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23/08/2015

AVALIAÇÃO CONTÍNUA: Um jornalista bom no género mau pode vir a fazer o upgrade para o género bom (V)

Secção Res ipsa loquitur

Já fiz apreciações negativas do trabalho do jornalista Ricardo Costa [(1), (2) e (3)], que foram evoluindo para apreciações positivas (aqui, aqui, aqui e aqui) a que acrescento agora mais uma pelas suas análises recentes e em particular pela peça especialmente lúcida e informada sobre as eleições britânicas «Como esfolar um gato... ou acabar sem pele» na Revista do Expresso deste fim-de-semana. Espero que António Costa não leia esta peça ou, se ler, não lhe dê importância - sempre poderia ajudá-lo a «vender» melhor a suas más políticas.

Não aprovo o trabalho de Ricardo Costa pelo facto de algumas das suas opiniões e conclusões serem compatíveis com as que por aqui defendemos - outras não o são - mas porque, até as que considero erradas, são apresentadas e defendidas da forma certa.

Sei por experiência própria e sobretudo alheia que não é fácil manter as distâncias num país muito dado ao nepotismo, e por isso a independência em relação ao partido de que o seu irmão é líder e ao líder têm um valor muito especial.

Não admira por isso que lhe atribua mais quatro afonsos.

1 comentário:

Antonio Cristovao disse...

Apoiado.
Já o seu nicolau parece que saiu dum conto de duendes.
Afinal o Batista da Silva era mesmo colega!!!