pela realidade

Continuação de (1), (2), (3), (4), (5)

«Duas notícias recentes sugerem que médicos que prescrevem procedimentos de transição irreversíveis para adolescentes devem levar a ameaça legal a sério. A primeira foi uma indemnização de $2 milhões para um único paciente em Nova York em 30 de janeiro.

O caso dizia respeito a uma mulher chamada Fox Varian. Após uma infância difícil, a Sra. Varian começou a sofrer de depressão e ansiedade. Ela também foi diagnosticada com autismo. Com 15 anos, ela se identificava como rapaz. A sua psicóloga teria alertado a sua mãe de que ela corria risco de suicídio se não fizesse a cirurgia.

Em Dezembro de 2019, aos 16 anos, a Sra. Varian passou por uma mastectomia dupla. Longe de melhorar, sua saúde mental piorou. Em 2022, ela decidiu fazer a detransição. No ano seguinte, ela entrou com uma acção por erro médico contra a sua psicóloga e o seu cirurgião. Foi o primeiro processo desse tipo movido por um detransicionador a ser apresentado a um júri americano. "Eu tinha 16 anos e estava realmente, realmente mentalmente doente, obviamente", disse a Sra. Varian ao tribunal, segundo o Free Press. O júri concedeu a ela $1,6 milhão por dor passada e futura e $400.000 por custos médicos futuros.

19/02/2026

Senile leftism, the woke right and the woke left are more alike than you think.

Fonte                                                                              Fonte

As you can see in the diagram on the left, the older the leftists, the more they appreciate the demonstrations.

The diagram on the right shows that ​​the old left woke is in decline, and the new right woke is on the rise. So they are different, yet both are similar in their difficulty in dealing with differences and in their attempts to silence dissenting voices.

25/09/2025

Dúvidas (358) - Por que cedem os princípios à fidelidade? O que é uma resposta proporcional?

Em minha opinião, fundada em muitos anos de observação do comportamento humano, uma grande parte das pessoas de direita (e de esquerda) confundem a defesa dos princípios e das ideias com o que consideram ser a fidelidade devida aos correligionários ou então abandonam essa defesa por não terem a coragem de criticar estes em nome daquelas. Sobram muito poucos para defender os princípios e as ideias. Sempre foi assim e provavelmente sempre assim será.

Grozny, Chechénia, 1994                                                                         Gaza City, 2023.

Honestamente, não sei o que seria uma resposta proporcional. Ainda assim, acredito que as destruições que qualquer das fotos mostram e as muitas dezenas de milhar de mortos que delas resultaram não são uma resposta proporcional, seja lá ao que for proporcional, e seja lá o que for o que a resposta visa, seja evitar a secessão da Chechénia e manter a integridade do Império Russo, seja vingar as vítimas do terrorismo do Hamas, manter a integridade do governo com o apoio da extrema-direita religiosa e supremacista, gastando o que resta dos créditos do Holocausto.

24/09/2025

O ridículo da "Flotilha Global Sumud" esconde uma tragédia


Há muito que se esgotou a legitimidade e a justificação moral da resposta israelita aos crimes cometidos pelo Hamas e é uma tragédia que a denúncia das consequência sobre as populações civis dos excessos de uma resposta desproporcionada esteja a cargo deste e de outros bandos de palhaços que desacreditando a denúncia acabam por dar uma preciosa ajuda ao governo israelita de Bibi controlado pela extrema-direita religiosa.

28/08/2025

Dúvidas (355) - Para que serve a Fundação de Serralves? Promover actividades culturais? Certo? Errado! Serve para «Incomodar, desestabilizar, interrogar»

De acordo com os seus Estatutos, a Fundação de Serralves serve para:


Podemos discutir se esta é formulação mais adequada da finalidade da Fundação ou então podemos perguntar à Dr. Isabel Pires de Lima, a presidente demissionária, ex-ministra da Cultura no governo do Eng. Sócrates, qual é a sua perspectiva. É uma pergunta retórica porque Dr. Isabel Pires de Lima antecipou-se e respondeu assim no comunicado em que anuncia a sua renúncia:

«Na minha perspetiva, um espaço de produção de arte como é Serralves tem, a todo o momento, de incomodar, desestabilizar, interrogar ou então será apenas um lugar de pessoas demasiado contentes consigo próprias, naquela felicidade potencialmente castradora que o sucesso traz.»

20/07/2025

ESTÓRIA E MORAL: Segundo o áctivismo, a discriminação pode ser má ou pode ser boa

Estória

O que têm em comum (1) Jasper Ceylon, um entre vários outros pseudónimos literários de um canadiano, (2) Michael Derrick Hudson, um bibliotecário de Indiana, e (3) Aaron Barry, um professor de inglês de Vancouver, além de serem brancos da classe média que tentaram sem sucesso publicar os seus poemas ou novelas?

Para conseguirem ser publicados uns inventaram personas, tais como membro de género fluido da diáspora nigeriana ou Ye-Fen Chou, todos eles se apresentaram como espécimenes de minorias raciais ou sexuais e conseguiram não apenas que os seus trabalhos fossem rapidamente publicados, alguns deles deliberadamente de má qualidade literária, como todos obtiveram prémios de literatura. 

Têm ainda em comum ter contados as suas estórias pessoais ao jornalista River Page que as publicou em The Free Press sob o título "The White Man Who Pretended to Be Black to Get Published".

Moral

Se pensavam que discriminação racial consistiria em os membros de um grupo humano usufruírem de vantagens por essa pertença e, por isso a consideravam má, pensem duas vezes. Se os grupos discriminados forem brancos a discriminação é boa. 

20/04/2025

Ser de esquerda é... (32) - Adoptar a preservação dos jacarandás como ersatz da luta de classes

Desde que a esquerda é esquerda, ou seja, para simplificar, desde que o Barão de Gauville chamou a atenção para os deputados revolucionários da Assembleia Nacional Francesa saída da revolução de 1789 se sentarem à esquerda do presidente, que a esquerda luta por grandes causas. A emancipação da classe operária, o fim do capitalismo e do imperialismo, a sociedade sem classes, etc., um enorme etc.

Com o tempo essas causas foram desaparecendo e substituídas por outras. Recentemente as causas da esquerda quase se resumiram ao ambiente, à identidade de género e ao DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e os militantes operários foram substituídos por áctivistas graduados em ogias por universidades progressistas. A classe operária ficou esquecida e começou a votar na extrema-direita.


E assim chegámos à luta pela preservação dos 47 (quarenta e sete) jacarandás da Avenida 5 de Outubro, dos quais a câmara de Lisboa pretendia transplantar 22 e abater 25 por não terem condições para o transplante. Dito de outro modo, a câmara pretendia emigrar 22 e aos restantes aplicar a morte assistida por jardineiros devidamente qualificados. Tudo isto com o propósito pouco ambientalista de construir um parque de estacionamento  A luta tocou fundo no jornalismo de causas que deu voz à indignação popular, produziu dezenas de peças inflamadas e mobilizou áctivistas que promoveram uma petição com 19 mil assinaturas.

Outros "Ser de esquerda é..."

09/04/2025

Dúvidas (347) - Terá o MAGA uma vocação global?

Jornal Eco

«A embaixada dos Estados Unidos em Portugal está a realizar uma revisão global padrão dos contratos, que se aplica a todos os fornecedores e beneficiários de subvenções do Governo dos EUA. Este processo inclui um pedido de certificação para garantir o cumprimento das leis norte-americanas anti-discriminação, indicou ao ECO fonte oficial da embaixada.»

Não me recordo da administração Biden ter instruído as embaixadas americanas para compelirem os seus fornecedores locais a adoptar as políticas DEI.

