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05/08/2015

Presunção de inocência ou presunção de culpa? (24) - O gesto é tudo (2.º acto)

Lula, Dirceu e Dilma
1.º acto (Novembro de 2013)

José Dirceu (ver alguns posts em que a criatura é mencionada), guerrilheiro, petista emérito, segundo homem no governo de Lula e organizador do «Mensalão» (o esquema de compra de votos dos deputados federais de outros partidos para votarem as propostas do governo Lula), pelo qual acabou de ser condenado, entregou-se às autoridades para ser detido de braço erguido e punho cerrado e ao som de «A Internacional» e de palavras de ordem gritadas por petistas solidários: «somos vítimas da imprensa elitista» e «presos políticos, outra vez».

Dirceu até ao ser engavetado mostra que é o «nosso homem», segundo a doutrina Somoza.

2.º acto (na passada 2.ª feira)

Desta vez o braço não estava erguido nem o punho cerrado. Ainda em prisão domiciliária a que foi condenado pelo seu papel no Mensalão, José Dirceu foi outra vez engavetado pelo seu papel no «Pixuleco»,  a 17ª fase do Lava Jato, um processo de extracção de dinheiro centrado na Petrobrás com ramificações que chegam a Portugal aos suspeitos do costume.

Por falar em suspeitos do costume, recomendo este artigo de João Miguel Tavares onde faz se faz a ponte da corrupção tropical para os sujeitos do costume cá deste lado do Atlântico: que vão desde José Guilherme (o amigo que oferece milhões a Ricardo Salgado), ao inevitável José Sócrates e o seu amigo Vara, passando por Paulo Lalanda e Castro (o empregador de José Sócrates), Hélder Bataglia e outros.

Espero ansiosamente que Miguel Sousa Tavares não deixe de vir, outra vez, em defesa do seu amigo Dirceu e, aproveitando as economias de escala, pode reincidir na limpeza das folhas de José Sócrates e do compadre Ricardo. Espero também que Ricardo Araújo Pereira acrescente Dirceu no Brasil às únicas três pessoas em Portugal que, segundo ele, Miguel Sousa Tavares considera acima de qualquer suspeita (José Sócrates, Ricardo Salgado e Pinto da Costa).

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