| Expresso |
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
09/08/2026
ARTIGO DEFUNTO: O título também poderia ser "Dois em cada três membros são funcionários públicos ou pessoas pouco dotados de iniciativa"
31/07/2026
TIROU-ME AS PALAVRAS DE BOCA: O Portugal dos Pequeninos é «um Estado corporativista, com traços claros de capitalismo de compadrio» (andamos a dizer isso aqui há 23 anos e noutros sítios há mais tempo)
James A. Robinson, Prémio Nobel da Economia em 2024, co-autor com Daron Acemoglu de «Porque Falham as Nações».
23/07/2026
TIROU-ME AS PALAVRAS DE BOCA: O Portugal dos Pequeninos e o neoliberalismo que é afinal a economia de compadrio
«Há uma fraude intelectual no centro do debate político português, e é esta: a ideia de que Portugal é, ou alguma vez foi, uma economia liberal entregue à selva dos mercados. Sempre que algo corre mal — os salários baixos, a emigração, a habitação, a pobreza — a culpa é atribuída ao “neoliberalismo”, ao “mercado”, ao “capitalismo selvagem”. É uma mentira, e das mais consequentes que contamos a nós próprios, porque o diagnóstico errado garante o tratamento errado. O doente não morre de excesso de liberdade. Morre da sua ausência. (...)
No capitalismo de mercado, enriquece-se servindo melhor o cliente do que o concorrente. Ninguém está protegido, o consumidor é o árbitro e a falência é a sanção sagrada que liberta o capital mal empregue para quem o emprega melhor.
Na economia de compadrio é tudo ao contrário: O Estado escolhe os vencedores, os subsídios vão para os amigos, as normas são escritas para matar os pequenos e blindar os grandes já instalados e o lucro não vem do cliente, vem do lobbying. Deixa de se ganhar criando valor e passa a ganhar-se comprando um favor.»
Excerto de O Estado-empresário: Cinco séculos a fazer o mesmo, Pedro Santa Clara
15/06/2026
PUBLIC SERVICE: The Nanny State finances everyone, those who don't need it and even terrorists
«Terrorists, hostile states and gangsters have been given more than £28bn of taxpayers’ money, including through aid payments, according to a secret government report.
The Telegraph can reveal details of a dossier showing that billions of pounds went to organised crime, with millions going to Russia and Islamic State.
It demonstrates that foreign aid and Covid relief loans were appropriated on a vast scale by Britain’s enemies, with the money beyond reach and those who took it unpunished.
More than £28bn ended up in the hands of those wishing to harm Britain between 2015 and 2021, according to the report, which was commissioned and produced by the Cabinet Office but was buried during the previous government.
Sources said it was never made public to save the government from the political embarrassment of revealing the huge scale of misdirected funds.
The Telegraph can reveal the existence of the document, believed to be the first assessment of how much taxpayer money has gone on to fund national security threats. It includes:
- Grants given to companies linked to the Russian state
- Covid loans sent to Islamic State terrorists
- Investment in research for companies linked to the Chinese military.»
Continue reading in the Telegraph
10/06/2026
CASE STUDY: A Administração dita Pública?
| mais liberdade |
Como se pode confirmar, é vasta a colecção de posts deste blogue em que se cita ou referencia a Dr.ª Clara Ferreira Alves, também conhecida como Pluma Caprichosa. Se concluirem que esta vasta colecção indicia uma certa fixação nessa luminária do jornalismo doméstico, não vejo como negar. A fixação explica-se por boas e más razões e, no que me diz respeito, as boas razões radicam no facto de a Dr.ª Clara ser uma pessoa portadora de uma inegável erudição e porque, surpreendentemente, estou por vezes de acordo com o que escreve. As más razões são: a sua ostensiva Cóltura, o seu cosmopolitismo pedante e, sobretudo, aquele faux pas (a coisa é contagiosa) da entrevista apologética ao Sr. Eng. Sócrates, a pedido do seu ídolo Dr. Soares.
Nos últimos tempos, a Dr.ª Clara tem andado desiludida com o curso das coisas e tem escrito sobre as trivialidades do Portugal dos Pequeninos, como fez a semana passada com o seu artigo com o título A Administração dita Pública em que se lamenta da odisseia da renovação do seu passaporte (um utensílio indispensável para continuar a exercitar o seu cosmopolitismo).
Vale a pena ler essa peça porque é um retrato da inépcia, incompetência, ineficácia e ineficiência do aparelho administrativo do Estado sucial. E, no entanto, isso não será por falta absoluta de dinheiro porque a despesa pública em Portugal está acima da média da OCDE, apesar de, como o gráfico acima mostra, a sua composição diferir da média na Protecção social (mais oito pontos percentuais), nos Serviços públicos gerais (menos três p.p.) e, ao arrepio do discurso oficial, na Saúde (menos três p.p,) e na classe residual Outros (menos quatro p.p.). Se fosse só um problema de dinheiro - e não é - dir-se-ia que o Estado português gasta demasiado a dar colo aos cidadãos em detrimento do funcionamento da sua máquina administrativa.
09/12/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (79)
O resultado de oito anos de governo socialista é pior do que se pensava
Como aqui explica Óscar Afonso, economista e director da Faculdade de Economia da UP, feita a correcção da população residente com os 321,5 mil imigrantes, número que só recentemente a AIMA divulgou, os indicadores de nível de vida (e de produtividade) e a posição relativa da economia portuguesa na UE pioram.
Mais um episódio dedicado à Dielmar da novela das intervenções socialistas em empresas
O Grupo Valérius, a quem um governo socialista pagou em 2024 sete milhões de euros do PRR «para revitalizar a operação e sustentar a atividade produtiva» da Dielmar, anunciou ir fazer um despedimento colectivo. Para quem não se lembre dos detalhes desta incursão “empresarial” do Dr. Costa, remeto para este ponto de situação de 2022.
A falta de memória dos apparatchiks socialista só é ultrapassada pela falta de vergonha
02/12/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (78)
Em boa verdade, a responsabilidade pela persistência do sector empresarial do Estado (SEE) e pelas perdas pantagruélicas, que acabam a ser pagas pelos contribuintes, não é exclusivamente socialista. O PSD, ou mais exactamente a fracção PS-D, partilha essas responsabilidades, mais pelas omissões do que pelas acções. Ainda assim, devemos assacar ao PS a maior quota de responsabilidade, quer por mais anos que governou quer, sobretudo, pela promoção activa do papel do Estado na economia.
O estudo “Sector Empresarial do Estado e Regional 2023-2024” do Conselho das Finanças Públicas traça um retrato arrasador do SEE. Só 36 empresas das 88 analisadas tiveram resultados positivos. No total o SEE ocupa quase 190 mil trabalhadores (quase 4% da população activa). De 2023 para 2024 o volume de negócios e o investimento cresceram e o prejuízo total aumentou de -766 milhões para -1.312 milhões e o número de empresas com capitais próprios negativos (o que de acordo com o Código das Sociedades faria delas empresas falidas) aumentou de 29 para 35. O caso das entidades do SNS é particularmente grave. Mais de 70 dessas entidades tinham capitais próprios negativos em 2024. Pior é difícil.
O PS apagou as “linhas vermelhas” que o separam do partido do Dr. Ventura?
Os dois partidos chumbaram uma actualização de menos de 2% das propinas do ensino universitário. Possivelmente não perceberam que isso não ajuda o alunos pobres que merecem ser ajudados, os quais deveriam ser parcialmente ou totalmente dispensados de propinas e/ou terem bolsas. Isso significa que terá de aumentar o financiamento das universidades pelo Estado à custa dos impostos pagos de todas as famílias, mesmo pelas que não têm estudantes universitários. E esses impostos para substituir o aumento das propinas representam uma fracção maior precisamente nas famílias de menores rendimentos,
Como se fosse pouco, os dois partidos aprovaram a eliminação de portagens de onde terão de ser aumentadas as compensações aos concessionários, uma vez mais pagas com impostos regressivos e também por quem não utiliza essas portagens.
26/11/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (77)
A propósito de mais uma argolada do Ministério Público no caso das escutas ao Dr. Costa e aos seus apoderados na Operação Influencer, o mesmíssimo Dr. Costa instruiu o seus advogados para fazer fogo sobre o MP fazendo-se de vítima para justificar uma renúncia que, como é evidente para toda a gente, estava na sua agenda desde que tempos antes ele iniciou a sua campanha para presidente do Conselho Europeu e aguardava apenas o pretexto oferecido pelo MP.
Dizia-se dos Bourbon que nada esqueciam e nada aprendiam. Foi que fez o Dr. Pedro Nuno com o seu artigo de hoje no Público em que justifica e louvaminha a geringonça de que ele foi um dos obreiros, mas não beneficiário porque o benefício foi apoderado pelo Dr. Costa, sem perceber que a geringonça foi chão que deu uvas e é hoje geralmente abominada pelos eleitores, pelo que a sua evocação só pode trazer prejuízo a quem pretende voltar ao poder.
… e tem a companhia dos apparatchiks da UGT…
Em resposta às patetices do governo para tentar desmobilizar a greve conjunta da UGT com a CGTP, o apparatchik-mor da UGT declarou que «se calhar o que temos de passar é marcar dois dias de greve em vez de ser só um». Talvez esteja enganado porque, numa conjuntura em que os aumentos nominais de salários têm ultrapassado a inflação, com o dinheiro da bazuca ainda a circular e o consumo a aumentar, a greve geral pode ser um fiasco.
Na senda do Animal Feroz, que decidiu terminar a PPP do hospital Amadora-Sintra, e dos dois governos do Dr. Costa que, pela mão da Dr.ª Temido, a ministra que confessou cantar a Internacional para relaxar, extinguiram as PPP em quatro hospitais, hospitais que funcionaram sob a gestão privada com melhor qualidade e menores custos do que os hospitais públicos, o grupo parlamentar do PS votou na companhia do Livre, do PCP, do BE e PAN, contra a proposta de o governo promover a adjudicação de contratos PPP.
A promoção do facilitismo não está a facilitar
Não obstante as propostas do aumento permanente extra das pensões, do congelamento das propinas e da proibição da venda de imóveis do Estado com aptidão habitacional e all that jazz, a sondagem da Pitagórica da semana passada dá uma vantagem do PSD sobre o PS de 12 pontos percentuais. Resta ao PS a consolação de continuar a ser atractivo para os candidatos a apparatchiks do Estado sucial que en masse se têm inscrito como militantes.
04/11/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (76)
Podeis voltar. Estais perdoados
Com a adopção pelo Dr. Montenegro do “arrendamento acessível” que incorpora também a utilização de imóveis públicos, que pela mão dos governos socialistas só deu anúncios, o Dr. Pedro Nuno e o Dr. Medina vêem-se resgatados dos desastres dos seus Programas de Arrendamento Acessível que após oito anos tinham produzido 900 contratos activos para dois mil alojamentos e 30 mil candidaturas.
A perda de memória talvez seja o distúrbio de saúde mais frequente entre os políticos
- Dr. José Luís Carneiro
«Vieram as 35 horas, o desapertar do cinto, o regresso da Ordem dos Médicos como verdadeiro poder por trás do trono. O que se seguiu foi uma festa sem limites, um aumento inacreditável da fatura. Em 2015, a despesa total do SNS foi de €9 mil milhões e representava 10,4% da despesa pública. Em 2024 foi de €15,5 mil milhões e representava 12,8% da despesa pública. (…)
As Parcerias Público-Privadas (PPP) na área da Saúde acabaram quando a ‘geringonça’ pressionou António Costa (e este cedeu). A cegueira ideológica do Bloco de Esquerda e do PCP só não foi maior do que o oportunismo do Partido Socialista, e entre tantas mentes brilhantes ninguém foi capaz de perceber o que estavam a fazer.»
- Dr. Marcelo Rebelo de Sousa
28/10/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (75)
Recordemos que a SATA, a companhia regional de aviação dos Açores, assinou em 2016 um contrato de leasing de um avião Airbus A330 que custou até 2023 mais de 40 milhões de euros, com o avião estacionado desde 2019 no aeroporto Sá Carneiro, por custar mais caro mantê-lo a operar. Entretanto, a SATA recebeu ajudas de 453 milhões de euros e só em 2023 a comissão de inquérito do parlamento açoriano se deu conta. Descobriu-se mais tarde que a SATA estava tecnicamente falida, ninguém parece saber qual o montante exacto do passivo e procura-se um candidato privado para comprar o mono, querendo dizer um benemérito que, como é sabido, fora do Estado sucial é coisa que não existe.
Fast forward, dois anos depois o processo de privatização continua sem candidatos e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, preocupada porque o fecho da Azores Airlines do grupo SATA pode ter um impacto de cerca de 1,27 mil milhões de euros, montante equivalente a um quarto do PIB da RAA, e a perda direta de 815 empregos. A Câmara que considera a privatização a «única via possível para salvar a companhia» está equivocada porque a salvação desta companhia só pode ser feita com dinheiro dos contribuintes. A dúvida é se, e qual, a outra companhia pode fazer do tráfego aéreo para os Açores um negócio, isto é uma empresa paga pelos seus clientes.
Take Another Plan. TAP uma SATA do Continente
O Tribunal Constitucional confirmou a interpretação do Supremo Tribunal de Justiça e dois mil tripulantes com contratos a prazo desde 2006 cancelados, muitos deles durante o processo de reestruturação da TAP em 2022, em que foram torrados mais de três mil milhões de euros, poderão reclamar os retroactivos estimados em 300 milhões de euros (fonte).
Sequelas de oito anos de governação do Dr. Costa
| Os dois gráficos acima mostram os resultados do ensino doutrinário e da autoestrada mexicana do investimento público socialista. O mito do alojamento local como culpado da falta de habitação Passando ao lado da queda abissal das novas construções, o alojamento local foi um dos três pilares da tese oficial da esquerdalhada para justificar o aumento do preço das casas e dos arrendamentos – os outros dois foram o clássico da especulação dos senhorios e a compra de habitação pelos estrangeiros. Afinal, em resultado do «processo de limpeza dos registos inativos de alojamento local decorre há cerca de cinco meses» concluiu-se que actualmente cerca de 40 mil dos cerca de 125 mil alojamentos locais só existem no papel. |
21/10/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (74)
Felizmente para o seu sucessor no BdP, o Dr. Centeno está a fazer o possível e o impossível para ser colocado num púlpito europeu, uma vice-presidência, seja a da EBA (Autoridade Bancária Europeia), seja a do BCE (Banco Central Europeu). O relações públicas do Dr. Centeno está há uma semana a soprar ao ouvido dos jornalistas amigos o desejo do Dr. Centeno de ir fazer companhia ao Dr. Costa na Óropa.
Nos primeiros dias, a coisa era disfarçada como uma iniciativa externa, nuns casos com uma grande ousadia de a atribuir à Drª. Lagarde que «aposta em Centeno para a presidência da Autoridade Bancária Europeia», assumindo que a presidente do BCE não leria jornais portugueses e, portanto, não se aperceberia do abuso de lhe colocar esta aposta no regaço. Noutros casos, como uma iniciativa colectiva «(Centeno entre os favoritos à presidência da Autoridade Bancária Europeia»). Em vão se procuraria na imprensa europeia quaisquer vestígios dessa suposta iniciativa.
Até que, na falta dos sinais exteriores, o Avante da Sonae chega mesmo ao ponto de desvendar a manobra e escreve «Jornal Eco lança Centeno na corrida», perde-se a vergonha e assume-se que criatura «está de olho no lugar de vice-presidente do BCE» e lamenta-se que tardem os apoios do governo português que «tem menos de um mês para apoiar (ou não) Centeno no BCE».
No lugar do actual governador do BdP – o “Álvaro”- faria uma campanha para desamparar a loja e despachar a criatura para Frankfurt.
«Empresa Financeiramente Apoiada Continuamente (pelo) Estado Central»
Desde Julho de 2020, quando o governo do Dr. Costa, depois de, pela mão do Dr. Caldeira Cabral, ter feito o favor de comprar a EFACEC à Dr.ª Isabel dos Santos, começou a tentar vendê-la, que o Dr. Siza Vieira, com grande falta de sizo, anunciava todos os meses que o mono estaria prestes a ser vendido, enquanto lá enfiava mais uns milhões e dava mais uma garantias. Até que no princípio deste ano o Tribunal de Contas confirmou que o desastre poderia ter um custo de 564 milhões de euros. Foi nesta altura que o parlamento acordou e pediu uma auditoria ao TdC que confirmou esse número e estimou que não seriam recuperáveis mais do que uns 400 milhões.
Sequelas da governação do Dr. Costa e do seu amigo do peito Dr. Cabrita
Ainda hoje se fazem notar as consequência da política de imigração irresponsável dos governos socialistas potenciada pelo caos administrativo da AIMA pela obra feita dos governos socialistas, descobrindo-se que afinal o número de imigrantes é superior a um milhão e meio e quadruplicou em 7 anos.
14/10/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (73)
Durante os oito anos em que o PS governou, o Dr. Costa e o Dr. Centeno seguido do Dr. Leão manipularam sistematicamente os números do investimento público ao comparar o orçamentado no ano (sempre empolado e nunca executado) com o executado no ano anterior (sempre inferior ao orçamentado para esse ano), anunciando o seu constante aumento, na verdade inexistente ou mesmo redução.
Isso mesmo constatou agora o FMI no seu relatório «Spending Smarter: How Efficient and Well-Allocated Public Spending Can Boost Economic Growth» em que compara o investimento público nos períodos 1995–2009 e 2010–22 e salienta o caso de Portugal que «substantially reduced their allocations for public investment between the two time periods», ao contrário da propaganda socialista.
Uma previsão fácil: o ego inchado do Dr. Centeno vai chocar com o novo governador
Se houvesse dúvidas sobre a colaboração que o Dr. Centeno se prepara para dar ao novo governador Santos Pereira, bastaria ler a sua mensagem aos trabalhadores do BdP, o seu apelo à expulsão da “má moeda”, imitando o Dr. Cavaco Silva que invocou a lei de Gresham para fazer a cama ao Dr. Santana Lopes, e ouvir o hino, que o BdP pagou para ser musicado, em que ele próprio glorifica o seu mandato como governador.
«Motivo ponderoso de natureza pessoal e profissional"»
Foi essa a justificação que o ex-líder do PS Dr. Pedro Nuno deu para suspender por 180 dias o seu mandato de deputado, furtando-se assim à discussão e votação da proposta de OE 2026 que o seu sucessor se prepara para aprovar.
Os resultados das eleições autárquicas mostram a notória queda do PS que perde para o PSD-CDS 22 câmaras e mais de 100 mil votos, a CDU a perder 7 das suas 19 câmaras, a confirmação da irrelevância da extrema-esquerda e a confirmação do Chega como partido unipessoal do Dr. Ventura com 3 câmaras e apenas 654 mil dos seus 1.438 mil eleitores nas legislativas.
07/10/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (72)
Em retrospectiva: após quase cinco anos no ministério das Finanças, o Dr. Centeno autonomeou-se para governador do BdP que dele dependia. Após a demissão do Dr. Costa em Novembro de 2023, em trânsito para presidente do Conselho Europeu, o Dr. Centeno em entrevista ao Financial Times ofereceu-se para ocupar o lugar vago em S. Bento e, gorado esse desiderato, iniciou as suas sondagens para uma candidatura a Belém.
Mais recentemente, em fim de mandato, Dr. Centeno foi colocar a primeira pedra da futura sede do BdP, cujo custo final «a Deus pertence», renovou o mandato do seu chefe de gabinete e, quando o seu sucessor fez saber que não o manteria em funções, na penúltima reunião da administração o Dr. Centeno aproveitou para nomear o seu chefe de gabinete para consultor de gestão de dados.
Todo esse desaforo foi ultrapassado quando a administradora sua protegida Dr.ª Helena Adegas apresentou uma proposta para a promoção do próprio Dr. Centeno que a maioria da administração decidiu adiar com grande desagrado do Dr. Centeno que alguns dias depois enviou uma longa carta a todos os funcionários glorificando a sua obra (fonte).
Depois da obra feita, a obra a fazer
Nos seus tempos de autarca, O Dr. Costa autoelogiava-se recorrentemente com o que chamava a sua “obra feita”. Talvez em sua homenagem, os candidatos socialistas às autarquias à falta de obra feita enunciam a obra a fazer, designadamente na área da habitação. A Dr.ª Leitão em Lisboa apresentou um volumoso objectivo de construção de fogos municipais, nada menos de 4.500 novas habitações. A obra a fazer pelo conjunto dos candidatos socialistas atinge o pantagruélico número de 25.000 fogos, mais do que a média anual de novos fogos construídos em todos o país (contas de António Rocha Pinto).
As “rendas moderadas” do governo AD, já tinham sido as “rendas acessíveis” do governo socialista
Em 2023, quatro anos depois do lançamento do Programa de Renda Acessível do Dr. Pedro Nuno, o resultado foram 771 contratos, ou seja, 0,084% dos 921 mil arrendamentos em Portugal. Seis anos depois, o programa do Dr. Pedro Nuno, que tinha como objectivo atingir 20% do mercado privado, atingiu 1,1%. A Dr.ª Marina Gonçalves, sucessora do Dr. Pedro Nuno na pasta, também inventou o programa Arrendar para Subarrendar que tinha como objectivo 320 casas e foi um falhanço total.
O Dr. Costa deveria ter entregado a habitação a uma pianista
Há pouco dias a Dr.ª Gabriela Canavilhas, ex-ministra da Cultura do Eng. Sócrates, actualmente repousando na Fundação Ricardo Espírito Santos Silva, apresentou uma «medida imediata para resolver problema da habitação». Perante a estupefacta audiência em Beja, a Dr.ª Canavilhas revelou que essa medida seria o alargamento «à reabilitação» do IVA a 6% que o governo AD vai aplicar à construção de novas habitações. Infelizmente a Dr.ª Canavilhas não partilhou com audiência como essa medida resolveria o problema da habitação.