27/03/2025

ARTIGO DEFUNTO: Jornalismo de causas artísticas, um exemplo

Steve Reich é um velhote com quase 90 anos compositor de inspiração minimalista, rótulo que ele questiona. Ganhou um Grammy em 1990 e o Pullitzer da Música em 2009 e a sua peça mais conhecida é provavelmente "Música para 18 Músicos". A pretexto do lançamento de uma edição da sua obra completa (até agora), foi entrevistado pela Blitz e a entrevista foi também publicada pela Revista do Expresso.

A certa altura, o entrevistador vai à sua agenda de jornalismo de causas artísticas e saca de várias perguntas absolutamente previsíveis na sua tentativa tosca de politizar a música no pressuposto que os músicos são ou devem ser militantes ideológicos. As respostas de Reich, de que cito a seguir alguns excertos, são desarmantes.

«Não, a ideia de mudar o mundo é... é uma ambição tola para um artista. (...) Por isso não acho que a arte consiga mudar o mundo, acho, sim, que imaginamos ou esperamos que os artistas tenham um efeito transformador no mundo. (...)

Porquê começar por Gaza? Comecemos muito antes, há 2000 anos, por exemplo. Ou talvez ainda mais, há 3400 anos. A questão é que a terra de Israel tem sido um ponto fulcral na civilização ocidental e na civilização oriental há quase 4000 anos, por um motivo ou por outro. (...)

Bem, ser remunerado é importante. Qualquer outro ser humano que trabalhe poderá concordar com isso. Um dos meus modelos, claro, foi Igor Stravinsky, que era famoso por sempre encontrar uma forma de ser recompensado pelo seu trabalho. Ele pensava numa peça e depois tentava encontrar quem a quisesse e pudesse pagar por ela. Sempre trabalhei com agentes, na Europa, aqui nos Estados Unidos, é basicamente a mesma coisa. É um princípio muito simples: se conseguirmos que muitas pessoas paguem por uma só coisa, fica mais barato para cada uma. (...)

Como é que as condições políticas atuais me afetam a mim ou a outras pessoas enquanto compositores? Não tenho a certeza que afetem, na verdade. Quero dizer, não sei quantos Presidentes diferentes em partidos políticos diferentes estiveram no poder durante todas estas décadas em que tenho trabalhado. Claro que isso faz diferença no mundo, mas em termos da minha própria perceção do trabalho, sigo aquilo que me interessa.»

30/01/2025

Áctivistas climáticos desisti de tentar subverter o capitalismo a pretexto das energias fósseis

Fonte

Enquanto os áctivistas se masturbam e ficam a olhar para os sapatos em manifs contra as energias fósseis, o capitalismo vê a "transição energética" como uma oportunidade de negócio e dá corda aos sapatos.

23/01/2025

O "woke" está a começar a adormecer e isso não é obra de Donald Trump. Donald Trump é que é uma consequência imprevista dessa mudança

No post de há três meses O "woke" pode estar a começar a adormecer citei estudos de opinião pública que mostram as opiniões "woke" sobre discriminação racial a crescer desde 2015 e a atingirem o pico por volta de 2021. A mesma tendência foi identificada no mundo empresarial. 

Uma e outra tendências não resultaram evidentemente dos pronunciamentos caóticos e contraditórios de Donald Trump. Ao contrário é a sua relativa popularidade que resulta dessas mudanças, sendo certo que a sua presença na Casa Branca irá acelerá-las e, provável e indesejavelmente, irá inverter o absurdo da ideologia woke para um outro absurdo de uma ideologia antiwoke que é apenas um pretexto para manipular as legiões de americanos insatisfeitos e ressabiados com o woke se prestarem a serem idiotas úteis para a ascensão de uma nova oligarquia talvez mais perigosa do que a dominante no passado recente, porque soma a influência ideológica, o controlo das redes sociais e o dinheiro, muito dinheiro gerado pela falta de concorrência (na tecnologia the winner takes it all, tem sido a regra).   

A aceleração dessas tendências está a ser cada vez mais visível e, para quem não tiver ainda reparado, o artigo «Um abalo chamado Trump» de Helena Garrido faz um excelente ponto de situação dessa evolução.


