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12/10/2013

ACREDITE SE QUISER: Separadas à nascença

Em 1948 a Coreia separou-se em duas: no Norte o Partido Comunista liderado por Kim Il-sung (o pai do actual querido líder Kim Jong-il Kim Jong-Un) tomou de assalto o poder com o apoio da União Soviética; no Sul realizaram-se eleições fiscalizadas pelas Nações Unidas e foi declarada constituída a República da Coreia e empossado Syngman Rhee como primeiro presidente - uma espécie de autocrata eleito.

Dois anos mais tarde, em 1950, o exército da Coreia do Norte invadiu a Coreia do Sul iniciando uma guerra de 3 anos que terminou com o armistício de 1953 e a separação em dois Estados - o norte um Estado comunista com uma ditadura de partido único que dura até hoje, comandado pelo querido líder e sua descendência, e o Sul com um Estado capitalista com um regime autocrático que se foi gradualmente liberalizando até ser uma democracia, com separação de poderes, partidos políticos e eleições livres.

Em 1961 a Coreia do Sul tinha metade do rendimento per capita da Coreia do Norte. 50 anos depois, a Coreia do Sul tem um PIB per capita (PPP) 18 vezes superior ao da Coreia do Norte (USD 32.800 contra 1.800). Coreia do Norte onde o ano passado foi reduzida de 145 para 142 cm a altura mínima exigida aos recrutas, por causa do raquitismo da geração actual devido à fome desde a década de 90.

Lembrete: foi esta Coreia do Sul Norte que o camarada Bernardino Soares, ex-líder parlamentar do PCP e actual presidente da câmara da Amadora de Loures, há uns anos declarou não estar certo de que não fosse uma democracia.

Declaração de interesse: eu não gostaria de viver num regime que o camarada Bernardino considerasse uma democracia.

Errata: o camarada Bernardino deixa-me tão confundido que troquei o Norte pelo Sul, Loures pela Amadora e ao Kim Jong-Un chamei-lhe Kim Jong-Il. Está demonstrada a minha irremediável inépcia para lidar com estes democratas. Aqui fica a minha autocrítica. Obrigado aos camaradas leitores que me corrigiram.