Num país como o Portugal dos Pequeninos que durante o PREC teve governos de inspiração comunista que nacionalizaram centenas de empresas dos sectores mais dinâmicos, deixando a economia de rastos durante o PREC, e desde então vem tentando timidamente diminuir a intervenção do Estado na economia, o que pode levar um primeiro-ministro a anunciar num congresso do seu partido a criação de um “fundo soberano” que «será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos. (… com) a intenção ... de termos participações acionistas de forma a garantir um veículo de poupança para as gerações futuras e um instrumento de efetivar a soberania nacional, (…) em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias se os concessionários das mesmas não cumprirem as suas obrigações»?
Emitir dívida pública para participar em empresas “estratégicas”, que no patuá socialista são mais EFACEC («Empresa Financeiramente Apoiada Continuamente (pelo) Estado Central»)? Para acrescentar às 120 empresas participadas que poderiam valer 40 mil milhões se fossem empresas rentáveis?
O que pode levar um primeiro-ministro a anunciar esse “fundo soberano”? Apropriar-se das bandeiras socialistas (e comunistas) e tornar irrelevantes o PS e o PCP e até, quem sabe?, o socialismo de direita do Chega?
Um caso patológico do Complexo de Eduardo Lourenço
A moção de estratégia apresentada no congresso do PSD tinha (garantem, não contei) 90 vezes a expressão “Portugal Maior”. À força de invocarem “Portugal Maior”, o Portugal dos Pequeninos ainda fica mais minúsculo. Se Eduardo Lourenço ainda fosse vivo, faria uma adenda ao seu «O Labirinto da Saudade: Psicanálise Mítica do Destino Português».
À força de querer ser popular, acaba impopular
A sondagem da Intercampus da semana passada mostrou o PS com 24,3% e o Chega com 20,3% à frente da AD, com 19,5%, que caiu 3,4 pontos percentuais.
«Pagar a dívida é ideia de criança»
| Fonte BdP |
Num país ainda fortemente endividado, aumentar o endividamento total da economia num ano em 36,9 mil milhões (4,4%, ou 2,5 pontos percentuais acima do PIB), de 845,6 para 876,1 mM, dos quais 14,3 mil milhões do sector público, 14,5 mM das famílias e 8,1 mM das empresas), é no mínimo imprudência inspirada pelo pensamento mágico proporcionado pela entrada dos 13 mil milhões da bazuca.
Não seria preferível tributar os prejuízos ordinários para aumentar a receita?
A tributação dos “lucros extraordinários das petrolíferas”, que proporcionou em 2023 ao Dr. Costa 5 milhões de euros, ou seja, 10% da receita prevista, classificada em 2022 como demagógica pelo Dr. Montenegro quando estava na oposição e agora anunciada e calibrada pelo Dr. Sarmento, foi confirmada a semana passada no parlamento pelo primeiro-ministro com um tranquilizou com um "não desistimos" o Dr. Figueiredo, deputado único do Berloque de Esquerda.
Do ponto de vista da eficácia fiscal, estamos conversados. Do ponto de vista do controlo dos preços, é como mudar de termómetro para baixar a febre.
Na imigração, como no resto, não há chuva na eira e sol no nabal
| Jornal Sol |
Tenho esperança de que quando o Dr. Ventura for primeiro-ministro de um governo do Chega, consiga que os imigrantes contribuam para a economia portuguesa e para a Segurança Social a partir da terra deles. Até lá, temos de escolher entre as manifestações de interesse inventadas pelo Dr. Costa, que nos permitiram aumentar a população residente em 825 mil em cinco anos, de 2021 a 2025, dispor de mão de obra nos sectores onde os portugueses não querem sujar as mãos e aumentar as contribuições para a Segurança Social ou o controlo e regulação dos fluxos migratórios.
(Continua)

Sem comentários:
Enviar um comentário