Our Self: Um blogue desalinhado, desconforme, herético e heterodoxo. Em suma, fora do baralho e (im)pertinente.
Lema: A verdade é como o azeite, precisa de um pouco de vinagre.
Pensamento em curso: «Em Portugal, a liberdade é muito difícil, sobretudo porque não temos liberais. Temos libertinos, demagogos ou ultramontanos de todas as cores, mas pessoas que compreendam a dimensão profunda da liberdade já reparei que há muito poucas.» (António Alçada Baptista, em carta a Marcelo Caetano)

20/08/2015

Pro memoria (253) – Ponde as barbas de molho

Realizaram-se ontem «dois leilões, um da linha de BT com maturidade em novembro de 2015 (BT 20NOV2015), colocando EUR 400 milhões (fase competitiva). e outro da linha de BT com maturidade em julho de 2016 (BT 22JUL2016), colocando EUR 750 milhões (fase competitiva). EUR 500 milhões (fase competitiva) e outro da linha de BT com maturidade em outubro de 2013 (BT18OUT2013), colocando EUR 1000 milhões (fase competitiva).» (Fonte)

Os yields ponderados foram -0,013% (sim, uma taxa negativa) e 0,021%, para os prazos de 3 e 11 meses, respectivamente. Nos leilões de 2010, em plena vigência do socratismo e antes da intervenção da troika, para os mesmos prazos, os yields ponderados foram 1,818% e 3,260%. Se recuarmos até princípios de 2008, meses antes da falência do Lemon Bros em Setembro desse ano, que anunciou o princípio da crise, encontramos leilões de BT a 12 meses com yields ponderados da ordem de 3,9%.

Imaginemos o putativo Futuro Primeiro-Ministro de Portugal, um admirador das obras do preso 44 e do Syriza, com acesso com taxas negativas ou próximas de zero para desenvolver o seu programa keynesiano.

Sem comentários: