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04/06/2015

Pro memoria (236) – Les bons esprits se rencontrent

O que há de comum entre Ricardo Salgado e Sepp Blatter? A falência fraudulenta do GES e a corrupção generalizada da FIFA? Sim, mas não apenas. Não apenas? Sim, há também a KPMG, uma das quatro majors da auditoria que num caso e noutro não viu nada.



Quanto ao caso GES pode fazer-se uma retrospectiva sumária no post «Pro memoria (193) - Danos colaterais da falência do GES (3)» e nos anteriores. Quanto ao caso FIFA pode ler-se aqui que a KPMG não só é responsável pela auditoria à FIFA como a um grande número de federações regionais em todo o mundo que são financiadas pela FIFA, como ainda faz regularmente a compilação de todos os relatórios financeiros em cada campeonato do Mundo.

Como se isso não fosse suficiente, a KPMG foi igualmente o auditor e consultor das organizações dos Mundiais da Rússia e do Qatar (quanto a este último, foi substituída pela Ernst & Young em 2011).

Seriam estas referências suficientes para a KPMG se qualificar para auditar a Mafia, a Cosa Nostra, a ‘Ngrandeta ou organizações similares?

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