É assim que, a meu ver, o woke está para o pote ideológico da trumpologia como o comunismo estava para o capitalismo na piada de John Kenneth Galbraith.

13/12/2024

Mitos (345) - As gerações "mais educadas de sempre" são das mais incompetentes da OCDE. Um atestado de fracasso do ensino facilitista e endoutrinador

A OCDE publicou há dias o seu Survey of Adult Skills – Reader's Companion que revela um panorama desastroso das competências dos adultos portugueses (16-65 anos) nas três áreas consideradas: literacia, numeracia e capacidade de resolver problemas. Os três diagramas seguintes mostram a pontuação nas três áreas e apresentam os adultos portugueses no penúltimo lugar dos 38 países da OCDE nas duas primeiras competências e no quinto lugar a contar do último na terceira competência.


Uma vez que uma grande parte da amostra de inquiridos não frequentou ou frequentou apenas um pequeno número de anos no sistema de ensino não universitário do Estado Novo, desta vez não se pode culpar, como é costume, o fascismo por este enorme falhanço.

Estranhamente, os resultados do relatório foram amplamente citados pelos mídia portugueses e até os títulos reflectem uma apreciação muito negativa. Vejam-se como exemplo os seguintes:

  • 40% dos adultos em Portugal só compreende textos simples e matemática básica, indica OCDE (Negócios)
  • Adultos portugueses são dos que têm menos competências na OCDE (Diário de Notícias)
  • Quase metade dos portugueses entende apenas frases curtas e faz cálculos básicos. Na comparação internacional, país atrás da média da OCDE (Observador)
  • Em Portugal 40% dos adultos só compreendem textos simples e matemática básica (Público)
  • Adultos portugueses são dos que têm mais baixa capacidade de compreender textos e números (Expresso)

Suspeito que a explicação para esta exposição do fracasso escolar do sistema "democrático" de ensino  está menos na abertura, integridade ou independência inabituais nos mídia do regime e mais por não terem pensado no assunto e não terem concluído que esse fracasso se deve em grande parte ao facilitismo e à transformação das escolas em locais de endoutrinação e inculcação do áctivismo, transformação que a maioria dos jornalistas de causas que povoam as redacções se têm empenhado a promover.

11/12/2024

CASE STUDY: Um exemplo de pseudociência ao serviço do áctivismo anti-rácista

É um facto há muito conhecido que nos EUA a mortalidade infantil (bebés com menos de um ano) dos bebés negros é dupla dos brancos. Em 2020 um estudo publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences, concluiu que quando os bebés negros eram assistidos por médicos negros a mortalidade infantil diminuía para metade, uma conclusão muito convenientemente alinhada com o zeitgeist da época, ao ponto da Association of American Medical College se referir ao estudo como prova de «para recém-nascidos negros de alto risco, ter um médico negro é equivalente a um medicamento milagroso».

Em Setembro, um outro estudo (Physician–patient racial concordance and newborn mortality) de George J. Borjas e Robert VerBruggen, igualmente publicado nos Proceedings, analisou os mesmos dados do estudo anterior, identificou erros metodológicos e conclui que o peso demasiado baixo no nascimento tinha uma influência decisiva porque os bebé com menos de 1,5 kg representavam metade da mortalidade infantil e quando se considerava o peso não foi encontrada diferença mensurável entre os partos assistidos por médicos negros ou brancos. Na verdade o que se passou foi que os partos prematuros de bebés com peso insuficiente eram sobretudo assistidos por médicos brancos.

A Economist citou ambos os estudos e comentou estas conclusões sublinhando que o propósito principal que deveria ser a prevenção dos partos prematuros foi ignorado no primeiro estudo, estranhando que a questão do peso dos bebés não tenha sido considerada nem abordada no processo de revisão e sugerindo que os investigadores, as instituições e os mídias têm em certos casos duplicidade de critérios e se preocupem mais com a conformidade ideológica com as teses do áctivismo anti-rácista do que com a ciência. That's it.

