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12/06/2026

A defesa dos centros de decisão nacional (36) - Os seguros inseguros

Outras defesas dos centros de decisão nacional.

Recordemos, uma vez mais, os inúmeros manifestos pela defesa dos centros de decisão nacional, alguns deles assinados por empresários que, passado algum tempo, venderam a estrangeiros as suas empresas e as inúmeras declarações no mesmo sentido da esquerdalhada em geral. Recordemos também que esta necessidade de vender o país aos retalhos resulta do endividamento de públicos e privados e da descapitalização da economia portuguesa, consequência de décadas a viver acima das posses.


Os diagramas anteriores mostram as fases mais relevantes da evolução da repartição do mercado entre seguradores portugueses e estrangeiros, medida pelos Prémios Brutos Emitidos, ou seja, pelo Volume de Negócio dos seguradores.

Decorridas cinco décadas do mantra do "nacionalizado, nosso" do PREC, a estrutura do mercado inverteu-se completamente, com os seguradores controlados por grupos estrangeiros detendo mais de 90% do mercado.

A Caravela, detida pelo empresário Mário Ferreira do grupo Mystic Invest e da Pluris Investments, maior acionista da Media Capital, E pelas famílias Violas e Quintas, é ainda um dos seguradores sobrantes. Por pouco tempo, porque está a ser negociada a sua venda à Allianz, o maior grupo segurador europeu em capitalização bolsista e activos. Diz-se que a Lusitânia, do Montepio, é outro sobrevivente que pode ser vendido em breve.

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