Reabilitação impertinente do Dr. Brilhante Dias
Por inúmeras vezes o (Im)pertinências publicou referências muito críticas ao Dr. Brilhante Dias, dirigente e ex-líder parlamentar do PS que, porventura por ter sido vítima de uma inesperada epifania, publicou o artigo «Imigração: o dilema fatal do PS» de onde respigo:
«(…) com os argumentos de que Montenegro fez isto porque estamos em eleições (como se os governos socialistas fizessem diferente) e que trabalha com base em perceções (como se não fossem estas uma base implicante de todas as políticas em qualquer governo como Maquiavel ou Marx bem indicaram), aliou-se, mais uma vez, aos restos das outras esquerdas demonstrando uma ausência absoluta de autonomia estratégica.
Tal decorre do facto de termos no Parlamento um conjunto de deputados, importantes na bancada, que vivem fora da realidade, que não são capazes de ouvir os nossos concidadãos.»
30/09/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (71)
Segundo o jornal SOL, 352 trabalhadores da Carris (14% do total) são militantes activos do PS. Em 2017 quando a Carris foi transferida para a câmara de Lisboa só havia 161 militantes. Foi o Eng. José Animal Feroz Sócrates que um dia disse estar “o PS grávido do Estado”. Seria mais rigoroso ter dito que o Estado social está prenhe do PS.
O PS pode estar a caminho a irrelevância
Segundo um estudo da GfK Metris citado pelo Expresso, o PS em 122 dos 308 concelhos (dos quais dispõe actualmente de 79 presidentes) está em risco de “erosão eleitoral” e em 58 concelhos o risco de perda de eleitorado é “crítico” e em 63 é “elevado”. No final, o PS português pode vir a ter o mesmo destino irrelevante do PS francês que do “mon ami Mitterrand“ do Dr. Soares evoluiu para M Olivier Faure do Dr. Costa.
Mais sequelas dos delírios gasosos do Dr. Costa e do Dr. Galamba
Em retrospectiva, há uns anos o Dr. Costa e o Dr. Galamba subsidiaram com uns milhões do PRR a Fusion Fuel, uma empresa que iria fabricar eletrolisadores para a produção de hidrogénio verde e o Dr. Costa fez uma das suas declarações bombásticas garantindo que a produção de hidrogénio verde iria ser a nova "reindustrialização". Dois anos e meio depois, a nova "reindustrialização" consistiu na falência da Fusion Fuel com dívidas de 24 milhões e 5,8 milhões de subsídios torrados.
Agora foi a vez do chamado “Anel de Sines” da REN para hidrogénio verde, investimento com 50 milhões dos contribuintes europeus, que está à espera do primeiro do meio milhão de clientes domésticos e dos 1.300 clientes industriais que apareceram nos sonhos húmidos de Dr. Costa e do Dr. Galamba.
O custo da “obra” que o Dr. Centeno nos deixou é do domínio divino
Perguntado na sua audição no parlamento sobre o custo que terá a nova sede do BdP o Dr. Centeno respondeu «o valor final a Deus pertence».
16/09/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (70)
Segundo a Dr.ª Alexandra, o Eng. Moedas “prepara-se” para «retirar milhões destinados à Gebalis, empresa municipal cuja finalidade passa pela promoção e gestão de imóveis de habitação municipal, para financiar o aumento de despesa com a Web Summit». Sem se dar conta a Drª. Leitão passou ao lado do facto dos milhões que a câmara de Lisboa vem torrando com a Web Summit foram nas condições negociadas pelo Dr. Costa com o Paddy em 2016, e continuadas pelo Dr. Medina até 2021, tendo esses milhões sempre “retirados” de algum lado uma vez que não foram pagos com novas receitas da câmara (pode ler-se uma retrospectiva desta saga).
Glóriagate versus Rússiagate seguido de Entre-os-Rios-gate
À falta de outros argumentos e tentando recuperar o handicap da Dr.ª Leitão nas próximas eleições municipais, várias luminárias socialistas culparam o Eng. Moedas por um acidente aparentemente resultante da utilização de um cabo inapropriado e de um defeito de desenho (insuficiência dos travões de emergência) num elevador que andava pela calçada da Glória ainda o avô do suposto culpado era vivo.
