Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos
de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.
» (António Alçada Baptista)
The Second Coming: «The best lack all conviction, while the worst; Are full of passionate intensity» (W. B. Yeats)
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26/08/2026

Non habebis in sacculo diversa pondera maius et minus (Deuteronomium 25:13)

«Algo incrível aconteceu: o Irã tentou matar um dos meus filhos», disse o primeiro-ministro israelita  Benjamin Netanyahu em entrevista ao Canal 14.

Certamente por modéstia, Netanyahu não mencionou o ataque que ordenou à força aérea israelita para eliminar o aiatolá Ali Khamenei, a sua mulher, uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.

Num registo mais banal, o Dr. Eduardo Cabrita, amigo do peito do Dr. Costa e seu ministro da Administração Interna durante quatro anos, acusou o Dr. Montenegro de «degradar completamente os padrões éticos da governação” — e criou um “padrão Spinumviva».

Talvez por esquecimento, o Dr. Cabrita não mencionou os "padrões" marido e mulher no mesmo governo,  golas de proteção antifumo feitas com material inflamável, atropelamento a 200 km/h pelo carro onde viajava, homicídio pelo SEF de um imigrante ucraniano, entre muitos outros "padrões" ocorridos durante os governos do seu amigo Dr. Costa.

30/05/2026

Dúvidas (368) - Um bicho que se parece com um pato, nada como um pato e grasna como um pato, pode ser um ornitorrinco? (2)

Ceci n'est pas un canard
Outras dúvidas sobre o bicho: (1)

Já confessei o meu espanto por se poder concluir que Viktor Orbán é um democrata e a Hungria sob a sua batuta era uma democracia plena, que as acções erráticas de Donald Trump escondem uma estratégia coerente e que a defesa da redução da idade da reforma pelo Dr. Ventura é uma estratégia sofisticadíssima para atrapalhar o PSD.

Acrescento a esse espanto outro, não menos intrigante. Como é possível que luminárias da comentadoria doméstica se indignem justamente com a corrupção que grassa em partidos moderados e, ao mesmo tempo, mais do que fazerem vista grossa, silenciem, limpem a folha ou mesmo exaltem a administração Trump, provavelmente a governação mais corrupta do mundo ocidental desde os Founding Fathers?

Como explicar que pessoas inteligentes e cultas conseguem imaginar que um bicho que se parece com um pato, nada como um pato, grasna como um pato, acasala com patas, não é um pato, é um mamífero que põe ovos? Do ponto de vista da psicologia evolucionista, a melhor explicação que encontrei foi a de Leor Zmigrod no seu The Ideological Brain; e, do ponto de vista da ciência política, a melhor referência que encontro é o que baptizámos neste blogue como doutrina Somoza, que pode ser resumida como «He may be a son of a bitch, but he's our son of a bitch», juízo (ou piada?) atribuído a Franklin D. Roosevelt.

13/12/2025

Birds of a Feather Flock Together (9) - Besides sharing the same feather, these birds have a large bird as a common enemy

The Moscow Times

Blinded by his gigantic ego and deluded by past, present, and, he believes, future dealings, the Big, Beautiful Bird has not yet realized that.

17/10/2025

Mudam-se os tempos mudam-se os expedientes. O Reductio ad Hitlerum dá lugar ao Reductio ad Sinistram e ao Reductio ad Activismum

O ideário da esquerda, que no pós-guerra tem dominado até recentemente o condicionamento da opinião pública das democracias ocidentais, recorreu sistematicamente ao expediente designado por Reductio ad Hitlerum para classificar como fascista qualquer ideia ou pessoa desalinhada com esse ideário.

Agora que esse ideário vem perdendo influência na opinião pública, e a um ritmo mais lento nos mídia, em benefício de um ideário de direita, começa a emergir nos meios da direita um expediente semelhante de classificar como esquerdismo qualquer dissidência em relação ao actual credo oficial da direita. 

Baptizo esse expediente de Reductio ad Sinistram ou Reductio ad Activismum. Para se entender melhor o que quero significar, dou alguns exemplos. Uma criatura que defende o direito dos judeus a terem o seu Estado e a garantirem a sua segurança - para simplificar, um amigo de Israel - que critique as políticas e os abusos do governo de Israel é automaticamente classificada como esquerdista e inimiga dos judeus. Outra criatura, crítica do ideário e das práticas designadas como "woke", que não aceite que as instituições democráticas sejam usadas para adoptar práticas da direita semelhantes a pretexto de as combater, arrisca-se a ser classificada como esquerdista e até "woke". 

O mesmo expediente é usado pelos devotos de um ideário (de direita ou de esquerda) para classificar uma criatura que tenha uma visão crítica das práticas do líder que corporiza esse ideário, por muito idiota, sem escrúpulos, desonesto ou incompetente que esse líder seja, atributos que de resto a esmagadora maioria dos devotos, cegos pela sua devoção, não reconhece.

