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14/08/2015

Pro memoria (251) – O choque com a realidade do carro eléctrico de Sócrates (III)

[Continuação de (I) e (II)]

A última vez que aqui fizemos um balanço, no final de 2013, a situação era a seguinte:
  • Planos socráticos até 2020: 180 mil carros eléctricos e 25 mil locais de carregamento 
  • No final de 2013 havia 1.300 pontos de carregamento normal, 50 pontos rápidos, postos que terão custado 15 milhões, e 426 carros eléctricos vendidos desde 2010 sendo 140 em 2013 até Outubro (Expresso) 
  • Desde 2010 até 2013 foram feitos 27 mil carregamentos - o que dá 555 euros de investimento por carregamento nos 1.300 pontos, equivalentes a 7 carregamentos por ponto e ano ou um carregamento em cada 52 dias.
Em 2014 foram vendidos 216 carros eléctricos. Este ano existiam cerca de 900 carros eléctricos (uma parte significativa do Estado ou empresas públicas) e com um incentivo de 4.500 € venderam-se 187 até Maio. Sabe-se lá porquê (maldição da tabuada ou abate de pontos de carregamento) já só restam «mil postos de carregamento na via pública em cerca de 20 concelhos». (DN)

Entretanto, o governo ressuscitou o projecto Sócrates, vai instalar mais 49 pontos de carregamento e publicou a portaria 241/2015 prevendo que «o licenciamento da atividade de operação de pontos de carregamento será simplificado, de forma a estimular a emergência, num ambiente concorrencial, de novos operadores com cobertura nacional ou local».

Com essa concorrência, o número de pontos de carregamento por veículo e o custo por carregamento irão certamente aumentar. De onde se conclui que podemos continuar as políticas de Sócrates mesmo com o sujeito ausente.

2 comentários:

Antonio Cristovao disse...

Ainda bem que lembra o que é, investimento de jumentos.
E espanta-me que ainda achem, que o preso 44 está inocentemente preso.

Anónimo disse...

Mas o que é que estava a espera duma besta do calibre do Moreira da Silva?!...
José7