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29/05/2015

Pro memoria (235) – A escala de partidarização do PS é muito sui generis

Recordando este post:

Se há uma figura do regime que se pode considerar paradigma dos conflitos de interesses é o Dr. Vítor Constâncio, a quem em tempo foi bem dado o cognome de «ministro anexo» pelo professor Louçã, o mesmo a quem foi dado o igualmente apropriado cognome de «tele-evangelista». O Dr. Vítor Constâncio de governador do Banco de Portugal de 1985 a 1986 transitou neste último ano, para secretário-geral do PS, cargo que abandonou em 1989. Entre 1995 e 2000 foi administrador do BPI e com o habitual à-vontade transitou em 2000 do banco supervisionado para o BdeP supervisor onde se mantive até 2010, aí ganhando merecidamente o cognome de «ministro anexo» pelos seus inestimáveis serviços ao governo PS e aos bancos e banqueiros do regime. Para conhecer retrospectivamente uma parte da sua obra clique na etiqueta «ministro anexo».

Passados 5 anos, Pedro Nuno Santos, vice-presidente do grupo parlamentar do PS descreveu como «a mais partidarizada de um governador de sempre» a renovação do mandato de Carlos Costa que tinha sido nomeado em primeiro lugar pelo governo de José Sócrates, com grandes encómios do então ministro das Finanças Teixeira dos Santos.

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