Uma pequena maioria a quem resta alguma lucidez, reconhecendo que as fraquezas do líder, nem por isso deixam de usar o mesmo expediente em público, embora em privado possam reconhecer  que «he may be a son of a bitch, but he's our son of a bitch», adoptando assim o que aqui no (Im)pertinências baptizámos há muitos anos de Doutrina Somoza, inspirados no facto - facto provavelmente falso ou alternativo, no sentido de Mrs Conway -, do presidente Franklin D. Roosevelt ter dito isso mesmo em 1939 a propósito do apoio ao ditador Somoza.

14/06/2025

Double standards: There are insurrections for good causes and there are protests for bad causes

The good insurrection vs the bad protest

«IS THE UNREST in Los Angeles a one-off? Or is it the beginning of a summer of unrest, and of crackdowns by President Donald Trump, who has no patience for protesters in Democratic cities? (...)

On June 9th the Pentagon announced the deployment of hundreds of marines to the city to backstop the National Guard. That is unwise. Marines are not experienced in law enforcement. As the defence secretary likes to point out, soldiers are trained to kill. 

On the contrary, when the president who pardoned his own Capitol-charging insurrectionists sends in troops to take on Democrat-supporting Angelenos, his loyalists are more likely to put aside their worries about the economy or the fuss surrounding the ex-DOGE boss, Elon Musk. The danger is that Mr Trump tries this tactic in other Democratic strongholds, too.»

(What’s happening in LA could be a template for the Trump administration)

13/07/2024

Birds of a Feather Flock Together (7) It's a new polyamorous bromance. They're going to solve it!

 

On his tour to Make Europe Great Again and achieve peace in Ukraine, on the 5th Mr. Órban visited Mr. Putin, on the 8th in Beijing Mr. Xi, and on the 12th Mr. Trump at Mar-a-Lago resort, where he emphatically declared "It was an honor to visit President Trump today. We discussed ways to make peace. The good news of the day: he’s going to solve it!".

10/07/2024

CASE STUDY: Outro exemplo de humorismo de causas de Ricardo Araújo Pereira

Na Revista do Expresso de 5 de Julho, o humorista Ricardo Araújo Pereira (RAP) escreveu numa peça sobre o debate Biden-Trump com o título «Um candidato que esteja vivo, se faz favor», o seguinte:

Apesar de esperar quase tudo dos disparates e do chorrilho habitual de meias mentiras e mentiras completas de Donald Trump, duvidei de que, mesmo ele, pudesse ter produzido a frase sublinhada. Não tive pachorra para ver o vídeo de mais de uma hora e meia do debate entre um velhote severamente diminuído e um velhote totalmente destituído de escrúpulos, fiz algumas pesquisas e não encontrei em fontes credíveis qualquer citação daquela frase. Encontrei-a apenas num post do X citado numa lista de memes publicados a pretexto do debate, obviamente parodiando-o.   

Ainda assim, resolvi perguntar ao ChatGPT que respondeu com alguma inteligência (artificial):

«The claim that Donald Trump stated "there are ten billion Guatemalans attacking the Lincoln Memorial right now" during the June 27, 2024, debate with Joe Biden on CNN does not appear to be accurate. Comprehensive reviews and fact-checks of the debate by sources such as FactCheck.org, PolitiFact, and Poynter did not report any instance of Trump making this statement.

Fact-checking sources covered a wide range of claims made during the debate, but there was no mention of such a quote from Trump regarding an exaggerated number of Guatemalans or an attack on the Lincoln Memorial​ (FactCheck.org)​​ (PolitiFact)​​ (PolitiFact)​​ (Poynter)​.

It is important to rely on verified sources and official transcripts for accurate information regarding statements made during public debates.»

Se, como tudo indica, Donald Trump não disse o que lhe foi atribuído, RAP praticou outra vez uma espécie de humor de causas, desta vez citando factos inexistentes, que na melhor hipótese não se deu ao trabalho de verificar e na pior os citou apesar de saber não serem verdadeiros, partilhando a mesma falta de profissionalismo ou de isenção, respectivamente, habitual no jornalismo de causas e assim desperdiçando o seu inegável talento.

24/10/2023

Mr. Orbán is a smart guy. He chooses the enemies that won't send tanks to take him down

Politico

Authoritarian regimes and flawed democracies need external enemies. Who the enemies are reveals as much about the nature of the regime as who the friends are.

13/01/2023

Devotees of Mr. Trump, before you point the finger at sleeping old Joe, don't forget what you said...

... about the object of your devotion when piles of documents were found in Mar-a-Lago...

