O Dr. Adalberto Campos Fernandes, socialista e ministro da Saúde do Dr. Costa, durante três anos de que não há memória de ter apontado “irregularidades”, e conselheiro do Presidente da República, diz, a propósito das trapalhadas miúdas de que é acusado o Dr. Luís Neves, haver «sinais muito preocupantes que indiciam materialmente um funcionamento irregular das instituições». Teria o Dr. Adalberto toda a razão se as instituições do Estado sucial lusitano tivessem por hábito funcionar “regularmente”. Como o que é regular nas instituições durante governações como as do Eng. Sócrates ou do Dr. Costa são as irregularidades, o Dr. Adalberto deveria ter dito algo como «há sinais muito preocupantes que indiciam materialmente o funcionamento regular das instituições».
O que está em causa na REN? A resposta à opacidade do governo tem sido o “liberalismo” dos iliberais (2)
Está por explicar (para além da explicação para retardados que o governo deu) o racional do governo para comprar uma participação de 13,7% na REN, o operador da rede eléctrica de alta tensão. O silêncio do governo foi preenchido pelo cacarejar de vozes “liberais” em protesto pela intervenção do governo numa empresa privada, apenas interrompido por um comentário com pés e cabeça do Eng. Mira Amaral, concorde-se ou não.
E assim se evita a «hecatombe social» prenunciada pelo Dr. Dominguinhos
Perante a proximidade do fim do PRR e o atraso para aplicar os respectivos dinheiros da bazuca, o Dr. Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento, alertou que «se a consequência for a devolução do dinheiro vamos ter uma hecatombe social». O ministro da Economia ouviu o apelo e garantiu que não haveria devolução. Pelo contrário, haveria complementação pelo OE 2027 que financiará todos os projectos em “conclusão substancial” no final de Agosto, seja lá o que isso for. Os bafejados pelo anúncio suspiraram de alívio e os contribuintes que o pagarão não deram por nada.
Canários na mina
Primeiro os trinados: puxado pelas exportações, o PIB cresceu 2,5% em termos homólogos no 2.º trimestre e 0,8% face ao 1.º trimestre (INE). É poucochinho, diria o Dr. Costa se ainda por cá andasse.
Depois os pios: a inflação foi 3,3% em Agosto pelo que a variação média nos últimos 12 meses subiu para 2,7% (INE); o endividamento da economia aumentou 39,6 mil milhões no primeiro semestre de 2026, com o sector público a subir 22,6 mil milhões, a dívida das empresas privadas a crescer 4,2% e a dos particulares 9,9%, em termos homólogos (BdP); os yields da dívida pública portuguesa atingem máximos de 5 anos.
| Trading Economics |
A estes pios dos canários junta-se o grasnar da CE que faz um prognóstico baseado nas novas regras orçamentais para o crescimento da despesa pública que em Portugal se prevê seja 5,6% em 2026, acima do limite de 5,1%, e em 2027 atinja 5,5%, muito acima do limite de 1,2%, por força do crescimento da despesa corrente (mais liberdade).
