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09/08/2015

Exemplos do costume (32) – Querendo promover a homossexualidade insultam o homossexual

Se tivesse tido dúvidas sobre o sucesso da promoção da causa gay já as teria perdido por alturas deste post de há um ano em que citei a Economist que escreveu sobre «The Glass Closet» de Lord Browne: «he has even heard of business students pretending to be gay in order to increase their chances of landing jobs at elite companies».

Se, ainda assim, alguma dúvida tivesse sobre o sucesso, não sobreviveria às dezenas de referências nos mídia (e milhares nas redes sociais) ao facto de António Simões ser gay, a pretexto da sua promoção a CEO europeu do HSBC. Com poucas excepções, todas essas referências, sendo obviamente uma promoção da homossexualidade, ao atribuírem o sucesso de Simões ao facto de ser gay, são um insulto à sua competência e dizem mais sobre o jornalismo que temos do que sobre o próprio Simões.

Talvez em parte essas referências obsessivas à orientação sexual de Simões se devam à dificuldade interpretativa de muitos jornalistas da entrevista publicada no Expresso no princípio do ano em que Simões, certamente um sujeito inteligente, disse «se não fosse gay provavelmente não seria CEO do banco». No contexto dessa entrevista, isso significa que, segundo ele, o esforço de ultrapassar o preconceito o tornou «uma pessoa mais autêntica, com mais empatia e melhor inteligência emocional» e essa evolução permitiu-lhe estar melhor colocado para ser CEO do banco. Ou, dito de outro modo, não foi de per se a qualidade de gay que lhe permitiu ser CEO, foram as suas qualidades pessoais, apesar de ser gay – se fosse coxo não seria muito diferente.

1 comentário:

Anónimo disse...

Esse caso é mesmo revelador. Parte substancial do "apoio" dado à causa gay nada tem que ver com empatia por pessoas: é puro oportunismo. É bom - e frequentes vezes, útil - sentir-se bom, amigo dos pobrezinhos e solicito para com os infortúnios dos que padecem, e como fazer o bem é uma maçada - exige tempo, dedicação, sacrifício e, sobretudo, lidar com nossa repugnância frente às misérias humanas, razão porque as pessoas que realmente fazem o bem tendem a ter bem clara suas limitações -, fica sempre mais a jeito ser bom... por meio de declarações! "Vejam como sou bom" - diz o oportunista -: "vejam como tolero as pessoas"... É um pouco por isso que eles pegam qualquer sinal isolado de "diversidade" e fazem disso um panfleto - sem qualquer receio de expor pessoas e fazer de suas vidas um mero pretexto para fazer avançar suas agendas. O curioso aqui é que a tolerância pressupõe o desacordo, e para quem não tem um código moral quanto à sexualidade a seguir, aceitar o comportamento homossexual não é uma questão de tolerância mas de coerência... esquerdices, enfim!

Nuno Salazar da Cunha