| Semanário de reverência |
É difícil superar a falta de senso de comparar o valor actual do FERSS, que se estima possa pagar dois anos de pensões, no segundo país mais envelhecido da UE, cujos fundos privados de pensões representam apenas cerca de 20 mil milhões e abrangem cerca de 1,2 milhões de pessoas, com cinco vezes o custo estimado do novo aeroporto Luís de Camões.
É assim parecido com comparar o custo do aeroporto de Schiphol, cujo custo de substituição se estima em cerca de 30 mil milhões de euros, com as reservas totais dos fundos de pensões dos Países Baixos, um país com uma população 1,6 vezes a portuguesa, mais jovem (menos 5 anos de idade mediana e menos 5 pontos percentuais de idosos), fundos que são suficientes para 30 anos de pensões e cujo valor atinge um total superior a 900 mil milhões ou 13 vezes o total os fundos portugueses.
Já agora, a jornalista, com um mestrado em economia pelo ISEG, situou a estimativa do custo do novo aeroporto em menos de 10 mil milhões. No lugar dela, teria feito outras estimativas, por exemplo:
- Custo estimado da construção (em 2024) 7,9 a 8,9 mil milhões
- Custo estimado das grandes obras de acessibilidade 5,5 mil milhões
- Custo total estimado 13,4 a 14,4 mil milhões
- Coeficiente médio de derrapagem das grandes obras públicas em Portugal 1,3 a 1,35
- Custo total provável 17,4 a 19,4 mil milhões
- Dois exemplos de derrapagem:
- Centro Cultural de Belém, o custo final triplicou o orçamentado;
- Aeroporto de Berlim: os 5 anos planeados escorregaram para 14 anos; o custo triplicou.
- O meu palpite do custo total final do Aeroporto Luís de Camões: 20 a 30 mil milhões