24/11/2024

Mitos (343) - O contrário do dogma do aquecimento global (XXXII) - Os limites ao crescimento em 1972, segundo o Clube de Roma

Outros posts desta série

Em retrospectiva: que o debate sobre o aquecimento global, principalmente sobre o papel da intervenção humana, é muito mais um debate ideológico do que um debate científico é algo cada vez mais claro. Que nesse debate as posições tendam a extremar-se entre os defensores do aquecimento global como obra humana – normalmente gente de esquerda – e os outros – normalmente gente de direita – existindo muito pouco espaço para dúvida, ou seja para uma abordagem científica, é apenas uma consequência da deslocação da discussão do campo científico, onde predomina a racionalidade, para o campo ideológico e inevitavelmente político, onde predomina a crença.
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A COP29 realizou-se este ano no Azerbaijão, um país onde a produção de petróleo e gás representam metade do PIB cujo presidente de acredita, compreensivelmente, que «o petróleo e o gás são dons de Deus».   

Mme Sandrine Dixson-Declève, que falou em representação do Clube de Roma, fez uma intervenção incendiária onde a par das teses catastrofistas habituais do áctivismo ambientalista fez também a habitual ligação estúpida entre a direita e os inimigos do ambiente - «quem vota à direita não acredita em alterações climáticas», assim transformando o problema das mudanças climáticas numa questão partidária, mais até do que política. 

Model Standard Run as shown in The Limits to Growth

Se olharmos para as teses catastrofistas de Mme Dixson-Declève à luz das previsões catastrofistas do Clube de Roma no seu relatório de 1972 The Limits to Growth (pode ler aqui o texto integral nas suas mais de 200 páginas ou aqui um resumo de 13 páginas) que antevia o esgotamento de todos os principais recursos minerais nalgumas décadas seguida da fome generalizada, poderíamos concluir essas teses não tem qualquer credibilidade e que o Clube de Roma continua a contribuir para transformar uma questão científica numa questão ideológica, prestando um péssimo serviço à causa que se propõe defender.

20/11/2024

Proposta Modesta Para Evitar que os Áctivistas Desperdicem Acções e Indignações (13) - Áctivistas da igualdade de "géneros" ide manifestar-vos em Bagdade frente do parlamento

Outras propostas modestas

[Em 1729 Jonathan Swift publicou um panfleto satírico com o título longo e insólito A Modest Proposal: For Preventing the Children of Poor People in Ireland from Being a Burden to Their Parents or Country, and for Making Them Beneficial to the Public.]

MSM

E porque não reduzir a idade do consentimento para seis anos, seguindo o exemplo do Profeta que desposou Aisha bint Abdullah bin Abi Quhafah bin Uthman bin Amir bin Kaab bin Qanana com essa idade? (fonte)

01/11/2024

Black Nationalist Gets $20 Million to Promote ‘Segregation’ (and racism) in Public Schools with donations from the government and nonprofits, including the Gates Foundation


«An adviser to Pennsylvania governor Josh Shapiro, who supports school segregation and is a member of the Black Panther Party with family ties to Iran, runs a nonprofit that has raked in nearly $20 million in donations from the government and nonprofits, including the Gates Foundation.

Sharif El-Mekki, a former middle and high school teacher and principal, founded the Center for Black Educator Development (CBED) in 2019, which defines its vision as “a world where. . . all black students are taught by high-quality, same-race teachers,” and where “all teachers demonstrate high levels of expertise in anti-racist mindsets.” CBED argues that employing black teachers to educate black students increases educational outcomes.

Since its founding, CBED has trained thousands of teachers across the U.S. in “education activism,” urging a “commitment to liberation education from the racism inherent in America’s institutions, including our schools.” A CBED information packet titled “The Anti-Racist Guide to Teacher Retention,” developed with the Pennsylvania Department of Education, defines education as “a political act” that “can upend white supremacy and a racist history of using education as an oppressive social force.” 

“Every lesson plan is a political document, and every classroom interaction a political statement,” the guide reads. 

El-Mekki’s nonprofit boasts more than $19.5 million in assets, boosted by funders including the Bill & Melinda Gates Foundation, which donated over $1.4 million between 2020 and 2021, and the Silicon Valley Community Foundation, which gave over $1.1 million in 2022, according to public tax filings. Other backers include NBC Universal, Nike, the Bezos Family Foundation, the University of Pennsylvania School of Education, and dozens more. In 2023 alone, CBED trained more than 1,700 educators. In their most recent tax filing from 2023, El-Mekki drew a salary of $233,410 from the organization.

“He started up this organization, which on paper sounds like a really wonderful endeavor, getting more black teachers in the classroom,” said Dr. Mika Hackner, a senior research associate at the Jewish Institute for Liberal Values, which drafted a report on El-Mekki’s extremist views and activism that she shared with The Free Press. “But if you scratch beneath the surface—not even beneath the surface, it’s on their website—he’s propagating some pretty dangerous and divisive ideas.” 

El-Mekki, she added, is “bringing in segregation by a different and more socially and politically acceptable name.” »

Francesca Block in The Free Press newsletter

20/10/2024

O "woke" pode estar a começar a adormecer

Os estudos de opinião pública realizados durante 25 anos pela Gallup, General Social Survey (GSS), Pew e YouGov mostram as opiniões "woke" sobre discriminação racial a crescer desde 2015 e a atingirem o pico por volta de 2021. 

Segundo a Gallup, as pessoas que se preocupavam "muito" com as relações raciais representavam 17% em 2014, aumentaram para 48% em 2021 e desceram para 35% no princípio deste ano.

Segundo a Pew, a percentagem de americanos que pensam que os brancos têm mais vantagens na vida do que os negros atingiu o máximo em 2020. 

Segundo a GSS, a opinião de que a discriminação é a principal razão para as diferenças nos resultados das raças atingiu o pico em 2021 e caiu em 2022. Os maiores aumentos e as posteriores maiores reduções da visão "woke" registaram-se entre os jovens e as pessoas de esquerda.


Também no mundo empresarial a visão "woke" parece estar a perder importância no últimos anos. 

Segundo a AlphaSense, as referências às políticas DEI (Diversity, equity, and inclusion) nas "earning  calls" que tinham aumentado cinco vezes em 2020 (ano da morte de Floyd), atingiram o máximo em 2021  e vêm descendo desde então e no segundo trimestre deste ano são apenas cerca de três vezes maiores do que antes do caso Flloyd.

A percentagem de oferta de empregos que mencionam a diversidade continua a crescer mas, apesar disso, o número de pessoas em postos de trabalho relacionados com as políticas DEI estão a diminuir.

Segundo a Revelio, a percentagem desses postos de trabalho em relação ao emprego total em grandes empresas americanas duplicou para 0,02% desde 2016 até 2022 e recentemente essa percentagem caiu para 0,018%.

Segundo a Farient Advisors, a percentagem de empresas do S&P 500 que fizeram depender os salários dos chefes das metas de diversidade atingiu 53% em 2022 e desceu para 48% em 2023.

Esta tendência pode ter diversas causas: a necessidade cortar custos em tempos difíceis, especialmente nas empresas de TI, o receio de serem processados por práticas discriminatórias e também porque as empresas estão a perceber a queda do interesse do público por estes temas.  

Um exemplo notável é o da Budweiser que perdeu o primeiro lugar na venda de cerveja por ter adoptada práticas consideradas demasiado "woke". No entanto, num domínio tão volátil como este nada é definitivo e as opiniões podem mudar rapidamente.



Ruy Teixeira, um cientista político americano de origem portuguesa, acha que «as pessoas um dia olharão para trás, para os anos 2015 a 2025, como sendo um momento de loucura», embora reconhecendo que é duradoura e positiva a tendência dos Estados Unidos para reduzir a discriminação e melhorar as oportunidades de todas a minorias.