NBC News

... and please note that it was the White House legal team that found the documents and so far the old sleeping Joe still hasn't invoked a conspiracy against him.

20/11/2022

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (202) - À justiça o que é da justiça, mas quem se mete com o PS, leva

 «Foi também assim quando em 2003 o então Procurador-geral da República, José Souto Moura, acusou o deputado do Partido Socialista, Paulo Pedroso, no âmbito do processo Casa Pia. De imediato o PS passou a apresentar-se como vítima de uma cabala. Os mais de 100 rapazes e raparigas que se estima terem sido vítimas de abusos passaram rapidamente para segundo plano, com os incidentes processuais a dominarem as discussões. (Entre os vários incidentes processuais houve um que teve por base a inclusão pelo Ministério Público de cartas anónimas no processo. Era então tese dominante em Portugal que tal inclusão violava o Código do Processo Penal e que estas cartas deviam ter o caixote do lixo como destino. Face ao entusiasmo presente com as denúncias anónimas no caso dos abusos praticados por sacerdotes católicos presumo que a jurisprudência do caixote do lixo passou à História.)

Catalina Pestana, que fora nomeada provedora para recuperar a Casa Pia no meio de tal tormenta, passou de personalidade admirada e respeitada a pouco menos que odiosa porque nunca deixou de denunciar o papel desempenhado nesses abusos ou no seu encobrimento por personalidades com poder político nomeadamente da área socialista. E o Procurador-geral da República que chegou a ser ameaçado de demissão (por causa das declarações de uma sua assessora de imprensa!) acabou isolado e denegrido.»

Helena Matos no Observado

06/03/2022

O algodão não engana. O teste das liberdades

Para saber se uma criatura aprecia de facto as liberdades pergunte-se-lhe: se tivesse de optar, escolheria uma democracia com defeitos, como a maiorias das democracias ocidentais, ou uma autocracia mais ou menos perfeita, como a de Putin, Xi Jinping, Castros, Maduro, e tantas outras.

25/02/2022

Comentário ao comentário sobre o homem do gás que bateu na minha prima

A minha curta ironia sobre a pusilanimidade europeia na resposta à invasão da Ucrânia «O homem do gás está a bater na minha prima e eu reagi com firmeza e disse-lhe que não lhe compro mais bilhas» deu pretexto a este comentário doutrinário, longo de uma página A4, expressando o que me pareceu uma apreciação do que eu chamo autocracia putinesca e uma visceral rejeição do que o comentador chamou «Ocidente (XX-XXI)». 

Pois bem, as minhas preferências inversas têm um fundamento muito simples: enquanto no «Ocidente (XX-XXI)» o comentador expressa pública e livremente e sem consequências a apreciação pela autocracia putinesca e a rejeição do «Ocidente (XX-XXI)», se eu fosse súbdito de Vladimir Putin e expressasse publicamente a rejeição visceral da autocracia putinesca e a apreciação pelo «Ocidente (XX-XXI)» na melhor hipótese seria perseguido, na hipótese intermédia mais provável seria preso e na pior hipótese seria assassinado a mando da clique Siloviki.

23/02/2022

O ruído do silêncio da gente honrada no PS é ensurdecedor (201) - Um regedor socialista e a doutrina Somoza

A estória é a de um presidente socialista de junta que se opõe indignado às filmagens na sua freguesia (Santa Maria Maior) de uma produção da Netflix, não obstante a câmara municipal de Lisboa ter uma comissão para promover filmagens em Lisboa que teve um certo sucesso ao autorizar até agora mais de milhar de pedidos para filmar, dos quais 119 na freguesia dessa criatura, sem ao que saiba nenhum protesto.

O que mudou agora?, questiona-se Helena Matos, admitindo um caso de «demência socialista». Não me parece, a começar porque os socialistas não sofrem de demência socialista. Eles sabem muito bem o que querem e o que não querem e o que fazer para o atingir ou para o evitar, respectivamente. 

Neste caso, para o regedor em causa, estas filmagens não têm nada a ver com as anteriores promovidas pela vereação do Dr. Costa e do seu delfim Dr. Medina, putativo futuro ministro das Finanças. E esse é o quid. Estas filmagens são promovidas pela vereação de Carlos Moedas a quem não se aplica a doutrina Somoza, por não ser obviamente their son of a bitch.

30/01/2022

DIÁRIO DE BORDO: Clowning for a cause (3)

Uma continuação daqui

Durante a campanha eleitoral Ricardo Araújo Pereira a propósito e também a despropósito fez humor com algum gosto e também com mau gosto e verrina, hostilizando e ridicularizando os visados, o que fez com quase toda a gente. Em contraste, foi notória a suavidade com que tratou o pessoal do BE e especialmente visível a simpatia com que acolheu os comunistas.

