Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

03/10/2013

CASE STUDY: Um minotauro espera a PT no labirinto da Oi (10)

[Outras esperas do minotauro: (1), (2), (3), (4), (5), (6), (7), (8) e (9)]

A PT e a Oi vão fundir-se, ficando os accionistas da PT com 38,1%. Estava escrito nas estrelas, pelo menos desde as negociatas, envolvendo Sócrates e Lula, para vender a Vivo à Telefonica, comprar uma participação minoritária na paquidérmica Oi e pagar com os sobejos um dividendo especial aos accionistas da PT com as tesourarias secas.

A fusão de um porco que dá o presunto com uma galinha que põe os ovos e tem como resultado ovos mexidos com presunto, é boa para quem? Talvez para a ambição de Zainal Bava e a vaidade de Granadeiro. Para os accionistas portugueses da PT que de uma participação de controlo na PT e outra minoritária passa a uma minoritária no elefante que resultará da fusão, é duvidoso que o resultado seja melhor do que a soma das partes. E tudo porquê? Porque não estamos a falar de uma operadora líder no mercado mundial, de uma empresa competitiva e inovadora, estamos a falar de uma vaca marsupial semipública infestada de aspons petistas (assessores de porra nenhuma do PT) controlada por accionistas do regime do lado de lá e do do regime do lado cá do Atlântico.

Gostaria de estar enganado e a dupla Bava-Granadeiro conseguir transformar o paquiderme numa multinacional competitiva e inovadora contra a minha expectativa. Se isso acontecer, virei pôr a corda ao pescoço num post desta série.

Sem comentários: