Sua Excelência durante a sua estadia em representação do Estado Português na AG da ONU, excepcionando o princípio de não falar no estrangeiro sobre assuntos internos, por ele próprio assumido, declarou
«É bom que fique claro que o Presidente não é criminoso»
a propósito do seu alegado envolvimento na mistificação montada sobre o roubo das armas da Base de Tancos, suspeita que resulta de uma escuta ao major Brazão, ex-porta-voz da PJM detido na sequência de "terem sido encontradas" as armas roubadas.
Nessa escuta o major Brazão diz que o «papagaio-mor do reino» tinha conhecimento da montagem. O Ministério Público suspeita, e com ele a maioria dos portugueses que ainda disponham de um neurónio activo, que o «papagaio-mor do reino» seja Sua Excelência. As dúvidas não se dissiparam quando Sua Excelência, em vez de ficar calado ou negar ser o «papagaio-mor do reino», coisa difícil de negar, convenhamos, garantiu que «o Presidente não é criminoso», referindo-se a ele próprio como se fosse outro.