"Isto é gozar com quem trabalha", foi assim uma espécie de tempo de antena suplementar do PCP, a pretexto de inocentes piadas que eram mais oportunidades para o convidado brilhar.

18/06/2021

Ser de esquerda é... (14)

... ser praticante da doutrina Somoza (que, reconheça-se, também se pratica à direita com um pouco mais de recato).

Não sei se por convicção, se por conveniência, não me lembro de nenhum direitista ter, publicamente pelo menos, nos últimos 47 anos feito a limpeza da folha do Estado Novo, e, naturalmente, muito menos feito a sua apologia.

É por isso para mim um mistério a hipersensibilidade ao mero reconhecimento de que nem tudo foram desgraças durante a longa noite fassista, como foi o caso da intervenção de Nuno Palma na convenção do MEL, baseado num estudo de que é co-autor aqui citado que demonstra sem margem para dúvidas que o salazarismo fez mais para combater o analfabetismo do que a baderna da I República. Reconhecimento que, como o próprio explicou repetidamente, não se confunde com a apreciação do Estado Novo, que condenou sem ambiguidades. 

E o mistério é ainda mais denso quando quem se manifesta hipersensível é alguém como o jornalista de causas / militante / comentador / analista, ex-comunista, ex-Plataforma de Esquerda, ex-Política XXI, ex-bloquista, ex-Livre, ex-Tempo de Avançar, ufa!, Daniel Oliveira, com o dedinho espetado às supostas «teses “revisionistas” do Estado Novo» e à suposta desculpa dos seus «assassinos, torturadores e censores».

É no mínimo difícil de entender vindo de quem pelo seu percurso não mostrou indignação comparável, muito menos proporcional, perante os milhões de «assassinos, torturadores e censores» a que recorreram os regimes de que ele foi ou é admirador.

É mais um caso, vulgar na esquerda, de adopção da doutrina Somoza.

Outros "Ser de esquerda é..."

17/05/2021

Ricardo Araújo Pereira passou cum laude o teste do algodão

A minha dúvida foi esclarecida. RAP não reincidiu no humor de causas e não repetiu com o Sr. Vieira o número venerador e respeitoso que costuma fazer com o Sr. Jerónimo Sousa. O próximo passo para obter o grau de humorista sem causas é aplicar a mesma receita ao Sr. Jerónimo.

Comentando os comentários, sim é certo que uma criatura que pretende fazer humor «não tem que ser isento nem imparcial» e poderá fazer o que bem lhe der na real gana. Tem é de sujeitar-se a que outras criaturas o considerem funcionário de um partido, sacerdote de um credo ou propagandista e não humorista. 

Sim, e também é verdade que qualquer cientista pode resolver ser um Lysenko e ser considerado apenas um funcionário do PCUS e que o seu Lysenkoismo seja classificado como charlatanice e não como ciência.

16/05/2021

Teste do algodão: usará Ricardo Araújo Pereira com Luís Filipe Vieira o mesmo humor que usou com os palhaços que o precederam na comissão de inquérito do Novo Banco?

Em episódios anteriores do Isto é Gozar com Quem Trabalha, Ricardo Araújo Pereira ridicularizou, e bem, vários cromos que foram ouvidos na comissão de inquérito do Novo Banco. 

O Sr. Luis Filipe Vieira que foi o último a ser ouvido deu um espectáculo ainda mais deprimente dos que os seus antecessores, pela arrogância e a mentira descarada.

 

Sabendo-se que tem duas paixões, o PCP e o Benfica, RAP tem agora uma oportunidade de mostrar isenção e independência e não reincidir no humor de causas repetindo com o Sr. Vieira o número venerador e respeitoso que costuma fazer com o Sr. Jerónimo Sousa,

12/02/2021

A pandemia e as causas do jornalismo de causas

Agora que o Portugal dos Pequeninos, com o seu Estado sucial governado pelo PS, com o apoio de comunistas e berloquistas, atingiu 1.477 mortos pela pandemia por milhão de habitantes, batendo em número os EUA (1.468), após quatro anos de Trump (1), e o Brasil (1.107), após dois anos de Bolsonaro (2), silenciaram-se os tambores do jornalismo de causas que nos últimos 10 meses rufaram incessantemente atribuindo a estas duas criaturas as desgraças dos respectivos países, ao mesmo tempo que ignoravam as notáveis performances da Bélgica (1.855), por exemplo. 

Afinal a quem devemos atribuir as desgraças do Portugal dos Pequeninos? Talvez à variante inglesa.

(1) Mais de 3 milhões de resultados "covid trump" no domínio .pt 
(2) Mais de 300 mil resultados "covid bolsonaro" no domínio .pt