O Eng. Moedas revidando ao citar o caso, que obviamente envolveu responsabilidade política do presidente, do envio pela câmara de Lisboa à embaixada russo dos dados pessoais dos organizadores de uma manifestação anti-Putin, com o Dr. Medina a assobiar para o lado, lançou gasolina em cima do fogo socialista.
Para piorar as coisas o Eng. Moedas deu o exemplo do falecido Dr. Jorge Coelho, agora no panteão socialista, que se demitiu depois da queda da ponte de Entre-os-Rios explicando que se demitia por reconhecer que devido à antiguidade e ao estado da ponte «há cerca de um ano (…) foi tomada uma decisão no âmbito do ministério do Equipamento Social no sentido de fazer outra ponte».
Ora, explicou o Eng. Moedas, ao contrário do Dr. Coelho, ele não sabia do estado do equipamento do elevador e por isso não faria sentido demitir-se. O que se seguiu mostrou o pior do Partido Socialista que com a ajuda da imprensa amiga reinterpretaram as palavras do Dr. Coelho tentando mostrar que este não tinha conhecimento dos problemas que causaram a queda da ponte, apesar de se ter demitido por essa razão.
O Dr. Centeno e a sua “obra feita”
O Dr. Centeno, talvez inspirado num Dr. Costa sempre com a boca cheia de “obra feita“, a poucos dias do fim do mandato foi a correr colocar a primeira pedra da futura sede do BdP, que custará 200 ou 300 milhões (há várias versões) mais as alcavalas inerentes à inevitável derrapagem das obras públicas. O ministro das Finanças pediu um inquérito à Inspecção-Geral de Finanças que continua à espera de uma reunião com o BdP e de acessos aos documentos que o Dr. Centeno disse que estão no ministério e o ministério diz que não tem. Como já escrevi, na dúvida concluo que nenhum deles diz a verdade.
09/09/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (69)
Em apenas 8 anos teria sido difícil ao Dr. Costa deixar uma herança mais pesada
Como acontece frequentemente na política, é quando se faz alguma coisa para resolver um problema que o problema se torna mais visível e obviamente complicado. Durante os seus governos o Dr. Costa com o expediente das “manifestações de interesse” abriu as portas a umas centenas de milhares de imigrantes, muitos deles sem falarem uma palavra de português, com costumes e culturas sem nenhuma afinidade com as domésticas. Em todos esses anos no pasaba nada, até que o governo AD começou a tomar algumas medidas atabalhoadas sob pressão da fanfarra do Dr. Ventura.
O resultado, além dos «3 quilómetros lineares de processos» são 100 mil acções judiciais de imigrantes para legalização da sua situação. Não é difícil prever que o Partido Socialista virá a usar uma das suas habilidades que é a de responsabilizar o governo seguinte pelos problemas criados pelo governo socialista que o precedeu. É uma táctica que teve imenso sucesso com a “austeridade” sobre cuja génese ainda hoje se confundem as fracas meninges de muitos tugas.
Os delírios gasosos do Dr. Costa e do Dr. Galamba
Há uns anos o Dr. Costa e o Dr. Galamba subsidiaram com uns milhões do PRR a Fusion Fuel, uma empresa que iria fabricar eletrolisadores para a produção de hidrogénio verde e o Dr. Costa fez uma das suas declarações bombásticas garantindo que a produção de hidrogénio verde iria ser a nova "reindustrialização".
Dois anos e meio depois, a nova "reindustrialização" consistiu na falência da Fusion Fuel com dívidas de 24 milhões e 5,8 milhões de subsídios torrados.
07/09/2025
Mitos (353) - O Estado sucial português é pouco social
Como mostra o gráfico seguinte, é inegável que as políticas redistributivas do Estado sucial português contribuem para reduzir a pobreza ou, mais exactamente, contribuem para reduzir a desigualdade, que é aquilo que estas métricas medem.
Outra coisa diferente é saber se essas políticas redistributivas são eficazes para o seu propósito de reduzir a pobreza.
E é aí que se levanta a dúvida, quando se vê no gráfico anterior que as famílias com rendimentos médios mais altos que constituem o 5.º quintil absorvem mais de metade dos apoios às famílias com rendimentos mais baixos, para não falar que, devido a pensões e salários mais elevados, absorvem mais de 2,5 vezes dos subsídios de desemprego e mais de 4,7 vezes os subsídios de desemprego.
A dúvida sobre a eficácia das políticas redistributivas portuguesa, excluindo pensões, transforma-se em certeza em termos relativos quando se compara que os efeitos dessas políticas são os penúltimos da UE e menos de metade da média.
__________
Fonte: O Papel das Políticas Redistributivas, Fundação Francisco Manuel dos Santos
26/08/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (68)
Os instintos estatistas do Dr. Pedro Nuno, ex-líder socialista, vêm à tona de cada vez que ele dá sinais de vida, como agora que começou a ressuscitar da sua curta morte política com uns posts em que se queixa do abandono do interior do país e só é lembrado pelos incêndios, abandono segundo ele resultante (da presença) do mercado e da “ausência” do Estado.
O Dr. Pedro Nuno a queixar-se da ausência do Estado em Portugal é assim como o camarada Manuel Marrero Cruz, primeiro-ministro de Cuba, a queixar-se do capitalismo para justificar os resultados do socialismo no seu país.
O que seria dos governos socialistas sem a muleta do jornalismo de causas e a ajuda do comentariado do regime?
É apenas um exemplo de entre as dezenas que todas as semanas se podem encontrar na imprensa do regime: o Jornal Económico publica uma peça com o título «Carga fiscal disparou 15 mil milhões desde a crise das dívidas soberanas», convenientemente ilustrado com uma foto de Passos Coelho e do seu ministro das Finanças Vítor Gaspar. Nessa peça com citações de vários estudos desde a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) a um ex-secretário de Estado do Eng. Sócrates, passando por vários fiscalistas, são responsabilizados equitativamente os governos de Passos Coelho e do Dr. Costa pelo aumento em 14 anos de 5,3 pontos percentuais da carga fiscal.
19/08/2025
Sequelas da Nau Catrineta do Dr. Costa (67)
Um dia destes, o Dr. Carneiro recomendou ao governo que declarasse a situação de contingência e criticou-o por se ter eclipsado em vez de, como se impunha, ter pegado na mangueira e combater os incêndios. Não me recordo de o Dr. Carneiro ter feito recomendações ou críticas quando, nas mesmas circunstâncias, em 2005 o Eng. Sócrates foi de férias para o Quénia, ficando o então MAI Dr. Costa a chefiar o Governo, ou quando o primeiro-ministro voltou e o Dr. Costa abandonou a mangueira e foi de férias enquanto o país ardia. Como também não me lembro de o Dr. Costa ter adiado as suas férias quando dos incêndios de Pedrógão Grande em 2017.
O socialismo do PS torna os ricos mais ricos
«Os mais ricos ficaram ainda mais ricos com o PS no poder», titula o semanário de reverência – uma fonte autorizada e credível quando, esquecendo-se dos favores que os governos do Dr. Costa fizeram à Impresa, se escreve algo crítico sobre a governação socialista.
«Em defesa do SNS, sempre» / «O SNS é um tesouro»
Os governos socialistas terminaram as Parcerias Públicas Privadas (PPP) para a gestão dos hospitais Amadora-Sintra e Loures criando mais duas fontes de problemas para o SNS. Por alguma obscura razão manteve-se a PPP do Hospital de Cascais (gerido pela espanhola Ribera Salud) que é um dos poucos hospitais em que o problema das urgências não se tem colocado e que vem apoiando os hospital geridos os apparatchiks do SNS.
14/08/2025
CASE STUDY: Tomar conta da ocorrência é a acção mais frequente das polícias do Portugal dos Pequeninos
Uma cena de pancadaria num avião da Ryanair na passada terça-feira levou à intervenção da PSP. E em que consistiu a intervenção da PSP? perguntareis e eu respondo: segundo o DN durante uma hora consistiu em "tomar conta da ocorrência".
E que é "tomar conta da ocorrência"? Dada a frequência com que as nossas polícias tomam conta de ocorrências (só nos últimos 30 dias segundo o Google houve 121 referências à tomada de conta de ocorrências), em tempos incluí no Glossário das Impertinências a entrada "Tomar conta da ocorrência" onde tentei definir a coisa.
Por falar em tomar conta da ocorrência, ocorre-me para tal são necessários com frequência "operacionais", geralmente em número significativo como se pode ver neste levantamento de há três anos, frequência e número que pelos vistos se mantém - nos últimos 30 dias ocorrerem mais de uma centena de situações que exigiram operacionais, algumas das quais certamente para tomar conta das ocorrências. É a esta luz que se deve avaliar a escassez de polícias, como tenho dado conta na série Outros casos de polícia.

