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05/06/2015

Encalhados numa ruga do contínuo espaço-tempo (39) – A morte do progressismo

«A devoção pelo papa Francisco, que se tornou hoje numa das grandes personagens do “progresso”, é o perfeito atestado da dependência cultural do que dantes se chamava a “esquerda”: para lá de um certo ponto a caridade e a solidariedade começam a não se distinguir. Em 1970 ou mesmo em 80, nenhum “marxista” de nenhuma espécie aceitaria esta amálgama. Agora, tirando essas longas e, aliás, meritórias queixas sobre a miséria do país, não lhe sobra senão o silêncio. O que os políticos do PS discutem (e com o PSD e o CDS) é engenharia financeira: nada mais. Mas, numa eleição, as vantagens de um “projecto” ou de um conjunto de promessas (supondo que se percebem) não significam coisa alguma. A morte do “progressismo”, que mandou em nós durante meio século, deixou um deserto: meia dúzia de tiques, meia dúzia de asneiras (como a idolatria do Estado, por exemplo); e talvez também a tristeza de uma ruína.»

«Uma ruína», Vasco Pulido Valente no Público

1 comentário:

Anónimo disse...

A minha opinião sobre este Papa, formado e educado como Jesuíta, só pode ter duas conclusões:
Ser um safado ou, mais logicamente,
Estar à espera que os pategos se espalhem nas mariquices, para depois os desfazer. À boa e eficaz moda jesuíta.
Abraço