Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

17/10/2013

Pro memoria (138) – O Grande Chefe oferece-se à direita

«Sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter!» Com esta declaração pour épater le bourgeois, começando desde logo pela bourgeoise entrevistadora que tem por ele um béguin persistente e mal disfarçado (muito para além do explicável pela doutrina Somoza), José Sócrates, é dele que se trata, está de volta e chega-se à frente para uma de duas coisas, segundo lemos nas tripas de um frango de aviário, na falta do oráculo de Delfos. Sócrates propõe-se à distância de dois anos entrar na fila dos presidenciáveis, o que por várias razões parece pouco provável, ou bien José vai dar um chega para lá à lesma que lhe sucedeu à frente do PS e vencer as próximas eleições para mettre en place les mesures d'austérité de redressement dans le but de sauver l'Etat social que estava tão bem nas mãos dele antes do chumbo do PEC IV e que o PSD e o CDS arruinaram.

Sem comentários: